EP 13 · 21/05/2026 · 1:09:12

Por que o jiu-jitsu virou sinônimo de alta performance executiva?

Rafael Tavares e Daniel Monteiro (B2J) · assistir no YouTube

Live com 5min53s de tela de espera antes da fala; 54% da audiência sai nos primeiros 30s sem ouvir nada.

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Stoix e o convidado

Leitura comercial interna: onde o negócio do convidado encosta no da Stoix, onde disputa, e o que dá para propor. Material de preparação, não vai para o convidado.

B2J (Brazilian Business Jiu-Jitsu)Treinamento corporativo e desenvolvimento de liderança

Negócio novo e assumidamente em construção ('um negócio mutante', 7:03), nascido de uma dinâmica de fim de ano em 07/12/2025, que leva método de jiu-jitsu para dentro de empresas em formatos presencial, palestra e programa longo. Daniel Monteiro é diretor na Gartner, com passagem por Serasa e Microsoft, e sócio da B2J junto com Rafael Tavares.

Sinergia

Onde o negócio dele encosta no que a Stoix faz.

  • Eles declaram no ar que estão desenhando um produto digital de entrada para dar acesso ao método (24:02): escopo de software ainda sem fornecedor definido.
  • O método por faixas e a tese de 'graduação de time' (35:42 a 36:11) encaixam como camada humana em projetos de transformação que a Stoix já vende, aumentando ticket sem novo custo de aquisição.
  • Daniel senta com compradores corporativos de tecnologia pela Gartner, o que dá leitura de critério de compra e acesso a contas grandes.
  • Relação quente e testada: é o segundo episódio do Rafael no canal e o anfitrião é aluno dele, então não há custo de construção de confiança.

Atrito e competição

Onde disputam orçamento, papel ou têm visões conflitantes.

  • O episódio não apresenta nenhum cliente com nome, ticket ou resultado, só reações emocionais ('brilho no olho'). Vender projeto fechado de software para empresa sem receita comprovada é risco de inadimplência.
  • A verba de treinamento e a verba de tecnologia moram em patrocinadores internos diferentes (RH e TI), então numa mesma conta as duas ofertas competem por atenção do dono, não se somam automaticamente.
  • O papel do Daniel na Gartner pode impedir associação comercial pública com um fornecedor de tecnologia, o que derruba a parte de acesso da parceria.

Oportunidades comerciais

O que dá para vender, construir junto ou indicar.

  • Produto digital de entrada da B2J

    Construir a plataforma do método com trilha por faixas e venda self-service, em modelo de participação em receita e não projeto fechado, dado o caixa incerto. Agora porque eles anunciaram o produto e ainda não escolheram executor.

    Co-criação
  • Módulo humano em conta da Stoix

    Oferecer a dinâmica B2J como componente de cultura dentro de projetos de transformação já vendidos, com a B2J subcontratada e a Stoix mantendo a conta. Testa o valor do método com risco baixo e caixa da Stoix.

    Parceria de canal
  • Leitura de mercado corporativo

    Usar a vivência do Daniel para calibrar discurso e critério de compra em contas grandes, sem exigir exposição pública da marca do empregador dele. Vale mais como inteligência comercial do que como canal.

    Indicação

Perguntas em aberto

O que precisa de resposta antes de montar proposta.

  1. A B2J tem CNPJ, sociedade definida e caixa para bancar o produto digital, ou o desenho precisa ser participação em receita?
  2. Quantos clientes pagantes já foram atendidos e qual o ticket médio das dinâmicas presenciais?
  3. Quem é o comprador do produto digital: o executivo pessoa física ou o RH corporativo? Isso muda plataforma, preço e meio de pagamento.
  4. A Gartner autoriza o Daniel a aparecer comercialmente numa parceria com fornecedor de tecnologia?
  5. Já existe plataforma de curso contratada? Se sim, o papel da Stoix cai para integração e o ticket muda de patamar.

Levantamento a partir do que foi dito no episódio, complementado por pesquisa pública. Onde está escrito "a confirmar" ou "provável", é hipótese, não fato verificado. Uso interno Stoix.

Trecho falado no ponto de abandono médio Objeção levantada ou rebatida Momento-chave

05:53Bem-vindo, amigas e amigas do Stoicast.

05:57O podcast sobre negócios, tecnologia, vida, patrocinado e provido pela Stoics.

06:03E hoje uma presença, uma não, duas presenças muito especiais, né, meu querido amigo professor Rafael Tavares, faixa preta de de gitso, um expert em comunicação, jornalista que teve 25 anos e já participou num outro episódio. e o

06:20sócio dele, Daniel Monteiro, né, também um expert em negócios, é da Gartner, tem passagens pelo Serasa, por grandes empresas e hoje eles estão aqui, além de compartilhar um pouquinho dessa história deles dentro do mundo dos negócios,

Momento-chave: Apresentação do B2J: jiu-jitsu para dentro das empresas06:35apresentar de forma mais detalhada, mais clara o que que é o B2J, que é uma empresa que leva Gil Gitso para dentro de outras empresas. Daniel e Rafael comecem um pouquinho se apresentando,

06:50obviamente para quem ainda não conhece vocês, e contando como que foi essa ideia ou, né, esse projeto surgiu e de que forma que vocês estão conduzindo ele. Eu tenho um monte de coisa para perguntar. Achei que a gente viria aqui

07:03para você dizer para nós o que que é o B2J, [risadas] porque ele surgiu de uma maneira tão porque ele surgiu de uma maneira tão despretenciosa e que ele tá em plena construção. É um é um negócio mutante que todo dia vá aparecendo ideias, coisas novas, né? O o

07:19Daniel treina jitos comigo ali na nossa escola e de uma relação aluno professor e com toda a competência que ele tem na na profissão dele, né, como como diretor de vendas numa grande empresa

07:35multinacional, já passou por várias outras grandes, então tem uma experiência muito grande. Eu tenho uma experiência razoável também em gestão e foi natural a gente conversar sobre gestão, sobre negócios, além de só jitos, né? A gente vai se descobrindo

07:50ali numa relação que tem um ano e pouco, talvez, né, que ele começou a treinar ali, eh, comigo e eu acho que foi dando, foi dando met nas coisas, sabe? E e foi acontecendo. Eu não sei, acho que o Daniel pode falar mais.

08:04» É, eu acho que a gente foi natural. Acho que a palavra que que define aqui foi ela ela simplesmente quando quando viu a gente começou a conversar sobre jitsu, negócio, eu lembro de várias passagens que eu saía do tatami e tinha, né, como

08:19qualquer um que tem uma agenda que a gente encaixa, né, trabalho, eh, atividade esportiva, etc. Eu ia para casa às vezes tendo que terminar uma reunião, preparar algo para outro dia. E eu saía do tatami, principalmente no

08:31começo, faixa branca, pensando assim, literalmente com a sensação assim de como é que eu vou entender tudo que aconteceu ali, o braço e, né, o professor falou, desenhou e eu fui lá e não consegui executar. E aí eu comecei a

08:45ver que aquilo tinha relação com a reunião que eu tinha que preparar, com aquilo que eu passava pro meu time, pro forecast que eu tentava conectar no outro dia. E eu disse: "Pô, mas tem uma relação mental aqui de trabalho sobre

08:57pressão, de entender e eh as coisas acontecendo na prática." E eu fui trocando essa ideia com o Rafael. A gente foi, né, no início, uma relação eh professor aluno, a gente foi criando uma amizade, foi compartilhando experiências

09:12dele do da vivência profissional dele, eu trazendo alguns exemplos da minha, a gente, pô, tem mais gente que precisa ouvir isso aqui. Então, o B2J, que é o Brasilian Business Gilgitsu, foi a ideia que a gente eh eh trouxe para unir

09:26aquilo que a gente enxergava no nosso dia a dia corporativo com aquilo que a gente vivia no tatam. E isso vem sendo construído de pouco a pouco, né? E a, eu não sei se a gente tá com uma camiseta aqui, né, que foi a primeira que a gente

Ponto de abandono médio · 10:07 · retenção 14,6%

09:37fez com a alusão B2 JJ e ele tem uma data aqui, né, 7 de dezembro de 2025.

09:44Curiosamente, essa semente do B2J foi numa uma dinâmica que a gente fez para um para um time dele, né? no final do ano ele trouxe o time dele, ele tem pessoas que trabalham com ele em outras cidades do do Brasil e elas vieram para

10:00Curitiba para fazer passar dois dias aí com ele de final de ano, enfim, fazer uma dinâmica corporativa.

10:07» E daí ele trouxe a ideia, [ __ ] as desde que eu comecei no Jitos, eh, eu lembro bem dele falando, né?

10:14Desde que eu comecei no Jitos, as pessoas se passaram a se interessar por aquilo que eu passei a fazer, por aquilo que eu comecei a fazer. De certo devem ter visto alguma mudança, né? Espero que para melhor, né? [risadas] Na na na na

10:28enfim nele, né? E daí ele teve essa essa ideia, ó, será que não, você não consegue montar uma dinâmica? Vamos fazer uma dinâmica aqui na na escola, no tatame, para as pessoas terem uma experiência, terem uma experiência com

10:41jitos e tem uma ideia do que eu faço, né? Tem uma ideia daquilo que elas imaginam que tá me fazendo bem.

No abandono, os sócios reconstituem a origem interna do B2J (dinâmica de fim de ano e camiseta de 07/12/2025), trecho sem tensão; a pergunta forte sobre pressão (11:49) e o relato de pânico na montada (13:31) chegam depois.

10:47E daí a gente primeiro, se não me engano, a gente, eu falei, não, vamos montar tal. E depois eu acho que a gente já tinha tomado essa essa essa decisão de praticar essa ideia. Aí veio o lance do B2J, uma troca de mensagens e daí eu

11:05falei: "Cara, vamos fazer uma camiseta, vamos marcar, né? Vamos dar paraas pessoas uma camiseta para marcar essa data, essa esse evento, né? essa participação. Então, a camiseta nem foi feita pra gente sair por aí com o B2 JJ

11:19foi feita para dar cada um dos [roncando] dos integrantes da equipe dele ganhou de presente uma, né? E a gente fez daí uma para para cada um de nós. E daí foi a semente e depois as conversas foram avançando e e tá aí agora, né? Agora já estamos falando em

11:33produto digital já.

11:35» E Daniel, eh, passou hoje você é diretor da Gartner?

11:39da Gartner? » Uhum.

11:40» Foi diretor do Serasa, passou pela Microsoft, passou por grandes empresas.

11:45sempre sofreu pressão em todos os sempre sofreu pressão em todos os ambientes.

Momento-chave: Pergunta chave: pressão do tatame ou do mundo corporativo?11:49Que que é mais difícil, a pressão do tatame ou a pressão do mundo corporativo? E como que você transporta lidar com a pressão do mundo corporativo para quem tá entrando no jitso e o vice-versa? Por que que hoje tantos

12:03empresários estão buscando no jitso esse esse formato de de emular a vida difícil que tem do lado de fora?

12:13Cara, esse esse é uma é uma reflexão que a gente podia fazer um podcast só em cima dessa pergunta, né?

12:17» Bora. O tempo é seu. [risadas] » Mas mas acho que eu eu tive a oportunidade de experimentar, né, depois de de eu não comecei o jitso mais novo, eu comecei depois dos 40. Então, eu já tinha muito estabelecido 20 e poucos

12:31anos de carreira corporativa. Eu tive, experimentei diferentes tipos de pressão em ambientes diferentes. Eu trabalho na eh diretamente na área de negócio, tenho relacionamento com grandes executivos aqui no Brasil, fora. E isso moldou a

12:46minha capacidade de olhar e responder nesse ambiente eh de uma forma foi me dando casca, né? foi foi eh eh lapidando ali o meu o meu a minha trajetória corporativa. Quando eu entrei e pisei no Tatã primeira vez, nada daquilo servia,

13:02né? Eu eu era uma pessoa que tava ali botando quimono pela primeira vez, tinha, né, gente maior, gente menor, homem, mulher, todo mundo ali. E eu não fazia ideia do que ia acontecer. E eu acho que um dos principais, um das

13:17principais passagens que eu comentei inclusive com com o Rafael e logo que a gente começou a conversar sobre o B2J, foi uma vez que eu me senti completamente e incapaz no tatami. Eu tinha tava, né, para resumir aqui, eu

Momento-chave: Relato de pânico na montada, pressão nunca experimentada13:31tava eh rolando com com uma pessoa que era maior que eu, devia ter, sei lá, 110 kg. E para quem sabe um pouquinho tem uma posição chamada de montada que tu fica, né, embaixo e tem uma pessoa que literalmente fica em cima de ti, tu tem

13:46técnica para sair, não faixa branca do jeito que eu tava ali. E eu lembro que a pessoa baixou, né, baixou o peito e eu simplesmente eu não sabia o que fazer, eu não conseguia respirar e aquilo me deu um ataque de de ansiedade, pânico,

13:59eu eu simplesmente eu bati porque eu não fazia a menor ideia. Foi uma pressão que eu nunca tinha experimentado na vida.

14:06E eu lembro que eu fui para casa, assim, eu tenho a imagem na minha cabeça de eu indo para casa e eu me dá conta que eu tava dirigindo depois que eu tava no meio do caminho, porque » desnorqueado [risadas] real.

14:16» Eu fiquei pensando naquilo, pô, mas mas e aí, o que que tem que fazer? E aquilo me deu um gás, me deu uma, um, né, pô, tem um negócio que eu não faço a menor ideia, eu tenho 40 anos e e eu e eu vou ideia, eu tenho 40 anos e e eu e eu vou descobrir.

14:27» Sou faixa preta no mundo dos negócios, 20 e tantos anos de experiência, mas aqui eu eu tô no zero.

14:33» Que é isso assim, né? Eu tava acostumado a subir no palco, falar para, né, algumas dezenas, centenas de pessoas, liderar time, etc., mas ali era um negócio novo para mim. E eu e eu tava louco para dar volta no carro, voltar lá

14:45e descobrir como é que eu saía.

14:46[risadas] Só que eu tinha que esperar outro dia. No outro dia eu tava lá e passou acho que duas semanas ali coincidência, aconteceu a mesma coisa com a mesma pessoa. E ali eu tive um momento de decisão.

Momento-chave: A virada: respirar e sobreviver antes de resolver15:00Eu podia bater de novo ou eu tinha que naquele um segundo ali de de decisão achar uma maneira e eu e eu consegui controlar minha cabeça. Acho que foi foi a grande virada. Eu disse: "Pô, eu não tenho que tirar ele aqui de cima, eu

15:14tenho que que sobreviver." E eu virei a cabeça. No que eu virei a cabeça, eu consegui respirar. E eu e eu e eu lembro de eu sorrindo. Eu venci. [roncando] Depois daqui eu não sei o que eu faço, mas eu tô respirando.

15:25» Não vou morrer. [risadas] » E aí eu comecei a experimentar uma forma de olhar e encarar a pressão de outro jeito. Isso eu fui traduzindo, eu fui levando pro mundo corporativo. Eu fui vendo que eu podia também encarar

15:36pressões que eu tinha lá e eh de lidando melhor inclusive do que eu vinha fazendo nos últimos 20 anos, né? Pô, deixa eu, Em vez de eu querer resolver tudo, como é que eu só respiro agora e depois como é que eu fujo quadril e depois como é

15:50que eu travo e invento a posição e assim foi indo. Então, a conexão entre lidar com a pressão corporativa e do jçmente.

15:59Eu acho que uma ajuda a outra, não é nem uma melhor ou ou outra melhor, uma complementa a outra.

16:06complementa a outra. [roncando] » E o jitso é arte infinita, né? O Rafael deve poder compartilhar isso mais do que a gente, né? Porque eu sou um mero faixa a gente, né? Porque eu sou um mero faixa marrom, » mero [risadas] faixa marrom,

16:18» né? E e não tem fim, né? E para mim a a a minha principal motivação foi isso, assim, cara, muitas coisas eu aprendi muito e cheguei num determinado nível de proficiência que eu me sentia confortável. O Gil Gits se eu treinar

16:31com ele, eu volto a ficar desconfortável. [risadas] » Sei bem, sei bem.

16:35» Então esse processo para mim ele é eh importante e nos dá uma humildade, né?

16:40né? E e acho que esse é um ponto assim psicologicamente, o que que te levou a procurar o jitus? Como que foi o processo de entrada, né? Eh, a gente sabe que a escola do Rafa é uma escola referência, né? A a linhagem é uma

16:53linhagem famosa, mas » tava lá você bem tranquilo, diretor da Gartner família, tudo mais, empresa. Vou ali apanhar um pouquinho. Como é que foi essa decisão?

17:03» Tô sem nada para fazer. Tô com tempo ali » Tô sem nada para fazer. Tô com tempo ali tomar, » vou arranjar um problema, né? [risadas] Vou arrumar mais um problema. Cara, eu acho que [limpando a garganta] assim eh

17:11eh algumas coincidências, né, mas eh que que vão se conectando. Quando quando o Rafa tava abrindo a escola era era meu caminho de ir pra escola, ir para casa.

17:22Então assim, coincidentemente eu passei ali, acompanhei toda a preparação, né, a a a rede que que faz parte é uma rede que eu já conhecia a marca, enfim. Mas eh me chamou atenção o a proposta, né,

17:38na na frente da escola dele tem uma uma característica que é diferente da visão que eu tinha do Jil Gitos, que é um ambiente voltado paraa família, que é um ambiente que não é só a loucura, que não é só, né, não tô dizendo, mas assim, eu

17:54me identifiquei com a minha trajetória de vida, quando eu olhei aquele tótem, pô, é um ambiente que eu que eu que eu » frequentaria e com meus filhos » e ele falou deixa Deixa lá conhecer, né?

18:04Eu sempre fui do esporte, eu fiz várias já, já surfei, já fiz bike, já, mas a luta era um negócio que eu nunca tinha experimentado e me dava um certo medo assim, pô, deixa eu, eu vou lá, vou apanhar, né? Dis, cara, mas é um medo

18:19diferente, deixa eu experimentar, como é que eu vou ter medo do negócio que eu nunca experimentei? Deixa eu ir lá ver.

18:23E aí um belo dia eu tava reunião estressado, tava acima do peso, dis cara, não quero, chega, deixa eu, deixa eu eu ver se se isso aqui funciona para mim. E desde o dia que eu fui fazer a minha primeira aula experimental, eu não

18:40tive dúvida que aquilo ali fazia parte da minha vida há mais tempo do que eu da minha vida há mais tempo do que eu tinha.

18:44» Não tinha encontrado ainda, né?

18:46» E você lembra da sensação de botar o kimono e chegar no tatame? Eu lembro de duas coisas da assim do meu começo.

18:54Primeiro, eh, me chamou muita atenção a não colocar o o, né, o quimoro, mas a hierarquia, o respeito, o comprimento, o tinha faixa preta, tinha faixa colorida, tinha faixa branca e todo mundo se

19:09olhava no olho igual, todo mundo se cumprimentava igual, todo mundo, obviamente respeitando a hierarquia do tatami, mas era um espaço de convivência em que só tinha gente com mais tempo que eu. E eu me senti acolhido desde o

19:20primeiro momento, n? Pô, legal. Isso aqui não não é porque eu sou o iniciante que que eu vou ficar escanteado, que eu vou ficar de lado. Claro, claro.

19:28» E a outra coisa foi na primeira aula, eu aprendi a fazer coisas que eu não sabia que o meu corpo conseguia. [risadas] Pô, mas como é que é o braço aqui, a mão e aí vira? E isso me foi me instigando, porque era uma forma, eu depois de, né,

19:4520 e poucos anos de trabalho, já tinha atingido um certo sucesso profissional, ou seja, numa área da minha vida, eu eu tava muito bem e ali eu tinha a oportunidade de descobrir um negócio que completamente novo para mim e aquilo me

19:56acendeu uma chama de novo. Então, de lá para cá eu não parei » não. E é impressionante isso que ele falou, acontece mesmo. E é algo que eu falo para professores mais novos, né? A gente tem uma equipe de professores lá e

20:13pra gente que às vezes tá acostumado com coisas mais avançadas, faz esses movimentos há muitos anos.

20:21Eh, e esse é o maior, talvez o maior erro eh de boa parte dos professores que hoje dão aula de arte marcial. Não precisa nem falar só de jito, acho que todas as artes marciais que às vezes tem a intenção de querer impressionar os

20:35alunos, mostrar coisas diferentes, né, assim, querer brincar de ninja, » né, pro pros pros alunos terem uma impressão. [risadas] Mas cara, para aquele cara que entra lá sem saber nada, aquele cara que já tá conquistando uma

20:52vitória sobre o medo, né, de de porque as pessoas fala de luta, acha que vai se machucar, que vai apanhar, né?

21:00E para aquelas pessoas, uma levantada técnica, né, que é uma uma maneira segura de você se levantar quando você cai, quando você é empurrado.

21:11Eh, é um negócio que a pessoa às vezes leva um mês para para conseguir fazer aquilo de maneira correta. Ela treina, ela pratica, faz certinho, no dia seguinte ela vai fazer, ela inverte as mãos. Em vez de apoiar a mão que tem que

21:25ser e apoia a outra. Em vez de levantar para trás, levanta paraa frente. Coisa simples. [roncando] E às vezes uma boa aula é sobre aquilo que a pessoa tem capacidade de entender, né? Aquilo que ela tem capacidade de absorver. E você

21:40vai construindo, vai moldando, né, o conhecimento naquela pessoa. E me disse no nos negócios, não é assim também na na nossa vida, né? Não é assim também.

21:50Não adianta você mostrar, você vai mostrar um uma análise SWAT para uma pessoa que não sabe fazer uma contradividir no Excel, que quer di, né?

22:00Não, não tem uma base. Então você Não, não tem uma base. Então você precisa » Existe, existe um processo de graduação também no mundo dos negócios, né?

22:08E no nosso método também a gente tenta aplicar eh exatamente isso no método que a gente desenvolve no B2J. Dornison fia preta no mundo dos negócios, não é? Tem conceitos de faixa branca, tem conceitos

22:23de faixa azul, né? A gente vai ter um um programa mais completo, né? Mais mais longo, né? de de desenvolvimento em que a pessoa vai se graduando.

22:35Fale um pouquinho mais do programa, conte um pouquinho assim como que funciona a B2J na prática, eh as experiências que vocês tiveram e como que vocês estão entregando isso assim, é presencial, é em grupo? Eh, vai ter uma ferramenta online que vocês

22:51falaram, uma ferramenta digital? Conta um pouquinho do método e da metodologia que vocês estão aplicando e como que isso tá gerando resultados.

22:58» Cara, é tudo isso que você falou mais um pouco, né?

23:01a gente já fez eh entregas eh presenciais, né? Monta tatame, bota kimono, eh faz dinâmica, faz brincadeira, faz explicação séria, né? a experiência do do Daniel eh coloca nesse

23:20processo uma série de ferramentas práticas que as que as equipes recebem para, né, que o BDJ disponibiliza para que as pessoas apliquem nos seus processos de venda, nos seus processos de negócio.

23:34Eh, a gente e esse esse presencial tem e várias possibilidades de entrega, tem eh entregas de um evento, tem entregas modelo palestra, tem entregas eh mais longas em que a pessoa vai se graduando

23:50ao longo do processo, né? E e tem o produto digital, porque hoje pensar em qualquer tipo de negócio, não importa qual seja, que não tem uma vertente digital. E quando você fala em vertente digital, você tem um campo muito vasto,

24:02digital, você tem um campo muito vasto, né?

24:02» Sim. Então, a gente tá trabalhando agora num num produto eh de entrada, um produto que eh faça as pessoas terem acesso ao nosso método, né? E [roncando] esse e esse produto digital depois vai

24:17ter a hora que você eh conquista a pessoa, né, faz ela entender importância de se envolver, de se desenvolver eh usando jits hora que ela percebe, porque você tá explicando jitso no mundo dos negócios para alguém que não

24:32necessariamente vai para um queimo.

24:33necessariamente vai para um queimo. » Sim, » em nenhum momento da vida, » né? Mas a gente tá tentando fazer as pessoas entenderem que esses conceitos são importantes para ela. E então depois as a pessoa entendendo isso vai ter, né,

24:44uma sequência eh bem valorosa aí de entrega digital também em outros outras modalidades de de aprendizagem.

24:52» E como que tá sendo esse processo de empreender, né? Porque ambos vocês são experts e faixas pretas no mundo corporativo, né? Vem de uma carreira muito longa. O Tavares já tava empreendendo na escola, né? Mas como que

25:05tem sido esse processo de experimentar, criar um negócio, buscar mercado? Eh, conta um pouquinho assim, porque é uma experiência diferente. A gente tava conversando um pouco antes de entrar no ar, né? Mas queria ouvir de vocês, do

25:17Rafa, né, nessas duas experiências de empreender e do Daniel agora também na B2J, como que tem sido, né? Quais são as dificuldades, as parte boa, enfim, » eu acho que empreender e assim como

25:32naturalmente o o tatame e a vivência corporativa, eles foram se conectando e trazendo similaridades, empreender foi a segunda, o segundo momento de a gente se colocar de novo como faixa branca, né?

25:47olhar, pô, existe, a gente tem um olhar, pô, existe, a gente tem um conhecimento e às vezes a gente eh eh acha que tem que tá o estado da arte, tem que tá o perfeito, quando na verdade a gente tem, e a gente tá descobrindo isso, né? A

25:59gente tem descoberto de que caminhar, graduar, fazer, repetir, melhorar, achar o melhor caminho, faz parte natural do nosso processo de evolução, como empreendedores também, né? a gente eh teve a oportunidade de conversar com um

26:14super parceiro também do do mundo de Jitos, enfim. E ele e ele tem uma frase que eu sei que tá » tá, eu ia Manda lá, manda lá.

26:23» Ele tá tá tá estampado na testa do do Rafa e e a gente e eu compartilho essa visão que é a gente conversando e trocando ideia e tal. Ele contou um pouco da experiência dele de empreender e numa determinada passagem que ele

26:37compartilhou com a gente, ele disse assim: "Pô, eu tinha lá um produto, eu queria lançar, eu tinha um baita de um conhecimento e eu tava tentando fazer tudo perfeito." E chegou uma pessoa para mim e olhou, disse: "Cara, por que que

Objeção: «Lançar só quando perfeito»: bota no mercado e itera26:48você não fez isso assim assado?" "Não, porque eu quero ter aqui, construir mais isso, construir." Deixa eu te falar um negócio, com todo respeito, você é um egoístinha de merda. [risadas] E ele, né? E ele falou dessa dessa forma

27:04pra gente aqui, porque eles, cara, tu já tem formas de ajudar as pessoas, tu já tudo isso que você tá me falando » já acontece, » as pessoas precisam. É a mesma a mesma coisa que que o que o Rafa tava falando

27:16agora de no o professor de jit achar que tem que dar o birimolo na primeira aula.

27:21Os cara às vezes fazer uma fuga de quadril ajuda a pessoa, eu não fazia ideia que o meu corpo fazer isso aqui.

27:28ideia que o meu corpo fazer isso aqui. Caramba, » trazendo pro mundo dos negócios. Muitas, né, quando a gente tem conversas do mundo corporativo, muitas vezes eu escuto assim: "Pô, eu preciso aumentar a receita, eu preciso otimizar custo, eu

27:37preciso eh pensar em em como é que eu lido com toda essa transformação digital, inteligência artificial, quando na verdade a gente volta para pra base e diz assim: "OK, mas o que que qual é a base?" E a gente começa a ver

27:52que a nossa vivência, aquilo que a gente já tá desenvolvendo no B2 JJ já ajuda as pessoas. E isso foi o que nos incentivou e é o que nos dá gás todo dia a pensar, pô, como é que a gente entrega valor e vai nos graduando também como

28:07empreendedores e ajudando as pessoas.

28:09Acho que essa jornada tem acontecido.

28:12Esse esse goixinha de merda eu nunca esqueci. Enfim, gravei a gente, ele ele largou essa como tomando um café, falando sobre as parcerias, tal. E e qual é o fundo disso, cara? Porque às vezes você fica projetando o mundo perfeito, você fica lapidando um

28:28produto, né? E até que você coloque ele, né? Esse copo aqui, você fica lapidando ele e até que você coloque ele na prateleira para vender ou que você anuncie ele num site na internet, ninguém sabe que ele existe.

28:43Então, se a lapidação tá boa ou não, » pouco importa.

28:46» É só você, importa só para você, pro teu próprio ego, né? você precisa colocar isso no mercado. Então, quando o cara falou, ele ele foi justamente buscar e eh ele tava preparando esse produto, queria fazer o lançamento e ele foi

29:00buscar um especialista nisso. E daí ele contou das dificuldades que ele tava enfrentando, pô, porque eu já fiz isso, já tô com 90 aulas gravadas e não sei o quê, mexo aqui, mexo ali. Cinha de merda. Bota esse troço no mercado. Não é

Objeção: «Eu sei o que é bom»: quem decide é o cliente29:13você que tem que gostar disso aí. São as pessoas para as quais que você para as quais você vai vender, né? os teus clientes é que têm que gostar disso. E às vezes a opinião que vem de lá é totalmente diferente daquilo que você

29:24acha que vai vir.

29:25» Sim. Sim, » né? Então, lança, lança esse pedaço que você tem no final dessa primeira aula, pergunta que que você achou, onde pode melhorar. Aí pra segunda versão vocês melhoraam. Aí você bota a pergunta de

29:38novo e você vai completando e vai construindo o produto, né? É assim que que as coisas funcionam, né? Então a gente tá tentando não ser nesse momento egoíst merda. [risadas] né? Porque a gente conversa, conversa, conversa,

29:51conversa e agora eh precisa eh » botar pro mundo, botar pro mundo. E dentro da lógica do jits, a gente sabe, né? Não existe eh ambiente totalmente né? Não existe eh ambiente totalmente perfeito.

30:02» Em algum momento você vai tá, se você ficar esperando tudo certo para fazer uma entrada, para fazer uma queda, para dar um golpe, você não vai fazer nada.

30:10Vai passar os 5 minutos, ou você vai ser subjulgado ou você não vai fazer nada.

30:15» Então o importante realmente é é fazer e fazer do jeito que dá. E daí vai acertar, vai errar, vai coragir, vai acertar, vai errar, vai coragir, vai respirar.

30:21» E aí e aí o jito te dá uma outra [ __ ] lição, né? Porque eu uma das uma das coisas que eu mais falo, né? Sabe disso, é um é um mantra meu. Essa é uma frase de de assinatura própria, né? É que eu digo, a melhor maneira de você ganhar do

Momento-chave: Mantra: ganhar do adversário é fazer o que ele quer30:37seu adversário é fazer o que ele quer.

30:40No jits é isso. A gente trabalha para usar alavanca e e usar a força, a energia disponível no ambiente.

30:48» Achei que isso era casamento.

30:49» Hã? [risadas] » Achei que isso era o casamento.

30:53» O gilitsuo. O gilitso no casamento também pode ser para fazer um outro, também pode ser para fazer um outro, [risadas] [risadas] » é » é » é » um BCJ. É, mas a melhor maneira de você ganhar do seu adversário fazer o que ele

31:04quer. Se ele quer ir pra direita, vai pra direita. Se ele e esses são sinais eh que você precisa perceber, porque ele não te fala, ele quer ganhar de você também. Agora você precisa ter destreza para perceber os sinais que ele tá te

31:17dando e sem que ele perceba ou que você perceba antes que ele, né? Ele tá te dando uma energia pra direita, você vai pra direita, você raspa, você finaliza, você faz o que tem que fazer. E quando você tá lutando para não ser cheio de

31:31merda nos em lançamento de produtos, né, no desenvolvimento de negócios, é mais ou menos isso também. O você lança, você testa, você tem que ter a capacidade de perceber antes do mercado

31:47o que que tá acontecendo, tomar medidas, tomar ações pro mercado não te finalizar, [roncando] né? para você agir em vantagem, tá sempre um passo à frente usando esses sinais e eles acontecem, né? Então é mais uma lição dos jitsos

32:01que a gente pode praticar.

32:04E como que tem sido esse processo de avança, recua, né? Como que vocês passam isso pra empresa, né? Porque no jitsu a gente tem os três tapinhas, que é uma desistência, né? né? Uma reconhecimento de perda, mas ao mesmo tempo é o que nos

32:20garante voltar, porque se você não bate, você tem um braço quebrado, você vai apagar, enfim, na no mundo dos negócios a gente também tem os três tapinhas, cara. Tem momentos que você reconhece perda, assume prejuíz.

32:32» Eu acho que você já viu o nosso material, hein? [risadas] material, hein? [risadas] » Né?

32:37Assume o prejuízo, reconhece perda, identifica que tem coisas que são imutáveis, né? E daí você volta, né? dá os três tapinhas e reformula uma estratégia, reencontra um caminho alternativo, acha um novo mercado. Como

32:53que tem sido isso para vocês e o que que vocês têm vivenciado na prática entre eh vocês têm vivenciado na prática entre eh avançar, avançar, reconhecer?

33:00» Eu sou muito curioso, porque tem uma parte do nosso material, Daniel, pode explicar bem, eh que tem exatamente essa frase. Tem exatamente essa frase, né?

33:08Dar os os três tapinhas faz parte. Muito legal você comentar isso.

Objeção: «Objeção é stop»: três tapinhas e recomeço da próxima venda33:12» É. E e a gente o que a gente criou na nossa cabeça é era uma forma de materializar isso, né? Assim como um rola, ele não ele não acaba com os três sapinhas, ele ele recomeça, na verdade é uma é sempre uma oportunidade da gente

33:26tentar de novo se inventar. Eh, num dos negócios, quando vem uma objeção, não é necessariamente um um um stop, algo que eu tenho que parar ou confrontar diretamente. Eu posso eh repensar, mudar de ângulo, mudar a estratégia. Se for um

33:44risco que eu não quero correr, eu posso naquele momento dar os três tapinhas para voltar. E aí a gente começou durante as discussões, o Rafa brincou que já viu o nosso material que foi, pô, a gente desenhou um tatã, a gente fez

33:56literalmente isso, a gente desenhou um tatã e a gente começou a pensar como é que como é que é no mundo prático, né?

34:03Como é que é na no mundo dos negócios que acontece esse esse ciclo. Então, eh eu normalmente começo uma, vamos pensar num na numa área comercial, tá? Eu começo uma prospecção, começo uma rela uma relação com quem eu não tenho. Aí eu

34:18vou criando os primeiros contatos. Aí eu entendo que tipo de movimento que a pessoa vai fazer, ou seja, ela quer ela demandar de mim, ela ela aceita eu eh propor algo, eh vão começar a exercer forças ali de necessidade, objeções.

34:36Isso vai sendo e cadenciado, controlado até chegar um momento que naturalmente a única opção que vai ter ou vai ser eu dar os, né, os três tapinhas e desistir daquele processo ou eu avançar para um acordo comercial,

34:50» que seria em tese os três tapinhas da pessoa, né, » seria e que na verdade pode ser eh além dos do, né, do do [limpando a garganta] restart o início da próxima venda.

35:02restart o início da próxima venda. » Exato.

35:03» Por exemplo, se a gente tiver falando de um de um ciclo comercial, né? Então, quando a gente quando a gente começou a olhar o que que é o que que é fazer pegada, estabelecer um primeiro contato, o que que é puxar pra guarda? Deixa eu

35:13te mostrar um pouquinho como é que como é que é a minha perspectiva do campo eu começar a a criar um tipo de engajamento contigo sobre a minha perspectiva. O que que é fazer uma pressão estratégica, por exemplo? é eu começar a a te demonstrar

35:29forças e fraquezas que talvez tu nem tenha reconhecido ainda para te forçar ou ou te ou te propor caminhos diferentes da gente sair daquela daquela negociação, né? E a gente foi desenhando isso, a gente parou, olhou isso aqui tem

35:42muito a ver, né, no no caso do comercial, mas muitas vezes o o executivo, o diretor, o dono da empresa, ele espera um resultado, mas ele não ele não permite com que o time com que o time, por exemplo, experimente ou ou

35:56passe por esse processo de de amadurecimento, né? e espera que se tenha um time faixa preta, mas esquece que tem um processo de graduação, se a gente tiver falando de de cultura, de mindset, etc. E é um pouco disso que a

36:11gente começou a ver, que o Tatam ensina e ensina tão bem gestão, depressão, ego, decisão, eh, com os recursos que tem, né? O Rafa tem outra frase que ele não falou aqui, mas na minha na minha cabeça, ó, faz a sopa com os

36:25ingredientes que eu que que você tem, cara. Se o cara tá tá te tentando te raspar para um lado, não fica tentando fazer força, vai gastar fibra muscular à toa, usa aquilo ao teu favor. Conceito de alavanca. Pô, se tem [roncando] uma

36:37mudança de mercado que tu não consegue controlar, não fica tentando brigar com, ah, porque agora a guerra, não sei o quê, mudou o preço da logística X, né?

36:46quê, mudou o preço da logística X, né? » Adapte, » adapte-se. E é um pouco disso que o jitso traz. E a gente tem conseguido ver que quando os eh eh os executivos experimentam isso a primeira vez, é impressionante o brilho no olho. A gente

36:56teve uma uma experiência recente teve uma uma experiência recente presencial que teve, né, me marcou assim a a pessoa foi experimentar, a gente montou o tatame, foi um, né, um evento presencial e quando a pessoa foi foi fazer a

37:09primeira vez, ele e o o o Rafa tava fazendo a base, ele veio num, né, num numa raspagem de » Você tá lendo minha mente, né? [risadas] Eu tavaando contar riscot. [risadas] » Resumo da história. O Rafa complementa

37:25aqui. Mas quando quando ele ele fez o que ele fez, ele botou uma pressão, jogou o peso do quadril dele para baixo que ia ter que fazer muito mais força.

37:33Ou seja, ele queria mostrar que o professor faixa preta não ia conseguir raspar na frente da » Só que ele apoiou as mãos no chão. O Rafa olhou, tentou raspar, não, ele não quer. Bração esticado, o que que fez?

Momento-chave: Chave reta ao vivo: ir a favor do movimento37:46chave reta na hora ele sai e todo mundo ri e a frase que o Rafa falou foi exatamente isso, gente, eu não posso fazer o que ele não quer. A gente vai a favor do movimento. E isso foi uma baita lição corporativa, porque o tema deles

38:00lá era de navegação. Não adianta eu querer pegar o mar que tá revolto. Vai flui, flui como a água que faz, acompanha os movimentos, né? Acho que essa foi uma lição excelente aí que a essa foi uma lição excelente aí que a gente

38:11» foi essa foi muito legal porque ele [limpando a garganta] ele veio, ele foi chamado, a gente fez a dinâmica, né? Eu já tinha, acho que uma ou duas pessoas participado de outras outros movimentos ali e ali e ele

38:26foi muito legal assim, ele ele a pessoa eh cresceu assim a energia na hora porque a gente tava fazendo dinâmica entre eles e daí tinham duas pessoas, ele mais uma pessoa junto do time lá e eu falei: "Ó,

38:41faz isso". E ele para sacanear a pessoa, né? Querendo, né? sacanar. No bom sentido, ele endureceu, fez a postura e a pessoa, lógico, que não conseguiu mexer ela, não tinha técnica para mexer ele, né? Eu falei: "Não, deixa eu fazer,

38:55eu vou mostrar para vocês como é que se eu vou mostrar para vocês como é que se faz".

38:58E daí comigo ele quis endurecer ainda mais que daí na cabeça dele ele botou mais nem a pau que esse cara vai me mexer aqui. [risadas] E daí era uma raspagem de tesourinha, uma coisa simples para quem pratica jit uma das primeiras raspagens que você.

39:13Aliás, pessoal que tá assistindo raspar é você fazer guarda, como você tá fazendo guarda, usando as pernas para bloquear o adversário e você consegue inverter a situação, né? Invertar, inverter e ir para cima.

39:25E e eu fui fazer a tesourinha, ele eu já imaginava o que ele ia fazer, né? Ele pou assim, botou as mãos assim, sentou, ele é um cara mais gordinho assim, pesado. E daí eu falei: "Olha, tá vendo como ele tá fazendo? Por isso que

39:40o nosso amigo não conseguiu fazer e por isso que eu tão pouco tô conseguindo fazer, porque ele fez uma base, criou uma estrutura aqui de base que não tem como mexer ele desse jeito que eu tô como mexer ele desse jeito que eu tô propondo,

39:51propondo, » mas » faz de novo.

39:54Ele foi, pôs de novo, eu dei uma chave de braço nele e aí ele, ah, tá vendo? É isso que acontece. A gente tem que fazer eh eh o movimento de acordo com aquilo que tá desenhado na hora. E naquele momento ele aprendeu que aquela situação

40:09de todo conforto que ele construiu para ele contra alguém mais bem preparado não valia nada, né?

40:17Então, e o objetivo ali era explicar isso no ambiente de negócios, né? Então, você imagina, você tá numa negociação, você treina, você revisa a tua apresentação, você tá absolutamente expertilo que você vai apresentar.

Objeção: «Preparação garante venda»: tudo cai na primeira pergunta do cliente40:34Tudo isso pode cair na primeira pergunta que teu cliente fizer para você. Daí o que que você faz? Então você tá preparado para dar raspagem de tesourinha. Você vai lá, você treinou a semana inteira, o mês inteiro, chegou lá, você vai dar raspagonia, o cara

40:48o que que você vai fazer? Acabou. Se você tiver preparado, você tem caminho.

40:54Se você não tiver, acabou a negociação.

40:56O cara na pior, na melhor esbai te engolir, vai fazer a negociação nos patamares que ele quer, porque você só se preparou para aquela raspagem de tesourinha, né?

41:09E nesse ponto eu acho que tem mais um gancho com o jits, né? Assim como o jitso você vai agregando conhecimento, acumulando, né? O que é o canivete suíço, né? você vai botando ali ferramenta, ferramenta, ferramenta no mundo corporativo, no mundo dos negócios

41:25também, né? Tanto é que eh quando você começa lá atrás como traini, como estagiário, você tem uma capacidade, você tem ali pouquinhas ferramentas ou quase nenhuma, né? Daí você vai evoluindo no mundo corporativo, vai vira

41:39um pleno, um sénior, um gerente, um diretor. Daí você tá de fato com seu canivete suíço recheado e você tá mais perto, digamos assim, ou já dentro de uma faixa preta. Mas mesmo como faixa preta, sempre vai ter alguém que vai

41:54saber mais do que você, né? que vai vir e vai trazer aquilo que você ainda não teve a capacidade ou não teve o tempo ou não teve a habilidade de estudar ou de trazer para dentro do seu conhecimento.

42:05E daí eu pergunto, né, como que vocês têm enxergado? E daí você pode compartilhar sua visão pessoal, colocar esses se levels diretores alta gestão de volta à camada de faixa branca, como que

42:22foi para você sair de faixa preta para faixa branca e experimentar essa vivência, né? E como que tem sido pro pros clientes de vocês, para quem tá vivendo essa experiência que também coloca num pô, um autodiretor voltar a

42:38ser um um faixa branca, um iniciante num processo totalmente novo é desafiador, né? Você tem que se despedir ego, você tem que eh reconhecer a ignorância, né?

42:51Você tem que saber que você é muito bom em uma valência, mas nas outras você não sabe nada. como tem sido isso e como que vocês passam essa esse discurso dentro do B2J?

43:03do B2J? Eu assim, a gente vou falar da minha experiência primeiro e o que a gente tem escutado, né, do dos nossos clientes, o que a gente tem conversado.

43:13Eu acho que o fato de a gente se colocar depois de 10, 20 anos num de uma valência, de uma em uma área em que a gente tem muito sucesso, se colocar numa área totalmente exposta faz a gente

43:29aprender a ligar a lidar com o ego de aprender a ligar a lidar com o ego de novo.

43:32a gente começar a entender que é possível a gente continuar uma jornada de aprendizado, inclusive naquilo que a gente achava que a gente já dominava, porque essa relação, né, tatami e mundo corporativo, assim como gits é infinito, o mundo

43:48corporativo também é infinito, né? Todo dia tem desafios diferentes, todo dia alguém inventa uma posição ou tem uma forma de executar aquele movimento diferente. [tosse] [limpando a garganta] E isso instiga para quem? para quem é eh de alta

44:03performance, para quem entende que o jogo eh é eh é de jornada é contínuo, aquilo estimula um aprendizado e e se auto eh desenvolver de uma maneira em que normalmente as pessoas não experimentam, mesmo que, né, muitos

44:18deles sejam praticantes de esporte, a gente vê gente que que é triatleta, que é e de corrida, de outros esportes, mas o Jits, eu acho que ele traz uma uma capacidade de desafiar a gente mentalmente, não é nem fisicamente, é

44:32mentalmente que eu pelo menos não tinha experimentado em nenhum outro esporte. E quando a gente leva isso eh para uma jornada de time em que as pessoas começam a ver que ganhar em equipe, embora seja o mundo corporativo, na

44:49maior parte das vezes é um jogo individual, né? Todo mundo tem as suas posições, etc. complementa como time, óbvio, mas a execução em geral, ela acaba sendo solitária. No tatam, a hora que tu entra, né, para fazer um rola,

45:05que é fazer, né, uma uma luta ali para quem tá nos lutando, eh, é você e mais uma pessoa, teu professor, teus colegas, tudo que te levou até ali te preparou para aquele momento. Mas a hora que tu senta para negociar com alguém é você e

45:18com aquela pessoa. Quando você entra no datame para rolar com alguém é você e com aquela pessoa. E aí tu começa a a trazer as experiências e o controle emocional muitas vezes aquilo que a gente planejou, né? O Rafa trouxe o

45:32exemplo, aí eu planejei toda uma negociação, aconteceu comigo esse final de semana, eu tinha planejado entrar no tatame e eu gosto mais de jogar por cima e na hora que eu tava na beira do tatame, eu descobri que o cara ia lutar

45:45comigo, era judoca. Eu disse, n comigo, era judoca. Eu disse, n [risadas] chance de eu ficar em pé na frente desse cara. Só que a minha cabeça tava toda focada para eu vou puxar, vou passar, vou não sei o quê.

45:54vou não sei o quê. » Sim.

45:55» E aquilo me desafiou porque eu tive que trabalhar numa condição de estress e de pressão que eu não tinha me preparado, mas surgiu e eu executei.

46:04Quando a gente tá e eh quando a gente leva esse tipo de de abordagem e as pessoas experimentam, é incrível ver o brilho no olho das pessoas fazerem uma raspagem tesourinho pela primeira vez na vida. Quando o meu time lá em dezembro,

46:16quando a gente, né, fez essa camisa aqui a primeira vez e eles experimentaram fazer uma raspagem e uma montada, eles ficaram bravos quando assim passou uma hora voando. Não, não, mas e como é que continua? Como é que faz?

46:29» É só vir na CR barra [risadas] aqui na Manoel Rivas.

46:35» É que eram pessoa, eram pessoas de outras cidades, né? Então nem tinha essa possibilidade. Espero que elas tenham continuado juíço em algum lugar, porque isso é isso que me deixaria feliz, né?

46:44não precisa ser ali, né? Mas desde que não precisa ser ali, né? Mas desde que continue.

46:47» E e eu acho que isso isso estimulou um aprendizado contínuo, né? E e a gente escuta o feedback que a gente tem recebido é como é que eu faço essa jornada. Acho que a grande palavra aqui é como é que eu continuo essa jornada de

46:59aprendizado usando jitso para dentro da minha equipe. Eu continuo trazendo os exemplos, né? O time que trabalha comigo toda segunda de manhã tem » todos os dias escutam a palavra do jits.

47:10[risadas] Tem tem, né? tem uma ali um momento de de de catequese do jito. Eu conto um exemplo, mas vem naturalmente, não é? Algo que é preparado para isso. E e eu acho que essa vivência ela acontece no tatam e acontece no mundo

47:25corporativo, né? A gente tem tido a felicidade de poder ver a transformação de pessoas eh dentro do do B2J.

47:31de pessoas eh dentro do do B2J. » [roncando] » E há algo, e vale pros dois isso, há algo que você aprendeu no tatami, vocês aprenderam no tatami, que vocês não tinham aprendido nesses 20 anos, 25 anos de jornada corporativa que você consegue

47:44por isso, » eu acho que o que o Daniel vai ter mais exemplos, porque curiosamente a o meu início de carreira no no trabalhando foi junto, né? Eu eu me formei jornalista no no final de 94,

48:00né? Em no comecinho de 95 comecei a treinar de gito. Então, né? O meu eu fui faixa branca no gitso quando eu era lá estagiário no jornal. Sim.

48:11» Quando eu era eh contínuo, que era o office boid antigamente, contínuo. E e depois fui virando repórter, faixa azul, editor, sabe? foi meio junto, foi uma construção meio

48:24junta e o e o Jilgito sempre me ajudou, cara. O que que sempre me veio na cabeça? Sempre sempre que eu estive numa cabeça? Sempre sempre que eu estive numa situação de uma decisão difícil, de algo, cara, eu não sei como resolver isso, né? E no

48:40e no jornal, cara, muitas vezes, eu lembro de uma vez eu tava eu fui repórter esportivo muito tempo, acho que em 90 e 8, 97, eu tava cobrindo um jogo lá no eu tava cobrindo um jogo lá no Pinheirão, Atlético e Vasco, Copa do Brasil, lembro

48:55bem. E um jogo muito cheio, pirão lotado de carros e e era um jogo daquele horário ruim, né, de televisão, 9:30, então terminou quase meia-noite. Se não me engano, teve prorrogação, pênaltis, então era mais de meia-noite. Cara, eu

49:10tô falando de uma época que não tinha notebook fácil, » celular, essas coisas, Uber, » final das 90, não, não tinha o carro do jornal, tal. Mas o que que o que que hoje se faz hoje? O repórter vai de notebook pro campo, tá escrevendo, tá

49:23vendo, tá escrevendo. Terminou o jogo, ele aperta o botão, tá na redação, a matéria tá no site. Aquela época não tinha isso não, cara. Era bloquinho.

49:31Você fazia todas as anotações [roncando] e e eu tinha que chegar e escrever ainda. Isso já era 1 hora da manhã, cara. O jornal tinha que ir pra Rotativa porque era jornal Papel para [roncando] est na banca no dia seguinte.

Momento-chave: Caso Pinheirão: calma do tatame salva o fechamento do jornal49:45E eu lembro que me deu um desespero, cara, porque eu cheguei, já tava atrasado tudo. Nós chegamos no no carro para ir embora. O carro o carro do do jornal tava absolutamente bloqueado.

49:59Não se respeitou ali o estacionamento naquele dia. Cara, eu olhei aqui, falei: "Cara, nós vamos sair daqui amanhã, "Cara, nós vamos sair daqui amanhã, velho, » na [roncando] hora do jornal. Vamos, não tem como até essa turma toda sair. O

50:10Atlético tinha gan, tinha se classificado, então os povo fica ainda bebendo lá, fazendo festa. Aí eu peguei, liguei pro jornal, tinha um celular daqueles mais simples, né? Aqueles, quem conheceu os PT 550 antigamente.

50:23» Liguei pra redação e falou: "Olha, eu vou escrever a matéria no bloco aqui e vou ditar para alguém aí".

50:30E eu só tive essa a ideia, cara, depois de um momento de desespero no carro ali encostado, esperando ninguém se mexer, porque ninguém se mexia. E eu lembrei de um de um rola de jits, cara. Falei, eu tinha tido uma uma situação recente e

50:46naquela época as situações eram muito diferentes das situações » tranquilas que nós temos hoje, porque o Jitso era outro mundo naquela época.

50:55você passava um perrengue danado, muito diferente do que tem hoje. E e eu na época lá no treino, eu resolvi a situação com com muita técnica, muita paciência, consegui sair daquele aperto que eu tava. E quando eu tava ali me

51:09veio aquele to falei: "Cara, mas anteontem aconteceu, consegui resolver que que que isso aqui não é nada perto daquilo que eu passei".

51:16E daí me vio a ideia, eu acalmei, E daí me vio a ideia, eu acalmei, respirei e liguei pro Javinar de escrever aqui, se prepara um aí, eu vou vou ler, vou digitar pelo celular. E a situação se resolveu. Quando eu

51:30cheguei, a matéria já tava na composição, a matéria do jogo, né? E isso me me marcou agora de de eu lembrar o quanto que o Jitos, [roncando] mas foi uma construção ano a ano sempre o Jitos caminhando junto, né? já são 30

51:45e poucos anos. Eu acho que o Daniel pode falar um pouco mais de algo, porque ele já vem consolidado como executivo, de repente o jitso entra, né?

51:54» É, mas mesmo assim eu acho que se tiver que escolher uma coisa, a gestão de de recursos, né? E ela é, eu aprendi a fazer isso nos últimos dois anos que eu tô praticando juíço de uma forma completamente nova. Eh, quando eu

52:08comecei a fazer os primeiros [roncando] rolas, eu não tinha técnica, tinha força e raiva, » raiva [risadas] e vontade e uma faixa » raiva [risadas] e vontade e uma faixa branca.

52:17» Não há nada mais perigoso no mundo do que um faixa branca com raiva. Quando eu peguei o primeiro grau, então fiquei indestrutível. [risadas] Mas eh assim, eu via que eu gastava uma energia, eu ia para casa todo dia com a

52:30cabeça, né, pensando e remoendo aquilo.

52:34E eu via que eu gastava um monte de energia de uma forma errada.

52:38E esse cara aqui sempre falando isso, ó, faz a sopa com os ingredientes que tem, não luta contra o que o cara não quer fazer, etc.

52:46E aquilo foi martelando, foi martelando.

52:47E eu comecei a ver que, apesar de eu ter muito sucesso naquilo que eu fazia, eu também gastava muitas vezes energia de forma errada. Corria, fazia 1 milhão de viagens que não precisava, né? Eu tenho filho pequeno. Eu eu eu tinha uma

53:01dificuldade de administrar às vezes uma rotina que é uma rotina pesada, uma rotina intensa, como, né, várias das pessoas que devem estar assistindo aqui tem também. Mas me faltava um pouco da da de olhar aquilo, né, de respirar,

53:15olhar. Disse, pô, mas o que que eu tenho que resolver primeiro? Como é que eu administro aqui, que recursos eu devo usar? Eu muitas vezes fazia rola de 3 minutos com 1 minuto e 20 eu não não aguentava mais, batia, que era para

53:26poder descansar. Eh, e hoje em dia mudou, obviamente tô em em evolução, mas eu eu aprendi a lidar com as minhas ferramentas e com as ferramentas que eu, né, que quem tá rolando comigo me oferece, assim como no no mundo corporativo. Eu tive um um exemplo agora

53:44recente em que a gente teve uma uma reestruturação, enfim, eh a empresa que eu tô, ela ela teve é uma mudança. Eu assumi algum algum alguns papéis aí que têm influência em outras regiões que não tinha antes. E aquilo me deu uma

53:59sobrecarga inicial, né? Eu tive tive mudança de equipe, tive várias vezes eu eu eu falava com Rafa, Rafa, hoje hoje eu vou ter que ir até às 11. Hoje não dá, hoje não, né? não consegui no treino. E aí eu comecei, eu eu lembro

54:13que teve um um primeiro um primeiro período em que eu comecei a a me desesperar e o jitso me trouxe de volta.

54:21Dis para aí, eu tô fazendo a mesma coisa que quando eu era aquele aquele violento [risadas] faixa branca e me ajudou absurdamente, né? Eu ainda tô nesse processo, mas eh eu tenho eu eu já consigo me enxergar de uma forma muito

54:35mais organizada mentalmente e passando eh essa e, né, diminuindo essa sobrecarga inclusive pro meu time. E isso eu acho que é um dos grandes valores que o B2J leva pro mundo valores que o B2J leva pro mundo corporativo.

54:47» E eu eu tava pensando aqui e me veio uma um negócio que é bastante importante. Eu acho que o é até uma ideia de negócio, acho que o é até uma ideia de negócio, hein?

54:56» Opa. O, eu acho que o que a gente tá tentando desenvolver no B2J, ele pode ser escalável para qualquer esporte.

55:02Hoje o Jitos tá aqui na mesa porque é algo que eu pratico a mais da metade da minha vida. Eu tô daqui daqui poucas semanas, faço 49 anos e desses 49, 31 no semanas, faço 49 anos e desses 49, 31 no tatam.

55:15tatam. Eh, então o Jito tá aqui porque é o é o que a gente faz, é o que ele também se apaixonou e a gente tá junto ali treinando também.

55:25Mas não é sobre o como simplesmente como o jitso pode te ajudar nos negócios, te ajudar na vida.

55:36Eu acho que no B2J a gente tá construindo um método que consegue extrair do gitso as lições mais importantes que podem te ajudar na tua vida. Mas poderia ser outro esporte, porque eu acho que todos

55:51os esportes têm boas lições.

55:53os esportes têm boas lições. » Sim.

55:54O que, o que que nós vamos falar de um maratonista que com 40 de 42 km e no quilm 20 ele torce o pé? Ele pode dar os três tapinhas, né? Aquela aquela imagem célebre da maratonista na Olimpíada de de Los

56:11Angeles, em 84, não sei quem, muitas pessoas talvez nem lembrem, não tenho idade para isso. Ela entrando, cambalhando no no estádio e concluindo a prova, nãoé? Eh, acho que todos os esportes t e em todos os esportes a

56:27gente tem bons exemplos de palestrantes, de treinamentos executivos na luta mesmo. Você v o Minotauro, falecido Oscar, um dos mais célebres, né?

56:35Palestrante para multidões, motivacional, né? Sempre trazendo a sua motivacional, né? Sempre trazendo a sua experiência eh pro mundo corporativo, né? A maneira como, né? O minotauro contando pras pessoas como ele ganhou do Bob Sharp no

56:51Pride. É uma lição que vale para qualquer coisa.

56:55qualquer coisa. » Sim, » né? Um cara 50 kg mais pesado que ele.

Objeção: «Palestra de lutador»: método extrai técnica do esporte, não troféus56:59Eh, e o que a gente faz no B2 B2J não é isso. Eu não vou lá contar como eu ganhei minhas lutas. O Daniel não vai lá contar como ele ganhou as lutas dele de contar como ele ganhou as lutas dele de Jitsu.

57:12A gente vai contar como as técnicas do Gilgitsu, como as vivências do Jilitso podem te ajudar, né? Então, é um é um método que não tá baseado na minha experiência como lutador. Se eu ganhei, se eu perdi,

57:28ela tá tá baseado em extrair do esporte que nós amamos o melhor para você usar em outro campo da sua vida, né? Então, acho que essa é a grande diferença do que nós estamos propondo a fazer, daquilo que outras

57:43pessoas muito bem fazem por aí, fazendo palestras, dando treinamentos, né, para eh eh baseado na sua experiência. A gente não quer falar da nossa experiência, a gente quer falar daquilo que o juízo tem de bom, » um processo dialético da arte, isso

57:56» um processo dialético da arte, isso mesmo.

57:57» E do mundo dos negócios.

57:58» Isso mesmo.

57:59» E e eu acho que isso complementa com a experiência que a gente tem corporativa de entregar ferramentas e formas de transformar esses conceitos do jugitso em ferramenta prática para que assim como eu aprendi a fazer um armlock da

58:15guarda a primeira vez eu poder replicar aquela técnica. Quem tá fazendo a a gestão de um time e tentando escalar, tem uma progressão estruturada dentro de um método que é tem início, progressão e um objetivo de chegar e tornar o time

58:31todo nivelado naquilo que a gente chama de faixa preta. Então é esses entregáveis que a gente foi acumulando ao longo dos anos e consolidou com essa metodologia do jitso é o que faz do B2J um eh um método capaz de unir a arte do

58:47jitsu e o método corporativo dentro de um entregável factível e comprovadamente com impacto de negócio.

58:54» Sim, até porque aí tem uma uma lição que eu gosto sempre mexe quando eu lembro dela, né? o mestre Rorian Grace, por exemplo, o filho mais velho do grão mestre Hélio, o criador, né, um dos criadores da nossa

59:10arte, né, junto com o irmão dele, com o arte, né, junto com o irmão dele, com o Carlos.

59:12Eh, ele fala assim porque ele nunca foi, o Roro como lutador foi uma negação, nunca nunca foi um grande atleta, mas inegavelmente teve um papel muito importante na disseminação, no jits mundo afora, especialmente nos Estados

59:27Unidos, né, na na e depois no mundo, depois da criação do do UFC, que ele é o criador do UFC, né? E a partir dali foi um divisor de águas, né? Todo mundo quis aprender aquilo. Eu sou um, eu eu sou cria do UFC, né? Por ter visto o Royce

59:44daquele tamanho, fazer o que fez. Foi o que me motivou lá meados dos anos 90 a começar a treinar jurits. E o o Ryon fala assim: "Eh, tem um monte de atleta aí melhor que eu, que tem nome, ganhou

60:00isso, ganhou aquilo, fez isso, fez isso, ganhou aquilo, fez isso, fez aquilo".

60:04E e ele fala: "Eu nunca foquei em ser um grande atleta, eu foquei em ser um bom grande atleta, eu foquei em ser um bom professor, porque uma coisa é eu contar pras porque uma coisa é eu contar pras pessoas como eu ganhei de tal pessoa, como eu

60:18ganhei aquela batalha, né? Outra coisa é eu fazer com que as pessoas consigam fazer o mesmo que eu.

60:29Então, se tudo que eu faço é só história para contar e eu não consigo passar para ninguém, [roncando] qual é o valor desse conhecimento, né?

60:38Porque eu posso te contar um monte de coisa. Eu eu faço fiz um armlock voador no Daniel, fiz um triângulo, não sei das quantas, mas eu consigo fazer você fazer a mesma coisa.

60:49» Que que tá impactando de fato na sua vida, né?

60:51» Entendeu? Eu consigo que eu consigo que você replique o que eu faço. O grande valor tá em eu conseguir que você execute aquilo que eu faço, né? Se eu não consigo fazer isso, né? Cadê o valor desse conhecimento, né?

Momento-chave: Conhecimento só tem valor no outro61:05O conhecimento só tem valor. O o teu conhecimento só tem valor no outro.

61:12Essa é uma lição que a gente tem que ter pra vida. O conhecimento que só vale para você não tem valor nenhum.

61:19Ele só vale quando funciona no outro.

61:21quando tiver algum impacto, quando tem alguma multiplicação, se » isso. Então é o que a gente tá tentando aqui, né?

61:26» É uma alimentação do ego, né?

61:28» Isso. É. E e eu conheço, tem um monte, tenho amigos assim, amigos que se você pedir para ele ensinar, [ __ ] você é bom, eles me ensina, o cara fala: "Não bom, eles me ensina, o cara fala: "Não sei, eu sei fazer".

61:36eu sei fazer". » Sim, » né? E o que a gente tá tentando é desmistificar isso, é passar para as pessoas de maneira bastante aberta, de de maneira bastante consistente, conhecimentos que elas possam replicar, né? Que elas que possa ter valor dentro

61:48das operações delas, né?

61:53profundo.

61:55Estamos chegando perto do final, né?

61:57Passou mais uma vez rápido, né? Nossa primeira conversa também foi muito rápida, essa também foi muito rápida. E eu queria que vocês se eh se despedissem do público, né, deixando um convite, uma mensagem, compartilhando alguma lição do

62:14mundo dos negócios e do tatame que vocês julguem relevante, que possa eh trazer, né, mais fiéis para nossa religião, né, mais fiéis para nossa religião, [risadas] mas que de alguma forma, né, eh justifiquem para quem tá buscando. Hoje

62:29a gente sabe que grandes empresários estão caminhando em direção ao Tatame, né? a gente vê essa essa onda. é, é diretor Google, é diretor XP, é, é o Marcosberg, eh, o Dana White, todo mundo indo pro Tatam, alguns há mais tempo,

62:44outros mais recentes, mas a gente vê que isso tá acontecendo. Eh, compartilhem um pouquinho, né, da sua visão, porque isso tá acontecendo e faça essas palavras de encerramento. Vocês dois, não sei quem quer falar primeiro.

62:57quer falar primeiro. » [roncando] » Eh, eu acho que a o esporte ele como como um todo, né? Não só o jits, a gente tá falando [limpando a garganta] bastante de jits porque de novo é o nosso esporte aqui, mas o esporte ele

63:06traz para nossa vida eh o uma capacidade de a gente se redescobrir e transformar muito daquilo que a gente acredita que é assim, né? Eu acreditava que eu tinha um comportamento antes do jitsu, que eu era eh eh brabo, que eu fazia, que eu era

63:24competitivo, etc. e pelo, né, pelas minhas referências até então. E quando eu fui pro jugitsu, eu me oportunizei, descobri outras valências e eu me permiti recomeçar. Então, eh, independente de de da arte marcial, né,

63:42a gente incentiva o jits, mas experimentem fazer fazer algo que que dá frio na barriga. Experimentem eh olhar pro mundo corporativo, né? Tem vários empresários que a gente citou aqui, eh, e tantos outros talvez que a gente nem

63:57conheçam, que nem sejam tão famosos, não tem na mídia, » mas que que fazem do esporte, que fazem do do gilitsu, eh, além de um ambiente de autoconhecimento, um ambiente de de aprendizado contínuo, né? Ah, eu não consigo enxergar a a minha vida e eu

64:15levei isso para dentro da minha família, meu meu filho mais mais novo tá competindo já 6 anos, enfim, » legal. E ele e ele perdeu o campeonato que que ele tava que ele participou agora final de semana. E eu tinha uma

64:26certa preocupação de, pô, será que aquilo vai desmotivar? Será que não vai?

64:30E a gente foi para casa, tomou banho, fez um lanche e tal. E eu cheguei assim: "Aí, filho, se divertiu?" Disse: "Papai, me diverti. Vamos no próximo?" "Vamos".

64:40Então, a gente tem além da capacidade de moldar na gente que já tem os nossos moldar na gente que já tem os nossos pré-conceitos, influenciar na vida de quem a gente mais amaendo, né?

64:52E isso no meio corporativo, pô, a gente escolhe tá onde a gente tá. Ninguém é obrigado a trabalhar onde trabalha, né?

64:58A gente tem, né? Sem romantizar que a gente trabalha porque tem uma necessidade, tem todo um contexto, mas ninguém é obrigado a estar onde está.

65:06Então, quando a gente tá lá, a gente se oportunizar a influenciar de uma forma positiva a vida das pessoas, eu acho um caminho nobre a gente compartilhar com aquilo. E o tatami foi o caminho que eu encontrei de te extrair de mim a melhor

65:19versão para eu levar para quem eu lidero, para eu levar com quem eu compartilho da vida corporativa. É algo que eu vejo que eu consigo transformar também a vida deles. E isso no papel de líder é extremamente gratificante.

65:33» É o que a liderança faz, né? Se você não tá impactando quem tá ao seu redor, você não tá sendo líder, né?

65:40» Tá, eu vou, eu tava pensando aqui e ontem, anteem eu li um texto, eu gosto muito de ler, né? Você sabe disso, eu sei que você também lê bastante e até a gente tá aqui, chama Stoikecast,

65:56né? A tua a tua empresa chama Strike Dev. Eh, eu imagino que motivada pelo stoicismo, né? Eu leio muito filósofos dessa dessa época e e eu li um eu li um texto ante ontem eh de CCA, né, que é um

66:14dos mais brilhantes filósofos da da do plano histórico, né, viveu contemporâneo de Jesus, inclusive, né, na viveu no nos primeiros anos da era cristã, em que ele fala assim, é uma é uma uma lição que ela une

66:28eh o jitro que a gente tá tratando aqui, eh, aspectos da vida, dos negócios e e aproveitando que a gente tá num num num podcast histórico, né, em que ele essa lição, ela diz assim, ela ela considera que você deve eh se

66:48ela considera que você deve eh se permitir sentir medo, né, e não fugir do medo, né, porque eh o medo e aqui parafraseando um pouco a o fio na barriga, né, que ele citou, o medo A principal função do medo é te manter

Momento-chave: Sêneca: medo mantém vivo e exercita a coragem67:04vivo. Essa é a principal função. O que te mantém vivo é o medo, né? E e acho que a segunda principal função do medo é te permitir exercitar exercitar a virtude da coragem,

67:20né? Então, e as pessoas quando pensam em Gilgitso e nas lições que o Gilgitso pode eh nos trazer para melhorar o nosso desempenho nos negócios, né? eh formar e participar de equipes de alta performance. Eu acho que é um pouco

67:35disso, né? Você se testar, se permitir sentir medo, porque é um medo que vai fazer você exercer a virtude da coragem.

67:44fazer você exercer a virtude da coragem. E muita gente, ao contrário que muita gente pensa, a coragem não é aquilo que te faz para você não sentir medo, né? O medo é o que faz você exercer a abertura da coragem. Então, acho que

67:58essa a lição que fica, né, que as pessoas eh não ten medo de se sentir faixas brancas, de enfrentar eh modelos diferentes, porque às vezes os empresários, né, você pega um se level, ele nem sabe que ele precisa daquilo,

68:13porque ele tá numa situação tão confortável, ele manda, ele manda e todo mundo obedece, mas ele aí quando ele vai analisar um resultado, um Dr., é um um não cumprimento de um planejamento cumprimento de um planejamento estratégico.

68:26Se ele só tem pessoas que baixa a cabeça para ele, mas como é que ele vai conseguir isso?

68:31Então, a gente tá aí para fazer as pessoas se testarem, né? Seja nos tatames, seja nos nos negócios, usando as técnicas mentais e o mindset do tatame, suportar pressão e exercitar a virtude da coragem.

68:46virtude da coragem. » Pô, excelente, gente. Muito obrigado, né?

68:50Obrigado para quem chegou até aqui. Eh, sigam nossos amigos no Instagram, né?

68:56Vão tá na nas legendas. Entrem no nosso site.dev, deve. Mandem mensagem, compartilhem e até o próximo episódio.

69:03Muito obrigado.