Replay de live sem edição: 8s de tela de espera e 3 minutos de cortesias antes da primeira pergunta.
Leitura comercial interna: onde o negócio do convidado encosta no da Stoix, onde disputa, e o que dá para propor. Material de preparação, não vai para o convidado.
Heloisa Garrett preside o LIDE Paraná, apontada por ela como a unidade mais relevante da rede por 4 anos seguidos (rede com 29 unidades internacionais), e é fundadora da Paraná Business, que faz eventos e revista. Investiu de R$ 4,5 a 5 milhões com capital 100% privado na Casa Paraná Business e está montando um clube de patronos para bancar a manutenção.
Onde o negócio dele encosta no que a Stoix faz.
Onde disputam orçamento, papel ou têm visões conflitantes.
O que dá para vender, construir junto ou indicar.
Entrar como filiada e negociar cota do clube de patronos com contrapartida nominal (lista de apresentações dirigidas, não só logo em parede). Agora porque a casa acabou de abrir e as cotas ainda estão sendo desenhadas.
Parceria de canalTrocar conteúdo e um diagnóstico gratuito para membros por 5 apresentações nomeadas a filiados com dor de sistema. Custo zero de mídia e ciclo de venda curto porque a apresentação vem da presidente.
IndicaçãoEstruturar a anamnese em base consultável com recomendação de conexões e histórico por filiado, vendida como ferramenta do time, não como substituição do feeling dela. Risco: decisão pode ser da sede nacional, não da unidade.
Co-criaçãoO que precisa de resposta antes de montar proposta.
Levantamento a partir do que foi dito no episódio, complementado por pesquisa pública. Onde está escrito "a confirmar" ou "provável", é hipótese, não fato verificado. Uso interno Stoix.
00:08Bem-vindos, amigas e amigas, ao nosso 11º episódio do Stoic Cast, o podcast que fala sobre negócios, fala sobre empreendedorismo e, acima de tudo, fala de vida. E hoje, nesse episódio mais do que especial, né, eu conto com uma
00:23presente que eu esperei muito, né, convidei assistir e conseguimos nos aproximar, eh, que é, né, um expoente do empreendedorismo paranaense e em liderança, pode- se dizer até que do Brasil, hoje vem e engrandecendo e
00:38aumentando a representatividade dali de Paraná. Eloía Garrer, né? Bem-vinda.
00:43Muito obrigado.
00:44» Obrigada, Eloía, por tá aqui. Acho que para nós, para mim, né, Nicole, pessoalmente falando como mulher, é uma satisfação ter você aqui. Eu sempre falava muito do seu nome, principalmente porque além de todo o trabalho de
00:58ledrança que você faz frente a Lid, né, e ser uma pessoa conhecida nessa área, eh, algo que eu sempre percebi muito era o como você ocupa espaços sem precisar abrir a boca. né? Então você tem uma presença muito forte. Acho que o teu
01:14posicionamento é um posicionamento eh de líder de líder sem precisar parecer, né?
01:19Mostrar que é líder. Então eh quando Rodolfo nos pediu aí algumas ideias de pessoas a entrevistar, eu falei: "Ah, com certeza Elô é uma delas". Demorou pra gente chegar, mas a gente chegou.
No abandono, Nicole ainda elogia a convidada ('ocupa espaços sem precisar abrir a boca'). A primeira pergunta só vem em 1:58 e a primeira resposta de conteúdo em 3:02.
01:29Estamos aqui hoje. Então, seja Estamos aqui hoje. Então, seja bem-vinda.
01:31» Ah, eu que fico super feliz de estar aqui com vocês. Acho que essas conversas sempre é um tempo de muito, a gente colhe muitos frutos, né, com essa, com essa conversa. E quem tá nos assistindo, tá nos ouvindo também, que esse tempo
01:43seja um tempo de de aprendizado, de crescimento, né? Porque sempre um insight que você dá, que você pode mudar a vida de alguém ou trazer uma mudança de perspectiva para alguém, tá valendo muito o nosso tempo. Então, obrigada a vocês pela insistência, eh,
01:58que com certeza esse tempo vai ser um tempo precioso juntos. Obrigado nós, né, por tudo. E começo fazendo uma pergunta que eu quero entender e eu li seu livro, né, e recomendo depois, acho que vale deixar o link e compartilhar com as
02:12pessoas, mas eu fiquei admirado com a sua infância, né, a sua infância que foi num interior próximo até de Curitiba, mas que tinha bem as características de um um um lugar de interior com vivência de campo, com experiências de mundo
02:27real, né? E quando a gente vê o seu papel de liderança e a força que você carrega hoje, eu particularmente, né, e seu livro me fez conduzir a isso, é carrega aquela força que vem da infância, de quem viveu a vida e
02:42aprendeu a botar vida nas mãos e ir pra frente. Elô, me conte um pouquinho e compartilha com a gente se essa percepção faz sentido e até da sua experiência de vida, assim, como foi a sua infância, depois a sua ida pro jornalismo e você assumir os papéis e a
02:58representatividade que você tem hoje no mundo dos negócios no Paraná e no mundo dos negócios no Paraná e no Brasil.
Momento-chave: começa a história real: infância simples no campo03:02» É uma história longa, né? Vamos resumir, » É uma história longa, né? Vamos resumir, [risadas] » por favor, » mas eu acho assim, nós temos crianças pequenas, né? Eu acho que quando a gente é pai e mãe, a gente tem uma função
03:12muito importante que é criar eh o senso ético, o senso de valor nas crianças. E os meus pais fizeram isso por mim, né? A gente teve, eu tive uma infância muito simples, eh simples em materialidade, mas muito abundante em amor e carinho e
03:29em valores. Então eu nasci numa família onde meu pai era tomava cavalo quando eu nasci. Minha mãe era dona de casa, né?
03:36Faziam roça, trabalhavam muito juntos.
03:39E e eu até os cinco eu nasci na cama da minha avó, né? Foi meu pai fez meu parto, parto de parteira » e e que não é muito usual, né? 42 anos já, já as pessoas já iam para hospital, mas eles não tinham dinheiro para
03:53gasolina até chegar no hospital, nascend na cama da minha avó.
03:55» E foi a mesma cama, mesmo quarto que a minha avó faleceu. Então eu tenho uma relação muito próxima, né, com essa minha avó, que era uma mulher muito forte, assim também muito à frente do seu tempo. E a e a minha infância, ela
04:07foi uma infância no campo, né? Nasci ali, eu nasci em Campo Largo, mas vivia até os 5 anos em São Luís do Brunã. E a minha infância, ela foi cercada de coisas incríveis, né? como o amor à natureza, o cuidado com as pessoas, o
04:19respeito aos mais velhos. Então, é esses valores que moldaram a Eloía que eu sou hoje. E os valores ninguém tira de você porque é a tua marca, a tua essência. E e eu tenho muito carinho por todas as lembranças que eu construí nesse tempo.
04:34E hoje quando eu olho pros meus filhos, eu tenho muito cuidado com as lembranças que vão marcar a infância deles. Eh, e a eu acho que essa fase da primeira infância, né, eu lembro que coisas que eu lembro assim quando era pequena são
04:47as coisas que eu faria de volta hoje ou que eu queria muito proporcionar pros meus filhos, né? Então, eu morei numa casa que até os meus 5 anos não tinha eh banheiro, então eu tomava banho de caneca. e tinha uma privada externa que
05:01a gente fazia as necessidades, mas isso não me deixou eh eh alienada ou não me deixou, nossa, eu quero fazer fugir desse ambiente que essa essa essa essas limitações financeiras ou estruturais de uma casa,
05:17eu não quero não. essa casa, né, como eu até tenho um texto no livro, essa casa guardou meu começo, assim, essa casa foi tudo para mim, porque ali que eu aprendi os valores da família, ali que eu aprendi o quanto que era gostoso viver
05:29na simplicidade que ia no mercado para comprar arroz, eh, açúcar e só, porque o resto tinha tudo em casa, né? Então, acho que isso é gostoso assim. Então hoje eu acho que a maior dificuldade hoje que eu tenho é quando eu vou no
05:42mercado com os meus filhos, eles entenderem que eles podem comprar tudo, mas não precisa comprar tudo, né? Então acho que e é uma diferença muito grande do que eu vivi pro que os meus filhos têm hoje graças ao meu trabalho. Mas eu
05:55tenho é uma dicotomia muito grande tenho é uma dicotomia muito grande tentar » eh fazer com que eles entendam o que que era aquela minha vida, que é a vida da maioria dos brasileiros, que é a vida da maioria das pessoas hoje que vivem com
06:05limitações financeiras, né? e eles têm uma posição privilegiada. Então acho que essa relação é uma relação muito difícil de você ponderar. um equilíbrio, porque eu tenho uma história também parecida com a sua e eu eu vejo assim, eu quero
06:20dar tudo para eles, mas se eu der tudo, talvez eles não tenham a força que eu tenho, talvez eles não percorram o caminho que você percorreu. E daí a gente fica nisso assim, o que que e que eu até que ponto eu permito e o conforto
06:32total e absoluto, » até que ponto eu facilito na realidade, né, e e torno a vida deles mais fácil ou eu tenho que dar dificuldade para que realmente sejam pessoas fortes? É muito difícil, né, ponderar. E e a minha escolha pelo jornalismo foi porque eu
06:47sempre gostei muito de gente, né? Eu sempre gostei de histórias. Eu sempre ia com meu pai, com meu avô, na casa das pessoas, né? Tinha aquela coisa tomar chimarrão e na casa do outro, quem mora mais cidade pequena. Então eu sempre
06:58gostei muito de ouvir as pessoas. E eu imaginava que o jornalismo, quando eu sonhava em ser jornalista, eu eu imaginava que o jornalismo ia ser capaz de me colocar para um mundo e viver realidades diferentes. Então, meu sonho
07:11era eh fazer jornalismo e cobrir guerras, porque eu imaginava que a voz do jornalismo ele ia dar para mim a a possibilidade de mudar a realidade das pessoas. Então, meu sonho era conhecer a Paula Padrão e ser igual ela na época.
07:23Ela ela trabalhava no na Globo, né?
07:26tinha, ela fazia cobertura das guerras na Globo, era ser igual o Caco Barcelos, n? Até esses dias me emocionei que eu vi ele no Irã, eh, com problema de saúde, fazendo cobertura ainda, 76 anos ele tá.
Momento-chave: sonho de cobrir guerras cortado pela gravidez aos 1807:39Então, e eu conheci a Ana Paula, a gente se tornou amiga e e foi assim uma coisa, essa relação que a profissão me deu, eu não pude cobrir guerra e fazer o jornalismo de campo, né? Porque eu engravidei aos 18 anos. A Isabela nasceu
07:52quando eu tinha 19. Então esse essa esse sonho da minha carreira foi serado pela maternidade, porque eu não tinha muita escolha, né? Eu tinha que cuidar daquele [risadas] bebê.
08:02E aí, ah, só que hoje eu vejo que o o a essência do jornalismo, que é ouvir histórias, que é entender sobre de realidades diferentes, ele faz sim eu mudar realidades a partir do momento que eu uno sei ouvir e sei ter o senso
08:18crítico de unir uma oportunidade e uma realidade. Porque se eu faço a relação, uma ligação entre um empresário e outro, eu tô no final da conta, né, no final da conta eu tô eh possibilitando que aquela empresa gere mais empregos, aumente
08:32renda e muita realidade de pessoas que eu nem nunca vou saber qual foi o resultado daquela conexão que eu fiz.
08:38Então eu acredito que de uma forma diferente o destino fez com que eu executasse meu plano de vida, que era fazer com que o jornalismo mudasse a realidade das pessoas, que era um sonho muito romântico, né? Mas eu acho que
08:50hoje, adaptada à minha realidade, eu faço isso muito melhor do que cobrir guerras quando eu queria ser jornalista.
08:56Tudo para que as coisas de fato Tudo para que as coisas de fato aconteça.
08:58» É, eu acho que tem uma mudança, tem um impacto social.
09:02impacto social. » Perfeito.
09:02» Esse trabalho que é a geração de renda, que é a geração de riqueza e que é mudar a realidade das pessoas. Claro que o empresário, o acionista ganha com isso, mas tem uma camada deorme » enorme de pessoas que ganham. são
09:16fornecedores, cadeia de fornecedor, cadeia de serviço. Então, tem uma uma repercussão que são ondas que são, eu não consigo ver, né? Assim como eu queria ter voz naquela época quando
09:29[limpando a garganta] eu era adolescente de fazer o jornalismo para mudar realidades. Hoje eu acho que o jornalismo que eu faço, ele também muda realidades, mas de uma forma diferente.
Objeção: «lucro só pro dono»: meta é mil famílias vivendo do negócio09:37» Nossa, e e a função social da empresa é essa, né? A gente, eu tava até vendo assim, a meta não é acumular, a meta é ter 1000 famílias » vivendo as custas do meu negócio. Acho que esse é o é o maior sonho, cara. No
09:52momento que você tem eh possibilidade de ajudar, de multiplicar e isso gera paraa sua comunidade, pra sua base, oportunidade, cara, você venceu na vida, né? E a Lídia, ela faz isso muito bem, né? no momento que ela conecta, que ela
Objeção: «networking é venda disfarçada»: no LIDE ninguém tenta vender10:05possibilita, que ela une pontas e é uma e assim, eu tô há pouco tempo, né, no e assim, eu tô há pouco tempo, né, no leite, » mas eu sinto uma verdade assim, não, ninguém tá tentando te vender nada, as pessoas estão de fato querendo se
10:18aproximar, se conectar, ajudar, colaborar, crescer junto, né? Acho que é um grande movimento onde as pessoas crescem junto, aprendem com a realidade do outro, mesmo que seja um negócio que não tem nenhuma relação direta ou
10:29indireta com seu negócio, mas as pessoas trocam. É um ambiente de intimidade, onde as pessoas abrem as vulnerabilidades do seu negócio e também sabem entender onde tá a oportunidade, onde tá a necessidade do outro que você
10:42pode resolver. Então, acho que esse ambiente de troca não é um simples agenda de network, não é uma simples agenda de conteúdo, é estar aberto pro mercado e principalmente, tá, sair do seu negócio, onde a agenda de problemas
10:56do negócio, ela te consome e olhar para fora e ver as oportunidades, ver aprender com o outro, né? Então eu acho que esse ambiente que a gente proporciona dentro da vivência do lead é o grande ativo dessa desse movimento que
11:09nasceu há 25 anos e aqui no Paraná a gente tem liderado nos últimos se anos, gente tem liderado nos últimos se anos, né?
11:14» É, eu tenho visto muito isso, assim, o crescimento exponencial dali de Paraná aqui frente a a esse grande ecossistema.
11:20Então, a minha pergunta é: o que que você acredita que faz esse ecossistema girar e como é que vocês, quais são os desafios que vocês encontram de tirar de repente o empreendedor, o empresário do negócio deles, da agenda tão conturbada
11:35que eles têm todos os dias para est envolvido ali dentro dos eventos que vocês criam, né, do do business, do networking, que vocês eh fazem acontecer. Então, como é que é isso?
Objeção: «sem tempo para eventos»: anamnese conecta o filiado sem presença11:45Então, tem tem filiados que entram no lead, se mantém no lead sem participar de nenhum evento, porque entende que o lead não é uma presença em eventos, mas o lead é um ecossistema de relacionamento. Então, todos os membros
11:58que entram no lead ou quando ele renova e a gente vai fazer uma atualização sobre o negócio, a gente faz uma reunião como se fosse uma grande anamnese, entendendo o as vocações daquela empresa, para quem ele vende, de quem
12:09ele compra, as dores daquele negócio. E ali surgem oportunidades que a gente automaticamente conecta com a base. Isso gera um grande banco de dados. Então, independente se a pessoa vai ou não num evento, ela está no nosso radar para ser
12:22solução para alguém ou a gente indicar solução para as dores dela. Então esse é o grande movimento do ecossistema. E as agendas, a gente pensa muito em agendas que realmente façam sentido pro empresário. Então, no lead, dificilmente
12:34você vai ver um influenciador do Instagram, um empresário de palco, aquele cara que tem milhões de seguidores e tem as frases defeito que você acha legal. Você não vai ver essa pessoa no n, você vai ver o empreendedor real ou o líder real, o líder que você
12:48ouvir uma agenda pela manhã, você vai fazer diferença pro seu negócio ou pro negócio que você precisa estar envolvido dentro daquele ecossistema para criar repertório pro teu cliente.
12:59» Porque se você mostra pro teu cliente que você tem repertório, » que você sabe olhar pro negócio dele de uma forma diferente, é ali que tá a diferenciação entre você e o seu concorrente. Então, por exemplo, vocês
13:10são da área de tecnologia.
13:12» Uhum. É, você vai participar de um evento comércio exterior com uma pessoa que é uma autoridade naquele, mas não é o cara que tá lá com milhões de seguidor, mas é uma autoridade daquele setor. Se você vai prospectar um cliente
Objeção: «IA e Google bastam»: informação qualificada só no olho no olho13:22que atua um comércio exerior, você já vai com uma informação diferente. Você vai com uma qualificação de informação diferente, que não vai ser inteligência artificial que vai te dar, que não vai ser uma busca no Google que vai te dar.
13:33Essa relação, essa propriedade desse dessa informação, ela só te dá com olho no olho, com o ambiente que você tá, » conexões reais. que são as conexões reais e não são as conexões rasas da informação rasa, né? A informação rasa
13:47todo mundo tem. A gente é torpediado todo dia por muito conteúdo, por muita informação, mas a relação que nós proporcionamos no leíd de troca, de discussão e de crescimento, isso não tem ambiente que tire esse olho no olho, né?
14:01» Com certeza. Eu acho que no mundo que eh a rede social tá tão em alta, né? A gente vê aí muita empresa fazendo webinar para conseguir de repente leads e etc. Eh, acho que o movimento contrário que nós fizemos na Stocks foi
14:15realmente estar em campo, né? Ainda que a gente trabalhe com tecnologia, a gente vê muito valor em criar conexões reais, né, com pessoas reais, olhando no olho, trocando de fato eh muitas informações, porque nós temos visto no último ano que
Momento-chave: Stoix cresceu 200 por cento apostando no presencial14:30foi isso que fez com que a empresa crescesse 200%, ao invés de ficar só conectados. Eu sou da área de comunicação online, né, marketing de uma maneira geral, mas muito mais focado no online, mas vejo muito potencial nesse
14:45estar no presente, no dia a dia, apertando a mão, conhecendo pessoas novas e de fato criando conexões com pessoas novas. E as relações elas surgem de confiança, né, de eh não que foi o que eu falei, ninguém tá tentando vender, as pessoas estão se aproximando,
14:59estão compartilhando a vida do empresário, um se um se leva, um diretor, é uma vida solitária.
15:05diretor, é uma vida solitária. » Sim, » né? maioria das vezes ele tá tomando decisões, fazendo escolhas, fazendo apostas, investindo em cima daquilo que ele acredita e daquilo que ele compartilha com os sócios, né? Eu tenho
15:16muita sorte de ter dois sócios excelentes, mas nós somos três. Ainda assim, é solitário. No momento que eu tenho a oportunidade de conversar com outros líderes e ver que a minha dor e a dor do meu colega e a dor do da outra
15:29empresa às vezes de setor completamente diferente, cara, a gente troca figurinha, a gente acompanha e uma experiência, uma uma frase que é falada pode ser impactante, pode ajudar muito.
15:39Então isso não tem preço, né? E isso faz Então isso não tem preço, né? E isso faz com, » é um intangível, né? O relacionamento é intangível. você não sabe quanto que você vai poder contar com aquele contato ou pedir uma indicação ou pedir uma luz,
Objeção: «networking tem fórmula»: relacionamento se constrói com cadência, não script15:51porque o relacionamento você constrói com cadência, né? E não é isso não é um script de ai modo de fazer network, modo seis passos para você conseguir chegar na pessoa. Não é isso?
16:03» Até porque vem de verdade, né? os meus melhores eh parceiros de comércio de de negócio se tornaram meus amigos com o tempo. Então são pessoas que eu saio para velejar, que eu tenho prazer em jantar, que eu saio para dar tiro, que
16:16eventualmente treinam gitso comigo.
16:18Então é uma relação que ela ganhou, né, mais do que só o business. E o podcast ele tem essa intenção. Não é? É óbvio que eu não vou fazer amizade com todo mundo que vem aqui, [risadas] mas a ideia é que abram as portas e que
16:31se possibilitem surgir conexões verdadeiras como ali de fase, assim.
16:35» Sim. Eh, na tua visão, Eloía, o que que explica esse crescimento exponencial, principalmente dali de Paraná, aí ao longo desses anos, né? Tem alguma estratégia por trás disso? acredito que tenha, mas ela se deu de forma orgânica
16:51também pelas pessoas que estão ali frequentando, né, pelas agendas que foram acontecendo e de repente as oportunidades que foram surgindo.
16:58» Eu assumi a a presidência do Líd aqui no Paraná em agosto, setembro de 2019, então foram seis meses antes da então foram seis meses antes da pandemia.
17:06pandemia. » Uhum.
17:06» E eu acho que a nosso grande eh constância que deu constância pra gente continuar crescendo ano a ano foi não parar durante a pandemia. Então, durante a pandemia, a gente fez uma série de conteúdos onde eu passei a conhecer
17:19melhor as empresas » e meu marido também na de tecnologia.
17:22Então, a gente começou a alimentar dados e fazer essas conexões independentes de uma agenda presencial. Então isso fez com que a gente gerasse valor para as empresas. Quando a pandemia acabou, a gente criou essa essa ideia do
17:35ecossistema presencial, né, onde o Paraná teve a primeira casa lead e isso também criou mais proximidade com os os empresários, independente de uma agenda de eventos. Então ele tinha uma constância física, um se sentia pertencente a um ecossistema.
17:50» E a eu acredito que o crescimento ele se deu, a gente não faz campanha para para atrair mesmo, não faz, é, o crescimento ele vai muito da consistência do que a gente entrega » e da e do boca a boca. Então assim,
18:03vocês chegaram por nós, por alguém que participou e e viu valor. Então acho que essa constância de crescimento é o que mais faz o lead crescer. E também chega um momento que a empresa tá ali há 3, 4 anos que ela diz: "Olha, já deu o meu
18:17tempo aqui, vou sair um pouquinho, depois eu sempre volta".
Objeção: «associação não retém»: saída baixa e quem sai volta18:20» Isso aqui é bacana. Então a gente tem um um um uma taxa de de saída das empresas muito baixa e quando sai, geralmente a empresa volta porque sente falta do movimento, né? Então eu acho que a nossa constância nesse crescimento foi por uma
18:34agenda dinâmica, mas principalmente por trazer solução pro empresário, independente de uma agenda de eventos.
18:40Então, a gente conhece o empresário, conhece as dores e as oportunidades que existem dentro daquele setor, dentro daquela área. E aí essa proximidade, principalmente minha, com o empresário, tá com esse olhar atento e tá aberto
18:55para as oportunidades, é o que faz do Líd Paraná ser esse essa esse ecossistema, né? Então, a nos últimos 4 anos a gente foi reconhecido como uma unidade mais relevante do ecossistema, mais dinâmica. E isso é super bacana,
19:08porque a gente tem ali unidades que t muitos anos a mais do que eu de muitos anos a mais do que eu de operação.
19:14» E a gente tem unidades em todos, praticamente todos os estados do Brasil e 29 unidades internacionais. Então o Paraná ser essa referência consecutiva por 4 anos, eh, é resultado que a entrega do membro tá fazendo diferença,
19:28né? Eu acho que a constância, a presença e principalmente a a o laço, né, os elos que a gente cria com essa essa base de que a gente cria com essa essa base de membros.
19:38» Perfeito. Perfeito. [roncando] E ah, puxando, né, uma coisa vai puxando a outra, eh falando agora eh dessa dessa casa que vocês vão inaugurar na próxima semana, eh da onde surgiu a ideia, né, o que que vocês pretendem eh trazer de
19:56eventos e de agendas ali para dentro.
19:58qual que vai ser a como é que se fala, o que que o que que vocês, né, têm planejado para essa inauguração? E » pode ir.
20:08» E tem uma frase que ela coloca no livro que para mim ela é emblemática. Assim, eu fiquei eh há uma [roncando] força discreta e íntima nas mulheres que cruzam os salões dos palacetes da rua Comendador Araújo, » né? e essa sua visão do palacete, da
20:22importância da circulação das pessoas e tudo mais.
20:27Fale da casa que a gente tá » na realidade [risadas] é muito engraçado porque umas duas semanas atrás a gente passou ali na frente e o Rodolfo falou: "Ah, que que vai ser e tal". E daí eu falei: "Cara, que legal". A minha mãe
20:37trabalhava há muito tempo atrás aqui nessa rua, onde tinham [roncando] muitos palacetes e tem ainda, né? ele se mantém, mas eh você viu um pessoal muito bem arrumado, eh tinha uma coisa cultural assim ali naquela rua. E aí
20:52quando o Rodolfo trouxe essa passagem do livro, eu falei: "Então tem alguma coisa que conecta mesmo?" E por isso a ideia » é sempre fui assim aficcionada por história, por cultura. Adoro viajar aí pros espaços mais antigos das cidades,
21:06né? cidades velhas. Então, eu sempre fui uma pessoa que gostou muito da história e da memória. Eh, quando a gente decidiu a primeira, o espaço da primeira casa lead, ela materializou um conteúdo que um, uma iniciativa de conteúdo que a
21:19gente começou na pandemia, que foi uma coluna na Gazeta do Povo que chama Made em Paraná. a gente tem essa coluna até hoje onde a gente tava num ambiente super hostil, né, numa num momento onde a gente não sabia quem ia sobreviver,
21:30quem negócio ia ser perene, que oportunidades tinham, mas aquelas mesmas empresas que estavam sofrendo já passaram antes por outras crises, né, plano col plano real e e vários problemas ao longo dos anos. Então, a gente [roncando] criou um na nessa
21:43coluna da Gazeta do Povo eh, uma constância de conteúdo onde a gente trazia, dava visibilidade, contava histórias de empresas paranaenses, né, chame em Paraná, empresas paranaenses que tinham passado por momentos de diversidade e continuavam crescendo e
21:58prosperando, mudaram derrota em alguns momentos. E aí a primeira casa de quando a gente inaugurou, ela materializou esse conceito porque ela faz essa rua, né, a rua Mat Comendadora Araújo, ela é a antiga estrada Mato Grosso, que é o
22:12primeiro ciclo de riqueza do Paraná, que é o ciclo de Ervamate, que ligava o porto de Antonina com o interior do porto de Antonina com o interior do estado.
22:18» Então essa rua ela é emblemática porque ela é esse primeiro ciclo de riqueza, por isso que existem tantos palacetes e casas históricas nessa rua.
22:25» Legal. E aí, eh, a primeira casa, então, ela foi uma casa histórica, ela pertenceu ao Vicente Machado, onde ele era governador da província do Paraná.
22:33Então, tem várias histórias sobre a casa. Então, a casa, ela materializou aquele conceito que começou com uma estratégia de conteúdo e todos os produtos e serviços da casa eram produtos do Paraná. Essa casa ficou pequena, né? Era uma sublocação. E eu
22:48sempre quando eu fui visitar, quando eu fui escolher o imóvel para ser essa primeira sede, esse projeto piloto da casa lead, eu já tinha ido ver essa casa. Só que ela demandava de muito investimento, era uma obra difícil porque tinham que ser feito um restauro
23:01integral do do imóvel. E aí a gente optou por aquela quando essa aquela casa ficou pequena, a gente até teve uma uma investida de de construtoras que queriam que a gente levasse o espaço do a sede do Lídio para alguns imóveis
23:14corporativos. Claro, eles queriam o meu mail e o acesso aos empresários que iam circular, [risadas] né? Não sou bobeira, » mas eh eu achei que a gente ia perder totalmente o conceito.
23:23» Sim. E aí a gente criou um projeto que era de ocupar, de fazer o, né? Então o proprietário fez o restauro do imóvel e a gente criou um grande projeto como se fosse uma casa cor permanente, né? Uma ideia de casa cor onde as empresas
23:38colocavam seus ativos, né? a mobiliário, eh as esquadrias, a as móveis soltos, a iluminação. Então, a ideia é que as empresas paranaenses usassem a casa como uma vitrine.
23:52» E a gente também captou eh investimento para fazer a materialização do imóvel, porque foi um investimento 100% privado.
24:00Então, a gente ainda não acabou, né?
Momento-chave: restauro do palacete: R$ 4,5 a 5 milhões 100% privados24:02Todo dia a gente faz muitos piques, coisinha. [risadas] » E aí, e acho que no total vai ser entre 45 milhões e 5 milhões o investimento total entre o investimento proprietário nosso e dos das marcas parceiras, 100%
24:13com iniciativa privada. Então, acho que isso é bacana da gente colocar. Então, quando a iniciativa privada ela quer, ela consegue fazer a transformação.
24:21Então, a ideia da casa, né, Casa chama Paraná Business, que é a nossa empresa que trabalha com marcas para promover o Paraná, a empresa que eu faço eventos há muitos anos, a gente tem a revista que a gente faz eh uma tiragem anual, uma
24:33publicação anual. Então, ela materializa um uma um conceito de comunicação que promove as empresas do Paraná há alguns anos, que é a empresa que inclusive foi o que deu origem a fazer a participação no lead na época há 6, 7 anos. E aí a o
24:48lead se mantém dentro dessa dessa estrutura física fazendo suas agendas. A sua sede, a sede do Líd aqui no Paraná fica dentro desse imóvel icônico. Então o Palacetes Canomerol foi construído em o Palacetes Canomerol foi construído em 1898,
25:02se não me engano, » acho que em 1980 e 98. Então foi feito por Cândido de Abreu. É uma obra que tem várias referências arquitetônicas distintas, mas ela tem uma beleza, um charme que é muito único, né? Então ela e toda a a ambientação interna dela tá
25:19sendo feita com muita tecnologia, com geração de muito conteúdo e também com marcas que são referência pro Paraná, que muitas vezes a gente desconhece, não conhece essas marcas e acaba comprando e usando marcas que não são do Paraná.
25:32Então, o nosso grande contexto da casa é valorizar as marcas paranaenses e manter esse ecossistema do lead dentro de um ambiente onde a gente possa, por ser uma série própria, fazer ter uma rotina de eventos, de agendas mais dinâmica e a
25:46casa continua sendo esse espaço onde o filiado, membro do interior, que não tem uma sede física aqui no Paraná, aqui em Curitiba, possa usufruir da casa para fazer suas agendas, seus negócios, né?
25:56Então a casa continua sendo esse esse ecossistema, esse epicentro dos ecossistema, esse epicentro dos negócios.
26:01E aí a gente tem outros outros projetos que a gente tá incorporando, como por exemplo um clube de membros, um clube de patronos da casa, porque eh a ideia é como que a gente financia essa manutenção, que é uma manutenção muito
26:14alta e tem pessoas que estão achando o projeto incrível e querem fazer parte, querem contribuir de alguma forma. Então a gente tem uma agenda de patronos da casa também. Então são várias iniciativas que vão surgindo, mas a o
26:27conceito foi materializar, né, preservar história, memória, a esse ciclo econômico e principalmente da visibilidade para as marcas paranaenses.
26:36» Muito legal, muito legal, muito legal » Muito legal, muito legal, muito legal mesmo.
26:39» Nossa, é incrível. [limpando a garganta] Aí, né, voltando a tua pergunta sobre as mulheres do palacete, porque eh nessa época, na época que o a primeira casa que a gente ocupou foi construída e que essa casa foi construída, as mulheres
26:51elas eram invisíveis, né? Elas ficavam bordando, elas ficavam recebendo as pessoas, mas quem eram os quadros na parede? nos quadros dos homens, né, do patriarcado. Então, a ideia eh que eu brinco até num texto do livro, né, As
27:06mulheres do Palacete, é justamente esse esse contexto, né? as mulheres que não tiveram voz naquele tempo estão eh sendo honradas nesse momento, onde uma mulher assume esses espaços e passa a valorizar eh a função dessas casas, que não é
27:22simplesmente ir para um, é, vocês não têm noção da complexidade que é fazer um restauro e fazer uma ocupação no imóvel com 120 anos, onde as paredes são tortas, onde tem uma imagem muito menos do que isso, gente.
27:34» Então é bem difícil. Então, eu acho que a gente, ao mesmo tempo, a gente tá honrando a memória dessas mulheres que foram imprescindíveis pra economia do Paraná, mas elas não estão nas ruas da cidade, elas não foram honradas pela
27:47história, né?
27:48» O o a o livro é anterior à escolha do lugar ou correu em paralelo?
27:53» Não, foi paralelo.
27:54» Ah, eu porque eu falei: "Nossa, é muita, né?" Tipo, » é, não foi, tá casando, tá casando » é, não foi, tá casando, tá casando demais.
28:00» É, foi quando o livro foi publicado, a gente tinha recém escolhido o espaço.
28:05» Ah. da nova casa, da nova séde. E a gente, eu consegui fazer um texto fazendo essa amarração das duas casas e da presença, previsto anos antes, assim, falei: "Não, » não, eu sempre queria aquela casa. Era que a minha primeira escolha, mas não
28:18foi possível naquela época e eu sou insistente e consegui agora".
28:20» Que legal, que legal. [roncando] Falando um pouco dessa, desse lado de liderança feminina, né, Lô? Eu acho que você é um nome muito forte sobre isso e eu queria que você nos contasse assim, eh, olhando no teu livro, você traz essa
28:33leitura muito lúcida, né, de que mulheres historicamente não foram treinadas para liderar, eh, de que a mulher às vezes tem que tá se diminuindo para caber em alguma posição, né, eh, nunca à frente de um homem. E eu eh venho também, como falei outras vezes,
28:49desse mundo business, eh fui diretora de duas agências de comunicação aqui em Curitiba e também senti muito isso nessa trajetória aqui pra gente, tal, a gente faz parecer fácil, né, mas não é fácil chegar lá, ocupar um espaço, ser
29:03reconhecido, ã, eh, e, e, e respeitado principalmente, né? Então, quando você olha para tua paraa tua trajetória, você eh enxerga essa liderança também como uma forma de acerto de contas com relação ao que a gente tem que buscar
29:19para conseguir ser alguém e estar numa posição e ser reconhecida nessa posição?
29:24Eu acho que a presença feminina em ambientes de poder, seja ele na política, seja no ambiente empresarial, seja na na no mundo corporativo, eu acho que ele ele é ainda é uma um assunto que a gente precisa debater até a gente não
29:39precisar debater mais, né? Eu acho que mas não é um ambiente pra gente discutir entre as mulheres, a gente precisa discutir com os homens.
29:45discutir com os homens. » Sim.
29:45» Porque se a gente não conseguir mudar esse espaço de, ah, tem que tratar diferente porque é mulher tem que não. A gente quer ser tratada como igual. Eh, eu não quero, por exemplo, que a minha filha seja questionada quando ela vai
29:58para uma, né? Minha filha tá estudando medicina, quando ela vai participar de um processo, por exemplo, se ela tiver que assumir plantão à noite, quem fica com os filhos dela?
30:04com os filhos dela? » Uhum.
30:05» Que eu sou, eu sou questionada: "Ah, mas você faz muito evento à noite, quem fica com seus filhos?" Nem que pergunto pro meu marido como que ele trabalha à noite e se ele tem filhos também, né? Então, eu acho que a gente precisa discutir
30:14isso até a gente não precisar mais discutir isso. E a gente tem uma uma questão que é a gente foi capacitada, treinada para ser esposa, para ser o ambiente materno e a gente não precisa escolher entre a maternidade e a o mundo
30:31corporativo ou o ambiente político. A gente consegue equilibrar as duas coisas. Eu acho que isso que a sociedade, a comunidade precisa entender que a gente precisa. Mas nós não somos iguais aos homens. Nós somos diferentes.
30:43Nós temos habilidades diferentes. A gente se complementa muito com o ambiente masculino. A gente tem uma estrata, uma uma energia diferente, a energia feminina é diferente do homem, » uma percepção mais aguçada. Muit
30:54» Exatamente. Eu acho que a gente complementa muito. Quando a gente tem uma mesa só com homens, não é uma mesa legal. E quando a gente tem uma mesa só com mulheres também, não é uma mesa, eu acho que a gente precisa ter mais
31:04complementariedade, as visões diferentes. E quando a gente fala do da mulher em si, a gente tem oscilação hormonal, a gente tem dificuldades em algumas épocas ali do mês que a gente a gente tem eh diferença de comportamento
31:16e a gente precisa ser respeitada por isso. Eu brinco, a gente precisa ganhar mais porque a gente custa muito mais caro que o homem, né? Tem que fazer unha, cabelo arrumado e assim, homem só toma banho, tá pronto, né? A maioria
31:26deles quer maquiagem. Então eu brinco assim, inclusive não tinha que ganhar igual, a gente ganhar mais, porque a gente custa mais caro, né? Então eu acho que assim, essa eh essa presença do feminino, ela tá cada vez mais eh
31:37ganhando espaço, ganhando eh eh pertencimento, mas a gente precisa não ser tratada como como diferente, ser tratada como igual, entendendo que nós temos diferenças que se somam. Eu acho que esse é o ponto, né? Eu acho que essa
31:51pauta do feminismo ou do eh eh a gente precisa ter eh equidade, ter os mesmos acessos e algumas situações a gente tem que ter um acesso diferente por sim somos mulheres e precisamos ser tratadas com respeito por serem
32:06mulheres, mas eh principalmente no ambiente, né, que eu circulo, onde a maioria são homens e são pessoas muito mais velhas do que eu. Eh, eu não sou a menina do Leed, eu sou a Eloía, presidente do Lead. Então assim, mas
32:21isso eu conquistei esse respeito com o tempo, porque por muito tempo eu fui a menina do Lead. E alguns ainda dizem: "Ah, a menina do Lead".
Momento-chave: não sou a menina do LIDE, sou a presidente32:29OK? Mas eu não sou a menina, eu sou a mulher e eu não quero ser tratada como liderança feminina porque eu não lidero mulheres. Eu quero ser tratado como liderança, porque eu lidero homens e mulheres. E a gente precisa se impor, às
32:42vezes, esses dias eu eu expliquei para uma uma figura política importante aqui do Paraná, que ele foi me agradecer num evento e falou: "Ah, é importante liderança feminina". Eu falei: "Então, eh, quando você for falar de volta sobre
32:54mim, não fale. Eu não quero que falem sobre liderança feminina, eu sou uma liderança. Você é uma liderança masculina. Quando falam sobre você, falam: "Você é uma liderança, você lidera só homens no seu papel." Não.
33:05Então você fala sobre mim da mesma forma que falam sobre você. Então se a gente não só que para na cabeça dele e ele tá tá tá sendo não, ele tá sendo querido de falar porque não tem esse letramento.
33:19Então o nosso papel em ambientes que a gente possa é letrar o mercado, a comunidade, as lideranças sobre a presença da mulher. não é uma liderança feminina, é uma liderança independente de gênero. a gente precisa estar nos
33:32ambientes de liderança, de protagonismo, ter acessos, eh porque nós somos mulheres líderes e não apenas lideranças femininas, com todo respeito aos movimentos de liderança feminina que precisam existir, porque muitas vezes as
33:47mulheres se encontram nesse ambiente para depois elas se sentirem o seu » e se sentirem aptas, se sentirem pertencente para ocupar espaços onde são mais masculinos.
33:58» Com certeza. Eh, eu sou faixa preta de jitsu, da época que o jitso ele era predominantemente masculino, né? Então, a 15 anos atrás que mulheres que praticavam gilitsu porque tava buscando alguma coisa no tatama e não um esporte.
34:14E a gente hoje é o maior grupo feminino de mulheres no Brasil que sai do mundo, porque a gente tem aí uma uma média de 60 meninas todos os dias ali frequentando as nossas aulas. E é exatamente isso, eh, a gente de fato
34:29mostrar que o que a gente vê lá dentro, na realidade, né, é que a normalmente a mulher ela chega eh buscando um grupo ser aceita. Ela pertence à aquele momento ali, mas ela começa aos poucos reconhecer o seu valor, o seu valor, a
34:46sua possibilidade, o o seu tamanho, né?
34:49Então, foi por isso que eu até falei quando te apresentei, eh, a gente reconhece teu tamanho quando você chega num lugar sem você precisar falar alguma palavra, né? A gente consegue perceber a tua liderança sem você precisar. Você
35:00conquistou esse espaço, né? Então, como foi conquistar? Eh, a minha pergunta é eh hoje em dia a gente vê muito da mulher ter que se portar de uma forma, falar de certa forma, se vestir de certa forma. Então, como foi para você
35:16conquistar esse espaço, construir o teu espaço, né? Você teve que eh correr atrás de aprender como se portar ou você teve eh foi intrínseco ao que você veio eh a como você veio se desenvolvendo? Eu
35:33sou péssima em planejamento, então o ambiente que eu estou, né, a posição que eu estou, o que eu conquistei nunca foi planejado ou foi sonhado. As coisas foram muito que acontecendo. Então eu não sou um bom exemplo de planejamento,
35:45de meta, de foco, mas eu sempre soube aproveitar muitas oportunidades. Então, aquela menina que nasceu lá no campo, que não teve oportunidade, que estudou a vida inteira na escola pública, ela não se sentiu acuada ou menor por estar com
36:00oportunidades que de pessoas ao lado dela que nunca viveram a realidade dela.
Momento-chave: mediou agenda na Expo Dubai sem falar inglês36:05Mas eu sempre me soube aproveitar essas oportunidades com inteligência. Então, por exemplo, eh, eu não falo inglês, mas eu mediei uma uma agenda na Expo Mundial em Dubai, em português, porque eu
36:20aprendi com uma pessoa que eu tenho carinho, admiração enorme. Ela disse: "Alô, elas eles estão aqui para te ouvir e ouvir a sua mediação porque você tem conteúdo para fazer essa mediação e não porque você fala inglês. você aceite e
36:34chame um tradutor para te acompanhar, porque eles não colocam um foninho para para usar o foninho.
36:41» Eh, então isso isso foi me dando cada vez aprendendo com as pessoas que que eu tinha sempre do meu lado, eu fui me dando mais estofo para conseguir eh me sentir adequada para esses ambientes.
36:54Eh, outra questão, eu não eu não quando eu assumi o Lídia, por exemplo, eu tinha um problema que era eu eu muito jovem e mulher num ambiente muito masculino. E aí eu usava roupas que eu parecesse mais
37:10masculina. Então eu usava roupas pretas, terninhos e roupas escuras para ficar parecido com os ternos. Mas aquela não era eu, porque eu me sentia horrível. Eu ficava eh dizendo: "Meu Deus, eu não queria estar usando isso". Porque eu
37:22sempre fui ligada com moda e eu sou uma mulher feminina, eu sou uma mulher que tem uma estatura alta, eu gosto de do que a moda me proporciona, que eu adoro tá antenada em tendência, porque eu tenho uma uma aptidão para moda. Eu já
37:36investi em moda, já escrevi um livro sobre moda. Então assim, eu tenho, eu gosto disso. Me faz bem me sentir bem e bonita num ambiente. Eu me sinto melhor para falar, para me expor, para eh escutar. Então, eu me sinto melhor.
37:50Então, eu fiz um trabalho de imagem que eu aprendi que usar roupa colorida, que usar roupas femininas, é, não deixo de ser respeitada por isso, mas eu crio uma identidade e eu abro espaço para que outras mulheres também se sintam
38:05adequadas sendo elas mesmas e não precise se masculinizar.
38:09Todo, porque eu acabei fazendo isso. Eu fui estudar eh quando eu comecei a ter que me importar de uma maneira diferente, enfim, né? às vezes tá muito mais arrumada e tal. Eu fui fazer justamente isso, né? entender o que que
38:21é a coloração pessoal, eh, como se vestir, como que eu vou ser eu mesma e escolher as cores, as cores que eu gosto, mas, né, estando adequado ali ao ao que pede a vestimenta. Então, acho que ele foi encontrando identificação. A
38:36gente acaba tendo que passar por esse processo. você vai se masculinizando para ser aceita e não, você tem que ser feminina e não tem nada a ver, não tem problema se tiver uma foto lá de 50 homens eu aparecer no meio porque eu tô
38:48de azul ou tô de vermelho ou tô de rosa, porque eu é a cor que me deixa feliz, é a cor que me sinto bem, né? Do do ocupar o espaço. É porque na maioria das vezes você tá lá super bem arrumada, né? sei lá, uma coisa vermelha super chamativa
39:03dentro de um contexto eh business assim, mas ocupou seu espaço. Tá ali, alô, muito bem vestida.
39:10» Mas é, mas é importante isso. Não é a roupa que me coloca » ou me chama atenção pela vestimenta, é o conteúdo, é o repertório, é o por o que eu fiz para ter aquele espaço. A roupa ela é só um acessório, mas que me deixa
39:24feliz eu estar usando o que eu gosto, que eu me sinto bem, né? Porque a gente, se você tá lá com uma roupa, você não gosta, você é outra, é outra, é outra outro sentimento que você tem quando você se sente bem para estar naquele
39:37lugar, né?
39:37» Sim. E eu vejo que a gente tem uma obrigação enquanto pais e mães de meninas, né?
39:41meninas, né? » Sim.
39:42» Cara, nosso papel é garantir que elas tenham um ambiente mais saudável do que a gente » teve, menos, né? a a já melhorou muito ao longo do tempo. É um esforço consciente de entender, de melhorar, mas a gente ainda tem um trabalho muito
40:00muito extenso ao que você falou. Ainda precisa ser falado até » não precisar » não precisar mais.
40:04» Alguma coisa que eh da fala do Rodolfo que me lembra, eu vi uma vez uma postagem tua na qual você fala sobre quando a sua filha era pequena e você saía, tinha que trabalhar, né? E e o quanto isso mexia com você e acredito
40:19que sim. Mas o quanto tua filha poôde perceber ali naquele momento, o quão forte você era e ter você como de fato uma inspiração, né? Então não é porque minha mãe trabalha que ela deixa de ser minha mãe. Eh, na verdade ela tá criando
40:32espaço para mim, ela tá me mostrando quem é e etc. É quando a Isabela tinha 6 anos, eu fui morar em São Paulo até os 10 anos dela. Então essa infância que eu tô passando com com os meninos agora, que eles têm oito e seis, eu não vivi
40:45com ela, nunca fiz o trabalho da escola e nunca fui numa reunião da escola e nunca fui numa agenda de Dia das Mães com ela, porque eu tava em São Paulo durante a semana e eu era mãe dela no final de semana. O que se você fala
40:56assim: "Ai, meu marido trabalha fora e ele só vem final de semana". Nossa, que lindo. Ele é provedor. Nossa, que que orgulho desse marido. Agora, se você é a mãe que tá fora durante a semana, você, nossa, essa criança vai nascer sem
41:07referência. Nossa, que dó dessa criança, meu Deus. Quem fica com ela?
41:11» Porque é uma relação que as pessoas é é uma quebra de de paradigma, né? Uma quebra do que é o usual.
Objeção: «mãe ausente prejudica filho»: filha se tornou mulher incrível41:19» E a Isabela se tornou uma mulher incrível. Ela ela só tem o que ela tem hoje porque ela sabe o esforço que foi para para eu ficar longe dela durante esse período. Então ela se tornou uma grande mulher, uma mulher super focada,
41:33eh até focada demais, porque ela é bem diferente de mim. Ela tem assim tudo planejado, tudo resolvido, tudo. Ela a gente tem tem engraçado como os filhos são diferentes, né? São muito iguais a gente em algumas coisas e muito
41:45diferentes em outras. Mas a Isabela, ela se tornou uma grande mulher e eu tenho certeza que a o fato de eu estar longe dela nessa fase que foi tão importante da infância, não deixou eu menos mãe dela, pelo contrário, né? E hoje eu tô
41:57aprendendo a ser mãe dos meninos, porque é viver uma realidade totalmente diferente, que é ser mãe de dois menininhos, que você tem as demandas ali da maternidade do dia a dia, que eu não vivi isso com ela. Então é gostoso
42:09reaprender, né? Muito gostoso.
42:12reaprender, né? Muito gostoso. » Perfeito.
42:12» E nesse processo a Nana viveu isso muito, né? Porque a ela voltou a trabalhar na direção da da agência como a vi com três meses.
42:21a vi com três meses. » Sim, » né? E teve isso, né? Tipo, nossa, mas já vai voltar, vai deixar a neném. Na » verade aconteceram muitas coisas que me fizeram tomar a decisão de antecipar o meu retorno. Eh, lógico, a gente sente
42:34muito, né, uma criancinha tão pequenininha, mas eu pensava, se não for agora, tem algumas oportunidades também da Nicole profissional que eu vou perder e eu não gostaria de perder. Então é sempre um conciliar muitos pratinhos
42:47ali, né? Equilibrar muitos pratinhos.
42:49Mas foi uma decisão tomada. Ouvi muito também um ai nossa, que absurdo. Três meses a tua filha ainda tá mamando e você tá decidindo e voltar à vida profissional. É um um foi um retorno consciente e hoje eu vejo que não me fez
43:02menos mãe também. A minha filha não tem nenhum não teve nenhuma falta. Não deixei de amamentar. Muito pelo contrário. Fazia 390 km dentro de Curitiba toda semana. para amamentar, sem deixar de trabalhar e sem deixar de me realizar em outras partes. Então,
43:18acho que tudo é possível quando a gente quer, né, quando a gente se propõe na realidade. Com certeza. E também assim, ó, eu super respeito mulheres que decidiram não ter filho porque não queriam esse esse rolê intenso, né, que
43:29a maternidade trabalha. E também super respeito mulheres que se dedicam à maternidade, à casa e se tornam mulheres incríveis, porque a função delas é extremamente importante, porque para eh muitas vezes pro marido prosperar, para
43:43as coisas acontecerem, ele precisa daquele esteio em casa. Então eu eu acredo que deve ser eu acho que deve ser muito mais difícil. Eu não me não conseguiria ser essa essa mulher, mas eu acho eu admiro muito as mulheres que t
43:56essa essa função que é uma função absurda de de desgaste de assim como a gente no ambiente executivo tem um uma elas também tm exalta só que elas não são reconhecidas. Então eu respeito muito as mulheres que têm posições
44:12diferentes das nossas porque no fundo eh ser mulher é complexo em qualquer uma das dos papéis, né?
44:19Então vocês homens t tem tem muita sorte, mas é incrível ser mulher. Eu não, eu falo que se tiver outras vidas e nascer muitas vezes, eu continuo sendo mulher também.
44:28» P você falou da da sua experiência em São Paulo e e dos desafios, né, que foi passar a semana em São Paulo, voltar para Curitiba final de semana e ficar nesse eh, mas como líder e com as experiências que você tem, você deve ter
44:41passado inúmeros desafios. Quero que você compartilhe com a gente o mais difícil ou mais engrandecedor, porque uma coisa que a gente gosta de trazer aqui é essa verdade do líder, do empresário, do empreendedor, que pelo
44:55menos uma vez na vida chorou no banho, menos uma vez na vida chorou no banho, [risadas] [risadas] né?
44:59» Então, acho que são várias as situações assim, todo dia é um novo dia e todo dia você como líder, como decisor, como pessoa que tem que tomar decisão, você sofre coisas que você disse: "Sério que eu fiz isso? Nossa, não acredito que eu
45:12deixei essa oportunidade porque a vida de um líder é feito de decisões todos os dias e você, as tuas escolhas impactam a vida de muitas pessoas. Então eu acho que não dá para elencar assim um caso ou outro, mas assim são situações que se eu
45:26não tivesse aproveitado por nada daquele momento, se eu não tivesse feito aquela conversa, eh as coisas iam ter mudado de rumo, mudado de direção. Então eu acho que a a liderança ela se constrói todos os dias e todos os nossos erros nos
45:40levam a acertar de alguma forma. Então teve situações eh que eu não deu um negócio que não deu certo e você às vezes lastima, né? Nossa, que não deu certo, precisava muito. Depois você vê que é um livramento ou alguma coisa que
45:52dá muito errado e você diz: "Nossa, agora eu tô pronto, aprendi com esse erro, tô pronto para melhorar no próximo e não vou cometer mais esses erros." Então, acho que todo dia é um dia de recomeço, né? Então, eu acho que quando
46:06o empresário acorda pela manhã, ele é uma página em branco sempre. Você sabe que tem que fazer tua rotina, você sabe que tem, mas as decisões que a gente tem que tomar em fração de segundo, elas mudam a vida de muitas pessoas e mudam a
46:20nossa vida também. E e a essas decisões elas são feitas de impactos positivos e negativos, são feitos de escolhas e são feitos de de objeções, né? Então acho que a gente tem que entender esse movimento e não olhar para trás com ah,
46:35mas e si, né? Se não vai voltar atrás, o que que você pode fazer pra frente? Eu acho que essa é a maior eh o maior aprendizado que você tem. Quanto mais maduro você fica, mais a régua aumenta e mais as dificuldades crescem, né? Então,
46:52o dia de hoje serviu para você aprender alguma coisa para você não errar daqui algum tempo. Então, eu acho que esse aprendizado contínuo e essa vontade de todo dia acordar pro diferente é o que faz do empreendedor, desde pequenininho
47:04até um grande empresário, essa dinâmica de porque somos empreendedores, né?
47:10Porque tomamos risco o tempo inteiro, todos os dias. E essa tomada de risco não é para qualquer um, porque exige mentalmente, exige emocionalmente, exige o tempo inteiro, exige em casa, exige da saúde, exige o tempo todo. E não é para
47:26todo mundo. Por isso que a gente vê tantos empresários começando o negócio, parando, voltando pro mercado, porque não é para todo mundo. Eu acho que a gente tem que entender se você nasce com a vocação de empreender, você é um
47:39privilegiado. Você tem que honrar aquela vocação que Deus Deus te deu e fazer o melhor com aquilo que você sabe fazer e buscar aprender o que você não sabe.
47:48Porque eu não sei muita coisa, mas eu contrato pessoas melhores do que eu para tocar tocar coisas que eu não sei. Por exemplo, eu não sei tocar uma obra, eu não sei a diferença de um parafuso de um prego, mas eu tenho lá o Marcos que tá
47:58tocando brilhantemente, tá conduzindo tudo da melhor forma, porque eu confio em pessoas melhores do que eu em em questões estratégicas, né? Tem a Paula, que é nossa diretora executiva, ela é ótima em processo, em seguir as e
48:11começo, meio e fim. Eu não sou, né?
48:13Então eu sei onde eu sou boa. E eu acho que o empresário, empreendedor, é saber aonde ele é bom e aonde ele coloca a energia dele. Não tentar agora 42 anos na fase que eu vou aprender a ser sobre gestão de obra, aprender sobre gestão de
48:30contrato, aprender, não, não vou aprender, mas eu sei onde eu sou boa e vou potencializar aonde eu sou. melhor para que esse time performe. Então, acho que essas isso é do dia a dia, né?
48:41Então, todo dia, se eu fazer um podcast todo final do dia, eu vou ter coisas para contar daquele dia que eu aprendi, que foram decisões e que mudaram rotas.
48:50» Eu acho que esse é o esse é o grande legado do empresário entender os que cada movimento que ele faz tem um impacto enorme pra frente, né? você falou no seu livro, eh, e falou agora também, acho que vale a pena entrar um
49:02pouquinho mais, que é a questão da liderança, que você fala que você não gostaria de estar à frente, você quer estar ao lado, né? Sim, » esse conceito do líder que ele tá do seu lado, ele tá apoiando. Explique um pouquinho mais e fale um pouquinho assim
49:16o que que é um líder estar ao lado da sua equipe, do seu time, da sua empresa.
49:21Essa liderança feita com reconhecimento de quem é melhor, de quem é parceiro.
49:27» Eu acho que é assim, eu não fui uma profissional preparada para liderar, preparada para ter time, então eu sou mão na massa, eu vou lá e faço. Muitas vezes eu erro muito porque eu deixo, eu interfiro no trabalho deles, eu dou meus
49:39pitacos sem eu precisar ter dado. E isso é horrível porque você acaba desmotivando ou desestruturando o time.
49:46Então eu aprendo todo dia a lidar com o meu time. Então eu acho que tem que ter essa humildade de aprender com eles todos os dias, porque eu não fiz o super curso de como ser uma líder fantástica e como eh ambientar as pessoas na cultura.
50:02Eu não sou essa pessoa, mas eu crio oportunidades todos os dias para eles trabal darem o melhor deles e eu aprendo todo dia com eles. Eu acho que assim, eu sou uma líder do meu time que tá muito muito no pé no chão com eles. Eu acho
50:16que assim, se precisar, tipo, essa madrugada a gente vai montar um evento de madrugada, eh, eu não vou conseguir acordar 7:30 para aparecer lá e abrir o evento. Eu 4 horas eu vou est lá com certeza porque eu vou estar angustiada
50:27de como que tá. Preciso tá lá não, mas eu quero ver se preciso de ajuda, precisa que faça alguma coisa. Então eu acho que eu não sou aquela líder exemplo de dizer assim: "Nossa, ela lidera, ela tá querendo uma legião de pessoas que
50:40segue o processo". porque eu não sei seguir processo. Então eu contrato pessoas que sabem organizar, direcionar, porque eu o tempo inteiro eu tô ali olhando o que eles estão fazendo e querendo estar junto. Então eu não sou
50:53um bom exemplo de liderança de time, mas eu sou com certeza a pessoa que vai estar com eles para aguentar trancos e barrancos e fazer as coisas, criar uma solução, né? Eu acho que a minha vivência, o que eu contribuo pro meu
51:06time é a minha vivência ajudar eles a resolver problemas. O Adonai ele teve aqui, né? E ele falou que todo sábado e domingo ele vai pra abertura do trem.
51:16» Uhum. que ele não precisaria, assim como você, não precisaria estar às 4 da manhã no seu evento, mas que ele faz questão para manter a visão, para tá lá presente, para poder ser visto, para poder ser perguntado, para que as
51:30pessoas que estão lá 5 horas da manhã, 5:30, esperando os turistas, preparando o trem, arrumando cardápio, preparando os alimentos que vão ser servidos, elas se sintam amparadas e também tenham um exemplo dele ali. E isso eu acho que é
51:44um ponto, né? A liderança ela se faz quando a gente tá junto do nosso time.
51:48» É, e assim até e e também tem líderes que são líderes super distantes dos seus times e são ovacionados, são pessoas idolatradas, são pessoas que, nossa, eu trabalho pro fulano, a incrível. E tá tudo bem. Acho que são perfis
52:02diferentes, né? Eu eu ainda sou um perfil que eu sou muito mão na massa. É um problema. É, mas também eu acho que aproxima você e cria um vínculo diferente, né? Eu acho que o eu também fui muito líder mão na massa durante
52:17muito tempo e a gente acaba se sobrecarregando muitas vezes de muitas funções que poderiam ser executadas por outras pessoas, mas que a gente quer estar ali 4 horas da manhã, » mas é um aprendizado constante, sabe? Eu
52:28acho que é um aprendizado e eu tenho eu tenho tentado aprender a deixar as coisas fluírem, mas é um aprendizado, né? Eu acho que é é um processo, né? Eu acho que é um processo. Eu acho que quando você constrói, por exemplo, você
52:40é um um herdeiro, você é um é um sucessor de alguém, você é preparado para aquela posição, eh você eh tem uma formação que te deu eh insites para você aprender a gerir, a liderar, a
52:56respeitar. é diferente. Agora eu venho do universo da criatividade, é muito do que eu falei com o que eu ouvi e que eu quero que me materialize. E aí é difícil, como você vai fazer um briefing disso? [risadas] » É, não tem como.
53:09» No máximo um áudio no WhatsApp.
53:11» É, por exemplo, lugar da mesa, né? A gente faz alguns eventos com lugar marcado, gente. Não tem como as pessoas que trabalham comigo saber que o Zezinho não pode sentar do lado do Luizinho, porque eles são, sei lá, tem um problema
53:21pessoal que os dois não podem sentar um do lado do outro ou que o fulano não pode sentar do lado. Então assim, isso tá muito na minha cabeça, não tem como fazer um briefing disso. Eu vou lá e arrumo os papeizinhos na mesa de acordo
53:31com o que eu acho que tem que ser o lugar certo das pessoas. Às vezes meu time sabe mais que eu diz: "Não, esse aqui o Zezinho tem que sentar ali porque é". Então esse ponto assim, eu acho que são delicadezas e nuances do meu negócio
53:46que dependem muito de mim ainda, porque é o a minha escutativa e não tem como você colocar no CRM todas, imputar todos os dados lá para que o time execute. O diferencial, né, algo que a IA nunca vai fazer, é ter o feeling, o bom senso. E
Objeção: «IA substitui o humano»: feeling e bom senso máquina não tem54:01esse talvez seja o segredo do sucesso dos projetos que você está, né? Esse lado humano, essa percepção aguada, essa lado humano, essa percepção aguada, essa sensibilidade » com o no que faz com que as coisas aconteçam. Estamos caminhando para o
54:13final. Você quer fazer as vezes?
54:16» Infelizmente, né? Nosso tempo chega ao limite, mas eu gostaria que você eh fizesse um trabalho de futurismo.
54:25fizesse um trabalho de futurismo. [risadas] » Eu sou péssimo em planejamento, » não, mas é ótimo em criatividade. Então aqui a gente tem o eh como que você deixaria ou que mensagem você deixaria eh pro empresário que quer crescer, que
54:41quer acontecer, que tá nesse processo de, né, montanha russa, quer empreender, eh, para que ele tenha essa perspectiva dos próximos 5 anos ou dos próximos 3 anos, né? Que recado você dá para quem tá nos
54:56ouvindo, chegou até agora para ir paraa frente, para continuar acreditando e para alcançar esse sucesso, seja ele, qual for a medida do sucesso que ele tá qual for a medida do sucesso que ele tá buscando?
Momento-chave: recado final: conhecimento, repertório e intuição diferenciam55:05» Eu acho que conhecimento é uma coisa que ninguém tira de você. Então, quanto mais a gente buscar ter repertório, entender sobre movimentos e ter a sagacidade de entender as nuances do mercado que ele tá inserido, isso vai fazer diferença em
55:17qualquer ambiente, qualquer negócio que ele tá inserido. É, e eu acho que o a grande é mágica de tudo que tá acontecendo, onde a gente vê e por toda parte e e sim veio para resolver e solucionar muitas coisas que o
55:32operacional muitas vezes pode ser delegado ou pode ser substituído por uma máquina, mas o olho no olho, os insightes e essa percepção de valor das coisas, nenhuma máquina vai tirar da gente. Então acho que depende se o empresário é pequeno ou é grande o
55:47feeling, a vontade seguir a intuição com base em » em conhecimento, eu acho que cada vez vai ser mais o que vai diferenciar quem vai ter sucesso e quem vai ter medí quem vai ser medíocre ali no processo vai
56:02morrer empresa, vai ter que se reinventar o tempo todo, está na percepção do que ele entende por valor do seu negócio e da sua liderança, né, do como ele executa todos os dias o diferente, né? Eu acho que liderar é
56:17isso, é todos os dias você tá aberto para entender que tudo pode mudar e que você tem que est pronto para ter jogo de cintura para isso. E isso a gente consegue tendo repertório, eh, tendo análises preditivas e tendo, principalmente a intuição, que eu acho
56:31que a intuição é o que move, né? A gente vê grandes empresários que se reinventaram, negócios que morreram e a pessoa voltou com outra porque ela seguiu a intuição, ela seguiu aquele feeling e aquilo que fez mudança no feeling e aquilo que fez mudança no negócio.
56:45» Sensacional. Sensacional. Elô, muito obrigado, né? Foi excelente. Obrigado pelo tempo disposto. Obrigado por tudo que faz pelo pelo L Paraná.
56:54» Com certeza. É, eu acho que é isso.
56:57Obrigado mesmo por estar aqui e, né, eh, aceitar o nosso convite e que bom que deu certo dessa vez, [risadas] né, pra gente é uma honra ter você aqui.
57:06Foi muito legal essa conversa.
57:07» Ah, obrigada. Eu que agradeço. É sempre muito gostoso contar, né, sobre o que nos até o título de o que nos traz até aqui. Eu acho que tudo que traz a gente até o momento que a gente tá vivendo, não é o que vai levar a gente pra
57:18frente, mas são os aprendizados que marcaram a gente naquele tempo e o que vem pra frente, né? tá disposta a ouvir o que tá pra frente.
57:25» Seu livro tá sendo vendido aonde faz o [limpando a garganta] merchanzinho.
57:28» Ele tem, ele tá vendo na livraria, e foi um livro que não foi feito para, foi um livro feito para para vender para os amigos, né? Então eu tenho um link na depois eu posso disponibilizar para vocês um link no site para venda e na
57:40livraria da Vila do Pátio. Legal. Que legal, gente. Muito obrigado quem chegou até aqui. Eh, até breve daqui a 15 dias, próximo episódio e sigam, né, Lid Paraná, Elogar nas redes, Nicole Furtado e Rodolfo Terlô. Valeu, gente. Obrigado.
57:57» Obrigado. Até mais.