EP 10 · 09/04/2026 · 59:37

Assuma o controle do seu dinheiro e do seu negócio! | EP 10 | Stoix Podcast

Gabriel Gieseke (W1 Atlas Barigui, sócio) · assistir no YouTube

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Stoix e o convidado

Leitura comercial interna: onde o negócio do convidado encosta no da Stoix, onde disputa, e o que dá para propor. Material de preparação, não vai para o convidado.

W1 Atlas BariguiConsultoria financeira e planejamento empresarial

Gabriel Gieseke é sócio do braço W1 Business no Sul, dentro do ecossistema W1 (fundado em 2010 com capital austríaco, mais de 100 mil clientes, dos quais cerca de 23% donos de empresa), com um escritório de cerca de 120 pessoas e outro de 40. Ele veio de uma startup de desenvolvimento de software em Curitiba e entrega diagnóstico abrindo Excel na frente do cliente, além de laudo de mais de 50 páginas em casos de reestruturação.

Sinergia

Onde o negócio dele encosta no que a Stoix faz.

  • O método dele é reproduzível e hoje é artesanal: abre Excel ao vivo para mostrar ciclo financeiro, ponto de equilíbrio e rateio de custo fixo, e produz laudo de 50 páginas à mão. É um motor de cálculo e um gerador de documento esperando virar produto.
  • Ele diz que o desafio da W1 é expandir mantendo qualidade e que a saída é "um baita de um processo, um baita de um sistema para apoiar" mais bons treinadores. Com 160 pessoas na operação, o gargalo declarado é ferramenta e padronização.
  • A base de cerca de 23 mil donos de empresa dentro dos 100 mil clientes do ecossistema é a lista mais qualificada de qualquer episódio desta temporada, e coincide com o público que a Stoix persegue.
  • Ele afirma que o financeiro é consequência de pessoas, processo e tecnologia, e que a solução não está no Excel. Converge com a tese da Stoix e evita a venda de sistema como bala de prata.

Atrito e competição

Onde disputam orçamento, papel ou têm visões conflitantes.

  • A W1 tem braço próprio de tecnologia (W1 Technology, sediada em Nova Lima/MG) e lista tecnologia entre as áreas do ecossistema, com software de planejamento e aplicativo próprios. Qualquer proposta compete com roadmap interno e com decisão de matriz, não do escritório do Sul.
  • W1 Business vende consultoria estratégica ao mesmo dono de empresa que a Stoix quer, e chega antes pela porta do financeiro. Há disputa explícita pela posição de braço direito do dono.
  • A unidade do Sul opera dentro de um ecossistema nacional e a autonomia para contratar software próprio provavelmente é limitada (a confirmar). Isso pode transformar uma boa conversa local em processo longo de matriz.

Oportunidades comerciais

O que dá para vender, construir junto ou indicar.

  • Motor de diagnóstico financeiro

    Transformar o Excel ao vivo em ferramenta com ciclo financeiro, ponto de equilíbrio, rateio de custo indireto e simulação, gerando o laudo automaticamente. Ataca o gargalo que ele nomeou: escalar sem perder a qualidade que hoje depende do consultor sênior.

    Co-criação
  • Handoff recíproco financeiro e tecnologia

    Quando o diagnóstico dele conclui que a causa é processo ou sistema (a garçonete que não vende a margem, o ERP sem visão estratégica), a Stoix entra; quando a Stoix encontra desorganização financeira, ele entra. Acordo formal de indicação nos dois sentidos.

    Parceria de canal
  • Integração de dado do cliente PJ

    Conectar ERP, banco e emissor fiscal dos clientes dele para alimentar DRE e fluxo de caixa sem digitação. Elimina o custo escondido de coleta manual que consome as primeiras semanas de cada projeto de consultoria.

    Venda direta
  • Co-venda em contas acima de R$ 20 milhões

    Entrar juntos com proposta única: ele com diagnóstico financeiro, a Stoix com diagnóstico de tecnologia. Resolve o problema dela de originação e o dele de sustentar recomendação que depende de sistema.

    Parceria de canal

Perguntas em aberto

O que precisa de resposta antes de montar proposta.

  1. O que a W1 Technology já entrega ao braço Business e o que está no roadmap dela? Define o que sobra para fornecedor externo.
  2. O escritório do Sul pode contratar software próprio ou depende de aprovação da matriz? É a pergunta que decide se existe negócio.
  3. Como o consultor coleta hoje o dado do cliente (extrato, ERP, planilha) e quantas horas isso consome por projeto? É a base do cálculo de retorno de qualquer automação.
  4. O laudo de mais de 50 páginas é template preenchido à mão ou já tem geração assistida? É o ganho imediato mais visível.
  5. Existe cláusula de exclusividade ou de não indicação com fornecedores no contrato de parceria da W1? Pode inviabilizar o handoff recíproco.
  6. Quantos dos clientes PJ dele estão acima de R$ 20 milhões de faturamento, que é o corte declarado da Stoix?

Levantamento a partir do que foi dito no episódio, complementado por pesquisa pública. Onde está escrito "a confirmar" ou "provável", é hipótese, não fato verificado. Uso interno Stoix.

Trecho falado no ponto de abandono médio Objeção levantada ou rebatida Momento-chave

00:11Bem-vindo, amigas e amigas do Stoikscast, o podcast da Stoiks Dev.

00:16Hoje completando o nosso 10º episódio e eh oportunidade muito grande conseguir a agenda desse jovem gênio que tá aqui conosco, que é o Gabriel Gizek. Gabriel é mineiro, curitibano por opção, sócio da W1,

00:33especialista em planejamento financeiro, estruturação empresarial e a gente vai falar um pouquinho do que importa no mundo das empresas, que é sobre o dinheiro e aonde que o dinheiro está e como que ele se movimenta. E não só

00:45isso, né, Gabriel? eh, estratégia comercial, evolução, contatos, enfim.

00:49Hoje é um episódio para quem tem empresa e tá passando por esse momento de incerteza e quer saber mais como orientar o seu negócio. E aqui um especialista, Gabriel, por favor, se apresente. E quem é o Gabriel pelo Gabriel? [risadas]

01:02» Muito boa noite, Rodolfo. Primeiramente, obrigado também pela oportunidade.

Momento-chave: Brasil país das incertezas: até o passado é incerto01:06Agenda é sempre difícil, mas quando da conversa é boa, a gente sempre dá dá um jeito, né, Rodolfo? Você falou um ponto muito importante, né? Incerteza. fala que o empresário que vive no Brasil, o Brasil é o país das incertezas, né? Eu

01:17costumo brincar que aqui até o passado é incerto. Quem dirá o futuro? E quando a gente entra nesse tanto de coisas que vem acontecendo, de banco quebrando a reforma tributária, eleições, Copa do Mundo, o empresário normalmente ele tá

01:29perdido e é muito nesse momento que entra, por exemplo, o meu trabalho.

01:33Então, até me apresentando também, me chamo Gabriel Guizek, que eu sou sócio da W1. Hoje nós somos o maior ecossistema de solução financeira da América Latina. E o que eu mais gosto de fazer é conversar com o empresário e

01:43ajudar eles também, porque eu falo que um braço direito sempre é bom, mas se a gente tiver ainda mais pessoas para ajudar, fica ainda melhor. E assim, um pouquinho do porqu mineiro em Curitiba, né? me venderam que o frio era bom, eu

01:54acreditei, então vim parar aqui.

01:56acreditei, então vim parar aqui. [risadas] » Não, mas Curitiba é é um lugar atraente e e eu brinco assim, eu acho que eu só saio de Curitiba se for para algo muito muito bom em algum lugar bem longe, porque andando pelo Brasil acaba

02:09que Curitiba atende bastante assim de estrutura, pessoa, segurança.

02:15» Sim, eu vou muito para para São Paulo, né? Sim, em São Paulo. Toda vez que eu vou para lá, eu tenho mais certeza que eu tô no lugar certo em Curitiba. Então assim, beleza, eu posso até sair de Curitiba, mas é com uma passagem de

02:24volta já, porque aqui onde tem qualidade de vida, né? Eu sou do interior de Minas, sou de uma cidade chamada Lagoa Santa. Eh, fica região metropolitana ali de de Belo Horizonte. Mas quando você sai de uma cidade do interior

02:35» para conhecer uma capital igual Curitiba, cara, difícil você voltar. Bem Curitiba, cara, difícil você voltar. Bem difícil.

02:40» E Gabriel, e me conte um pouquinho como é que foi a sua entrada na W1, né? E começa explicando o que que a W1 faz e por que neste momento onde o dinheiro é importante, essas incertezas todas acontecem, a sua atuação é chave para

02:57aquele empresário que precisa ter uma condução, uma orientação, uma segunda condução, uma orientação, uma segunda opinião.

03:02» Perfeito. Eu acho que até sobre a minha entrada na W até uma coisa curiosa também. Toda vez que eu falo com com cliente, eu brinco com ele que eu já estive do lado dele, né? Então, antes de entrar como sócio da W1, eu fui cliente

03:12da W1, né? Eu comecei, apesar de estar na área financeira há bastante tempo, eu comecei minha carreira fazendo perícias ambientais, até porque Minas Gerais é o lugar que mais tem eh região de calcário também, que era da minha cidade. Então,

03:23vira e mexe tinha demandas na área ali de pr para peritos, trabalhava nessa área jurídica também. Então, mas sempre com aquele gostinho no financeiro, estudando, começando, fazendo curso, lendo Adam Smith desde criança também.

03:35Então eu sempre fui muito por essa área, até que em Curitiba surgiu quase como um projeto. Então eu tava fazendo uma perícia ambiental na época, conheci um engenheiro. Esse engenheiro comentou que o irmão dele tinha mudado para Curitiba

03:48para abrir uma startup que tava começando, inclusive uma startup de desenvolvimento de de software que eles estavam começando aqui e ele falava muito de coisa financeira. E como eu, como bom mineiro, gostava de conversar e

03:58conversava muito na área financeira, ele me conectou com com esse irmão. É, conversei com ele assim, um cara super gente boa, abriu as portas, fala: "Gabriel, tô começando um projeto aqui em Curitiba, eu quero que você venha

04:09para cá pra gente tocar, fazer algumas coisas juntos." Início era para eu ficar três dias em Curitiba, são quase 5 anos.

04:15[risadas] E assim que começou. Então eu vim para cá focado nessa startup, né?

Momento-chave: virada de chave: relacionamento abre qualquer lugar04:20tratar desenvolvimento de software, a gente foi crescendo, contratando gente, desenvolvendo. E aí que vem a grande virada de chave, hein, Rodolfo, que eu falo que é importância de relacionamento. Falo que a gente consegue chegar em qualquer lugar se a

04:31gente tiver as pessoas certas também para isso, né? Bons parceiros, bons clientes também, é sempre importante. E eu sempre busquei isso, ainda mais que eu tinha chegado aqui, não conhecia ninguém além desse do meus sócios.

04:42Falei: "Cara, eu tenho que conhecer gente boa, preciso de gente boa, preciso de gente boa, né?" Então eu comecei aí, por exemplo, em eventos de networking.

04:49Inisso eu conheci o grupo do BNI, né, que hoje é o maior grupo de de networking do mundo. Eu fui numa reunião do BNI e nessa reunião eu conheci uma pessoa na W1. Essa pessoa hoje inclusive é meu sócio, Alison Cuca. Então eu

Ponto de abandono médio · 5:36 · retenção 9,1%

05:01conheci isso ele lá em 2021. Ele começou a contar que que era W. na época era uma empresa já muito grande, mas em uma fase assim muito ambiciosa de crescimento, porque 2021 pega ali, a gente tava na pandemia, então tava todo mundo mais

05:13dentro de casa, preocupado com as finanças. Então quando surge um ecossistema voltado a organizar isso no dia a dia das pessoas, começou a crescer bastante a empresa. E na época ele me apresentou, falou tudo sobre a W1, que

05:24eu já vou explicar também um pouquinho mais. Só que que eu falei com ele? Eu falei: "Alisson, cara, sensacional, empresa top para caramba. Virei cliente dele na época, só que meu negócio sempre foi empresas, sempre gostei de fazer

05:36planejamento para empresas. E na época, Ronfo, a W1 era uma já era o maior ecossistema de consultoria para pessoa física. Então, o que que é o grande ponto da W1? O que que a gente vende? A gente é um ecossistema. A gente é um

05:48ecossistema de solução financeira. E dentro de um ecossistema, a gente tá falando de ajudar você na sua pessoa física. Então, por exemplo, você tem uma empresa, você tem um podcast, mas por trás disso tem um CPF. Qual que é o

05:58objetivo de que você tem de vida? Qual que é o seu sonho? Qual que é a sua meta? Para onde você quer viajar? Com quanto tempo você quer aposentar? A gente sabe que são uma coisas que o brasileiro não aprende. O brasileiro ele

06:07passa escola sem ver nada de financeiro, passa faculdade sem ver nada de financeiro, começa a empreender sem saber fazer a própria gestão.

No abandono, Gabriel está no meio do pitch institucional da W1 (BNI, como virou sócio, 'ecossistema de solução financeira'), após biografia e small talk. Os cases com números reais (varejo a -30 mil, precificação, distribuidora do Acre) só chegam a partir de 16:27.

06:13» É. E esse é um ponto muito crucial, né?

06:16Nenhuma eh faculdade técnica, medicina, direito, engenharia, arquitetura, quaisquer que seja, nenhuma delas te prepara para ser empresário, né? e invariavelmente você vai acabar, seja como profissional autônomo ou seja como

06:31um CNPJ estruturado com empresa e funcionários, você vai ter que saber isso. E eu acho que esse ponto de virada começa a ser uma dor, né? Como que eu separo a pessoa física da pessoa separo a pessoa física da pessoa jurídica?

Objeção: «não separo PF e PJ»: falta de tempo vira erro clássico06:44» Como que eu mantenho a saúde da empresa e a saúde » da pessoa separando contas, fazendo administrações distintas? E o grande erro do brasileiro é, ele não separa.

06:55Ele não [risadas] separa porque não tem tempo. Vamos pensar que o cara acabou de começar um negócio dele. Se ele se assustar um pouquinho, a concorrência engole ele, o mercado vai mudar, ele vai perder cliente. Acabou. Então, o pequeno

07:06e médio empresário brasileiro, às vezes até o grande empresário brasileiro, ele tá tão imerso, tá tão envolto na própria operação que ele não consegue ter tempo de olhar o próprio número, quem diar pessoa física dele. Então a gente vê

07:16empresa faturando milhões que não tem uma DRE, que não tem um fluxo de caixa, que não sabe precificar, que não sabe controlar estoque. Então pensa se isso vai desde a criação da escola de às vezes de família também, né? A gente tem

07:28vive num país onde boa parte da população é endividada, então eles já não têm uma consciência financeira.

07:33Então o início da W1 foi se eu pegar essa pessoa antes de olhar até a empresa dele, como está o Rodolfo, por exemplo, por trás disso tudo. Então como que você tá fazendo sua gestão? Qual que é seu objetivo? Ah, cara, meu objetivo é

07:45viajar, eu quero ficar 20 dias na Europa, tá? Como que você vai fazer para conquistar isso? Porque assim, sonho todo mundo tem, só que aí surgiu a DW1 com essa ideia de transformar os seus sonhos em conquistas. E como você vai

07:57fazer isso? Com organização, com muito de ensinamento também. a gente tem uma pegada muito educativa dentro da W1, tanto pros nossos consultores quanto pro pros clientes também. Então, a W em si, o início dela que foi em 2010, inclusive

08:08a W, apesar de ser uma empresa 100% brasileira, ela é formada por dois sócios austríacos. Então, o fundador da W1, ele é um cara que, assim, na Alemanha, na Áustria, ele já fez esse modelo de consultoria e lá ele tem mais

08:205.000 escritórios. Então ele quis começar de novo em um lugaronde tinha um potencial ainda maior de crescimento. Eu acho que não tem lugar melhor do que o Brasil para isso. Um país de 200 milhões de habitantes, um baita de um PIB e que

08:32o cara não sabe nem quanto que ele ganha. Isso t quanto que ganha? Imagina quanto que gasta. [risadas] Então assim, a W1 começou muito para isso de como que a gente pode organizar a pessoa física a ela ter um bom planejamento. Só que onde que a gente

08:43começou a expandir nossos negócios novo?

08:45Pensa só, comecei a organizar a vida dessa pessoa. Às vezes um cara que ganha desde os seus R$ 3.000, R$ 2.000, é um cara ganha 30, 40, 100.000. Comecei a organizar sua vida, agora você tem um pouco mais de dinheiro sobrando, que

08:55agora você sabe para onde que tá entrando, para onde que tá saindo e como organizar e como guardar. Beleza, agora tá sobrando dinheiro, o que que você vai fazer com esse dinheiro? você vai investir, seja no seu negócio, então no

09:05mercado de capitais, renda fixa. Então começou a surgir a demanda da gente ter uma assessoria de investimento. Então foi aí que a gente criou dentro da W1 a primeira perna nossa, que foi a W1 capital, que é para fazer assessoria de

09:18investimento. Então hoje a gente, inclusive a nível nacional, a gente é parceiro da XP, tem alguns anos já e agora a gente tá na corrida ali para pegar o G1, que é o título de principal parceiro da rede da XP. A gente começou

09:29ali dentro do S20, que são os 20 mais promissores. Pegamos o S1 de mais promissor. Aí ano passado a gente ficou no G20, que são os 20 maiores escritórios parceiros da XP. E atualmente na parcial a gente tá entre primeiro e segundo ali. Então a gente

09:41começou a fazer uma um foco em assessoria de investimento também. Então se a gente for pensar em ecossistema, agora o cara tá mais organizado, sabe quanto que entra, sabe quanto que sai, » sobra algum dinheiro » e agora ele pode investir no mesmo

09:52lugar. Coisa que, por exemplo, no banco, numa corretora, você só vai ter a perna do investimento.

09:58» Sim. Então a gente começou a crescer bastante nessa área com esses dois braços. Até que em 2023 foi uma virada de chave para W1. Foi on que a gente bateu 100.000 clientes. Dentro de todo o ecossistema, a gente atingiu 100.000

10:09clientes em 2023. E o estudo que a gente fez na época, que a diretoria fez, né, ainda não fazia parte da W1, é que desses 100.000 clientes, quase 23% eram donos de empresas. Então, pera lá, eu já ajudei 100.000 pessoas a se organizarem.

10:22Boa parte deles estão investindo, mas eles têm empresa. Então, normalmente, o que que o empresário vai olhar primeiro?

10:28empresa. Sim, empresa às vezes empresário nem tira para labor paga tudo empresário nem tira para labor paga tudo pela que esteja errado, pelo contrário, tá completamente equivocado em fazer isso, né? Só que se ele faz isso o dia

10:39inteiro, como é que a gente vai falar para ele que ele tem que olhar pra pessoa física se o CNPJ deleador? Então, a ideia que a diretoria na época teve foi: precisamos atender essa empresa, precisamos fazer uma empresa de

10:49consultoria para outras empresas. E foi aí que eu recebi um telefonema do Alisson novamente. Falou: "Gabriel, dois anos atrás a gente conversou, você falou que não gostava de pessoa física, mas agora eu tenho uma tal da proposta

11:00irrecusável para você. Vamos começar a atender CNPJ, vamos atender empresa e eu quero que você seja a pessoa a tocar isso aqui no Sul." Então foi quase um chamado, né, nessas viradas que a gente tem, porque algo que sempre me tocou foi

11:13eu poder ajudar as pessoas. E quando a gente olha o brasileiro, o brasileiro empresário, aquele pequeno e médio, eu costumo sempre fazer o exemplo, foi o primeiro cliente que eu atendi pela W1, um cara que ele tinha uma pastelaria,

Momento-chave: case pastelaria: achava faturar 20 mil, eram 60 mil11:24ele não sabia nem quanto que ele ganhava. Quando eu perguntei de faturamento, ele achou que ele ganha, que ele faturava na empresa 20.000 por mês. Quando eu fui olhar lá, ele faturava 60.000. Só que não tinha a menor ideia disso.

11:34» Isso é uma regra, não é uma exceção, né?

11:36eh a gente que anda, que transita, que conversa, eh, eu de cabeça que lembrei de três ou quatro e pessoas próximas que t seus pequenos negócios ou médios negócios e não tem essa visibilidade, né? Até porque, cara, o dinheiro que

11:52entra é o dinheiro que sai, o dinheiro da empresa é o dinheiro almoço para pagar junta.

11:56» É, e no final desse fluxo, ele não tem esse controle e às vezes não tem nem maturidade para ter esse controle, né?

12:04conhecimento e daí que entra a necessidade de ter alguém necessidade de ter alguém » sim » sim » pegando » sempre vai a gente vai dar voltas e vai chegar no tal do tempo, porque eu falo que é o único ativo que é inegociável

12:13todo mundo, seja um empresário que fatura bilhão, empresário que tá começando ou que tá endividado, ele tem o mesmo tempo. Mas como que a gente pode otimizar o tempo? Às vezes é buscando alguém que entenda também. Então onde

12:23que a gente começou a atuar? Pegar esse pequeno e médio empresário, mas também depois a gente foi escalando para pegar grandes empresas também. Só que aquele cara que ele sente que não tem tempo para organizar a própria empresa, mas

12:34que ele tem sonho. Assim como a pessoa física dele, ele vai sonhar, a pessoa, a pessoa jurídica a mesma coisa. O cara quer faturar milhões, o cara quer ter caixa, o cara quer abrir filial, o cara quer franquear. Mas eu volto a mesma

12:46tecla, o cara não sabe nem quanto que custa o produto dele.

12:48» E ele só vai se dar conta disso quando o calcanhar apertar de alguma maneira, né?

12:53» E infelizmente no Brasil o calcanhar aperta quando a dívida chega, » aperta, aperta. Então, e assim, a gente pega, por exemplo, pandemia, o que teve de empresário fazendo, por exemplo, Pronamp, pegando crédito. E às vezes

13:04isso pode ser bom para empresa. Eu falo, o crédito nem sempre é ruim, só que se não tiver planejamento, você só tá, » você vai derreter o dinheiro, vai ter um buraco ainda maior e quando isso virar, » talvez você não consiga dar conta.

13:15» Aí volta no mesmo problema. O cara tá agora tá endividado, ele não sabe quanto custa o produto dele, ele não tem um demonstrativo de resultado e ele não tem o tal do tempo. Então o que que acontece? Vira bola de neve. Por isso a

Objeção: «crédito resolve»: sem planejamento, 75% quebram até o 5º ano13:26gente justifica que 75% das empresas no Brasil não passam no 5º ano, porque vira uma bola de neve. E a gente vive num país que sinceramente não incentiva um país que sinceramente não incentiva um empresário.

13:36» Não, não é fácil, né? Negativo.

13:37» Tem tem um meme, eu já falei isso aqui outra vez, mas é engraçado, né? Fala, quando se abre o CNPJ, você passa a ter noites como um nenê. Você acorda várias vezes e invariavelmente chorando, vezes e invariavelmente chorando, [risadas]

13:50né? E eu falo, cara, quem tem CNPJ ativo há bons anos, pelo menos uma vez na vida, vai se pegar chorando no banho.

13:58Senão você não é empresário do Brasil.

13:59erado. [risadas] Errado, senão tá, você acha que é empresário. Então assim, a a W1 Business, né, que é a nossa divisão dentro do grupo W1 voltado a empresas, surgiu para isso, para atender não apenas os nossos clientes que a gente já

14:12tinha na PF, mas também a imensidão de empresários que existem no Brasil que não tem um bom planejamento. Então, como que a gente se identifica? Se eu fosse resumir para você novo? a gente é um braço direito estratégico pro

14:23empresário. Então assim, em meio a tantas incertezas, em tantas coisas que vê acontecendo no Brasil, qual que é o melhor caminho pra minha empresa? Porque o grande erro do empresário é achar que vender mais significa ganhar mais. Então

Objeção: «vender mais é ganhar mais»: lucro não é caixa14:35assim, isso é uma pergunta que eu escuto direto, assim, que que é o maior erro do empresário? É um empresário que acha que se ele vender mais, ele tem mais lucro, ele tem mais caixa, porque lucro às vezes ele tem, só que o empresário não

14:45sabe diferenciar, por exemplo, o lucro do caixa dele, ele acha que a mesma coisa. Então esse até é um exemplo simples que eu faço » e o crescimento mata.

14:54» O crescimento mata ter, né? Eh, ele às vezes não tá preparado para dar esse próximo passo, para fazer aquisição de estoque, para aumentar a planta industrial, para fazer essa evolução que vai matar o caixa dele e que se eventualmente ele não fizer

15:10isso girar de forma rápida, ele não consegue se manter, não consegue pagar folha, não consegue pagar imposto, não consegue pagar eh infraestrutura e essa virada também, né, eh é uma percepção de qual é o próximo passo que eu tenho que

15:26qual é o próximo passo que eu tenho que dar.

15:26» Sim. É, eu falo que um dos maiores erros do no do empresário dentro disso ele não entendeu o conceito de ciclo financeiro, que ele acha que se ele vender mais, ele tem mais dinheiro. Mas eu falo que beleza, seu faturamento pode aumentar,

15:37mas quem que vai, quem que importa mais, né? Aquela tal da frase, o caixa é o rei. Então assim, não adianta nada eu vender hoje, eu faturo em média 500.000, Aí a partir do mês que vem eu vou começar a vender 1 milhão a mais. Vou

15:48vender 15 milhão e meio por mês. Só que esse esse 1 milhão que eu tô vendendo a mais, eu vendo ele num prazo de 120 dias, [risadas] só que ele me custa 800.000 para eu fazer. Então, pera lá, quem que vai bancar a operação até

16:00chegar aos 120 dias?

16:01» Você vai morrer, né?

16:02» Você vai morrer se você continuar assim, » né? Então assim, esse é o grande erro do empresário, ele achar que eh, infelizmente gestão de empresa, às vezes a gente fala que ah, fazer as coisas aqui do jeito certinho, que você vai

16:13crescer, vai vender mais. Só que no meio disso tudo tem todos esses pequenos poréns da gente se planejar. Então assim, a gente já chegou a pegar cliente, por exemplo, até um caso engraçado, um cara que ele tava numa situação ruim, ele tava fechando mais ou

Momento-chave: Excel ao vivo: vender 30% a mais levaria caixa a -120 mil16:27menos 30.000 negativo por mês e tem empresa no no varejo. Ele sentou comigo assim, gosto de estar conversando aqui, ele falou: "Gabriel, eu tenho certeza que para eu sair dessa situação tem que vender 30% a mais. Eu tô pensando, eu tô

16:39com um pouco de caixa ali que eu peguei de um empréstimo, eu quero contratar uma equipe comercial pra gente vender 30% a mais." E o cara fechando o negativo.

16:46Virei para ele, falei: "Cara, você tem certeza?" Ele falou: "Não, tenho certeza, não tem erro. Se eu vender 30% a mais, eu fiz a conta aqui, vai para tanto, meu faturamento vai bater nisso, é meu custo do fíg". Falei: "Cara,

16:55peguei, abri o Excel com ele lá, cara, coisa simples, matemática ali de de padaria mesmo. Abri um Excel, falei: "Cara, qual que é seu prazo?" Ele: "Então, eu peguei um desconto com o meu fornecedor. Antes eu tinha 45 dias, só

17:06que agora ele vai me dar um desconto de 5%, aí eu pago ele em 10 dias. [risadas] Beleza, quanto tempo você fica parado no seu estoque?" Ele: "Ah, em média 30, 40 dias, seu, OK, você vende, você passando em quantas vezes?" Ele assim: "Ah,

17:20depende do cliente. Aí, isso eu já sei que tem problema". falou: "Em média ali eu vou parcelar 8 a 12 vezes." Como que você parcela isso? Ah, no boleto. Como é que é su de influência? 7%.

17:30Falei: "Cara, meu amigo, vamos fazer o seguinte. Eu peg fui colocando da Excel, fui montando lá com ele na hora. Falei: "Cara, com esse seu prazo, seu ciclo financeiro, a necessidade de captar o dinheiro que você tem pela sua estrutura

17:38de custo fixo, se você vender eh 30% a mais, ele ia bater um faturamento de 15 milhão mais ou menos, porque ele ele tinha um faturamento número absoluto é bastante dinheiro, né? Exato. Ele tinha faturamento mais ou menos, ele ia bater

17:4915 milhão e meio de faturamento, ele tinha 1 milhão e pouquinho ali, só que ele tava fechando negativo. Eu peguei e mostrei para ele, se você aumenta de 1.1, 1 milhão que ele tem para 15 milhão, o seu lucro contábil que tá em

18:01-30 vai para 23.000 positivo. Aí ele então tá bom, falei que eu tô certo, mas calma lá. Se eu caixo, que a linha de macho aqui também que a gente tá olhando, vai para -10.

18:12» Da onde é que você vai tirar esse » Da onde é que você vai tirar esse dinheiro?

18:13» Aí eu olhei, ele olhou para mim e ele e falou: "O que que isso quer dizer?" E cara, você vai est vendendo mais, mas você não tem dinheiro para pagar a sua operação. Então, ou você vai ter que pegar um crédito gigantesco de 120.000

18:23por mês, trabalhar alavancado.

18:24» Mas só que hoje você tá, hoje você tá fechando menos 30. Se você fizer isso, meu querido, você vai fechar menos 120.

18:29O que que você prefere? Aí falou: "Não, não, beleza, qual que é a solução?" Aí que vem a nossa parte mais estratégica, que é apresentei o problema, mas como que a gente resolve? Primeira coisa que eu que eu fiz com ele, eu falei: "Cara,

18:39não adianta pegar desconto com o fornecedor se isso vai amarrar seu seu caixa." Então, às vezes você compensa pagar um pouco mais, mas você ter um prazo maior. E outra coisa, sua estrutura de gasto, como é que tá? O cara tinha dívida, ele tinha um tanto de

18:52CNPJ também, ele tinha, acho que eram quatro pronamps que ele tinha total ele pagava uns 15.000 1000 por mês de de Pronamp, só que todos eram livre, ele tinha uns de 24 meses, outros de 36 meses de de parcelamento. Só que o que

Momento-chave: lei 14.554/2023: Pronamp estendido de 36 para 72 meses19:03boa parte dos pequenos e médios empresários não sabem que existe, por exemplo, uma lei complementar que é a lei 14.554 de 2023. Essa é uma lei própria do Pronamp. Essa lei onde fala garante que o empresário pode estender o

19:14Pronamp de 36 para 72 meses, às vezes mantendo a taxa de juros. Ou seja, a gente fala em reduzir pela metade o valor da parcela sem que o cara tenha que pagar mais por isso. Então nisso a gente começou a mexer aqui, cortar outra

19:24coisa ali, pensar em produtividade. Isso tudo pro final das contas, cara, resolvem a empresa dele, duram seis meses, né? Porque início a gente foi parte de dívida, parte de precificação, que aí depois a gente entra nessa seara

19:35de precificação, que é um tópico muito interessante de falar, porque eu acho que uma das maiores dúvidas do empresário é será que eu precifico certo ou melhor, como que eu tenho que precificar? Mas a gente entrou bastante

19:45nisso também, negociou dívida deles. A gente olhou muita questão de produtividade. Então beleza, ele queria contratar mais gente pro comercial, mas como é que tá a produtividade atual do time comercial dele? Será que ele tem

19:54metas claras? Se ele não fazia nada disso. Final das contas, a gente reduziu o faturamento dele. Hoje ele fatura 900.000 por mês, só que ele tem um lucro mensal de quase 70.000. Ele tá com a gente há um ano. Então assim, que que eu

20:05falei para ele? Beleza, você queria faturar mais, cara, agora a gente pode faturar mais. A gente tem que organizar a casa. Eu sempre faço uma analogia que não dá pra gente querer fazer a janta antes de arrumar a cozinha. sempre tem

20:15cozinha arrumada fazer. É, » e essa visão ela é, quem opera no setor público passa por isso muito fortemente.

20:21Você vai entrando, vai ganhando, né, licitações, editais e tudo mais, daqui a pouco você tá com uma perspectiva contratual muito grande, mas eles operam em D60, D90. a licitação às vezes vai pegar seis meses para receber

20:36» se der alguma qualquer tipo de alteração. E daí como é que você mantém uma estrutura que tem obrigação legal de suporte, né, com equipe trabalhando, com hora homem lá em cima e se você não tá recebendo isso? a gente fez eh

20:53proximidade com uma empresa de algum de um alguns amigos aí e eles tinham um faturamento na casa de 30 milhões e eram deficitários por isso.

21:04Por quê? Porque o tempo de recebimento não acompanhava o tempo de pagamento, né? Eles, a saída foi eh encerrar né? Eles, a saída foi eh encerrar contratos.

21:15» Uhum. No momento que eles diminuíram eh esse fluxo de gente trabalhando para antecipar e receber lá na frente, cara, eles conseguiram chegar no num num ponto de equilíbrio e se manter operantes. Mas era isso, a cabeça do dono sempre, não,

21:31vamos ganhar mais um, abre mais um projeto, bota mais gente para dentro. E aquilo ali realmente numericamente fazia sentido, mas no dia a dia operacional entre o que ele gastava e o que ele recebia e os prazos que isso oscilava

21:45para ele era era um um problemão.

21:50» Casava que a gente vai entrar em outro problema também. Esse empresário provente ele não sabe a própria margem, » sabia [roncando] com ressalvas, né? Porque dentro do processo licitatório a margem é orientada pelo pregão. Então a margem

22:03dele por projeto era muito variável » e a vontade de ganhar às vezes consumia.

22:09Então ele tinha margem de 2% e margem de Então ele tinha margem de 2% e margem de 15%.

22:1315%. » Uhum.

22:14» Em projetos às vezes que um era maior e tinha uma margem às vezes tava pagando para trabalhar praticamente.

22:20» É o que muitos casos acontecem a gente assim de empresa pequena grande, porque assim, qual que é o grande erro do do empresário na área de precificação? ele achar que apenas o custo direto é o suficiente para ele precificar. Porque

Objeção: «markup basta»: custo indireto fora da conta quebra o preço22:30assim, se a gente for entrar só nessa meritocracia ali, assim, você tem várias metodologias de precificar, mas o que mais usam hoje é o marcap. Então assim, eu paguei X, vou vender a 2x. Eu peguei esse copo aqui, essa taça, comprei ela a

22:41R$ 5, tô vendendo a taça 10.

22:44Teoricamente eu tenho uma margem, tenho marcap de dois ali para eu trabalhar.

22:48Beleza, mas 10 é caro ou barato?

22:51Depende. Qual que é a estrutura disso aqui? Quanto que custa a gente manter essa operação? E ninguém pensa, né, quantos copos eu desse aqui a R$ 10 eu vou ter que vender para pagar o meu vou ter que vender para pagar o meu aluguel.

23:01» E não só eu falo assim, o aluguel às vezes o cara até pensa, mas e o cafezinho da recepção que tava ali quando a gente chega, isso tudo tem que tá na conta. Eu sempre às vezes conversando assim, eu abro até a calculadora para mostrar assim qual que

23:12é o problema da da sua precificação, porque às vezes acontece muito em empresário, ele não sabe quanto custa o próprio produto.

23:18» Na vida pessoal não é diferente, né? O que se gasta no no Monster do posto de gasolina. [risadas] Não, não, cara. Você você eu fiz as contas, eu não vou falar para minha esposa não brigar comigo, mas » senão você vai ter que virar cliente da

23:30W na pessoa fica. [risadas] » Mas o Mas é isso assim, você começa a ver, não, mas eu gasto R$ 15.

23:36ver, não, mas eu gasto R$ 15. » Sim.

23:36» Sabe só que é R$ 15 x 2 x 20 23, tá ligado? Então esse é muito dinheiro que você vai nas pequenas coisas e a empresa não é diferente e você não precifica não é diferente e você não precifica isso, » nem coloca na planilha. Sim. Então, tem

Momento-chave: case japonês: fatura 500 mil, tinha mais dinheiro faturando 10023:47até um um caso bem bem interessante. A gente foi atender ano passado aqui de Curitiba, um restaurante de comida japonesa, e conversa com ele, eu sempre faz o briefing, né, pra gente entender qual que é o problema. Ele comentou

23:56assim: "Gabriel, eh, hoje eu faturo 500.000, antes eu faturava 100 e eu sinto que eu tinha mais dinheiro antes." Falei: "Beleza, que que tá acontecendo?" Ele: "Ah, concorrendo, começou a falar dos problemas". Falei: "Tá, mas qual que

24:07é o seu principal, como é que funciona seu principal produto?" Ele falou: "Ah, a maior parte do que eu vendo aqui é o rodízio. Eu tenho a Lacart aqui, que é o que eu mais gosto de fazer, que eu me dediquei anos para fazer o cardápio, mas

24:16eu vendo mais o rodízio. Beleza, quanto por cento do seu faturamento vendo o rodíziio? Ele 75%.

24:24Falei: "OK, quanto que você vende o rodíziel?" 189 por pessoa. Acabei de aumentar o preço, perdi uns clientes, mas aumentei um pouco o preço. Fi não, às vezes a gente não tem que aumentar preço, mas quanto que te custa o rodíziel? Ah, não sei, Gabriel.

24:38Aí que tá o grande problema, porque nisso a gente vai ter algumas metodologias de olhar. Por exemplo, no caso dele, o que que é interessante a gente pensar? Qual que é sua estrutura de custo mensal? Ah, Gabriel, tenho 100.000, 200.000, 300, 400.000 de gasto.

24:52O que que é interessante a gente fazer é o tal do rateio.

24:54o tal do rateio. » Uhum.

24:55» Por exemplo, se eu tenho essa estrutura do rodíziel, ele me representa 75% do meu faturamento, ele tem que pagar 75% dos meus gastos. É o rateio. Isso que eu tô falando de custo indireto. Mas se a gente pega, volta por exemplo da da

25:06taça, se essa taça aqui que eu vendo a R$ 10, ela representa 10% do meu faturamento, ela tem que pagar 10% no meu gasto indireto. Ah, Gabriel, qual que é o meu seu custo fixo total? É a pergunta que eu vou ter que fazer.

25:18Quanto que te custa? Aloguel, internet, energia, cafezinho, mão de obra ali.

25:21Quanto que te custa por mês? Ah, hoje me custa aqui 100.000 para manter essa operação. Então, o que que a gente já sabe? que essa taça daqui ela tem que representar da seu estrutura de custo fixo, ela tem que pagar R$ 10.000. Aí,

25:34qual que é o próximo ponto que a gente vai ter que olhar? Quantas unidades essa taça você vende por mês?

25:39» Tá equilibrado isso?

25:41» Porque vamos supor que você vende, por exemplo, vamos pegar aqui 5.000 unidades ou então 6.000 unidades ou então 3.000 unidades, não importa. Mas se você vender, aí a gente descobre o ponto de equilíbrio, que é o que você comentou.

25:52Se você vende, por exemplo, 10.000 1000 unidades dessa taça. Sim, você vai tá sabendo que o seu custo indireto vai dar de R$ 1. Mas se você vender ali, por exemplo, 500 unidades, você vender 1000 unidades, porque você tem o seu custo

26:06direto que é o R$ 5. Se você tem esse custo indireto ali dos 10.000 e a gente vende x quantidade, a gente faz a vende x quantidade, a gente faz a divisão, » vai diluir » custo direto dividido por quantidade e

26:16você descobre ali que sua taça que você vende ali a a R$ 10, ela te custa 12. E aí, que que você vai fazer? você vai aumentar o preço? Às vezes sim, às vezes não é o melhor. A gente tem que olhar a estrutura de custo, porque o, se fosse

26:28resumir então esse erro da precificação, é o empresário achar que se eu tenho um markup, eu tenho a solução. Porque se a gente não entende da própria operação, se a gente não sabe o que que é uma curva ABC, qual que é o meu principal

26:39produto, a gente comercialmente entrando um pouco nessa área não sabe o que um pouco nessa área não sabe o que vender.

26:44» É, e principalmente quando você tem uma variedade muito grande de itens, né?

26:47» Você pega empresa que tem 5000 SKUs, » [ __ ] cara.

26:52cada vez é mais eh aderente ter essa análise em cima de dados. A gente vem trabalhando bastante nisso, né? Com varejo a gente vem parte dos processos de tecnologia que a gente vem empregando é isso, é entender muito, cara, a quanto

27:06que você vende, para onde que você vende, você acompanha isso. E o RP, o RP não tá preocupado com essa visão estratégica muitas das vezes, né? Ele tem um RP lá que, cara, é cara craxar, eh, conta imposto e deu, né? Então a

27:20lógica que a gente vem trazendo é isso » e às vezes ainda erra carga tributária aí no [risadas] ainda mais na no país que a gente vive, ainda mais na no país que a gente vive, né?

27:28» Que é outro problema que também tá pegando todo mundo, né? Você deve tá vendo isso? É, é, esse é o problema. A gente tá, mas o empresário não. O empresário ainda não entendeu o que tá acontecendo na reforma tributária. Então

27:39isso é uma coisa que eu e você a gente já conversou bastante sobre isso, né?

27:42Assim, o empresário, ele vive tanto na rotina do dia a dia que ele não sabe, ele tá no simples, ele não sabe que vai mudar completamente a estrutura dele, que se ele não se adequar agora, ele vai perder, por exemplo, os pacios clientes.

27:52Ele não tem essa noção, porque ele sente que não tem tempo, ou então ele sente que não tem as pessoas certas para fazer que não tem as pessoas certas para fazer isso.

27:58» Mas será que não tem tempo mesmo?

28:00» E assim, eu eu sou eu sou muito questão de priorização. Tempo todo mundo tem, questão é priorização, » né? e priorização e organização. Eu acho que que às vezes, como ele fez algo dar certo e e tá dando certo e ele tá

28:13sobrevivendo e ele paga com a a escola das crianças, paga plano de saúde, não sei o que e tal, ele tá ali no dia a dia, né?

28:21dia, né? » Uhum.

28:22» É o tal do fácil isso há 20 anos deu » É o tal do fácil isso há 20 anos deu certo.

28:24» Isso. Isso. Cara, ele nunca parou para ver, para entender, para sentar, para não, calma, deixa eu estudar isso aqui, deixa eu Então, eu eu bato muito, né? Eu falo muito assim, né, dentro dos nossos processos que tem uma camada de

28:38aculturamento de de educação.

28:41» Cara, começa » pelo básico, começa pelo princípio. Você sabe o que você tá falando, você sabe o que você tá vivendo. E o dono da empresa, né, e daí eu posso estar e equivocado ou vivendo numa bolha, o dono

28:54da empresa, ele tem que ter esse conhecimento. Ou ele tá fadado » a ser vítima do mercado, » ou se ele não tem o conhecimento, ele tem que ter as pessoas certas ou tal do braço direito » e e e essa busca pela pessoa certa

29:07também é um desafio, né? Como é que você lida com o ego do empresário?

29:10» Cara, isso é uma coisa [risadas] muito interessante, né? Porque » que me veio aqui na cabeça um um exemplo » que me veio aqui na cabeça um um exemplo prático.

29:15» Ótima pergunta e » e a gente vê isso, né? Às vezes o empresário não sabe, » não tem capacidade técnica, não tem » não tem capacidade técnica, não tem conhecimento » e ele também quando chega alguém que

29:24sabe, ele sabe, ele » sim, » ele ele refuta, ele barra, ele diminui.

29:30Não, porque eu sou o dono, como é que você tá vindo aqui me dizer o que eu tenho que fazer?

Objeção: «ego do dono»: quebra-se perguntando, não ensinando29:33» Sabe como que é a melhor forma da gente quebrar isso? perguntando. É assim, a melhor forma de você fazer uma venda, por exemplo, é perguntando. Então, isso é uma pergunta que eu já escutei algumas vezes. Você além de ser jovem, a gente

29:43fala da área financeira, querer falar da empresa, o que que tá dando certo, que que tá dando errado, se eu chegar com você aqui falando tudo que você tá fazendo de errado, prente você vai virar as costas para mim. Mas se eu chegar

29:52aqui tentando perguntar para você como que tá o momento da sua empresa, qual que é a sua expectativa para esse ano, a pessoa fica muito mais disposta a me escutar. Então, em um primeiro contato, por exemplo, mineiro de conduzir a

30:04por exemplo, mineiro de conduzir a conversa.

30:04» Exato. [risadas] Então, assim, o que que a gente tem que entender? Vamos pegar um empresário que é o caso que você falou, um cara tem seus 60 anos, tem a empresa h sempre fez assim, cara lá que é um cara difícil, vamos pegar um perfil

30:14desse. Quando eu sento para conversar com ele, o que que eu vou querer entender? Primeiro, como é que é a história da empresa, como é que foi o ano passado para ele, cara? Ano passado, ano começou guerra lá em torno do Irã.

30:25Tudo que vem acontecendo, cara, você tem acompanhado isso? Não, cara. Tô acompanhando realmente não sei o quê. E como é que foi para vocês o ano passado?

30:31Porque eu vi muita teve muita empresa que fechou ano passado, foi recorde de empresa em recuperação judicial. Vocês conseguiram passar por isso? O cara vai falar um pouquinho de como que foi o ano dele, tá aí para esse ano, ano que vai

30:41ser ainda mais maluco. A gente tá falando de eleição, reforma tributária, Copa do Mundo. Como é que tá sua expectativa para esse ano? Que que você tá achando do mercado? Ele vai trazer a expectativa dele e assim que ele abre

30:50para ele falar o que ele espera, o que que eu faço no no conjunto da obra? Vou também trazer minha visão do mercado, porque a gente trabalha fazendo isso, a gente vê o mercado todo dia.

30:59» Então o cara tá trazendo tudo que ele tá falando. Aí nisso eu vou pegando um pouco, por exemplo, ele tá de um segmento X ou Y. Ah, o cara tá na área de construção. Que que a gente vai conversar em algum momento? Selic,

31:08mercado tá um pouco mais difícil, crédito tá caro. Então a gente vai começando a conversar e a gente vai trazendo um pouco da nossa visão, que é isso que você falou, é o, vamos dizer assim, o approach comercial que a gente

31:17vai fazer, mas a melhor forma de de conseguir aproximar dele é perguntando, porque se eu chegar querendo só falar que eu entendo, assim, eu posso ter um baite de um conhecimento técnico, eu posso saber muito mais do que ele, mas

31:28se eu chegar querendo mostrar na mesa quem sabe mais, eu não vou ter um cliente. Eu não quero ter um cliente, eu quero ter um parceiro. Então, tem que entender o que que tá doendo nele. Isso é a melhor forma, né? Não sei se você já

31:37foi atrás, já estudou sobre spincelling.

31:39Spincelling é uma técnica comercial que fala: "Quem vende mais é quem pergunta fala: "Quem vende mais é quem pergunta melhor." melhor." » Sim.

31:43» Então a gente tem que trabalhar as perguntas. Ao invés de eu saber assim: "Ah, quanto que você fatura, que que você tá de dor, como que eu posso te ajudar?" Não é assim. É que que você tá achando do mercado? Que que você tá

31:52vendo para esse ano? Você tá acompanhando a eleição? Você acha que você é afetado pela eleição? Às vezes a gente traz a tática, né, do inimigo em comum pra gente ter alguma coisa ali para atacar. Aí nisso, como que a gente

32:03volta pra questão do ego? Com as perguntas certas. Acho que eu teve tive um caso, inclusive semana passada eu tava com um perfil desse, o empresário lá em Ribeirão Preto, o empresário eh dono de uma empresa grande, um restaurante e tudo mais. Fui almoçar com

32:16ele, eh, com um consultor da minha equipe de Ribeirão e com ele. Ele falou assim: "Cara, eu tenho 10 minutinhos para falar com vocês. Tô corrido aqui, tenho 10 minutos, mas vou sentar um pouco na mesa." » Ele sentou, a gente começou conversando.

32:27O cara não falei nada de consultoria financeira, não falei nada de gestão, nada. fui conversando, eh, a gente foi fazendo ali um pouco até do small talking para entender um pouco do momento dele. Nisso a gente já tava lá uma hora conversando, porque era 10

32:37minutos, virou uma hora da gente conversando. Eu não tinha tocado no assunto do financeiro, eu tava lá fazendo relacionamento, que é um tópico que a gente pode entrar na na sequência também. Aí eu conversando com ele, conversando, conversando, conversando,

Momento-chave: pergunta certa: qual prato do cardápio tem melhor margem?32:47falei: "Cara, agora é hora, agora é hora de fazer a pergunta certa". Eu virei para ele, eu falei: "Cara, a gente tava no restaurante, tava o cardápio na mesa, eu cadê o cardápio aqui, que que tem a melhor margem para você hoje?"

32:58» Nossa. Aí na hora ele pegou e falou assim: "Cara, esses dois pratos aqui t minha melhor margem, eu ganho 30% neles". Falei: "Que que tem a pior margem?" Ele apontou, era um prato lá de peixe. Falou assim: "Cara, isso aqui me

33:06dá menos 5% de margem." » Menos cinco, » não dá mais ou menos 5% de de margem. Aí eu virei para ele, falei assim: "Cara, mas então o seguinte, por que quando eu entrei aqui, sentei na mesa, sua garçonete não me vendeu aqueles dois

33:16pratos? Ela só me entregou o cardápio, cara." Na hora ele travou na cadeira assim e falou: "Não, mas isso aí é erro dela". Falei: "Cara, não, isso é erro de dela". Falei: "Cara, não, isso é erro de processo.

33:24» É erro do dono." É o dono, [ __ ] » É o seu erro.

33:27» É assim. você não soube passar isso para promete gastete não sabe que aqueles são os dois melhores pratos da casa.

33:33» Então como que a gente consegue replicar isso e crescer se a gente não sabe, por exemplo, treinar nosso time? E a gente tá falando de coisa que teoricamente não é financeira, só que onde que impeo ainda era um dono bom, ele sabia qual

33:43eram os pratos que tinham a melhor eram os pratos que tinham a melhor margem.

33:45margem. » Exato.

33:46» Invariavelmente muitos não vão nem saber dizer isso.

33:48» Muitos não vão saber. Só que e mesmo sabendo, aí entra um pouco do erro que muito empresário, mesmo com baita produto, acho que você devem escutado isso, cara. ter uma bite ideia. Um, eu vou, sou novo Tesla, tá? Mas como é que

34:00você vai vender isso também? Porque no caso dele, cara, a comida dele é ótima, o prato dele é ótimo. Eu não escolhi o prato que era ma porque eu também não sabia disso. Eu escolhi qualquer um prato lá. Mas, cara, se você mudar a

34:11abordagem, por exemplo, quando sentarse naquele restaurante, que é um restaurante, um ticket um pouco mais alto, agora você vai abordado assim, conhece primeiramente, qual o seu nome?

34:19Ah, Gabriel, conhece a casa? Não, não conheço. Então aqui a gente trabalha com esses pratos próprios. Aqui são os pratos da semana. A gente tem um grande diferencial que é sugestão do chefe, que são esses dois pratos. Atualmente eles

34:29são que mais saem aqui também. O nosso chefe, ele trouxe esse prato diretamente da Itália. É a partir de uma cidade lá de Veneza, que ele conheceu um pouco mais da culinária quando ele ficou um ano lá e ele trouxe pro nosso

34:40restaurante. Então esse prato que você tá vendo aqui não existe nenhum outro lugar. Até por isso ele é a sugestão do chefe. Que que eu vou comprar, Ronfo?

34:47» É óbvio, né? Não existe. Eu não vou nem olhar os outros.

34:51» Porque ela fez o processo correto. Só que onde que tá o erro? Achar que problema financeiro é causa só de problema financeiro é causa só de número.

34:57» É muito mais de pessoas.

34:59» Tanto que quando eu falo assim que eu sou da área financeiro, t assim, ah, eu sou mais de humanas. Eu falo: "Eu também, também sou de humanas". O grande das pessoas já que financeiro é só Excel e matemática. É claro, a gente vê

35:09através do Excel e da matemática, » mas a solução não tá nisso.

35:12» Financeira, eu falo que financeiro é a vítima da empresa, é sempre a última linha, sempre vai ter pessoas, vai ter processo, vai ter tecnologia, o próprio comercial, financeiro, ele é apenas a consequência do conjunto da obra. Se a

35:24gente não olhar o todo ou só olhar para uma área, porque a gente já viu gente que é muito boa na área financeira e quebrou a empresa. Pô, como é que você fez isso? Cara, não olhei o resto, » só olhei pro número e mata, né? Porque

35:35quando ele começa a querer enxugar, enxugar e corta e não sei quê e tal, e tá só preocupado com a última linha, às vezes ele mata aquilo que é o principal valor dele, né? Ele ele estrangula o que poderia dar sucesso para ele antes de

35:51chegar na venda, né? e mudar o produto invariavelmente. Tem um caso, vou pegar aqui, a gente a gente investiu numa startup em 2016, que era uma startup de relacionamento e ela era o que hoje é o casamento a cegas, né? Era um aplicativo de

36:08relacionamento que você não enxergava a foto da pessoa. Você tinha lá descrição, o algoritmo identificava a similaridades e dava um percentual de e dava um percentual de » compatibilidade » de compatibilidade.

36:19» Você começava a conversar em cima dessa compatibilidade. Ah, o Rodolfo gosta de jitsu, a Nicole, minha esposa, gosta de jugitsu. Bom, tem um assunto. Em algum momento poderia se virar o cardio, né, cara? um aplicativo que o fundador

36:36falava que era um aplicativo pra gente feia, [risadas] mas encontrou um nicho surreal porque começou a trabalhar com gente geek, com nerd, eh, com plusize, com um monte de gente que tem necessidade de se

36:51relacionar e que na máquina de mo carne de um Tinder da vida não tinha fça. A gente chegou a ter » quase 100.000 usuários, » caramba. mas não monetizava como bom aplicativo de relacionamento. E daí o o dos sócios investidores que eu falo que

37:08ele é tipo Midas ao contrário assim, ele é tipo Midas ao contrário assim, » né?

37:11» Ele ele começou não porque tem que ter número? Porque tem que ter número?

37:14Porque tem que ter faturamento, 100.000 pessoas, como é que eu não tô tirando, né, R 1 milhão deais disso, não sei que e tal, não sei. Vamos ver o que que tem no mercado. Decardo, tanto foi, tanto foi que ele, já sei, pra gente crescer a

37:25gente tem que mostrar a foto das pessoas, porque o Tinder mostra foto das pessoas. Ele fez isso, matou o aplicativo. Por quê? Porque o principal valor do aplicativo era o próprio público, né?

37:38» O público. E tava crescendo no público, era nichado. Só que daí ele começou a olhar pra última linha, ele queria ter resultado e o resultado ainda não era o momento. Ia chegar o momento de de vender para um grupo estrangeiro, de

37:50trabalhar dados, enfim, teria alguns caminhos a serem eh adotados, né? E daí quando a gente olha pra última linha, é isso, né? É, » é, é a falta de visão do próprio dono, né? É igual alguém achar que, por exemplo, a Cacau Show vende chocolate.

38:03Cacau Show não vende chocolate, ela vende presente.

38:06» Então assim, é a gente entendeu o próprio negócio. É igual eu falei assim, que que na W a gente vende? A gente não vende uma consultoria financeira. Eu vendo relacionamento, eu vendo gestão, mas principalmente eu vendo

Momento-chave: a W1 não vende consultoria, vende tranquilidade38:16tranquilidade. O que que a W1 vende?

38:19tranquilidade. O que que a W1 vende? Tranquilidade.

38:20Porque aqui eu falei de quatro áreas com você. Eu falei de finanças pessoais, falei de assessoria de investimento, falei de finanças empresariais, posso falar de sucessão, que é um outro tema sensível no Brasil, ainda mais com a

38:31reforma tributária, de holding, tudo que envolve planejamento sucessório. Isso são quatro temas separados que tem muita coisa pra gente trabalhar. Mas se você tem uma empresa que resolve essas quatro coisas, que que você tem?

38:41» Paz. [risadas] » Então, o que que eu vendo?

38:43» Não é porque é isso, né? A gente brincou que o empresário chora no banho, ele chora no banho quando ele não tem paz, quando ele não tem segurança financeira, quando ele vê as contas é entrando em quando ele vê as contas é entrando em onda,

38:55» né? Então se ele tem isso, realmente ele ele tem tranquilidade.

38:59» Exato. Então onde que a gente tem que trabalhar ali dentro da W1, qual que é a nossa missão? levar essa tranquilidade.

39:05Sabe que em meio a tantas coisas difíceis que acontecem na vida da pessoa, tanto empresarial quanto pessoal, pelo menos ela sabe qual que é o caminho certo e » e como crescer.

39:14» E e talvez daí você me corrija se eu tiver errado, acho que tem um ponto, né?

39:17A vida do empresário, ela é uma vida solitária naturalmente.

39:22solitária naturalmente. » Sim, » né? que é o empresário do ego.

39:24» E é e não só isso, porque, cara, você tá fazendo e eu eu adoraria almoçar com você todas as vezes que a gente combinou e não aconteceu, mas o dia a dia não permite. Então, eh, ele ter alguém do lado dele, ele ter um um consiliere, né,

39:39tipo, para acompanhar ele nesses processos de decisão, ter alguém para dividir o peso e e ser uma segunda voz é dividir o peso e e ser uma segunda voz é importante, » né? Então, a tranquilidade vem disso também, de poder dividir o peso do dia a

39:52dia, de poder ter alguém para contar, de poder saber que tem o Gabriel, o time do Gabriel, os consultores que estão ali dispostos a trabalhar do seu lado e conduzir o negócio da melhor forma conduzir o negócio da melhor forma possível.

40:03» Sim. Que é o tal do relacionamento que eu falei que a principal ponto acho que de eu sempre falo quando alguém me pergunta sobre, ah, me dá uma dica para empreender, eu fico, cara, tenha boas pessoas do seu lado assim, ache melhor

40:14do que você para te ajudar a crescer. E esse é o principal ponto, cara.

40:18esse é o principal ponto, cara. » [tosse] » É uma pessoa, ela tem um bom relacionamento, ela chega em qualquer lugar. Qualquer lugar.

40:22» E é maravilhoso, né? Quando você encontra pessoas que são melhores que você, que te ensinam alguma coisa, que te colocam num potencial ah de te colocam num potencial ah de desenvolvimento, cara, você tá sempre sempre ganhando. O

40:35podcast surgiu por isso, eu já falei várias vezes, né? Eu encontro aqui pessoas que eu quero conversar e que me ensinam, né? E eu fico aqui sempre, nossa, cara, [ __ ] às vezes e é uma releitura de algo que eu já vi, às vezes

40:49é relembrar algo que eu esqueci, às vezes é trazer algo muito novo mesmo, é fazer o o óbvio, bem feito, né, o básico bem feito. E até esse é um ponto, assim, se você pudesse eh definir, a gente falou isso antes de entrar no ar, o que

41:03que é o básico bem feito hoje na vida do empresário? Assim, o básico bem feito pro empresário, primeiro parte dele entender o que que ele vende e qual que é o objetivo dele. É aquilo que eu te falei também, né? Pouco a gente entrar

41:17no A, a gente tava falando sobre como que a W1 vem crescendo tanto e eu falei com você, é, a gente faz o básico bem feito. Que que é o básico bem feito pra gente? Treinar muito bem nossa galera e ser bem relacionado. Esse para mim é o

41:28básico bem feito. E às vezes para eu treinar eles, eu preciso estar num escritório de 8 da manhã às 11 da noite.

41:33Pode acontecer. Às vezes para eu fazer um relacionamento, para eu estar conhecendo gente nova, indo em eventos, falando com empresários, eu tenho que trabalhar de 8 da manhã às 11 da noite.

41:42Às vezes acontece isso. Às vezes eu tenho que estar aqui hoje, amanhã eu tenho que estar em São Paulo, depois eu vou para Blumenau, depois eu volto para cá. Então pra gente o básico, bem feito, ele não necessariamente consiste em não

41:51inovar. A inovação é maravilhoso, a gente inova sempre, só que a gente tem que saber o que que funciona e a partir do que que funciona, buscar aprimorar.

41:58Então assim, se eu tenho hoje no meu escritório aqui em Curitiba dá um escritório deve ter mais ou menos 120 pessoas e no outro mais umas 40. Assim, se eu tenho esse tanto de gente, como que eu faço para controlar eles a fazerem todos o básico bem feito? Com

42:11processo, com rotina. Fal que assim, o que que mais faz o empresário, ainda mais aquele que tá começando ter resultado, essa rotina. É o cara às vezes fala assim: "Tá, mas Gabriel, aquele papo lá de acordar 5 da manhã, tomar banho frio, você é a favor disso?"

42:24Não necessariamente. Às vezes é bom, às vezes não.

42:27» Depende de você, né? se isso vai ajudar a sua rotina a andar pra frente.

42:30» Exato. Assim, eu sou um cara que hoje eu trabalho muito, eu trabalho de 12 a 15 horas por dia, mas por que que eu faço isso? Porque para mim, dentro do meu básico bem feito, eu preciso ter disponibilidade para ajudar essa turma

42:40toda que a gente tem aqui no escritório hoje a crescerem de 8 da manhã às 11 da noite, porque eu tenho gente que vai trabalhar de manhã, tem gente que trabalha mais de noite, tem gente que trabalha de tarde, eu tenho cliente que

42:49também prefere esses horários. Então acho que o o tal do básico bem feito que todo negócio deveria ter é não necessariamente você tá assim buscando não inovar, mas é você entender o qual que é o valor que você transmite para

43:03alguém. O que que seria o básico bem feito pro pasteleiro que eu comentei?

43:06Ele entender qual que é o pastel que o cliente dele gosta de comprar. Se ele sabe qual que é o pastel que o cliente dele gosta de comprar, não é que ele vai parar de vender os outros, mas ele sabe que que ele tem que focar.

43:16» Aquele ali é é a menina de ouro dele, né? Ele tem que fazer o melhor pastel daquele sabor específico.

43:21» Exato. Então, e é isso que a gente faz.

43:23Então, o que que para mim esse básico bem feito? É o relacionamento. Eu tenho para mim o novo que uma coisa que eu sempre levei isso, que é se a gente tem uma boa visibilidade, uma boa credibilidade, é impossível a gente não

43:33ter resultado. Só que é uma coisa que demora às vezes para você construir, porque visibilidade você pode ter, por exemplo, um podcast, você pode ter indo num evento, você pode ter palestrando, você pode estar fazendo um tanto de

43:43coisa. Visibilidade sozinha não necessaramente ela te dá resultado.

43:47Assim como credibilidade sem visibilidade também pode não te dar.

43:50» Isso é maravilhoso, mas ninguém sabe.

43:52» É mais ou menos por isso. Você pode ser um gênio, mas você vive no seu quarto que nunca falou com ninguém. Quem vai saber que você é um gênio? Então o que que a gente tem que fazer? Saber trabalhar bem esse relacionamento. A

44:02palavra-chave de todo empresário de sucesso é que ele é bem relacionado.

44:05Você pega esse tanto de gente que se conhece, por exemplo, em vários segmentos. Se a gente pega o segmento de restaurantes em Curitiba, boa parte dos donos se conhecem, dos restaurantes de sucesso, casas de festa, os donos se

44:16conhecem, todo mundo é bem relacionado.

44:18Você pega as grandes indústrias do Brasil, empresas de capital aberto, todo mundo se conhece. Mas por que que ele se conhece? É porque todo mundo tem dinheiro? Não examente, mas é porque todo mundo em algum momento teve visibilidade com uma boa credibilidade.

44:30A empresa ela só consegue passar dos 5 anos, né, que é o ponto de equilíbrio ali do da empresa no Brasil se ela tiver isso, se ela tiver uma boa representação no mercado também. Ninguém vai comprar um produto que é mal falado,

44:41um produto que é mal falado, » sim.

44:41» Mas também ninguém vai comprar um produto que não é visto.

44:43produto que não é visto. » Sim.

44:44» Então a gente tem que alinhar os dois.

44:45Se a gente alinha os dois, a gente consegue crescer. E o network é fundamental para isso. É impossível a gente conseguir chegar em qualquer lugar se a gente não tiver a pessoa certa para ligar quando precisar. Então para mim,

44:54se fosse resumir não tão resumido assim, o básico bem feito é entender o valor percebido que você tem na empresa.

45:02E com valor percebido, aí sim a gente consegue vender. Mas antes disso é impossível. E hoje quais são os maiores desafios que você enfrenta assim como eh Gabriel sócio da W1, né, e acompanhando os seus clientes. Sei que são muito

45:17variados e e de diferentes nichos e setores, mas na W1 hoje, qual é seu maior desafio, né? E com os os seus clientes, com e os principais que você acompanha? Assim, » eu diria que na W, eu diria que é principalmente expandir, mantendo

45:33qualidade, porque achar gente boa não é fácil e muitas vezes não é barato. Então isso é uma dificuldade que a gente tem pelo próprio mercado.

45:41pelo próprio mercado. » Sim.

45:41» Então assim, a gente é uma empresa que a gente cresce bastante, né? A gente tava falando sobre isso. A gente tem uma taxa média de crescimento 100% ao ano tem mais de 5 anos. Então assim, pro mercado isso é muito expressivo. Então qual que

45:51é a nossa dor? Ah, vou abrir uma operação em Maringá. Quem que vai ser a pessoa que vai tocar Maringá? Quem vai ser o cara de lá? Porque não pode ser o Gabriel. O Gabriel tem que estar focado em às vezes replicar. O Gabriel, por

46:03exemplo, tem Ribeirão. Gabriel às vezes não tem que tocar para escritório de Ribeirão Preto. Gabriel tem que saber replicar alguém bom em Ribeirão Preto, alguém melhor do que ele.

46:10» Então assim, para mim essa é minha dificuldade. Tanto que hoje boa parte da minha gênol é destinada a conhecer gente nova. Assim assim dos cinco almoços almoços que a gente tem durante a semana, três deles eu faço para

46:22conversar com possíveis candidatos. Três vezes por semana eu almoço com alguém que eu ou quero contratar ou vejo que tem potencial. E por que isso? não necessaramente fazer uma proposta para ele, mas para trabalhar relacionamento.

46:32E são coisas que a gente viu no nosso escritório, eh, assim, das pessoas que mais deram certo lá foram aquelas que entraram, entraram de cabeça no negócio, mas entraram depois de conhecer realmente que ele queria aquilo. Então,

46:44uma coisa que eu trabalho muito, mas não deixa de ser muito dificuldade porque leva tempo e aquele tal do não depende da gente.

46:50» Sim. Então assim, se eu quiser fazer uma boa entrega, beleza, depende do meu consultor, depende, mas se eu tiver um baita de um processo, um baita de um sistema para apoiar e bons treinadores, esse cara vai saber entregar,

47:01» facilita, né?

47:01» Mas o problema é a própria mão de obra.

47:04Então, se eu fosse pegar W1, meu principal problema que eu falo, né? Eu falo que não é um problema, porque problema é só uma oportunidade, né?

47:12é consir mantendo essa qualidade. E quando eu olho com os clientes também aqui a gente pode abrir muito leque porque realmente empresa vai ter problema de tudo, mas eu vejo que é principalmente imediatismo. O cliente ele acha que tudo tem que ser para ontem

47:27e às vezes tem. Só que às vezes se você toma uma decisão sem pensar antes, você quebra a sua empresa também. Então volta para aquilo o risco do crescimento. Se você não souber calcular tudo, você pode quebrar. Se você tiver imediatismo de só

47:41querer crescer, só querer crescer, você também pode te quebrar. Então, vira e mexe, eu recebo ligação de clientes à vezes de noite, Gabriel, tô pensando em pegar o caixa aqui para abrir mais uma operação. [risadas] Então, qual que é o

47:51meu problema com eles? Explicar pro empresário que tudo tem que acontecer no seu tempo. É claro, a gente não pode perder a bola quicando, a gente tem que fazer o gol, só que a gente tem que saber se isso vai dar retorno. É o tal

48:01de estudo de viabilidade de expansão, estudo de viabilidade de retorno. A gente tem que saber qual que é o nosso ROI. Tudo que a gente faz na vida tem um ROI. Tudo que a gente faz na vida tem um ROI.

48:08A gente tá para tudo, relacionamento pessoal, almoço, esporte, tudo.

48:12» Um almoço que eu faço com o candidato.

48:14Ah, vou levar ele para almoçar, vou pagar o almoço dele. Eu sei qual que é o meu ROI daqui. Eu sei que se aquele cara for bom, » quantos almoços eu tenho que ter para ter um candidato aprovado?

48:22» Aí a gente vai para funil, que a principal coisa que a gente domina W1 hoje é funil. Então assim, a gente só consegue manter essa taxa de de não só de conversão, mas de crescimento em 100%, porque a gente entende muito bem

48:32do processo comercial. Eu sei quantas reuniões eu preciso fazer para eu conseguir ter um cliente. Eu sei quantas ligações meu consultor tem que fazer, conversar com pessoas para ele ter uma reunião. Então lá a gente trabalha muito

48:44nisso, né? A gente tem um LDI, a gente vai ter uma reunião agendada, reunião vai ter uma reunião agendada, reunião feita.

48:48» Eu eu tô precisando da sua consultoria » Eu eu tô precisando da sua consultoria nessa » para me ajudar a montar, estruturar esses processos aí. funil é o grande e assim igual fal assim, minha área não é

48:55comercial diretamente, não é marketing, mas se a gente domina o nosso funil, domina o nosso número, cara, eu sei por A mais b qual que é o resultado. Eu sei que, por exemplo, eu tenho muito bem claro, por exemplo, qual que é o meu

Momento-chave: funil dominado: 10 reuniões viram 7 contratos49:06funil hoje. Eu sei que, por exemplo, para eu ter eh a cada 10 reuniões que eu vou fazer com o cliente, eu sei hoje que eu fecho sete contratos, tá?

49:14» Sete de 10, » Sete de 10, » é, » pô. Tá, tá bem, hein?

49:17» Est estamos buscando melhorar. [risadas] Mas qual que é o grande ponto? Tá, mas para eu ter 10 reuniões.

49:22» Ah, você já funilou. Essas 10 reuniões são extremamente qualificadas. Tem, mas não só isso, mas quantas que eu tenho que agendar? Beleza, eu tenho que agendar 30 para eu ter 10 reuniões.

49:30agendar 30 para eu ter 10 reuniões. Entendi.

49:31» Tá, mas desses 30, quantos leaders eu preciso ter para eu agendar 30? Ah, você precisa ter cinco vezes mais, precis ter 150 leads. Beleza? Preciso ter 150 leads. Como que eu faço para achar 150 possíveis clientes para no final vender

49:44para aquele sete? Então, olha qual que é a minha conversão hoje, por exemplo, » 750, né? É » exato. Então não » ainda é excelente. Ainda é excelente » porque o nosso grande problema de topo de funil é de o lead aparecer na

49:57reunião. Apareceu na reunião, boa partez ele vira cliente porque ele entende que ele precisa e às vezes ele não sabe que ele precisa, mas é perguntando o que a gente descobre. Então já aconteceu sentar com um cara que ele fala assim:

50:07"Não, tenho tudo na empresa, tenho tudo, meu financeiro tá ótimo, não sei o quê".

50:10Eu falei: "Tá, mas que que você espera para isso? Não, esse ano eu vou crescer.

50:13Que você vai crescer como? Vou abrir mais uma unidade. Mas você fez um estudo de viabilidade da sua unidade? Não, mas tô fazendo isso porque eu quero vender a empresa. Tá, mas quanto que vale sua empresa? Qual que é o valuation do seu

50:21negócio? Ah, não sei. Tá aí. Então assim, o grande problema de funil é a gente manter o topo dele bem alimentado.

50:28E hoje, por exemplo, a gente não usa muita estratégia de tráfego pago. Nosso lead a gente vem muito mais de um lead aquecido diretamente. Então, como a gente tem uma base de muitos clientes, a gente tem hoje mais de 120.000 clientes

50:37ativos, que que a gente foca? Se eu faço um bom trabalho para esse camarada, que que ele vai fazer? Falar de mim para outras pessoas.

50:44» Então, desses 130.000 1000 clientes que a gente tem, 70% vende recomendação. É uma recomendação que eu falo que é quase que passiva. Hoje mesmo um cliente nosso mandou, ele só me mandou mensagem hoje de tarde, mandando cinco contatos.

50:55Gabriel, fiz churrasco com eles no domingo, todos são empresários. Comentei de você o trabalho que você tá fazendo aqui na nossa empresa. Conversa com eles. Desses cinco já reun marquei reunião com quatro.

51:04» Olha aí, » eu já tenho quatro clientes. Eu tenho certeza que eu tenho quatro clientes.

51:07Mas por quê? Porque a gente foca muito em treinamento, em qualidade e entregar resultado. O que que a gente tem que fazer? O docente entrou numa empresa, é transformar a vida do cara, é transformar a empresa nele. Tem cas que

51:18a gente faz assim de coisa surpreendente de da gente mudar a empresa. Teve um cas, até contar brevemente também, uma empresa, uma distribuidora lá do Acre que a gente atende eles tem mais de um ano que a gente tá com eles. Eles

Momento-chave: case Acre: dívida de 20 milhões renegociada, lucro em novembro51:30procuraram a gente por causa que eles tiveram assim, cara, problema gigantesco. Eles faturavam por mês 11 milhões, perderam um cliente, o faturamento caiu para 3 milhões por mês.

51:38» Nossa. Então pensa, cara, março você faturou 11, abril você vai faturar três.

51:43Então, cara, eles estavam completamente endividados. Eles pegaram com o banco quase 20 milhões em crédito, dava uma parcela mensal de 230.000 por mês e a operação tava dando prejuízo. Então eles estavam, cara, num fluxo, num assim, uma

51:55bola de net que não tinha mais volta.

51:57Eles chegaram pra gente por recomendação. E ele falou assim: "Gabriel, eh, tô pensando em entrar em recuperação judicial ou então fechar a empresa porque não tem mais o que fazer, não tem mais de onde tirar dinheiro." Falei: "Cara, vamos tentar reestruturar

52:08isso tudo primeiro, tá? Como funciona?

52:10Sou distribuidoral, tenho 700 distribuições, x funcionários. Primeira coisa que eu falei, cara, a gente tem que mudar essa essa logística". Então, a gente fez todo um projeto primeiro de supply chain com ele para alterar a

52:18logística. Fechamos dois centribuição, mantendo o mesmo volume de faturamento.

52:22Isso já reduziu folha, custo logístico, já começamos a melhorar. A gente tava falando do rateio, né, » que é o rateio. Começamos a distribuir nisso. Outra coisa, precificação. O principal produto dessa distribuidora

52:32era o corote. Ele vendia corote para caramba ali no na região. Só que assim, o corote ele comprava 3,15 e vendia 4,20. Quando a gente pegava a estrutura do gasto indireto dele, que é o custo fixo, primeiro colocava o percentual e o

52:45corote representava, ele dava 3% da das venas vinha do corote, dividido pela quantidade. Se a gente somasse o custo direto com indireto, corote que ele vendia 4,20 custava 4,23. Ou seja, o principal produto deles dava o prejuízo

52:573 centavos por venda. Que que a gente fez? Entrou para negociar com o fornecedor, buscou reduzir estrutura de custo, cortou mais, a gente cortou mais de 2.000 SKUS que eles vendiam. Eles tinham mais de 3.000, hoje eles vendem

53:07ali 900 SK. Só que qual que era o grande dor dele? A dívida. Ele pagava 230.000 por mês. E uma coisa é sentar com o gerente do banco e pedir prazo ou negociação. Outra coisa que é o que a gente faz é todo um laudo de estrutura

53:19financeira para justificar qual que é a saúde financeira que a empresa tem para pagar aquela dívida. Então esse laudo que a gente mandou para eles tem mais de 50 páginas mostrando qual que é a situação, qual que é o problema, como

53:27eles chegaram lá e qual que é o diferencial, qual que é o nosso plano de ação para pagar. E nesse laudo eu fal, eu escrevi, né, a gente redigiu ele pro banco que a gente precisava de 8 meses de carência e uma redução para 80.000

53:38naquela dívida. A gente ficou um mês e meio negociando com um gerente do banco, teve que envolver superintendência, a gente conseguiu os 8 meses de carência, não reduziu para 80.000, mas foi para 92.000 após 8 meses de carência. Então a

53:50gente tinha 8 meses para trabalhar, a empresa para consertar para lá na frente começar a pagar 92.000. Isso foi ao longo do ano passado, até que em novembro de 2025 foi o primeiro mês em quase dois anos que eles voltaram a ter

54:02lucro operacional.

54:03lucro operacional. » Imagina.

54:04» Em dezembro vieram os três sócios lá do Acre aqui para Curitiba para levar a gente para jantar em Gradecimento. Então assim, é uma coisa que é um case que até a gente emociona falando, porque a gente pegou uma empresa familiar 30 anos de

54:14operação, eles iam fechar e a gente operação, eles iam fechar e a gente conseguiu » e e salva a vida, né? muda a vida das pessoas. São funcionários que eles não pessoas. São funcionários que eles não tm » coisa de 400 funcionários.

54:22» Imagina tanto que a gente não consegue impactar vidas. Por isso que eu falei, nosso trabalho ele é de impacto, seja na pessoa física, seja na pessoa jurídica.

54:30» E esse é um ponto, né? A pessoa jurídica, ela ela impacta centenas de famílias, né? milhares de famílias a depender do tamanho do negócio. Quando você cuida de uma PJ, e por isso que eu fui pra área tributária lá atrás, era

54:41por isso. Falei, cara, ajudar uma empresa a ser saudável, a se manter eficiente e tudo mais, eu não tô cuidando de um indivíduo, não. Eu tô cuidando de um microecossistema que vive em volta daquilo ali.

54:54» E o empresário, no final das contas, ele tem essa função, ele, né, ele tem esse objetivo de fazer a roda girar. Se ele é um empresário sério, correto, justo, » ele vai ajudar centenas de pessoas e dezenas de famílias.

55:09» É, eu falo que o o grande ponto ali da consultoria que a gente faz, dessa gestão de empresas, é esse potencial de mudar a vida que a gente tem. Às vezes que a gente tá mudando a vida, a pessoa nem sabe, nem sabe que a gente ajudou

55:20ele, mas só de ter resolvido a empresa » numa pequena coisinha, » mudado, por exemplo, um plano de carreira lá dentro, a gente mudou vida.

55:28Então assim, por isso que eu falo tanto do no do trabalho que eu faço, por isso que eu falo com tanto orgulho também, porque a gente sabe que a gente transforma a vida. Só que eu tenho para mim uma frase também, Rodolfo, que fala:

55:37"A gente tem que estar sempre orgulhoso, mas nunca satisfeito, porque sempre tem alguma coisa mais pra gente melhorar, sempre tem alguma coisa pra gente aprender, alguma coisa pra gente aprender, alguma coisa pra gente conquistar."

55:45» Não vira soberba, né? Se eu acho que eu cheguei no ápice da do da minha capacidade, cara, você já tá andando para trás. E não só em, vamos dizer assim, reconhecimento próprio, mas principalmente também objetivo. Cara,

55:56hoje a gente é maior do Brasil, por que não ser a maior do mundo?

56:00não ser a maior do mundo? » Sim, » a gente tem que tá orgulhoso de ser maior do Brasil, mas por que não a gente ser a maior do mundo? O que que a gente precisa para isso? Qual que é o nosso planejamento? Aí vem o nosso próprio

56:06papel interno da gente se planejar para papel interno da gente se planejar para isso.

56:09» [ __ ] Gabriel, estamos chegando no final, né? a conversa passou voando e e poderíamos ficar aqui muito mais tempo.

56:18Eh, gostaria que você trouxesse, né, uma lição, eh, que o Gabriel aprendeu nesse processo e que você gostaria de deixar compartilhado, que você que eu falo assim, falei até e falei pra minha esposa, falei: "Cara, é um jovem genial

56:33que eu me vejo anos atrás assim, né?" E e quando a gente conversou, eu fiquei impressionado, falei: "Cara, ele é ele é um absurdo, né?

56:42que que você compartilha com o nosso público em cima da sua experiência, do que você já viveu e do que você já aprendeu, que é transformador na sua vida e que você pode deixar como lição desses últimos minutos, desse nosso

56:55primeiro podcast, porque teremos outros primeiro podcast, porque teremos outros episódios.

56:57» Já fica fica à disposição inclusive para voltar que a gente [risadas] a gente começa a conversar isso que a gente nem falou de futebol hoje. A gente começasse a falar de futebol aqui até até amanhã.

57:05» A é o quê? Atlético Mineiro, » não Deus Cruzeiro. [risadas] Mas assim, se eu sei que às vezes pode ser um pouco clichê isso também, se a gente pensa em mensagem, deixar algo para pras outras pessoas, mas tem muita

57:18questão da consistência. Eu acho que consistência foi o que me trouxe até onde eu tô, essa questão de você acreditar, de saber, mas principalmente saber que às vezes você não sabe de nada. Eu acho que isso é um grande diferencial que que eu tenho. Eu falo

57:30assim, cara, eu posso ser igual você comentou, uma pessoa inteligente pela idade, tudo mais, mas se eu achar alguém que consegue me ajudar, consegue me agregar, trazer uma outra visão, é assim que a gente vai crescer. Então, para

57:41quem tá começando um negócio hoje, principalmente, tem toda essa questão do aprendizado, mas tem uma missão muito claro assim, desenhe qual que é seu objetivo, que que pode te impedir de chegar nesse objetivo, quem que você

57:54precisa para conseguir chegar nesse objetivo. Então, se você tem todo um desenho do seu plano, seja de carreira, de vida pessoal, se você tem isso muito bem desenhado para na sequência você buscar essas pessoas certas, fica muito

58:07mais fácil. Então falo que hoje eu em 5 anos aqui em Curitiba eu consegui conquistar coisas que eu imaginei que ia demorar 10, 15, 20 anos. Mas por quê?

58:15Achar as pessoas certas? Eu acho que isso é a principal coisa. Ninguém chega em lugar longe sozinho. Sempre precisa de alguém ali para te apoiar, seja ali pessoalmente ou profissionalmente. Então isso é uma coisa que eu fiz. E também

58:28nunca tá achando que você sabe o suficiente. Isso daí é muito importante.

58:30» Até porque não tem limite, né? Não, o » Até porque não tem limite, né? Não, o con » orgulhoso, mas não satisfeito.

58:34» É, o conhecimento não se encerra. Você pode estar sempre aprendendo e sempre curioso e sempre buscando coisas novas e e conhecendo gente nova e e evoluindo.

58:43» É, e eu diria que outra coisa também que é eh a disposição em cara trabalhar. Se eu falo com todo orgulho, assim, nossa, Gabriel, você fala com com orgulho, trabalha 15 horas por dia. Sim, mas por quê? Porque eu gosto disso. Porque eu

58:54sei que eu tô ajudando as pessoas. Se você faz algo que você gosta, fica muito mais fácil. Fica muito mais propósito, é claro, você aguenta o processo.

59:01claro, você aguenta o processo. » Perfeitamente, » Gabriel. Muito obrigado, queridos ouvintes, né? Boa tarde, boa noite, bom dia. Obrigado por quem chegou até aqui.

59:09Stoxcast, estoiks.dev é o nosso site.

59:12Entrem lá, conheçam. W1 Entrem lá, conheçam. W1 » wconsultoria.com.br, né? O link vai ficar no nosso no nosso descritivo. E até a próxima. Daqui a 15 dias voltamos com outra live, com outro monstro. [risadas]

59:28Obrigadão. Obrigado pelo espaço e parabéns aí pelo resultado.

59:31» Estamos juntos. Obrigado.

59:32» Estamos juntos. Obrigado. » Valeu,

Descrição publicada no YouTube
Assuma o controle do seu dinheiro e do seu negócio! Deixa o like, se inscreve no canal e compartilha com aquele empresário que precisa ouvir essa conversa. Chegamos ao décimo episódio e, para marcar a data, trouxemos alguém que entende de dinheiro, de empresa e, principalmente, de realidade. Rodolfo Waterloo recebe Gabriel Gieseke, sócio da W1 Atlas Barigui, especialista em gestão financeira e estratégia de negócios. Mineiro de origem, curitibano por escolha, Gabriel passou pelo mundo tech antes de se consolidar como consultor e estrategista de empresas, trabalhando lado a lado com empresários que precisam mais do que conselhos: precisam de alguém que olhe para o negócio de frente e diga a verdade. Neste episódio, a conversa é sobre o que ninguém gosta de falar, mas todo dono de empresa precisa ouvir: CAIXA É REI. Dinheiro conta! E assumir o controle financeiro do seu negócio não é opção, é sobrevivência! O QUE VOCÊ VAI ENCONTRAR NESTE EPISÓDIO ▸ O maior erro financeiro que donos de empresa cometem hoje ▸ Lucro no papel e aperto no caixa: regra ou exceção? ▸ Problema de gestão x problema de modelo de negócio: como diferenciar ▸ "Caixa é rei" na prática: por que tanto empresário ainda ignora isso ▸ Como manter a máquina girando sem capital de giro suficiente ▸ Cortar custos x gerar receita: quando aplicar cada estratégia ▸ Reestruturação empresarial: o caso mais desafiador e as lições aprendidas ▸ A lição mais dura que Gabriel já aprendeu sobre dinheiro Rodolfo Waterloo — Stoix.Dev https://stoix.dev #StoixCast #GestãoFinanceira #CaixaÉRei #EmpresárioBrasileiro #ReestruturaçãoEmpresarial #W1 #GestãoDeNegócios #FinançasEmpresariais #EstratégiaEmpresarial #Empreendedorismo