EP 07 · 26/02/2026 · 1:04:41

Ele conquistou o mundo, mas percebeu que mais importante é conquistar a si. | EP 07 | Stoix Podcast

Rafael Fagundes (Grupo Fagundes, conselheiro e escritor) · assistir no YouTube

Abertura com 16s de vinheta e ~5 min de filosofia abstrata antes de qualquer história concreta; conteúdo de negócio só após 17:41.

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Stoix e o convidado

Leitura comercial interna: onde o negócio do convidado encosta no da Stoix, onde disputa, e o que dá para propor. Material de preparação, não vai para o convidado.

Grupo FagundesTecnologia e conselho empresarial para pequenas e médias

Rafael Fagundes dirigiu por quase 30 anos um grupo nascido em 1992 da revenda de hardware, que passou cerca de 20 anos sem uma linha de planejamento estratégico formal. Hoje é conselheiro empresarial e escritor, e quer levar mentalidade de conselho para pequenas e médias empresas com empresários atuando como conselheiros uns dos outros.

Sinergia

Onde o negócio dele encosta no que a Stoix faz.

  • O formato de conselho rotativo que ele descreve em 60:04 (o empresário leva o próprio caso, a mesa vota e ele vota no caso dos outros) só funciona com plataforma: submissão de caso, curadoria, votação, ata e acompanhamento da decisão. É produto de software esperando ser especificado.
  • Ele traz o argumento de mortalidade (60% em cinco anos) e de que 90% das empresas brasileiras são familiares. É exatamente a base que a Stoix não alcança com o corte de R$ 20 milhões e que ele alcança com credibilidade.
  • Ele vem de tecnologia e não precisa de tradução: entende custo de time, escopo e entrega. Interlocutor raro, que distingue promessa de arquitetura.
  • A tese dele de que só 3% dos negócios exclusivamente digitais rodam converge com o discurso da Stoix de que tecnologia é resultado do processo e não ponto de partida.

Atrito e competição

Onde disputam orçamento, papel ou têm visões conflitantes.

  • Ele dirigiu empresa de tecnologia por 30 anos e sabe quanto custa hora e time. Preço ancorado no tamanho da dor precisa resistir a alguém que consegue estimar o custo de dentro.
  • O Grupo Fagundes atuou no mesmo mercado de tecnologia, então pode ser ex-concorrente ou concorrente ainda ativo. É preciso mapear o que ainda opera e sob que marca antes de qualquer proposta.
  • O público que ele quer servir é pequena e média empresa familiar, fora do perfil declarado da Stoix. Se o produto for desenhado para esse público, o modelo de preço da Stoix não se aplica sem adaptação.

Oportunidades comerciais

O que dá para vender, construir junto ou indicar.

  • Plataforma do conselho para PMEs

    Construir o sistema do método que ele já descreveu: cadastro de caso, composição de mesa, votação, ata e trilha de acompanhamento da decisão tomada. Ele é dono do método e a Stoix é dona da engenharia, com produto novo em vez de projeto de encomenda.

    Co-criação
  • Fagundes como conselheiro de conta

    Trazê-lo como conselheiro em clientes da Stoix que estão em transição de governança, onde o bloqueio à aprovação do projeto é o dono e não o argumento técnico. Reduz o ciclo de decisão em conta familiar.

    Parceria de canal
  • Oferta empacotada para a base dele

    Produto menor e de escopo fixo (diagnóstico curto, painel de indicador, automação de um processo) desenhado para o ticket da PME, com ele como originador. Testa se a Stoix consegue servir abaixo do próprio corte sem destruir margem.

    Indicação
  • Trilha digital do método autoral

    Ele já tem livro publicado, Music Book e um segundo livro em escrita sobre transições. Empacotar isso em trilha digital com comunidade cria receita recorrente de custo marginal baixo e alimenta o funil do conselho.

    Co-criação

Perguntas em aberto

O que precisa de resposta antes de montar proposta.

  1. O Grupo Fagundes ainda opera em tecnologia hoje e em que segmento? Define se ele é parceiro, cliente ou concorrente.
  2. O formato de conselho para PMEs já tem turma piloto, preço e recorrência definidos, ou ainda é intenção declarada?
  3. Quem seriam os primeiros empresários dessa mesa e qual o porte deles? É o número que diz se existe mercado depois da plataforma.
  4. Ele quer sociedade no produto ou contratar desenvolvimento? Muda inteiramente o desenho comercial e a propriedade do código.
  5. Existe cláusula de não concorrência remanescente da saída dele do grupo de tecnologia que restrinja atuação conjunta?
  6. Qual o apetite de investimento dele hoje, considerando que a fase de vida declarada no episódio é de desapego e redução de papéis?

Levantamento a partir do que foi dito no episódio, complementado por pesquisa pública. Onde está escrito "a confirmar" ou "provável", é hipótese, não fato verificado. Uso interno Stoix.

Trecho falado no ponto de abandono médio Objeção levantada ou rebatida Momento-chave

00:16Bem-vindos, amigos e amigas, ao sétimo episódio do Stoicast. E hoje uma presença muito legal, meu amigo ilustre Rafael Fagundes. Rafael coordenou e dirigiu uma empresa de tecnologia por quase 30 anos. É conselheiro

00:31empresarial, mas acima de tudo ele é filósofo, escritor, teve uma mudança na sua jornada de vida e hoje ele vem compartilhar um pouquinho com a gente e contar essa história que desde os primeiros momentos, Rafa, quero te agradecer porque eh tá sendo muito rica

00:47a troca, né? a gente começa a conversar antes, começa a conversar quando chega o seu contato e e agradecer ao Giba, né, que fez essa aproximação e trouxe você porque, cara, eu tô impressionado e e realmente assim agradecido pela

01:03oportunidade de est compartilhando a mesa com você e agora com nossos ouvintes aí um pouquinho dessa história, da sua jornada e da sua da sua forma de ver a vida. Obrigado. E por favor, se apresente aí para quem tá nos assistindo

01:16e conte um pouquinho da sua história, da onde que você veio, como que começou e a gente vai trocando esse papo aí, eh, para passar um pouco da grandiosidade, que é a vida que a gente leva e tudo que a gente aprende com ela.

01:29» Boa, cara. Primeiro, muito obrigado pelo convite aí, Rodolfo. Boa, só do pouco que a gente conversou, já fomos longe, né, cara? Sim, profundamente. Tô muito feliz de estar aqui, cara, para trocar esse papo, para aprender contigo, né,

01:42cara? Afinal, a gente troca histórias, né, e todo mundo cresce. É algo que quando a gente fornece ao outro, a gente só cresce, né, cara? Eh, agradecer o Giba também que nos colocou em contato e que não fique aqui a nossa nossas trocas

01:56aí. E eu trouxe um presente aí para você, espero que você goste, cara. É um exemplar aí do do livro que eu trouxe para você aí.

02:05» Espero que você curta. câmera que eu » só aí fala um pouquinho da jornada, né?

Momento-chave: Presente: livro A Incrível Arte de Se Tornar Ninguém02:10Eh, a incrível arte de se tornar ninguém, digamos que é a síntese de algumas conclusões que eu cheguei a respeito da vida, né? Daquela coisa de inicialmente a gente desejar demais, trabalhar demais, chegar em algum lugar

02:26que eh o mundo, as pessoas e a vida dizem para você chegar, né? E como você ouve conselhos, né, geralmente você aceita e até para fazer as outras pessoas um pouco feliz, você aceita o desafio e vai e chega lá. É uma é uma

02:43tela azul do Windows, assim, [risadas] tela azul do Windows, assim, [risadas] cara.

02:45» É, antes de entrar, a gente tava falando do arco-íris. Existe pote de ouro no final do arco-íris e que que cor é o arco-íris somando tudo?

02:52» Bom, eu sou daltônico, né, cara?

02:54» Bom, eu sou daltônico, né, cara? [risadas] [risadas] » Verdade.

02:55» É verdade, cara.

02:56» Sim. Mas eh na minha experiência e acredito que na experiência de muitos, eh o pote do arco-íris está só na promessa mesmo, cara. Mesmo porque é impossível chegar na base. Então tanto faz se tem pote ou não, porque ninguém

03:13chega no arco-íris, né? Eh, é uma ilusão, né? A gente percebe, mas não chega, né? E eu acho que eh eh já dizia o filósofo, acho que foi Sócrates, uma vida não refletida não vale a pena,

03:30sabe? Então eu eu sempre fui de olhar para as coisas como elas estão, tentar tirar os véus, né, e olhar, pô, o que é isso de verdade, né? O que tá que tá acontecendo aqui, né? Então, dentro dessa minha jornada, eu cheguei nesse

03:44ponto, né, de questionar de verdade, não é a perguntinha.

Momento-chave: A pergunta curta e poderosa: o que estou fazendo aqui?03:49É a pergunta curta e poderosa. O que é isso? Que que tá acontecendo? O que que eu tô fazendo aqui, né? É para mim ou não é? Sabe esse tipo de coisa assim que filósofos doidos, malucos, [risadas] estudantes de espiritualidade ou seja lá

04:05quem for, que não vê a vida apenas fisicamente apenas nesse momento, se faz em algum momento e talvez seja natural para muita gente, sabe, cara? Muita para muita gente, sabe, cara? Muita gente » quando a gente tava conversando, né? Eu

04:17achei o o título é fantástico, né? A incrível arte de se tornar ninguém. E eu até comentei com você, assim, eu eu brinco que durante muitos anos eu fiz o caminho de ir, né, ir atrás, buscar e tal. E chegou um momento que eu falei:

Ponto de abandono médio · 5:06 · retenção 7,2%

04:32"Não, calma aí, deixa eu fazer o caminho de volta, deixa eu retornar ou ou sair da correnteza para encontrar o que o que o que me move ou o que me mantém, o meu propósito. E e essa percepção, né, de de se tornar ninguém, ela é grandiosa.

04:50Porque quando você é de uma grande corporação, de uma grande instituição, diretor, um sócio, né, você é alguém alinhado à aquilo e você querer se tornar ninguém, né? Fala um pouquinho mais do conceito do livro e como que

05:06você chegou nessa nessa construção do título e da obra que você escreveu, título e da obra que você escreveu, » tá?

05:14Eh, eu acho que todo mundo, eh, a maioria das pessoas vai querer algo, alguma coisa, né? Porque senão não existiria, certo? Algum propósito tem

05:29que ter, OK?

05:32Mas é muito fácil nós passarmos do ponto do querer, né?

05:38Enfim, eh, a gente é um pouco pobre ainda, eu acho, em saber querer, né? Eh, eh, hoje nós estamos vivendo uma era de querer saber, né? Eu acho que mais importante saber querer, né?

No abandono, Rodolfo pede o conceito do livro e Rafael abre resposta lenta ('saber querer vs querer saber'). A história da impressora (19:43) e todo o conteúdo de liderança (30:49+) chegam muito depois.

05:54importante saber querer, né? » Sim.

05:55Então, a gente passa do ponto ideal de encaixe eh nós com nós mesmos e e nessa avidez por querer dinheiro, o que é completamente lícito e e massa, é massa

Momento-chave: Depois do dinheiro vem o poder: sustentar papel que não é você06:11ter dinheiro, mas depois da esfera do dinheiro vem a esfera do poder. E dentro da esfera do poder, para obter poder, você precisa de mais poder. E você já você tem que sustentar um papel que não é você.

06:25Aí a coisa começa a ficar brava, porque você tem que praticamente ser quem você não é, não é? Então, eh, essa avidez, hoje na internet a gente vê personagens, cara, personagens absurdos,

06:40» não é?

06:41Então, ao meu ver, depois de eh viver muito, né, em em na a filosofia, né, praticamente 10 anos de filosofia em escolas específicas de filosofia, depois estudos de Vedanta e depois de Índia, estudos de Vedanta e depois de Índia, tal,

06:56eu entendi que é o seguinte, é preciso eh e aí tá um conceito de felicidade, né? Eh, a felicidade no Vedanta é só você a felicidade no Vedanta é só você lembrar que você é.

07:13Você não precisa fazer papel nenhum, coisa nenhuma. É bem mais fácil do que coisa nenhuma. É bem mais fácil do que parece.

07:20Então, eh, o título ele vem assim, é uma arte, porque você tem que, não existe método, não existe técnica, né, para você eh recuperar si mesmo, eh, eh,

07:36» encontrar esse caminho de volta, né?

07:39» Eu nem sei se é de volta, talvez seja um caminho de dissolução pura.

07:44Eh, volta, você teria que ser um caminho, ou seja, você tem algo a encontrar. né? Então eu vejo mais como um caminho de solução dos papéis desnecessários que a gente acumula ao longo da vida. Eu não quero ser reconhecido por porcaria nenhuma.

08:01ser reconhecido por porcaria nenhuma. [risadas] [risadas] » Sim, » né? E eh no grupo que eu fundei e tal e eu era conhecendo é o Rafael, né? Eh o Rafael Fagundes da do grupo Fagundes, né? Eu falei assim: "Cara, eh,

08:19nem o meu nome me pertence, [risadas] meus pais que me deram." meus pais que me deram." » Sim, » 60% do meu corpo físico que eu acho que eu tenho posse são outros seres, bactérias, protozoários e tal. É uma outra microbiota que nem sou eu, cara.

08:36Bom, tem alguma coisa aí, né? Vamos falar a verdade, né? No livro até falo que o personagem quando era pequeno ele olhava para as outras pessoas pela primeira vez e quando apresentavam essa pessoa pro personagem,

08:51ele pensava assim: "Mas essa pessoa não ele pensava assim: "Mas essa pessoa não tem eh rosto de Rodolfo? Rodolfo não combina, sabe, de fazer assim, esta palavra não significa, não representa bem essa pessoa. E eu caio nos apelidos.

09:06Tá, os apelidos, sim, pelos apelidos eu consigo fazer uma mnemônica legal para consigo fazer uma mnemônica legal para lembrar, lembrar, » sabe?

09:13» Então foi uma soma de coisas que a gente observa na natureza, que a gente observa na vida para eh tentar decidir, diminuir ao máximo

09:29os personagens desnecessários. Então este ninguém simplesmente fala assim: "Cara, e eu sou temporariamente isso e ainda assim uma uma verdade temporária, uma percepção de mim". Mas o ponto fundamental, Rodolfo, é que assim, eh,

09:46separar muito bem eh a incrível arte de se tornar ninguém daquele rótulo. Ah, você não é ninguém, você coisa nenhuma.

09:55» Sim, sim. Existe uma distância enorme, » porque para se tornar alguém, você para se tornar ninguém, você tem que ter sido alguém, senão não é possível. Essa é a base da coisa. Chegou lá e fala que, cara, isso eh, não é meu, ou o preço tá

10:11muito alto, né, ou não tem sentido.

10:15Não tem sentido. Então, eu procurei olhar para isso com muita profundidade assim, sabe?

10:23E verdade, e verdade. Então, eh, eu, eu, eu fiquei embuído assim dessa daquele cheque mate e e chegar lá, eh, aonde o mundo diz para você chegar,

Momento-chave: Chegou onde o mundo mandou e o preço não fez sentido10:38dinheiro, um certo poder, carro, não sei que lá, relacionamentos, tal, um apartamento legal, tal, não sei que lá, não sei qu, » sempre mais e mais. E é uma corrida sem fim, né, cara? É, » aí, aí, aí é mais trabalho ainda para

10:50você sustentar tudo isso e mais difícil ainda você sustentar quem não é, cara.

10:56Quem não é, bicho?

10:59Aí eu falei: "Não, não, não, não, eu não tenho, respeito quem tem, mas eu não tenho cacife para isso. Psicológico, espiritual, não tenho e não quero." E a descida montanha é que dói o joelho.

11:13E a descida montanha é que dói o joelho. [risadas] Para subir dói um pouco a panturrilha.

11:15Beleza, mas descer, velho, eh, é, é, tem maior chance de escorregar. A descida é um problema. Então, eu fui nesse viés, mas claro, eh, jamais dizendo para a dissolução total, aquela coisa eh de

11:33turismo espiritual, não, agora eu sou nada. Para com isso, nada. Para com isso, » sim.

11:37» Vamos para com essa besteira.

11:38» Você tá aí, você tem um ego, né?

11:41» O ego é o que te torna único, né? Então, usa essa coisa única, desde que ela esteja encaixada em si mesmo, porque a gente fica com muitas dúvidas, cara.

11:52Então, a minha proposta foi mais ou menos essa. Fui, vi, fiz o que disseram, menos essa. Fui, vi, fiz o que disseram, beleza.

11:59» É só isso. É, é aqui que acaba. Esse é esse é o fim.

12:03» É. Então, o que que acontece? Eu parece que eu fui vítima do mistério, » né? o mistério me atrai.

12:10» Então foi, eu fui mais vítima do mistério do que do resultado.

12:16» Agora é innegável a trajetória, a » Agora é innegável a trajetória, a experiência » e ela é muito importante, né?

12:22» Fundamental, cara, né? Agora eu lamento quem cria essa trajetória » com o único objetivo de chegar lá » e chegando lá não reconhece, não reconhece, cara, né? fica ali eh,

12:39né, a o padrão social eh e até quem sabe geracional, né, eh imposto e depois tem que sustentar quem não é. Essa é a prisão. Inclusive, grandes doutrinas, grandes mestres e grandes filósofos

12:54falam justamente desse ponto, né? Se a gente vê a a baguaguita, é justamente a respeito da guerra interior, tá? Vai ter coragem para largar, né? E muitas doutrinas filosóficas, inclusive dizem que ao final você vai

13:11ter que largar tudo que há de mais valor para você, suas virtudes.

13:18Já pensou, cara?

13:21Você deixar para trás suas virtudes é em nome de uma desidentificação. É muita coisa, né, cara?

13:26» É, é, é um estágio de iluminação.

13:29» É, é inimaginável.

13:31» Mas assim, Rodolfo, eh, nós temos grandes mestres para seguir, né? Nós temos grandes avatares, nós temos boas religiões, né, que embora tenha eh muita sujeira, assim como tudo em diversas delas, em algumas mais, outras menos,

13:47mas a gente olha o budismo, a gente vê, né, a religião muçulmana, a gente vê vedanta, a gente vê eh o o Bahrai, né, cara, a gente vê, poxa vida, o budismo, né, quando Buda fala, eu não vou

14:01descansar enquanto não ver as costas do último ser humano entrar no Nirvana.

14:06Ali ele tá dizendo tudo. Se eu fosse dar uma aula de liderança, eu falava: "É isso aí, ó, lê isso aí e tenta fazer, isso aí, ó, lê isso aí e tenta fazer, bicho." » E invariavelmente, né, os grandes líderes, né, eles são eh munidos dessa

14:19desse propósito claro de uma história muito rica, né? Se a gente vai estudar Buda, Cristo, Mohammed, eh todos eles têm uma jornada de aprendizagem, de descoberta, de evolução que é inspiradora. E daí, independentemente da sua religião, e eu

14:35costumo falar isso bastante assim, né?

14:37Eh, não importa a religião, né? Porque Cristo foi sensacional, né? Eh, Mohammed foi sensacional. Às vezes o que estraga é o fã clube.

14:46é o fã clube. » Justo.

14:47» O fã clube deturpa o o o ensinamento e distorce e faz releitura e muda a forma.

14:53E daqui a pouco você tá falando: "Ah, mas calma aí, gente. Onde é que tá isso aqui, Tá, ele não falou isso aqui.

14:58» Exato. [risadas] Bom, se se não fosse assim, nós não teríamos muitas doutrinas brigando pelo mesmo livro.

15:05brigando pelo mesmo livro. » Exato.

15:05» Né? O o livro está lá, mas a interpretação que se dá ao livro é que gera atrito e choque. E também, né, os grandes deixaram poucas coisas escritas de fato deles, né?

15:18de fato deles, né? » Sim.

15:19» Para, ó, faz isso aqui, né? São poucos, né? Você sabe, você falou isso da interpretação do livro, que uma das minhas primeiras áreas de estudo foi a dialética aplicada na legislação, né?

15:30» A dialética tributária.

15:32» E justamente nisso, assim, ainda que o livro seja substantivo, objetivo, né?

15:39» A interpretação ela é » alvo de dessa dialética. A construção é feita a partir também de quem lê.

15:47» Exato. A hermenêutica tem que estar lá.

15:49É isso, é isso. Hermenêutica tem que É isso, é isso. Hermenêutica tem que estar.

15:51» E e quando a gente vai para essa construção da da aprendizagem, da evolução, da interpretação, cara, isso é um mundo à parte que se abre a partir das perspectivas. Exato.

16:03» Eu eu gosto muito, né, da da virou corte até um professor da UnB, ele cita Otávio Paz, né, no Labirinto da Solidão, que é um pesquisador do do dos mexicanos lá, e ele fala que eh o no livro do Otávio

16:20Paz, ele faz o estudo dessa construção do povo mexicano e principalmente da parte da colonização, né? E em algum momento ele fala que os índios mexicanos não reconheciam as caravelas. né? Eh, eles enxergavam,

16:35mas não haviam, não conseguiam saber que ali tava uma caravela. Eles só foram entender quando os primeiros eh colonizadores estavam em terra, porque daí era uma pessoa na terra e eles conseguiam fazer a construção.

16:47» E o Otávio Paz, ele fala: "Cara, não é eh é uma capacidade cognitiva de construção da imagem. A gente só vê aquilo que a gente tem aquilo que a gente tem » referência, » referência, condições de construir.

16:59» Mas me diga, [risadas] já fomos pro para um universo distante, né, mano? Ó, » Edu, prepara duas horas aí que hoje a gente vai longe. [risadas] » Se abrir um vinho, nós vamos longe, » Se abrir um vinho, nós vamos longe, cara.

17:10» Eh, como que deu esse processo de de virada, né? se quiser voltar um pouquinho antes, assim, falar, né, da do da sua trajetória empresarial, mas eh » foi da noite pro dia, foi uma iluminação, foi uma construção eh por

17:28conta de saúde, que nem eu te falei do meu caso, como que foi esse » e não, calma aí, né? Eu não estou nesse lugar, esses papéis não me cabem, eu preciso eh me tornar ninguém.

17:41» Sim, sim. Olhar paraa real, né? É, » cara, eu comecei e eu comecei catando bolinha de trabalhando de ked em clube de golfe, né? Então, eu ia pequeninho lá, tal, até

17:55escondido. A minha mãe » aqui em Curitiba, » aqui em Curitiba, no Counter Clube ali.

17:59» aqui em Curitiba, no Counter Clube ali. Aham.

17:59Aham. » Aqui » eh, cheio de bronquite e tal, ia lá e carregava as sacolas maiores que eu lá, tal, e conseg e conheci gente fera lá, né?

18:10Eh, e eu perguntava para eles o que que fizeram, tal, como é que era tal, aquela coisa de de criança, né? Era meio lú, meio trabalho. E eu ganhava o equivalente a uma cocada por dia.

18:21equivalente a uma cocada por dia. [risadas] E às vezes eu comprava cocada, cocada branca. Muito bem, cara. Aí, eh, comecei a a trajetória empresarial mesmo. Teve uma época que eu estudava

18:36tecnologia de manhã na faculdade.

18:38Eu trabalhava numa empresa à tarde com digitação de seguradoras assim e tal, de vistorias de carro. E à noite eu fazia o estágio no Banco do Brasil, o estágio pela faculdade.

18:50No Banco do Brasil meus pais faziam um esforço lascado assim para para pagar, esforço lascado assim para para pagar, né?

18:57né? Eh, no Banco do Brasil, eu teve um dia que eu fui trabalhar no ano novo, né? Beleza. Eu nunca tive medo de novo, né? Beleza. Eu nunca tive medo de trabalhar.

19:09trabalhar. Aí chegou o chefe sul-americano do Banco do Brasil, o o cara, sabe aquele cara que quando entra você tem medo? [risadas] » Tem tem uma, você fica olhando pro monitor, só vai o teu olho um pouco por

19:24lá atrás. [risadas] Sabe? Medo.

19:27» Aí ele ele chegou e foi lá no no setor lá que eu que eu trabalhava e falava: "O Jadson tá aí", né? Que era o cara, o fera lá de TI. Falei: "Não, ele não tá não tá, só tô eu, né?" E daí ele falou assim para mim:

Momento-chave: História da impressora: 'eu vendo' ao chefe do Banco do Brasil19:43"Eh, eu tô precisando comprar uma impressora colorida. Você sabe quem impressora colorida. Você sabe quem vende?" Cara, me vem um turbilhão na cabeça, bicho. Sabe? Sabe quando em 10 segundos vem um o Tasmania, o seu cérebro vira um

19:57Tasmania? Eu falei, eu » eu vendo [risadas] a que bom, tal. E ele na naturalidade, eu louco de medo, né?

20:09Ah, é quanto que é tal 600.

20:15Eu não sabia o valor, cara. Eu comecei a chutar tudo ali, bicho. E quanto tempo você entrega? [risadas] baseado em inspiração divina, cara. Não sei nem se era divina, cara. Eu não sei o que foi, bicho. Mas assim,

20:32ele é o cara, a porta abriu, ele é o cara, a porta abriu, » sim.

20:36» O resto que se dane. Aí fui, cara, eh, dei para 15 dias. Tá bom, tá bom, então tá bom. Tá aqui o meu telefone, quando chegar você me avisa, tal. Cara, ele saiu da sala naturalmente, né?

20:49» Sim. Nada aconteceu, nada aconteceu para » Sim. Nada aconteceu, nada aconteceu para ele, ele, » sim, » para mim falou assim: "Puta vida, cara, além de tudo vou perder um o estágio ainda, [risadas]

21:01bicho, que loucura, cara". E eu não tinha, né? Não tinha grana, né? O o val que eu ganhava lá no banco dava para ajudar em casa, tal, e salariozinho lá ajudava em casa.

21:13Aí eu fui falar com um colega meu e falei para ele: "Jão, me ferrei, velho. Vocês tem que me ajudar, cara.

21:22velho. Vocês tem que me ajudar, cara. [risadas] Eu fiz uma besteira enorme para não falar outra coisa. Que que foi, cara?

21:27Cara, eu preciso de 300, cara, né?

21:30Pesquisei assim o que que, né? Quanto que era, falei com umas pessoas, 300 custava no Paraguai.

21:37Preciso de 300 emprestado, cara. me ajuda, velho. Tô tô no veneno, tô no desespero. Você é o único cara que pode me ajudar. E 300 assim, respeitável.

21:46» É, não, até hoje, né, para quem tá » É, não, até hoje, né, para quem tá começando, ainda não é o 1500 para quem não tem, para quem vive de bolsa de estágio, é dinheiro, né?

21:54» Era uma impressora matricial colorida, CS em GSX 190 Plus.

21:58» Nossa, você lembra até o » Nossa, você lembra até o » cara » cara » tudo » claríssimo assim, era uma fita multicolorida que ela subia e descia assim na cabeça, sabe?

22:07O João falou: "Cara, desconfortável para me desconfortável para me emprestou".

22:12Beleza, fui pro Paraguai, peguei o ônibus, fui lá, comprei impressor e tal, ônibus, fui lá, comprei impressor e tal, legal.

22:18Na volta perdi, cara. Pufônica, velho.

22:21Passava da cota, » meu Deus.

22:23» Perdi, cara.

22:25» Perdi, cara. [risadas] Aí, aí minha vida acabou, né? Perdi o estágio, perdi o amigo, perdi dinheiro, tô devendo ó e ainda queimei o filme geral, tudo errado, né, cara? Então, partir de menos 300lares, né, o meu, o capital de giro,

22:40né? Beleza.

22:43né? Beleza. Eh, perdi a impressora, fui lá falar com com o meu colega, cara, perdi, cara. Ele falou: "Ah, você cara, você tá maluco, eu sabia que era porcaria isso.

22:55Empresta de novo, cara". [risadas] Cara, abriu o alçapão debaixo do buraco, cara. Me ajuda, cara. João, pelo amor de Deus, cara. O João ainda é seu amigo até Deus, cara. O João ainda é seu amigo até hoje,

23:09» parceiraço, cara. Graç » é o João é o personagem do livro.

23:13» Que legal.

23:14» Mas ele ficou Não, não, não, não, cara.

23:17E eu ligava para ele todo dia. Falei: "Cara, é só você, cara". Não tem mais ninguém, cara. Não tem mais ninguém, velho. Ferrou.

23:25Daí ele falou: "Cara, última vez, hein? Eu falei, eu pago o juro que você quiser, eu pago, né, cara?

23:32Que você abre as pernas e fala: "Tô Que você abre as pernas e fala: "Tô rendido".

23:34rendido". » Sim, » tô rendido. Você é o meu único farol. Se apagar a luz, ferrou.

23:39Me emprestou, cara. Fui lá no Paraguai, comprei a impressora, passou.

23:45Nossa, velho. Liguei » os auditores, a plateia vibra nesse momento. [risadas] Vou zerar a fatura, né, cara? No domingo cheguei. Domingo eu já liguei pro cara lá, posso instalar hoje e tal. Fui lá, instalei a impressora para ele.

23:58Funcionou. Maravilha. E aquele absurdo, né, cara? O cara Ah, funcionou.

24:03Tá só um minutinho. Foi ali na no quarto lá, 600 toletas na mão assim.

24:08[risadas] cara, eu olhava aquilo.

24:10» João feliz nesse momento também.

24:12» Fui no João, cara. Voltei saindo logo de lá, pedi para usar o telefone lá na casa do superintendente, liguei pro João.

24:22João, tá acordado, posso passar embora?

24:25Passei lá. Falei: "João, tá aqui, ó, 600. Muito obrigado, cara. Me empresta 300. [risadas] Se não tenho nada, cara.

24:35» Se foi seu capital de giro novamente, » Se foi seu capital de giro novamente, né?

24:38» Cara, tá lá, tô zero. Você recebeu tudo.

24:40Tô zero. Empresta 300 porque senão não tem o que eu fazer, cara. Eu tô, tô no zero, né?

24:45» E aí começou, cara.

24:46» Aí ele indicou outras pessoas, vende um computador aqui, vende uma impressora lá e tal. E » que ano isso, Rafa?

24:53» que ano isso, Rafa? » 92.

Objeção: «planejamento estratégico»: grupo cresceu 20 anos sem plano formal24:5592. E aí vai, e aí abre empresa e daí começa aquela aquela coisa, sabe? Não tenho uma linha de planejamento estratégico no meu grupo até ele fazer mais ou menos 20 anos, cara.

25:10Força bruta, vontade, » obstinação, propósito.

25:14» obstinação, propósito. » Cara, » Cara, eh, eu tô tomando cuidado com a palavra eu tô tomando cuidado com a palavra propósito no sentido de que propósito, na minha visão, é o que você se propõe a fazer.

25:27visão, é o que você se propõe a fazer. » Sim, » né? Eh, o pessoal tá colocando o propósito como uma profundidade ou como uma coisa muito distante ou metafísica.

25:36propósito para mim tá bem equivalente à decisão, cara. Eu me proponho a isto, » este é o meu propósito.

25:43» Este é o meu propósito. E não desenha um propósito como se fosse assim a visão, a missão, valores ou algo etéreo » para depois plasmar aquilo em indicadores e instruções de trabalho e tal. Cara, não sei, né? Se se tem

26:01propósito assim, é bom, é justo, bom, esse é o bom propósito, vai faz o teu propósito dentro desses limites aqui que tá bom. Então, para mim não foi muito planejador, mas depois que o grupo ficou grande, cara, né? Eh, muitas centenas de

26:17colaboradores e dezenas de líderes e tal e e grande, aí não tem como.

26:24Mas pelo efeito comunicativo da coisa, nós precisamos alinhar as expectativas e desenhar convergência entre todas as e desenhar convergência entre todas as áreas.

26:36» Sim. Só por isso, só por isso, » porque a operação era operação e ainda era mandatória.

26:42» C pau, tem que fazer, né? E e só que dentro dessa jornada, eh eh obviamente dentro da sua jornada também, o que mais pega assim, eu acho, eh, dentro do aspecto da liderança, seja o empresário

26:57ou seja quem for, eh uma carga muito grande de decisões difíceis e solitárias.

27:06Quando falo solitária, não é que ele tome decisão sozinho, não. Porque às vezes o cara, né, o cara até pergunta paraa esposa ou para um par ou para um líder, olha, o que que você acha disso?

27:17E geralmente a resposta é: "Ah, faz o que é melhor pra gente." [risadas] » Eu confio em você.

27:22» Eu confio em você. Você, bicho, você mergulhou no gelo. Mergulhou na banheira de gelo.

27:27» Mas não, não é assim que é ser adulto e ter empresa. Não, » pois é.

27:33» Eu, eu, né? Eu passei, né? E eu acho que eu tô me convencendo disso, assim, é uma jornada solitária, né? A gente divide com sócios. Eu, depois de muitos anos, eu eu tenho dois grandes sócios » e e divido a solidão com eles,

27:50» mas tem coisas que são individuais, negociáveis, assim, tipo, a gente pensa junto, mas ainda tem um pouco dessa solidão, né? Eh, eu eu defendo inclusive no livro a impossibilidade da separação do papel

Objeção: «separar pessoal do profissional»: impossível, é o mesmo eu que não dorme28:06pessoal do profissional.

28:09Eu defendo comidências.

28:12Toda vez que vinha com esse papinho, sabe? Eh, soava mais ou menos como o candidato que diz que o perfeccionismo é uma virtude para contratá-lo.

28:23uma virtude para contratá-lo. » Sim.

28:25Não, você é lento e vai demorar para fazer assim. Pronto.

28:29» É lento. Pronto. [risadas] » É lento. Pronto. [risadas] Concordo.

28:32» Então você vem, você vem querer mascarar, né, o um um defeito eh vestindo de uma virtude. Para com isso, né? Vamos lá, né?

28:43» Então, eh, por exemplo, você tá trabalhando, daqui a pouco você conseguiu realizar aquele trabalho que era difícil, né? um projetinho de três meses, se meses, um ano, não sei, realizou aquele projeto, deu certo,

28:57funcionou. É seu eu profissional que dá funcionou. É seu eu profissional que dá risada.

29:01risada. » Não, não é não, né? É 100% pessoal. E quando tá dando errado também é o meu eu pessoal que não dorme, né?

29:11» Também. [risadas] Ué, é um palitó que tira e deixa na empresa, depois vai paraa casa com a esposa e com os filhos. Para com isso, cara. Então, eh, a minha visão é é a de convergir e aceitar que são apenas papéis que a gente cumpre

29:26socialmente. E o trabalho dentro da minha experiência, de todos os líderes que eu formei, é tal qual você jogar bola. No campo, tem as regras do futebol, você coloca a camiseta lá, tal, você fica atento, o juiz apitou, não,

29:41tal. A sua mente fica mais focada tal. A sua mente fica mais focada naquilo.

29:45naquilo. » Sim.

29:46Mas se você perder, você fica triste. É o jogador que fica triste, não é você.

29:52Só tem você, » sabe? Então eu eu procuro limpar um pouco essa coisa, eh, também para não construir e não fomentar o construir e não fomentar o distanciamento da pessoa dela mesma, sabe? Isso eu já

30:08tinha já de bastante tempo e depois eu tive que viver isso para para ter que decidir assim moralmente. Foi foi uma prova eh ética e moral para mim assim, tá? Você falou tudo isso daí agora chegou a tua vez.

30:22» Você tem que deixar o que você construiu. Vai ou não vai, negão?

30:25» E aí tem bala aí ou não tem?

30:28Entende? Então eu acho que isso é legal e eu acho que eh tem muito a ver com o papel do líder e do bom líder. né?

30:40O líder para mim, eu não falo o líder como tá estereotipado hoje. A gente até tava conversando há pouco ali, né?

Momento-chave: Melhor líder é quem não quer o posto30:49Eh, a melhor contratação do líder para mim seria encontrar quem não quer aquele mim seria encontrar quem não quer aquele posto.

30:55Vamos achar quem não quer. Não, mas se não quiser, ele não vem. Pois é.

31:00Pois é, né? Eh, você oferece pro cara um um bônus de 10 a 15% dentro do que ele entrega para uma carga de trabalho, responsabilidade e risco de 300%.

31:14Estávamos conversando como se fosse aquele programa do Silvio Santos. Você quer trocar aquela Bugatti zero por um [risadas] giz de cera? Sim, né? É insano, mas é o entendimento que precisa mudar. Pô, eu eu vou servir, eu

31:30vou me ferrar, mas esse é o meu papel agora. É o papel do dever e não do agora. É o papel do dever e não do querer.

31:37E as grandes deturpações, não apenas de líderes de de companhias, tal, ou seja de governos, tal, eu tá nesse posto por si mesmo. Eu quero me satisfazer poder, status, me satisfazer poder, status, » poder,

31:52» eh, entrada, né? Relacionamento. Você conhece gente, você tem mais entrada.

31:57Cara, eu tinha entrada com as pessoas, eu tinha influência, eu sei o que é isso. É muito bom, cara. É muito bom. Tá disposto a perder isso, não é?

32:08Principalmente aqueles líderes de meio, cara, que lideram os seus times e são pressionados por cima, cara. Cara, você Isso é um é uma prensa » muito difícil de lidar, mas eu eu eu tento não ficar na coisa metafísica,

32:24sabe? Daquela coisa, não? eh, veja bem, tal. Não, eu eu vivi, cara, eu contratei o a primeira pessoa que me ajudou e fomos até virar uma equipe. Depois eu tive que nomear o primeiro líder, que não era o cara mais eficaz, não era o que trabalhava melhor, não era

32:43jamais, cara.

32:45» Você sabe que que isso esse é um ponto que eu bato muito assim, né? A a carreira pelas empresas que eu passei, que eu falei para você, ela é orientada a isso. Você é o melhor, você sobe antes. É o melhor trein vira o melhor

32:58consultor júnior. O melhor júnior vira pleno, melhor pleno, vai até ser gerente sênior. E daí você é o melhor gerente sénior e daí te colocam, tipo, você é o melhor consultornior e do nada você vira um gerente. Você sai do melhor

33:12operacional operador e te colocam numa liderança.

Objeção: «promover o melhor operador»: empresa perde bom líder e bom operador33:18» Uhum. Várias vezes a gente vê a empresa perdendo os dois.

33:22perdendo os dois. » Exato.

33:23» Um bom líder e um bom operador.

33:25» É queda de rendimento do time.

33:26» É queda de rendimento do time. » Exatamente.

33:28» Essa eh essa essa questão do líder, » Essa eh essa essa questão do líder, cara, ela é uma questão simples e complexa ao mesmo tempo.

33:38Ela é simples. Por quê? Porque você tem que ver aquele cara que não vai morder a que ver aquele cara que não vai morder a maçã, né? tem muito a ver com né? tem muito a ver com fidelidade, tem muito a ver com retidão e tem muito

33:56a ver com coragem.

33:59» E na sua experiência, como que eu identifico isso?

34:03valores tão profundos, subjetivos, né, que que não aparece numa entrevista de RH às vezes.

Objeção: «curso e assessment formam líderes»: não é; exige coragem e retidão34:10» Rodolfo, eu não tenho menor condição de dizer como é, mas eu tenho certeza de como não é. Não é com curso e não é com processo de seleção. Ponto.

34:21Não é.

34:23Pode fazer assessment o quanto quiser.

34:26Pode colocar soft skills, hard skills, experiência, pode colocar o que quiser, experiência, pode colocar o que quiser, né?

34:32né? Eh, mesmo porque quem ensinou os grandes mestres a tomar decisões difíceis que decidiam pelos outros ao invés deles mesmos.

34:47Então, eh me parece que existe uma sociedade, um plano de formação de líderes em que você está fomentando que o cara seja cada vez melhor por ele o cara seja cada vez melhor por ele mesmo.

34:57mesmo. » Sim.

34:59E não sei se é isso, né?

35:00» Eu acho que é o oposto.

35:01» É o oposto.

35:02» Então, eh eh eu sei que o líder tem que ser um garantidor das entregas. Beleza?

35:07Eu sei que o líder, mas não adianta falar assim: "O líder tem que ter comunicação, tem que ser agregação, faz um faz um curso de oratória, faz uma formação aqui, gestão de equipes." Gestão de equipes, cara. Ah, não. Esse tem uma mentalidade mais acelerada. Esse

35:20aqui tem uma mentalidade, então vamos for mais, cara. É um pandemônio, cara. É um pandemônio. Por isso que eu falo que tem que ter coragem.

35:28Eh, o que você vai enfrentar? Não sei, velho. Não sei. E eu pros no no no final lá, quando eu tava no grupo, as contratações, eu geralmente preferia subir da base, né?

35:40subir da base, né? » Sim.

35:41» Mas eu perguntava assim, cara, quando dá merda, você vai continuar?

35:46merda, você vai continuar? [risadas] Na verdade, mas você quer realmente é é isso. Só vai dar problema. Você vai, você não vai e a sua carga não será proporcional à sua remuneração. Você vai se ferrar muito mais, né? E você vai,

36:01você vai largar o seio. Você não vai mais mamar no seio. Acabou.

36:05Agora você tem que ajudou os ajudar os outros a mamar.

36:09Você tá pronto para isso? É isso.

36:12Ah, se faltou dois, cara, você tem que descer na operação e fazer.

36:16É uma loucura, sabe?

36:19Mas vamos falar a verdade, Jesus poderia ter fugido. A fisionomia dele não era tão conhecida assim, né?

36:27Não tinha foto, retrato falado, tal, não sei qu » ele ele podia escolher ter fugido. E assim é é são os grandes mestres fazem isso. Ulisses quando voltou paraa Ítaca, a esposa dele tava com alguém e o reinado dele tinha ido.

36:42Então eu acho que a característica do líder central seria assim, eh, dois pontos. Primeiro, o não querer para que o desejo não deturpe o posto do do serviço do serviço, né?

36:55E o segundo é: tá disposto a perder?

36:58Você realmente coloca na mesa? Você você tá disposto a perder?

37:00» Skin the game, né? Tipo, vai botar a pele para jogo, vai.

37:03» É, é outro ganho. Percebe, Rodolfo? Eu falo perder, mas quando eu falo perder, eu tô falando aos olhos do mundo. De repente, você não vai ganhar legal, você tem um monte de responsabilidade, não vai dormir direito, tal, tal, tal, tal,

37:14tal. Poxa, né? Eh, tudo isso agora o ganho intrínseco enquanto gente, enquanto pessoa, né, na vida dos margar as costas, teve um caso que era muito engraçado, eu tava lá tomando

37:30muito engraçado, eu tava lá tomando café, era a gente tinha um refeitório grande assim, tava tava lá tomando café e daí veio uma leva nova de estagiários e eh primeiro emprego, né, pessoal lá tá beleza. Daí veio um rapazinho, devia ter

37:44uns 14 anos assim, né?

37:47Aí ele perguntou: "Ah, você o Rafael assim, posso sentar?" Fale.

37:53Tom um café ali comendo um bolinho, tal.

37:55Daí ele falou para mim assim: "Eu gostei dessa empresa aqui, como é que eu posso, como é que faço para virar que eu posso, como é que faço para virar diretor?" Eu falei: "Pô, que legal a pretensão, né? Tem tem apetite, tem pegada aí, pelo

38:10jeito, né?" Eu pensei na resposta porque eu acho que ele elevaria aquela resposta por bastante tempo.

38:19Aí eu falei para ele assim: "A gente poderia começar alargando o seu pescoço para engolir melhor os sapos?" pescoço para engolir melhor os sapos?" [risadas] » É,

38:32» não foi o que eles o que ele queria, » mas eu coloquei para ele, cara, » a vida é essa, né? Exato, né? Você tá colocando o seu propósito na mesa e aí fica uma uma microcrítica ao propósito.

38:46Você tá colocando seu propósito na mesa, beleza, mas você precisa entender o caminho antes para colocar um propósito caminho antes para colocar um propósito depois, né? Então, com base no que eu disse, o seu propósito se sustenta ou não.

39:00Eu não falei nada técnico, vai estudar, vai fazer administração. Não, cara, não, porque o que pega é é isso mesmo, né? A capacidade de sustentar. Porque colocou na mesa, né, Rodolfo?

39:12» E as relações humanas, né? Eu acho que o o você falou do pandemônio de lidar com gente, cara, isso para mim acho que é o é é a parte mais legal e mais difícil ao mesmo tempo.

39:22» Fantástico e terrível ao mesmo tempo, » Fantástico e terrível ao mesmo tempo, cara.

39:24» Não é você evolui, você cresce, você aprende. Cada experiência é uma experiência, cada contato é um contato, que a gente vinha falando dessas trocas.

39:31» Sim. Sim.

39:32» Mas ao mesmo tempo você fala: "Cara, puxa, esse contato não precisava ter acontecido, [risadas] né?" E e » é, mas nos testa, né, nesse momento, nisso daqui, cara. É porque, digamos assim, o o desejo de

39:49tirar da gente ou ficar à altura ou o senso de justiça faz com que a gente queira ser violento ou devolver a altura ou responder com força, né? Mas aí a gente vai sendo testado, testado, testado e até ao

40:05final, né, depois que passa um tempo, a gente entende que é possível ser forte e doce ao mesmo tempo, cara.

40:11» E é tão difícil, né? É tão difícil. E eu eu falo assim, talvez uma das minhas falhas que eu trabalho muito e penso muito e rezo muito e tal, é isso assim, fala: "Não, me dê quietude para conseguir controlar, porque meu ímpeto

40:27às vezes é, né, é guerra". né? Cresci assim, tive formação para isso. Então, controlar e segurar, mas mas invariavelmente quando eu controlo e quando eu consigo ser eh » mais comedido,

40:40» é é melhor pro para todo mundo.

40:44» Mas sabe que tem uma uma máxima que diz, né? Só a guerra fora quando não há guerra dentro, né?

40:50» E, cara, essa guerra que a gente puxa, né, de fora para dentro, eh, ela é silenciosa, né? ela é quase implosiva, né? Depende e das suas implosiva, né? Depende e das suas ferramentas.

41:04Eh, e o que tá fora tem que valer muito mais, ou seja, o seu poder destrutivo do que está fora, né? Eh, o desejo de destruir fora tem que ser menor que o amor que você

41:19sente pelas pessoas.

41:23E e é só isso que faz decidir não ser violento ou não ser violento ou não ser » Exato.

41:27» É muito difícil o cara conseguir sustentar por muito tempo para ganhar o o para conquistar o cargo ou o dinheiro ou não sei que cara. Uma uma hora vai aparece, né?

41:37» Vai pra mesa, né? E a vida, o o o engendramento da vida vai construir uma situação ali que o cara o cara vai ficar desnudo na frente da situação e vai mostrar, cara. Vai mostrar.

41:51» E nessa ida você, o o livro ele surge obviamente de toda a trajetória, mas você falou que você foi pra Índia.

41:58Quando que surgiu, né? Você você já vinha estudando filosofia, já vinha estudando essa busca por por entendimento e a Índia veio como um passo a mais ou Índia e a partir da Índia você teve esse essa epifania e e

42:15expandiu a sua visão? Como em que ordem que isso aconteceu?

42:18que isso aconteceu? » Sim.

42:19Cara, eu sempre fui um um entusiasta. Eu sou músico, né? Eu eu gosto de de arte e tal. Inclusive, eh para efeito de liderança, se o cara for artista, na minha visão, ganha muitos pontos, né?

42:32Porque a capacidade criativa do cara tem que contar, né? Problemas.

42:36que contar, né? Problemas. » Sim.

42:37» Eu sempre fui um entusiasta da espiritualidade e tal e tudo isso, né?

42:41Venho de família católica, não praticante, mas praticava umas coisas de vez em quando em centro espírita, tal, aquela coisa de espírita » brasileiro típico, né?

42:50» Brasileiro típico. Beleza.

42:52» Mas o quando eu fui eh na fazer a primeira comunhão, o que estava dito, né, nas Escrituras não condizia como o comportamento de quem ensinava.

43:09E eu achei uma estranheza, fal isso E eu achei uma estranheza, fal isso [risadas] que coisa esquisita, né? Aí não gostei da primeira comunhão, tal. Saí, falei: "Mãe, senhora, deixa eu sair porque não tá [risadas] não, pô. O pessoal briga, ela fala uma

43:23coisa, o pessoal briga que, né, sei lá".

Momento-chave: Morte do pai em 98 dispara a busca espiritual43:27Aí eu comecei a passear, quando eu era adolescente, comecei a a investigar um pouco outras religiões e fui por muitas religiões, sabe? sétimo dia, adventista, Seixano eh budista, até que eh teve a morte do meu pai em

43:4498, que eu, cara, amava demais assim, sabe aquele cara que você não precisa falar muito, pá, né?

43:50falar muito, pá, né? » Sim.

43:51» E foi de acidente e tal, uma coisa meio estranha. Eh, e na e no apartamento dele, ele era separado da minha mãe, tava as coisas todas prontas, né? Muito as contas, enfim, os seguros, um terno separado e tal. e me deu um desespero

44:06muito forte.

44:08Eh, não no sentido da da morte em si, mas eu queria saber se o pai tava bem, cara. Eu precisava saber se o pai tava bem. Era uma necessidade muito potente, bem. Era uma necessidade muito potente, né?

44:20Aí, um ano depois eh desse evento, eu fui lá para Uberaba, em diversos centros espíritas lá para tentar pegar uma carta, psicografada.

44:30» Ainda que algumas escrituras digam: "Não faça isso, tal, tal, tal, tal". cara foi muito maior que eu e eh peguei uma carta lá psicografada do pai, acho que quase no último dia a gente em seis centros espíritas por dia,

44:43cara, cansativo para caramba.

44:46E aí começou a minha jornada assim, bom, isto trouxe alento pro meu coração no que diz respeito ao meu pai e eu me senti em dívida. eu preciso devolver um pouco isso. E aí eu comecei a ir em

45:01Centros Espíritas, eh, para trabalhar em centros espíritas, para proporcionar o que eu recebi para outras pessoas que eu não conhecia, né?

45:09» Eh, aprendi muito, foi muito bacana, até que chegou num teto, né? E falar assim: "Puta, né?" Depois começam as incoerências, você vem por deslumbre e senso de dever, depois começam as incoerências, você » se afasta, né?

45:22» Se você se respeita, você faz o » Se você se respeita, você faz o movimento.

45:24» Sim. Sim, [risadas] » Sim. Sim, [risadas] » né?

45:27Aí comecei a estudar filosofia, muito bacana. Aprendi demais, cara, né?

45:33A respeito de muita coisa. E dentro da A respeito de muita coisa. E dentro da filosofia eu ficava um pouco deslumbrado quando aparecia os os termos em sânscrito. Eu não sei porquê, né? Mesmo sem saber o significado, eu achava lindo, cara,

45:46dicção do santo, né? Quando falavam dicção do santo, né? Quando falavam mahabarata, que coisa linda, né? A batalha de coruchetra, sabe? Eu achava lindo.

45:57Eh, até que dentro da filosofia eu cheguei num ponto que a gente estudava muitos filósofos, muitas culturas antigas, eh, muitos mestres de sabedoria. E eu me perguntei assim: "Beleza, para onde é, "Beleza, para onde é, né?

46:11» Aonde que tá isso?" » É, você sabe muito sobre muita coisa, mas para onde é, né? Não tinha isso.

46:19Então eu passei a raciocinar da seguinte forma, tá? Então, qual é a mais antiga?

46:26escrita, né? A mais antiga de transmissão de mestre e discípulo, a gente não tem como saber, mas a a mais antiga escrita e e escrita era o Vedanta, né? Eram os Vedas. E aí que eu decidi estudar Vedanta, né? Estudei Vedanta por 2 anos.

46:41Eh, e daí eu fui concluir meus estudos na Índia, né? Os estudos de Vedanta, de Mantras, né? Eh, e os rituais védicos também, né? e meditação.

46:55Lá a gente acordava 4:30 da manhã e eu dormir meia-noite, ficava de 4:30 até às 8 no templo, né? É, é muito forte, é muito forte a formação. Tanto que você só recebe aquilo que você precisa. Não, você não vai exercer seu potencial lá.

47:10você não vai exercer seu potencial lá. » Sim.

47:10» Não, você é muito bom nisso, faz isso. É exatamente o contrário. Mas se você é muito bom, não precisa fazer. Vamos fazer tudo que você é ruim, não gosta, fazer tudo que você é ruim, não gosta, [risadas] [risadas] » cara.

47:20» E faz todo sentido, né? total sentido, né? Então, eh, passei por esse processo e o Vedanta me trouxe assim, eh, e o Vedanta me trouxe assim, eh, direção, eh, natural e falar assim: "Cara, você

47:36já é, não tem que buscar nada, já é, é só remover o que não é, » que é o que a gente tava falando, né?" » Exato. Remover o que não é, né? Eh, não importa a nomenclatura, você pode chamar de Gadu, Deus, o Iura, o o Barra lá.

47:51Não, não importa, né? Eh, mas é essa coisa assim, simplesmente recupere a sua coisa assim, simplesmente recupere a sua inteira.

48:01E no desapego, né? Quando a gente aprende sobre desapego, fala assim: "Eh, não se livre do que é importante para você." Isso não é desapego.

48:10Desapego é você não renovar um novo ciclo com quem não tem mais conexão contigo. Não seja burro de se desfazer do que você gosta. Claro.

48:19» Então, eh, um exemplo assim para dizer que para mim Vedant foi Vedant foi muito coerente e prático.

48:26Coerente e prático, né? Então, é claro que cada um tem o seu próprio viés e eu acredito que a religião no sentido de se de se reconectar a algo serve para qualquer um. Talvez vale mais é a

48:40honestidade individual no que diz respeito à doutrina do que a mecânica religiosa em si.

48:47do que a mecânica religiosa em si. Claro, » talvez, não sei. Isso eu falo com muito respeito a todos, » todas as crianças. Claro.

48:51» Nossa, cara, né?

48:53» Eh, mas eu eu vi uma possibilidade real, real, de felicidade, mesmo porque eu vi vi com grandes mestres, eu vi vi com grandes mestres, felizes,

49:08fortes e de conhecimento extremo, que não tinham nada, não podiam nem ter a próxima refeição, cara.

49:15E com essa condição construíram 20.000 escolas lá na Índia por mera influência de poder de ser, não de um papel.

49:25» Não tinha planejamento estratégico.

49:27» Não tinha planejamento estratégico. [risadas] » Tinha planejamento estratégico. Cara, nós vamos abrir uma turma aqui. Tomara que venha bastante gente. Eu tenho uma mensagem importante para dar. Então é isso que eu acho que tá por trás da da

49:39potência do movimento, potência do movimento, né?

49:44A verdade, né? É, » é da verdade. E se você for pensar bem assim, Rodolfo, sei lá, agora eu vou cair nas viagens um pouquinho mais, » por favor, vamos junto. Eu eu embarco em tudo. Vamos embora.

49:54» É que não existe o dinheiro, cara.

49:57O maior motor social hoje, ele não existe. É uma mera promessa de confiança, cara.

50:05E beira loucura » é uma mera definição social.

50:08» É fundamental, tem que ter. Eu não defendo caverna. Vou lá pros Himalaias me boa sorte meu. Eu não vou. Eu gosto de ir no cinema de vez. Gosto restaurantinho. Legal. Beleza. Mas assim, eh, vamos se aproximar da

50:23assim, eh, vamos se aproximar da realidade, né? Negócios digitais. Vamos lá, cara.

Objeção: «negócio digital escala fácil»: só 3% roda exclusivamente digital50:28Quando a gente vai olhar as estatísticas mesmo, é 3%.

50:333% roda de todo mundo que tenta do negócio exclusivamente digital.

50:38Exclusivamente digital. Só 3% das Exclusivamente digital. Só 3% das pessoas.

50:43Eh, aí a gente é fomentado hoje para aquele que não sabe ensinar. Olha a loucura que é o pessoal descobrindo o nicho do YouTube, cara.

50:55Não pesquise o nicho que tem um CTR maior aqui para você trabalhar no nicho.

51:00Aí você vai ensinar, quem não sabe, ensinando, quem sabe, quem sabe decide ficar em silêncio, falar: "Eu não tô entendendo, fica em silêncio, né?" Então, o que eu vi, o que eu vivi é que assim, eh, o nosso senso de

51:15é que assim, eh, o nosso senso de utilidade, a o bom direcionamento da nossa a o bom direcionamento da nossa criatividade e energia tem que ser direcionados, cara, eh, primeiro com base na unidade que nós somos. Nós somos diferentes.

51:32E acho que isso é um sinal divino bem E acho que isso é um sinal divino bem importante.

51:35» Sim. Ou seja, cada um tem o que é único.

51:37Beleza? Então, o que é único pra gente Beleza? Então, o que é único pra gente entregar?

51:41Então, eu acho que falta uma descoberta do que eu sou, as minhas competências e habilidades, ao invés de fazer o planej, o super planejamento estratégico para ter 100.000 inscritos, né? E, cara, eh, entregar também quem você é

52:01e não apenas o que aprendeu, entende?

52:04e não apenas o que aprendeu, entende? Claro, » uma distância enorme e e hoje nas corporações, pelo menos de de algumas que eu já fiz algum trabalho, eu falo pros caras: "Beleza, você quer que o pessoal seja criativo, mas você pune o

52:15pessoal seja criativo, mas você pune o erro, pô, você tá tá de sacanagem comigo. Pera aí, né?" E olha que legal, Rodolfo, eu fui eu fiz uma formação de conselheiros agora pela Starts lá em São Paulo e eu achei que eu tinha feito algo

52:31relevante assim na vida, né? né? Afinal de contas, eram eram muitos milhões de faturamento anual, muita gente e tal, mas cara, lá o papo do pessoal é de meio em meio.

52:44No começo eu não entendi. Os caras falavam assim: "Não, é 2,5, é meio, é falavam assim: "Não, é 2,5, é meio, é 4,5".

52:50Você pensava assim: "Pô, 4,5 milhões, sei lá, né?" Até que o cara falou: "Ah, 4,5 bi".

52:56A unidade de medida dos caras é de meio meio bi ali na roda de conversa.

53:03» E eu me senti o o o lactobac [risadas] do intestino da lactobac [risadas] do intestino da pulga.

53:11pulga. » Sim, » né? Eh, dá uma tendência a gente diminuir o que fez. Eh, obviamente, mas aí eu entendi, cara. Tem tem caras que são muito feras, extremamente simples e que estão conectados em si mesmo e que fazem os movimentos. fala:

53:25"Isso aqui não serve mais para mim, eu "Isso aqui não serve mais para mim, eu saí".

53:28saí". Sabe, no fundamento assim, Rodolfo, eu acho que não se trata eh de quem, mas certamente se trata de reconhecer o ciclo que encerrou e que tá se abrindo,

53:44encerrou e que tá se abrindo, » claro.

53:44» E fazer o movimento » e ter coragem, né? Que você falou várias vezes assim, ó.

53:49» Coragem, cara. Coragem. Coragem para abraçar incerteza, não sei o que vai abraçar incerteza, não sei o que vai dar.

53:54Então o o a mensagem do livro fala assim: "Cara, eu não sei do que vai, eu não sei o que vai dar, mas seja lá o que der, eu tô inteiro em mim, né? Eu vou entregar quem eu sou de não sustentar mais papéis assim,

54:07» cara. Isso é é sensacional. Sensacional, Rafael. Pôra, » cara, estamos chegando no » Como assim?

54:15» É, então é, não, » meu [risadas] Deus, cara.

54:19» Pô, cara, » pô, queria continuar, né? Queria poder continuar conversando. Acho que a gente pretendo, vamos combinar um café, vamos fazer uma segunda rodada. Acho que a gente trocar figurinha muito rico.

54:31» Cara, eu quero te ouvir muito. Eu falei muito aqui, » mas mas o objetivo do podcast é esse.

54:36» Falei mais do que » o objetivo o objetivo do podcast é esse, né? Eu venho como como aprendiz, como ouvinte e coloco no seu lugar aí pessoas como você que eu quero ouvir e quero entender. E, cara, eu sou muito, tô

54:50muito agradecido, né? Acho que a gente a gente tem vivências, óbvio, né, eh, distintas em algumas coisas, mas tão parecidas em outros.

54:58» Muito parecidas. E você fez uns movimentos importantes, né, cara?

55:02Coragem para fazer, né, cara? Legal. E e acredito que nada é por acaso, né? Tudo tem um um porquê. E esses encontros e desencontros assim, eles são justamente para isso, para que a gente reforce a crença, encontre gente que não, calma

55:16aí, não tô sozinha. Sim, sim.

55:18» Ainda que as decisões da Stocks fiquem a cargo do médio, do Leonardo e minha Mas, cara, é bom poder ter pessoas na nossa volta que a gente compartilha e vai, cara, vamos comer alguma coisa, vamos trocar uma ideia, uma figurinha para

55:32afinal de contas, como a gente conversou no começo, né, cara, a gente aprende com as histórias, é, » né, com com as escolhas dos outros, né, cara, e não com aquele ensinamento só de sala de aula. A gente ouve uma história,

55:45a a trilha, né, as provas que o cara pensou, o que que tava na mente dele para fazer o movimento ou outro.

55:51» Isso é muito rico.

55:52» E Rafael, eh, para fechar, mas sem pressa nenhuma, porque Eduardo vai nos apoiar aqui ficando sem pressa. Mas ele já jogou, ele já jogou um raio laser no ambiente [risadas] ali, cara.

56:04» Quais são os próximos movimentos, né?

56:06você falou aqui, os movimentos te trouxeram até aqui. O que que o Rafael hoje espera eh do futuro e desses próximos movimentos que estão acontecendo? O que que você eh almeja?

56:16Como que tá eh o desenho do que que você tá estudando, trabalhando? Eu sei que tem um novo livro vindo por aí, » né? Tem projeto muito legal que você tá lançando e até vou passar o site para que fique eh no nosso vídeo o seu site

56:31pessoal para que as pessoas acessem e acompanhem. Mas o que que o Rafael tá planejando de movimento pros próximos passos aí?

56:38» Certo. Bom, a cada dois meses eu lanço uma música que é do Music Book que eu tô criando, que é uma música para cada capítulo do livro. São 39. Então, a cada dois meses eu tô lançando uma música. Eu tô compondo, gravando, tocando, tal, e

56:51tô lançando.

56:51» O que que você toca? Desculpa.

56:53» Eu sou guitarrista, mas tô tocando tudo que precisa, né? Mais ou menos, né? Mas » to. Pô, se precisar de um apoio de outros instrumentos, eu arrisco alguma coisinha. Bora.

57:05» Eu eu eu toquei bateria desde criança, » Eu eu eu toquei bateria desde criança, né?

57:07» Que legal, cara.

57:08» Daí fui estudar trombone por conta do colégio militar e fui pr pra parte clássica. Então, estudei trombone clássico em conservatório dos 9 aos 24.

57:18E e a decisão de não seguir na música clássica foi muito cedo, quando eu vi, cheguei na orquestra, virei músico das categorias de base, né, com possibilidade de eh performar com a orquestra principal. Eu falei: "Ah, tá gente, mas legal, obrigado." [risadas]

57:36Mas eu vou para outro caminho que tenho amigos até hoje que seguiram, são maravilhosos e admiro muito quem tem maravilhosos e admiro muito quem tem essa » disciplina, coragem, né? E ama uma rotina que para mim naquele momento não

57:48fazia tanto sentido. Mas me conte o tem o o » é, estamos fazendo esse esse projeto musical e vamos sim, né? Vamos sim, cara. Isso é uma honra para mim eh » fazer uma hora de estúdio.

57:59» Bora, cara. Bora.

58:00Eh, tô escrevendo outro livro chamado uma moeda ao barqueiro, eh, que fala especificamente de eh, que fala especificamente de transições, transições, » perdão.

58:11» Transição é o momento em que as regras não valem muito bem, o conhecimento aplicado não vale muito bem. É aquele momento e eu tô fazendo transições eh tanto psíquicas como eh fundamentais, corporativas e naturais. Então o

58:28crepúsculo não tá nem dia nem noite, pode acender o farol do carro que não adianta nada.

58:33adianta nada. » Sim.

58:33» Só que eu tô trazendo isso para diversos conceitos do tipo eh eh crescimento de companhia, fechamento de companhias, né?

58:42Eh questões pessoais, eh perda de parentes, ruptura, casamento, separação.

58:48Você a transição é uma coisa só. Eu tô tentando iluminar a transição para para pra pessoa entender que a mente tá atrasada com relação ao cenário.

58:56» Sim. Você tá vestido de tango, tava tocando tango, você tava com a sua parceira de tango, o lugar é de tango, parceira de tango, o lugar é de tango, » acabou.

59:02» Você piscou, virou samba, você tá vestido de tango ainda. O que que aconteceu aqui? Então é é desse iato que eu tô falando, sabe? Isso nas empresas, cara, é muito sério. Muitas empresas querem por causa de decisões tomadas

59:15nesse momento. Então, eu tô tratando um pouquinho desse tema, sabe?

Momento-chave: Novo projeto: conselho empresarial para pequenas e médias59:20Eh, aí eu tô eu tô querendo trazer essa mentalidade de conselho empresarial para pequenas e médias. É uma necessidade real. 90% das empresas brasileiras são familiares, certo? Eh, e um olhar de fora não

59:37apaixonado com um voto eh isento, técnico, mas não somente visando a companhia, mas também os sócios, né? O qual vai ser o impacto psicológico disso aqui, cara? Você não aguenta esse movimento aqui. Vamos esperar um pouco.

59:51Ah, não. Vamos lá. Vamos fazer o growth.

59:53Vamos acelerar, [risadas] tal. Vamos. Incubadora de crescimento.

59:56Você vai se ferrar, meu velho. Não, não é assim, cara. Sabe? Eh, trazer o conselho um pouco mais para pé no chão.

60:04E aí eu tô tentando eh tô pensando em trazer os empresários para eles exercitarem, ser conselheiros de outros empresários na mesa.

60:14» Legal. Então você quer receber um conselho paraa sua empresa, então você traz o seu case, a mesa vota e ele também vota no case de outros. Então eu tô tentando trazer o empresário fazer o papel de conselheiro de outras empresas,

60:28mesmo sendo empresário da dele.

60:29mesmo sendo empresário da dele. » Sim.

60:30» Diminui a solidão, compartilha a visão, né? E não vai tomar decisão eh né? E não vai tomar decisão eh emocional.

Objeção: «mortalidade de empresas»: 60% morrem em 5 anos, conselho mitiga60:37emocional. » Sim, » né? Para diminuir essa taxa de mortalidade das empresas. Porque não importa a variação do PIB no tempo, 60% em 5 anos cravado, bicho. Não é ali 59, em 5 anos cravado, bicho. Não é ali 59, 61.

60:51A taxa de mortalidade das companhias no Brasil não cai.

60:56A gente tem que fazer alguma coisa.

60:57A gente tem que fazer alguma coisa. Claro, » claro que numa escala minúscula, talvez que seja minha, » mas e » mas é uma contribuição formidável porque é uma, » é, de repente a gente pode conversar e e

61:06cara, e é legal oxigenar e trazer uma mentalidade de conselho, depois ele aprende o que é o conselho, daí ele instala na empresa dele, um conselho consultivo, seja lá o que for, mas não importa o tamanho, esse é o ponto. O

61:16pessoal tem na na cabeça que conselho tem que ser só estruturado, tal, aquela eu não vejo dessa forma.

61:21» É, são os mentores, né? a gente, a gente acredita tanto em mentores tão importantes, mas todos os mentores são importantes. O podcast vem para isso, cara. Eu eu quero os mentores, então eu chamo pessoas paraa sua mesa que conta

61:36para mim, deixa eu fico aqui, ó. E e assim foi, né? Eu falei, algumas pessoas que passaram por aqui, todas que estiveram aqui, » eh, me engrandeceram, me ensinaram, foram mentores, foram conselheiros para coisas que talvez nem ela saiba. Ela

61:50falou isso, aquilo, pai. Eu falei: "Ah, olha só, » é a provocação, né? Não, isso que você tá fazendo uma grande escola, cara. É ouro, é ouro, né?

61:59» Mas eu tô querendo trazer o pequeno e médio para refletir com a mentalidade de conselheiro de outras empresas.

62:05» Que legal!

62:06» Sabe? E e de repente você tem os seus negócios, de repente a gente pode conversar para ir formando isso e conversar para ir formando isso e desenvolver.

62:13» Tem total interesse e é uma e é um um ciclo, um espiral positivo, né? que a gente vai se apoiando, vai evoluindo, vai encontrando pontos de apoio, cara.

62:24É, é só é só ganha ganha.

62:26» Claro, claro. Aí, claro, confidencialidade, o respeito, como funciona, a gente desenha certinho, né?

62:31» Sim. E esse giveack, né? Essa essa coisa de devolver, cara, isso é é é preceito religioso da religião que eu sigo e ao mesmo tempo é é um objetivo que eu tenho. Assim, eu falo os os o de todos os títulos que eu tenho, né? O que eu

62:45mais gosto é quando me chamo de professor, né? Quando quando eu tô dando uma aula, seja de gits, ou seja, quando eu tô dando uma palestra sobre algum tema empresarial, quando eu tô nesse papel, alguém fala: "Professora, eu

62:58falo: "Cara, olha que » que que que que momento emocionante que eu tô de alguém me chamar de professor." E e para mim isso é » dá um calor no coração, né, cara? Eu eu eu dou aula para crianças de filosofia e

63:09gestão emocional, tal, e finanças básicas, para crianças da da da periferia, né? cara de casa, de acolhimento assim, tal, » aqueles adolescentes que, né, » aqueles adolescentes que, né, » brabos.

63:20» Mas quando chamam de professor, cara, » parece que eh dá um calor no coração e às vezes eu até não me sinto à altura da às vezes eu até não me sinto à altura da responsabilidade.

63:29» Exato. Eu falar, cara, quem sou eu para ser chamado de professor?

63:32» Não, dá vontade de falar assim, não faça isso [risadas] » não. Calma, eu também tô aprendendo, né?

63:36Não faça isso. Vamos querer uma paçoca, né, [risadas] né, [risadas] » Rafael?

63:41» Rafael? » Cara, » muito obrigado. Que conversa maravilhosa, cara. Obrigado, » né? Espero de verdade que a gente continue esse essa esse papo e outros tantos a partir daqui.

63:49» Pode esperar.

63:49» Obrigado, Eduardo, por ter permanecido no ar com a gente, não nos cortou.

63:54no ar com a gente, não nos cortou. Obrigado, » obrigado, né? E por favor, Rafa, última palavras, despedidas, enfim, convites.

64:01Fique à vontade. Microfone é seu aí para esse fechamento.

64:03» Rodolfo, obrigado pelo convite. É um prazer e uma honra estar aqui compartilhando, né, vida, né, e espero que tenha sido o último pelo menos uma pílulazinha de alguma coisa que possa contribuir com a vida das pessoas aí. E

64:17muito feliz por a gente ter se conectado e vamos seguir aí conversando que foi muito legal. Eu quero te ouvir mais.

64:23muito legal. Eu quero te ouvir mais. » [risadas] » Essa a minha mensagem é o seguinte, eu quero ouvir mais, eu falei demais.

64:27» Não é esse o objetivo. Eu tô muito feliz. Obrigado, Rafael. Obrigado.

64:31» Boa noite, boa tarde, bom dia e até breve. Aí nos sigam nas redes, acompanha o Rafael e vamos em frente. Fiquem com o Rafael e vamos em frente. Fiquem com Deus.

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No episódio 7 do Stoix Cast, Rodolfo Waterloo, sócio e diretor de estratégia da Stoix.dev, recebe Rafael Fagundes para uma conversa profunda sobre sucesso, identidade, propósito e autoconhecimento. Rafael Fagundes é conselheiro empresarial, empreendedor e um profundo buscador do autoconhecimento. Após construir e liderar, por mais de três décadas, um grupo de empresas de tecnologia, conduzindo centenas de colaboradores e alcançando reconhecimento no mundo dos negócios, Rafael se deparou com uma pergunta que poucos têm coragem de enfrentar: o que realmente significa vencer? Esta é uma conversa sobre sucesso, ego, identidade, filosofia, espiritualidade e despertar. Um mergulho na jornada de alguém que conquistou resultados, construiu empresas e liderou pessoas, mas percebeu que nenhuma conquista externa é capaz de substituir a conquista mais importante de todas: a de si mesmo! Ao longo do episódio, Rodolfo e Rafael exploram temas como liderança consciente, filosofia aplicada aos negócios, desenvolvimento pessoal, propósito de vida, liberdade interior e o papel do autoconhecimento na construção de uma vida e de negócios verdadeiramente sólidos. Rafael compartilha como sua trajetória o levou além do mundo material, mergulhando nos estudos da filosofia oriental e ocidental, aprofundando sua jornada espiritual na Índia e integrando razão, intuição, negócios e consciência. Este episódio é para empreendedores, líderes, executivos e todos que buscam não apenas crescer profissionalmente, mas compreender a si mesmos em um nível mais profundo. Sobre o Stoix Cast O Stoix Cast é um podcast apresentado por Rodolfo Waterloo, sócio e diretor de estratégia da https://Stoix.dev , que recebe líderes, empreendedores e pensadores para conversas profundas sobre negócios, estratégia, tecnologia, consciência e a construção de resultados reais. Temas abordados neste episódio: Autoconhecimento e despertar Sucesso e vazio existencial Filosofia aplicada aos negócios Liderança consciente Espiritualidade e empreendedorismo Ego, identidade e propósito Desenvolvimento pessoal e transformação Construção de empresas e construção interior Filosofia oriental e jornada espiritual O verdadeiro significado do sucesso