EP 06 · 11/02/2026 · 1:07:13

Negócios, Liderança e Jiu-Jitsu: Estratégia, Disciplina e o Mindset Vencedor | EP 06 | Stoix Podcast

Rafael Tavares (B2J) · assistir no YouTube

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No 6º episódio do Stoix Cast, podcast da https://Stoix.dev , recebemos um convidado que traduz como poucos a conexão entre alta performance nos negócios e excelência no Jiu-Jitsu. Rafael Tavares é faixa-preta 3º grau de Jiu-Jitsu, empresário, executivo com quase 30 anos de atuação no mundo corporativo e uma das grandes referências do jornalismo e da comunicação no Paraná. Ao longo de sua carreira, foi diretor dos jornais O Estado do Paraná, Tribuna do Paraná e Paraná Online, além de integrar por mais de uma década o Conselho Editorial do Grupo Paranaense de Comunicação. É também instrutor-chefe e proprietário da Gracie Barra Manoel Ribas e cofundador da B2JJ – Brazilian Business Jiu-Jitsu. Ao lado do host Rodolfo Waterloo, este episódio entrega um papo profundo, provocativo e extremamente prático, conectando três décadas de tatame com três décadas de liderança, estratégia e tomada de decisão no ambiente corporativo. Neste episódio, você vai aprender sobre: Estratégia aplicada aos negócios e ao Jiu-Jitsu; Liderança na prática e formação de equipes de alta performance; Tomada de decisão sob pressão; Disciplina, consistência e mentalidade vencedora; Construção de legado no empreendedorismo e na vida. Paralelos reais entre o mundo corporativo e as artes marciais! Por que a faixa-preta, nos negócios e no Jiu-Jitsu, é consequência do processo. Este é um episódio muito além de luta. É sobre construir negócios sólidos. É sobre liderar com clareza e responsabilidade. É sobre buscar o mais alto nível de excelência e evoluir continuamente. Se você é empreendedor, empresário, líder, executivo, praticante de Jiu-Jitsu ou alguém que busca alta performance, este episódio é obrigatório. 🎧 Disponível também no Spotify – Stoix Cast Assista, ouça, absorva e compartilhe com quem joga o jogo grande.
Trecho falado no ponto de abandono médio Objeção levantada ou rebatida Momento-chave

00:01Bem-vindo, amigos e amigas, ao sexto episódio do Stoiccast, o podcast produzido pela Stoics Dev. E hoje uma presença muito especial, meu querido amigo e professor Rafael Tavares. Rafael Tavares, vou até ler

00:16aqui, é comunicador executivo com uma trajetória sólida em liderança empresarial, com mais com quase 30 anos eh à frente de jornais e processos de comunicação, recentemente era diretor do jornal Tribuna. E além disso, né, Rafael

00:34Tavares é faixa preta de jitsu brasileiro, terceiro grau, tem uma experiência muito grande aí na liderança de pessoas, no treinamento de pessoas, é pai de três filhos, é marido, fiquei sabendo pouco antes de entrar que também

00:48tem conhecimento de mecânica, [risadas] » meu primeiro diploma.

00:51Enfim, né, dentro dessa figura polivalente, com muito a compartilhar com o nosso público, tanto na perspectiva empresarial e de gestão, mas acima de tudo, né, o que a gente se propõe é compartilhar sobre a vida. E para começar, né, Rafael, queria que

01:07você se apresentasse quem é o Rafael pelo Rafael e o que que você gosta de trazer e destacar dentro da sua jornada que é muito ampla e muito rica.

01:18Bom, primeiramente parabéns pelo trabalho. É uma honra muito grande tá tá contigo aqui. Eu acho que tudo que a gente tudo que envolve a nossa conversa aqui é algo eh que eu amo e fazer falar, né? O jitso é aquilo que nos conecta

01:33principalmente, né? Nos conhecemos no tatame, mas até o nome a gente tava conversando agora, né? Eh, né? O plano histórico, né? O historicismo é algo que eu gosto muito de ler, tem muito a ver com o Jilvitso, né?

01:45E tô muito feliz de estar aqui, cara.

01:48Muito feliz mesmo.

01:49Muito feliz mesmo. » Obrigado.

01:50» Mas, cara, vamos lá. Eh, boa parte que você falou já me resume, né? Pô, eu tenho três filhos, né? De 10 a 22. Então, é uma escala, uma régua bastante grande, né? A Rafinha, minha minha chará veio quando os os moleques

02:06já estavam bem crescidos, todos eles forjados no tatame. Eh, hoje em dia eu tenho a felicidade de ver até minha esposa treinar, né? Então ela ela treina, meus três filhos treinam, a Rafinha tá com 10, treina desde os 4 Rafinha tá com 10, treina desde os 4 anos

02:19» e é uma um avião, né? Muito esperta, tem muito talento, » gosta gosta de competir. O Luca já tá na faixa roxa, meu filho do meio, né? Tive o prazer de graduar meu filho mais velho agora no final do ano na faixa azul. Eh,

02:33então a família toda vive do jitos. A gente tem uma escola, né? Eu tenho uma escola de jitos, uma franquia Grece escola de jitos, uma franquia Grece Barra.

02:40E enfim, hoje minha vida eh gira em torno dos jitos. Tudo que eu me proponho a fazer a partir de agora tem a ver com o jitos e e com o negócio, porque o o jujitos é um business muito grande, né?

02:55Eh, eu tive a felicidade de começar lá no início de 95 no Jitus, quando o Jitos era muito distante disso que a gente vê hoje, né? O jitos que eu comecei, eu não teria coragem de deixar minha filha passar na frente 10 quadras, nem 10

03:09quadras perto, [risadas] né? Era um negócio, era um negócio maluco, né? Um negócio que só forjou muitos guerreiros.

03:16Acho que negavelmente as pessoas que tiveram a oportunidade de começar naquela época são diferentes. Não que são melhores, são diferentes.

03:22Eh, mas eh era um jitso que não era para todos, não é? É um jitso eh assim que eu gostei de ter iniciado daquela maneira, mas sou muito mais feliz com o Jilgitsu, que hoje permite que meus filhos

03:36treinem, que minha esposa treine, que a sua esposa treine, né?

03:39sua esposa treine, né? » Sim.

03:39» Né? Daqui a pouco tua filhinha vai est lá no tatame também, né? Então é é é um jitso que hoje pode ser praticado por qualquer pessoa, ensinado, né? Para para qualquer pessoa, não importa a idade, não importa o sexo, não importa a força,

03:54porte físico, né? ou ou valências porte físico, né? ou ou valências físicas.

03:59Eh, então, eh, é o caminho que eu tô tô dando hoje.

04:05Encerrei a minha carreira de de jornalista eh agora em dezembro, né?

04:10Foram quase 30 anos, né? 29 anos, 11 meses. Eh, » e vale explicar o porquê. Ele falou um pouquinho antes, que acho que é importante colocar que [risadas] a preocupação com a gestão e o compromisso preocupação com a gestão e o compromisso com

04:23» a a empresa que te acompanhou durante esses 29, 11 meses foi até o final e até a perspectiva da saída.

04:29» É, a conversa com aista eh fez parte esse essa preocupação, né, de não fazer virar. Eu completaria 30 anos agora em janeiro, mas eh a minha presença na empresa em janeiro impactaria no orçamento de 26. Então, a gente encerrou

04:44em dezembro para que ficasse 26 limpo para pro novo caminho da empresa, né?

04:49Tem outras pessoas lá tocando agora, né?

04:51Eu olho com muita felicidade tudo isso, afinal de contas, eh, acho que fui o gestor, o diretor mais longevo daquela companhia e e assim tenho muita felicidade por tudo que fiz desde de do início lá em no jornal, eu comecei em

05:0696, né? no início de 96, eh, como primeiro, como contínuo, e aí diagramador, ainda na época do papel impresso, escrever, » escrever em máquina de escrever, né?

05:17Tive o prazer de estar do lado do do computador que deu o enter no primeiro site de notícias, né, lá em 97 e acompanhar toda essa revolução digital que hoje se faz presente na vida de todo mundo, né? Eh, o os primeiros

05:35desenvolvimentos para tablet, os primeiros desenvolvimentos para celular.

05:38Eu lembro quando lançaram o iPad, nem lembro o ano, eu acho que deve ter sido lá, acho que foi 94 ou 95, uma coisa assim, o primeiro iPad custava uma fortuna, eu fui atrás para comprar, a gente desenvolveu os aplicativos.

05:52Eu lembro que eh a Veja foi um dos primeiros veículos, né, a lançar a versão para iPad.

05:57versão para iPad. » Sim.

05:57» E daí tinha um um um lance diferente, né? O o eu, o Paulo Pimentel, que era o dono da da empresa na época, ele foi o primeiro a um dos primeiros a comprar iPads. Aí para acompanhá-lo, acabei comprando e quem

06:12assinava a Veja e assinava a versão de iPad conseguia ler a Veja na sexta-feira. Ah, eu lembro disso. A versão a ver já chegava, é, a versão digital saía antes. Então, [ __ ] aí era, foi aquela correria e daí a gente

06:26desenvolveu. Então, eh, digamos assim que eu fiz uma caminhada que me deixou bastante orgulhoso, mas eh o jitso me deixa mais feliz, né? né? Então, a escola me deixa mais feliz, treinar me deixa mais feliz, ensinar juvitos me

06:40deixa mais feliz, seja em aula aulas coletivas, aulas particulares. É, felizmente eu eu tenho uma agenda felizmente eu eu tenho uma agenda bastante.

06:47» E o que que mudou mais na sua opinião, o mundo corporativo ou o jitso? Já que você vivenciou esses 30 anos aí quase em paralelo, né? O jitso desde 95, eh, Mundo dos Negócios desde 96. O que que você enxerga assim? E e se esses e se

07:04essas mudanças em paralelo elas se acompanharam ou não? Ou são dois universos distintos?

07:10» Olha, são universos distintos. Eh, eu acho que não dá para comparar a evolução que o Jitso teve. O Jitso se humanizou muito mais. O Jitso hoje é um business muito grande. Hoje você tem pessoas famosas fazendo jits impulsionando isso,

Momento-chave: Prova social: empresários e famosos treinam07:26né? Você tem grandes empresários, grandes grandes empreendedores, né?

07:31presidenciáveis, presidentes, filhas de presidentes, modelos, né? Alexa, Jes do do do Trump. Então, eh, o Marcos do do do Trump. Então, eh, o Marcos Stukenberg,

07:48é uma lista, » é uma lista imensa. É uma lista imensa, né? Atores famosos de Hollywood. Então o jito so virou um businesses e o business em si, eu acho que assim, unindo, né, as duas coisas, né, para não entrar numa

08:00análise separada, né, do que aconteceu com com o mundo da comunicação ou com o mundo dos negócios ao longo dos anos.

08:07negava que a internet, as tecnologias revolucionaram tudo. Mas eu acho que o o o Gilgitsu, à medida em que as pessoas foram compreendendo ele, o Jiljito ajudou muito os negócios a evoluírem. As

Objeção: “Jiu-jitsu não tem a ver com negócios”: quem treina melhora nos negócios08:23pessoas que treinam jitso, que compreendem o que acontece dentro de um tatame de jits, eh melhoram na vida, melhoram nos negócios. E hoje você tem inúmeras inúmeros exemplos de pessoas que eh confirmam isso e usam aquilo que

08:42aprendem, né, nas metodologias eh da arte marcial nos negócios, né, o nível de pressão que você sente, a resiliência, a gestão de energia. Eh, inclusive isso me motivou a a abrir junto com um sócio meu, né, um aluno meu

08:59Deitsu, um grande executivo também, o Daniel Monteiro, a a montar essa empresa que é que tá na na camiseta aqui na B2J, a gente tá começando agora em janeiro, né, e que é uma uma não dá para chamar uma escola de negócios, mas é como se

09:16fosse uma escola de negócios que une jil gitu e negócio, né? A empresa chama Brasília Bitsu, né? né? Porque a nossa visão de como eh o jit pode melhorar, pode colaborar, pode evoluir. Equipes de

Objeção: “Soft skill é genérico”: devs sob pressão nomeados como público09:32equipes que lidam com pressão, né, que lidam com meta, sejam elas de venda, de gestão, de desenvolvimento, né? Você tem equipes de desenvolvimento que vivem em altas pressões para chegar a soluções diferentes para resolver problemas

09:48apresentados ali no mundo digital. E e que se não tiver um mindset preparado para isso. E o Jitus, você sabe disso, você pratica Jitus há muito tempo, né?

09:59» Já sofri muita pressão sua. [risadas] » Que nada, gente. Ele me bate. Ele é meu professor, né? Um dos é professor. Então ele ele ganha de mim de forma » não tão fácil mais, né? Mas [risadas] » então assim, eh eh o o jitsu ele, cara,

10:14a pessoa que aprende a gerir a a a pessoa que aprende a gerir a a energia.

Momento-chave: Promessa: caso emblemático (não pago no trecho)10:18» Você atribui o seu sucesso como executivo as lições que você aprendeu em paralelo no Jitsu. Você levava isso pro seu dia a dia? Como que era essa transferência assim? E se tem algum caso emblemático que você tenha passado

10:32enquanto executivo que foi aquele joelho na testa? Não é nem o joelho no peito.

10:36» Muito, muito, cara. que você imagina o seguinte, pô, você tá numa reunião de de negócios ou você vai ter uma reunião de negócios para definir, vamos chutar mais pesado aí, uma reunião para analisar o resultado de um quarter

10:53qualquer lá de de empresas da empresa, que o resultado não foi bom e você tem que explicar aquilo, tua equipe quem tem que explicar aquilo e preparar o próximo quarter, como vai ser a recuper

11:07quarter, como vai ser a recuper operação, cara. E você tem lá o CEO, o acionista no teu pé, na reunião, na tua guela.

Ponto de abandono médio · 11:26 · retenção 16,7%

11:14[ __ ] mas por que que não aconteceu? Tem que vir porque não sei o quê, porque o conselho, porque bá, cara, é o Rodolfo em cima de você com o Julho na barriga, entendeu? E no jitsso você tem, quais são as opções que você tem? O cara, o

11:31Rodolfo fala: "Monta em você, pô, cente e tantos quilos. conhecimento técnico, peso, o cara quer te matar, quer ganhar de você, quer te submeter à superioridade dele, física, técnica.

11:43Primeira opção que você tem é bater aos três tapinhos e desistir.

11:46» Desistir. É » que faz parte também.

O abandono cai entre a promessa de um caso emblemático real (10:18) e o payoff dos três tapinhas (11:48); a resposta veio como cenário hipotético.

Momento-chave: Payoff: os três tapinhas como lição principal11:48» Claro, frustração, » que faz parte também, né? A, os três tapinhas são a principal lição dos jitos, porque eles te eles te eles te dão a seguinte o seguinte recado.

12:00Você tá tendo a oportunidade de Você tá tendo a oportunidade de continuar, porque se você não desistir, se machucar, você não tem essa oportunidade. Se você enfrentar sem técnica, é isso que você tá isso a ao que você tá sendo submetido, você vai se

12:14que você tá sendo submetido, você vai se machucar.

12:15» E o mundo dos negócios acontece muito isso, né? A gente tem que saber o momento de de abrir mão, de de de momento de de abrir mão, de de de recuar, » de saber que não, essa essa luta eu perdi, vou dar os três tapinhas, vou me

12:27recuperar e vou para outra.

Objeção: “Só aguentar ou sair”: terceira via, caixinha de ferramentas (pitch B2J)12:28» Isso. E a outra opção que você tem é buscar na tua caixinha de ferramentas, no teu aprendizado, qual a técnica que você pode aplicar naquele momento para tirar o Rodolfo de cima de você e virar aquele jogo, né? E você precisa ter mindset para

12:43isso, você precisa pensar, né? E na reunião com o conselho, com o se o cara na tua guela ali, é a mesma coisa.

12:53» É a resposta sobre » você tem opção de de de dar o tapa na mesa e falar para mim deu. Vamos embora.

12:59vai procurar outro, outra companhia vai vai procurar outro, outra companhia vai trabalhar.

13:03Eh, e você tem a opção de pensar no que aconteceu, justificar tecnicamente quais foram as investidas, quais foram a a as ações que você tomou que deram certo, as que não deram certo, por que não deram certo, se

13:19foi tua responsabilidade, assumi tuas culpas, né? o que não foi tua responsabilidade, porque foi uma leitura de mercado que, apesar de você ter feito, eh, não foi possível lidar com aquilo. Eh, o concorrente foi mais hábil

13:32que você, o concorrente baixou o preço num nível que você eh não pôde acompanhar porque a tua estrutura de preços e de produção eh não acompanha aquilo. Eh, e o próximo passo, não, o que que você

13:47vai fazer pro outro quarto para recuperar isso, né? E no jit a mesma coisa. Eu vou te dar um exemplo que aconteceu com o Daniel, com meu meu sócio, meu aluno, né? Meu aluno na escola e meu sócio nessa nova empreitada. E a gente passou isso no no

14:02treinamento para uma grande empresa de tecnologia que a gente deu em Blumenau agora em janeiro, né? A gente usou isso como exemplo num num dos primeiros primeira semana, segunda semana de treino no Daniel. Isso acontece com

14:13muita gente, né? Ele num treino específico, né? Porque na nossa escola os iniciantes não saem na porrada, como a gente diz, né? Eles precisam passar ali 4, se meses em ensinamentos fundamentais para depois passar para uma

14:28fase eh em que em que fazem lutas, né?

14:32Mas nos treinamentos ali de primeira, segunda semana, houve uma situação, um treino específico em que começava montado, né? A pessoa tava lá montada nele, montada, né? Quando você tá por cima do outro, né? Você tá subjulgando

14:45completamente a pessoa ali por cima.

14:48E a pessoa soltou o peso em cima, o peito assim no rosto, tal. Ele se desesperou, entrou numa, isso é muito normal acontecer, mas tem alguém em cima de você, você não sabe o que fazer. Ele começou a não conseguir respirar

15:01direito, deu os três sapinhos e direito, deu os três sapinhos e desistiu.

15:04Semanas depois, dias depois, ele começou a aprender as técnicas para sair dali. Mas independente da técnica, a gente tá falando aqui de mindset, a gente tá falando aqui de mindset, » sim, » né? O que mais fez falta para aquele

15:16momento ali foi set, calma, set, calma, » respirar.

15:21» Ele poderia, ele poderia ter colocado a cabeça de lado, já abriu o caminho pro ar, né? Então, a partir do momento que você, opa, primeira coisa que eu preciso aqui é respirar, ter calma. Sem, eu não penso.

15:33» Acho que essa essa lição, por mais simples que seja, a gente leva pro mundo empresarial o tempo todo. Cara, vai ter n momentos que a única coisa que você tem para fazer diante de um cenário aparentemente catastrófico é respirar. E

15:52e daí respirando, né, oxigenando, pensar o que que você vai fazer. Mas o respirar é fundamental.

16:00» Sim. É você não pode nessa reunião, né, que a gente tá tratando como exemplo aqui, mandar o o senhor as favas, né?

16:07Não pode. Essa não é uma opção.

16:08Não pode. Essa não é uma opção. » É » essa não é uma opção. Assim como você não respirar numa situação daquela, não é uma opção. Então a gente citou isso no no treinamento e e eu demonstrei isso, né? A gente levou um tatame, a gente

16:19leva um tatame, né, pro treinamento e e e apesar de falar de negócios, treinamento é um treinamento de desenvolvimento de pessoas, de mindset para negócios. A nossa ferramenta principal para treinar as pessoas é os jitos, a mentalidade dos jitos. Então,

16:34nessa parte, gente, eu citei esse exemplo, né? Era um kickoff de uma equipe de vendas.

16:40E daí eu falei, Daniel, deita lá. Vamos mostrar aqui o que aconteceu com o Daniel na primeira semana de aula dele.

16:46Eu montei nele, tranquei ali, soltei o peso nele. Quarto escuro. Ele [risadas] bateu, desistiu.

16:55» Aí eu falei, Daniel, agora mostra o que você aprendeu a fazer e como você agiu um mês depois dessa situação, né? Eu soltei o peso em cima, ele botou a cabeça de lado, tava respirando, dominou meu braço, travou meu pé, fez a

17:10ponte, virou, que é uma técnica simples de gilitos, você conhece muito bem.

Objeção: “Simples demais para valer dinheiro”: simples para quem sabe17:15de gilitos, você conhece muito bem. » Sim.

Objeção: “Simples demais para valer dinheiro”: simples para quem sabe17:15» E as pessoas assim, nossa, mas era só isso, fal isso. Então, nos negócios você tem muitos, é só isso que a gente não tem muitos, é só isso que a gente não enxerga.

17:24Então o nosso objetivo ao gitso com gestão, com negócios, né, usar as técnicas de administração de de pressão, administração de energia que a gente usa no tatame e e adaptar elas pros negócios, pros negócios, né, para para

17:39essas para esse tipo de equipe que a gente quer treinar. Eh, é que as pessoas tenham esse tipo de reação. Nossa, mas é só isso. É.

17:47E daí entra um outro fator, né, a preparação, né, adquirir o conhecimento necessário para te saber, porque às vezes é uma saída simples para quem tem o conhecimento, né? Para quem não tem o conhecimento é algo inatingível, assim

18:00como o Daniel na no primeiro primeira semana e um mês depois.

18:04» Sim. É, você ter uma assim um da uma um dos um dos slides mais legais, é o principal que a gente mais usa durante o treinamento, é um slide que tem um tatame, simula um tatame e tem vários quadradinhos contornando o tatame,

18:17assim, o primeiro quadradinho ele chama assim, o primeiro quadradinho ele chama preparação.

18:22Então, um lutador eh quando ele vai participar de um campeonato, ele se prepara, ele faz um camp de treinamento, né? Ele ele ele fortalece aquilo que ele é bom, ele corrige aquilo que ele é ruim. A hora

18:36que sai a chave de lutas, ele vai ver o nome das pessoas com as quais ele vai lutar. Ele vai pesquisar na internet para ver se aquela pessoa é conhecida, se não é, se tem algum vídeo daquela pessoa lutando, né? Tudo isso é

18:48preparação, né? Um aluno de Jitson, eh, ele ele também tem esse quadradinho que ele precisa se preparar, né? Então, por exemplo, né, a nossa escola é uma franquia uma franquia GR Barra, né, aonde eu sou aluno e você também é

19:04aluno, é uma outra franquia Grice Barra.

19:06A Griss Barra ela tem método, ela tem currículo, né? São 16 semanas de currículo, cada currículo, cada semana tem um tema, né? Então, um bom aluno, isso tudo tá pregado nas paredes da isso tudo tá pregado nas paredes da escola.

19:20» Sim. Então, o bom aluno, ele vai se preparar para isso. Ele vai saber, cara, na nessa semana que tá iniciando hoje, vamos supor que fosse uma segunda-feira, né? Pô, é a semana de eh técnicas de montada. Então, [ __ ] eu sei que eu vou

19:33aprender montada, o cara já se prepara para aquilo. De repente, montada é algo que ele gosta de fazer. De repente é algo que ele tem uma deficiência, que ele precisa desenvolver. Então, ele se prepara, ele já sobe no tatame sabendo

19:43daquilo, né? Antes da aula, todos os alunos fazem um aquecimento padrão, é uma preparação do corpo para aquela situação de aprendizado de Gilgitson ali na frente, né? E levando isso pro mundo corporativo, aquele quadradinho de

19:57corporativo, aquele quadradinho de preparação, ele, o que que significa aquilo? Cara, eu não posso entrar numa reunião como essa que a gente tá citando, né, que é uma reunião de cobrança sobre um quórter de planejamento do próximo,

20:09sem ter as explicações prontas, » sem a devida preparação.

20:12» Sem a devida preparação. Eu preciso estudar aquilo que eu vou mostrar, né?

20:16Por que que deu certo? Por que que não deu certo, se fui se fui eu que errei, se foi meu time que errou, se a prospecção foi bem feita, se não foi bem feita, né? Se foi o mercado que não reju a nossa ideia, se foi o concorrente que

20:30aplicou uma ideia em cima daquilo que a gente estava propondo que deu melhor efeito pro mercado, eu tenho que me preparar, assim como eu me prepara para uma luta de campeonato, assim como eu me preparo para uma semana de aula. Então a

20:43gente faz todas essas conexões, né, para que as pessoas entendam sempre com esse tipo de reação. Mas é só isso.

20:50É, eu falo sempre nas minhas aulas duas coisas, várias coisas, né? Eu eu tenho eu tenho eu sou uma pessoa que lê muito, acho que pela pela por ter sido jornalista, por ser jornalista, não deixei de ser, né? Então, sempre gostei

21:04muito de ler sobre vários várias coisas, não só sobre negócio. Eu leio literatura, leio ficção, leio coisas de negócio, leio sobre jitos e eu eu sempre levo muitos exemplos assim pros recados de fim de aula e às vezes muito

21:17filosóficos assim, a maneira como eu dou aula, eu acho que de um ano para cá se tornou um pouquinho mais filosófica assim a a explicação das coisas, né?

21:25Então, uma das coisas que eu falo muito é assim, a melhor maneira de ganhar do seu adversário é fazer o que ele quer.

21:32As pessoas isso embaralha muito a cabeça das pessoas, né? Eh, mas não tem erro, cara. Se você vai pra direita, eu tenho que ir pra direita, porque você com c e tantos quilos. Se você não quiser ir pra direita e eu quiser, eu vou ter que

21:45fazer força. Só que você é mais forte que eu, como é que eu vou trocar força com você? Então, se você quer ir pra esquerda, eu tenho que inventar alguma coisa para fazer pra esquerda. E nos negócios a mesma coisa. Se você tá na

21:54frente de um cliente vendendo um plano e o e o plano teu, ele ele indica que o caminho é para direita e o cara quer pra esquerda não adianta.

22:04» Você muda ou você não vai vender, né?

22:06» Você muda ou você não vai vender, entendeu? Não tem jeito. Ou você constrói uma [ __ ] de uma alavanca que jogue o cara para aquele lado.

22:15» Só que você vai ter que dar uma uma volta tremenda, uma volta de faixa preta. Aliás, a faixa preta eh é é a principal temática do dessa nova iniciativa nova, né? Eh, a nossa o nosso slogan é se tornam faixa preta nos

22:31negócios, né? Então, a gente vai fazendo toda essa volta, todos esses exemplos para que as pessoas eh usem os jitos para entender como formar um mindset para enfrentar os desafios eh do business, né? E e a reação que a gente

22:47busca é sempre essa, as pessoas busca é sempre essa, as pessoas enxergarem, cara, que as coisas são simples. E eu e e é algo que eu falo muito nas aulas, o jitso é simples, é a gente que complica.

22:57jitso é simples, é a gente que complica. [risadas] Quando você compreende os jitos, como você compreende os conceitos que estão por trás daquele movimento, você, a reação é essa, cara, mas é só isso, né?

23:08Como a reversão da montada que eu dei de exemplo aqui, » né? eh, do Daniel, quando você mostra aquilo que falou, é só isso. É só isso.

23:15» Antes de gente entrar, né, a gente tava falando um pouquinho sobre o conceito histórico do auto de desenvolvimento para que a partir da minha evolução eu gere um impacto positivo na minha comunidade, né? a partir do meu eh da

23:31minha evolução, eu evoluí, minha sociedade, o meu núcleo ali dentro dessa experiência toda de executivo, de professor de gilito, de formador de pessoas, seja na corporação ou no tatam, como que você enxerga isso e como que

23:50você aplica isso? Que lições que você traz, né, como professor de jugitso ou como faixa preta de jitso para dentro do mundo dos negócios, né? a partir do preparação, o Rafael Tavares evoluindo e a evolução consequente do grupo.

24:04» Cara, funciona assim, né? Você falou do do do stoicismo, né? O o Gilgitso, isso é uma, não sei se outras pessoas falam isso, mas é uma frase que eu que eu gosto muito de usar. O Jits é arte é a arte individual mais coletiva que

24:19arte individual mais coletiva que existe.

24:21Quando você tá no tatame ali, é só você com você mesmo, quando você tá numa luta, né? você com tua força, com tua capacidade física, que pode ser boa, pode ser ruim, pode estar boa ou pode estar ruim naquele momento. Você pode

24:33ser um cara forte, pode ser um cara saudável, mas naquele momento você não tá bem, acontece muito. Só que no desenvolvimento disso, você depende muito dos outros. Você não aprende o jito sozinho, você não se desenvolve jito sozinho, você não se desenvolve sozinho,

24:47entendeu? Para eu aprender a tirar um cara pesado de cima de mim, eu preciso de vários Rodolfos.

24:56Se eu não sair da minha zona de conforto e não decidir um de cara, hoje eu vou enfrentar o Rodolfo que eu preciso enfrentar, aprender a enfrentar na Eu não posso ficar escolhendo só os caras levinhos, só os caras fracos, só

25:06os caras, porque isso eu tô me enganando, né? Então o jito só é é a parte é a arte » e individual mais coletiva que existe. E oicismo dá esse tipo de lição pra gente, né? Você precisa estar bem para ajudar os outros. você precisa se desenvolver,

25:21você precisa eh evoluir para evoluir os outros. Daí como é que você devolve pros outros isso? Evoluindo os outros, né? Nos negócios. Uma coisa que a gente tem que praticar muito, né? E as muitas pessoas têm medo disso e

25:37eu até entendo porquê, tá? Mas é um erro burro, é um erro que nos emborrece, né?

25:42Eu cresci, é, aplicando isso. Eu nunca tive medo de contratar pessoas boas.

Objeção: “Contratar gente melhor me ameaça”: contrate quem te diga o que fazer25:53Eu nunca tive medo de contratar pessoas melhores que eu, né? Tem uma lição. Eu li, eu li logo que morreu, eu era muito fã do Steve J da maneira, eu não era fã da grosseria dele, mas era fã da maneira sincera, apesar de

26:08grosseira, com a qual ele tratava as grosseira, com a qual ele tratava as pessoas, né? Se você apresentasse negócio para ele, aquilo fosse ruim, ele falava: "Você tá uma merda". [risadas] "Você tá uma merda". [risadas] » Sim.

26:17» E jogava na tua Aí é a maneira dele que, né, que eu posso não concordar, né, de jogar no chão, de quebrar, de, enfim, demitir. Mas, cara, a chegou onde chegou por causa das reações dele nos dois momentos em que ele esteve à frente da

26:29empresa, né? Porque quando ele não esteve à empresa na frente, a empresa » patinou, né?

26:33» Patinou, né? E e assim, uma das coisas que que eu aprendi no primeiro biografia que eu lidero, a Bíblia desse tamanho assim, é que você eh não contrata nunca pessoas, você não chama pessoas pro seu time para

26:53que você tem que dizer a elas o que fazer. Se você quer ter uma equipe de sucesso, se você quer ter uma empresa de sucesso, se você quer ter uma iniciativa de sucesso, você tem que contratar pessoas para que elas digam a você o que

27:04você tem que fazer.

27:07Porque as ideias que vão levar aquele Porque as ideias que vão levar aquele projeto ao sucesso, elas não estão todas na tua ao sucesso, elas não estão todas na tua cabeça.

27:14Você tem a ideia, você tem o a semente, mas ela vai ser complementada pelo adulto dos outros. Então, se você é daqueles que contrata a pessoa só para que ficar dando ordem, desculpa dizer, você não vai chegar a lugar nenhum,

27:27cara. Você contrata pessoas para elas digam para você o que você tem que digam para você o que você tem que fazer.

27:33E dentro disso você não pode nunca ter receio de contratar pessoas que são melhores que você.

27:40» É, eu brinco, né? Eu gosto de falar que eu gosto de ser o menos inteligente da mesa, né? Ah, trabalhando com tecnologia na fronteira do conhecimento, cara, eu tenho jovens que são gênios, né? E gosto de conectar pessoas que vão me agregar

27:55justamente por isso, porque se eu tiver todas as respostas e eu for a estrela mais iluminada da mesa, cara, tá errado.

28:04O meu negócio ele tá eh fadado a depender de mim.

28:08depender de mim. » Sim.

28:08» E o negócio não pode depender de uma pessoa. É o que a gente estava falando antes também. Eu tenho que fazer um negócio que ele ande por ele, pro mundo e não por mim. Você tá falando de iluminar pessoas, né? E essa é uma, eu

28:19acho que é algo que eu cunhei também, né? Eu nunca ouvi em outro lugar, mas eu costumo dizer que quando você vira gestor, quando você tá, você é um profissional, né, e você tá crescendo, profissional, né, e você tá crescendo, você

28:35quer brilhar, você quer que o teu brilho chame a atenção das pessoas para que as pessoas te vejam, te ofereçam boas oportunidades de de de trabalho, te ofereçam projetos.

28:47você quer brilhar.

28:49E por isso que essa transição não é simples. As pessoas não entendem. Nem todo bom profissional vai ser um bom gestor, nem todo gestor necessariamente foi o melhor profissional.

28:59Eh, porque quando você vira eh gestor e isso é uma é uma lição de altruísmo muito grande, você tem que tirar tua pilha, cara. Você para de brilhar quando você é gestor,

29:16[ __ ] Aí, mas como assim? Mas tem gestores que brilham. Sim, eles brilham, mas a pilha não tá neles. A pilha tá no time deles.

29:22» O time tá brilhando muito mais, né?

29:24» Um gestor só brilha como reflexo do brilho de quem ele como reflexo do brilho de quem ele lidera.

29:33Então, quando você é gestor, você vira espelho. E é isso que os gestores precisam entender. E no jitso também é precisam entender. E no jitso também é assim.

29:42a gente tá falando, né, de que é uma lição bacana também, você citou, né, de eh você nunca pode ser o melhor da mesa.

29:50O que que significa isso? Quer dizer que você não tá aprendendo.

29:53É legal se é legal ser o melhor da mesa.

29:56Às vezes é, né? Muitas vezes na mesa da tua empresa, você tá ali, você é que tá mandando, você tem uma uma uma uma conjunto de valências que te faz estar naquela posição, » uma responsabilidade, né, de orientar.

30:11Mas para tá naquela posição, você precisa frequentar mesas em que você não é melhor para que a hora que você sente naquela para que a hora que você sente naquela mesa, você passe aquilo que você aprende nos momentos em que você tá nas mesas em que

30:25você não é o melhor. E no jits é assim você não é o melhor. E no jits é assim também.

30:30Outra coisa que eu costumo dizer muito nas aulas, né, principalmente quando termina a aula e você vê muito aluno cabes baixo porque perdeu, é normal, cara. Você perde, você vai, você faz lá quatro, cinco, seis rolas num treino e

30:42você apanha no cinco, seis, pô, você sai, né? Quem nunca? Já passei isso muitas vezes.

30:46» Um dia que você virou pano de chão.

30:48» É, [risadas] tem dias que você vira pano de chão.

30:51E daí eu digo assim pros alunos, falou: "Ó, gente, se você ficar muito tempo sem bater, sem perder, sem bater, sem dar os três tapinhas, se preocupe que alguma coisa tá errada.

31:03Mas como assim? Você não treina para ficar bom, para não bater?" Sim. Mas se você ficar muito tempo sem bater, alguma coisa tá errada. Por quê?

31:12Ou você tá escolhendo treino, você só treina com quem você tem certeza que você ganha, ou você só tá fazendo aquilo que você sabe que dá certo.

31:22Então eu até treino com quem é forte, com que, mas eu não saio da zona de conforto. Eu só faço aquilo que eu sei que dá certo. Eu sou bom em determinada tipo de guarda, eu só faço aquela porque eu sei que dá certo.

31:37Então, às vezes é melhor você ir num treino, ir num dia treinar, fazer 10 rolas, perder os 10, tentando fazer coisas diferentes, desenvolvendo coisas coisas diferentes, desenvolvendo coisas diferentes do que você ir na escola, fazer 10

31:51rolas, ganhar 10 rolas, fazendo a mesma coisa nos 10 rolas. O que que você aprendeu naquele dia? Nada. Você só executou aquilo que você já sabe. E jit uma arte infinita. O mundo, a vida é uma arte infinita. Viver é uma arte

32:06arte infinita. Viver é uma arte infinita.

32:07Se eu vivo todo dia comendo a mesma coisa, porque eu sei que é é aquilo que eu gosto. Se eu vivo fazendo sempre o mesmo caminho, porque eu sei que aquele caminho me leva mais rápido para onde eu quero chegar.

32:19Se todas séries eu viajo pro mesmo lugar, porque eu sei que lá é legal e eu gostei daquele lugar, eu nunca vou conhecer outro lugar. Eu nunca vou ter novas experiências gastronômicas. Eu nunca vou conhecer novas ruas, nunca vou

32:31olhar novas paisagens, porque eu vou sempre pro mesmo pelo mesmo caminho.

32:36Então o jits e a vida se conectam. E nos negócios a mesma coisa. Quando você tá, a gente táa falando agora a pouco, né, de pô, você tá na frente de um cara, o cara quer ir pra direita, o teu plano de vendas ali tá para levar ele pra

32:49esquerda, pô, você vai desistir da venda. Você tem que dar um jeito, cara.

32:54Você tem que criar uma alavanca, ou você vai mostrar para ele que o lado direito é o melhor, né? Ou você vai desenvolver o plano para que a tua venda se encaixe pro lado esquerdo, que é para onde ele quer ir.

33:07E como é que você faz isso? Se você tá com plano fechado e você não tá a fim de fazer outro caminho?

33:13» Não abre mão da da da sua segurança, né?

33:15Isso não abre mão da da tua segurança, né? Você tem que buscar na tua caixinha de ferramentas, na tua caixinha de de ferramentas, na tua caixinha de técnicas para que naquele momento você consiga fazer essa curva e criar a alavanca

33:25correta. No j a mesma coisa. Qual é a diferença de um menos graduado para mais graduado? Eu tô, eu digo para você assim que um cara que já tem uma faixa azul, por exemplo, o cara já tem pode ter pelo menos um ano, às vezes dois, tr anos de gilitos.

33:42Cara, a quantidade de técnicas que ele sabe por um faixa preta é quase a mesma.

33:47quase a mesma. Ele sabe ali todas as maneiras de sair de uma montada, todos os armlocks, todas a boa parte das quedas em termos de quantidade. Ah, o cara, o faixa preta, ele ele tem o quê?

33:5850 técnicas na cabeça. Aquele faixa azul de 2, 3 anos de também tem 50 técnicas.

34:03A diferença de um pro outro é capacidade de conexão.

34:07O faixa preta, ele tem a capacidade de conectar aquelas 50 técnicas muito conectar aquelas 50 técnicas muito rapidamente.

34:14Então, ele botou uma em prática. Não deu certo, já conecta outro, já conecta outro, já conecta outro. A velocidade de leitura e a capacidade de conexão é outra. O faixa azul, ele tenta uma coisa, ele até tem na cabeça outra

34:25técnica, mas ele não consegue conectar na hora. O nosso objetivo com essa, o meu objetivo hoje com essa iniciativa, né, né, do B2J, Brasilian Business, é desenvolver o mindset na pessoas, nas pessoas, nessas equipes de alta

34:40performance que a gente quer abordar, eh, para desenvolver a capacidade delas conectarem soluções que muitas vezes elas já t na cabeça, mas por um momento de pressão, por um momento, por uma falha no gerenciamento de energia, né,

34:55no no no na energia que você tá colocando naquilo, naquele momento, né, sem saber que às vezes vai precisar da energia depois, ela não consegue atingir, não consegue ela não consegue atingir, não consegue conectar.

35:05» Invariavelmente os times têm a resposta, né? Talvez eles não saibam na hora da pressão acessar, mas se você conduz eles para isso e gera essa capacidade de reflexão, de entendimento, a resposta vai eh surgir naturalmente e vai

35:21solucionar o problema, a demanda do momento. Porque a boa resposta tem que vir no momento certo. A boa resposta dada depois é uma má resposta, né? Eu preciso dar resposta no na hora da luta no campeonato lá que o cara tá pegando meu braço.

35:35Depois na escola eu posso chegar pro meu professor, professor, como é que saía daquela situação que o cara me pegou lá?

35:40Você vai mostrar, você vai fazer, naquele momento, você sabe a resposta.

35:43Só que a medalha já foi embora, a venda já foi embora, a oportunidade daquele contrato já a oportunidade daquele contrato já passou.

35:52Então, cara, o Gilgitos tem muita muita ferramenta para desenvolver as capacidades das pessoas paraa vida, para pros negócios. Você me perguntou agora a pouco, né, o que queit cara, eu já tive

36:07muita situação eh em que eh talvez se não fosse o juiz eu não teria respirado da maneira que eu respirei, não teria pensado, teria reagido de maneiras diferentes.

36:21Nem sempre é possível. A gente erra tanto na vida quanto nos rilitos.

36:25tanto na vida quanto nos rilitos. » Sim, » né? Às vezes você deixa o instinto te te roubar, a capacidade de pensar e você entrega um braço, né? Eu tenho quatro parafusos nesse ombro por causa de uma situação dessa,

36:39ombro por causa de uma situação dessa, » sim, » né? em que eu acreditei no meu instinto no momento em que eu deveria ter pensado, respirado e talvez não tivesse quatro parafusos aqui e 5 meses a menos que me tirou do Jvit do Zame, né, na

36:53recuperação, né? E na vida também já errei muito, né? Eh, em família, os negócios de você ter uma reação que você poderia ter pensado, ter conectado técnicas, né? Ter gerenciado melhor pressão, ter gerenciado melhor energia,

37:08pressão, ter gerenciado melhor energia, né?

37:09e e ter se colocado numa situação que o e e ter se colocado numa situação que o jitso é essencial para desenvolver, que é o jit o jitso te ensina jit o jitso te ensina a buscar o conforto no desconforto,

37:27né? Quando, né, a gente tem uma a volta calma, final da aula, né, você sabe muito bem, né, em momento que você emborca, né, você joga todo o teu peso para trás e eu falo pras pessoas: "Olá, pessoal, três rolinhos, segura 10

37:40segundos lá atrás, tal". O principal objetivo disso, qual é, cara? É uma situação amplamente desconfortável.

37:47Você tem que fazer teu diafragma trabalhar corretamente naquela situação.

37:51Ele tá pressionado, você tá com teu abdômen dobrado para trás, né? Tua lombar toda dobrada. Você tem que aprender a respirar naquela situação, porque aquela é uma situação de luta.

38:00» Vão te emborcar, né?

38:01» Vão te emborcar » e a vida também vai te emborcar.

38:04» e a vida também vai te emborcar. [risadas] » A vida te emborca e você tem que respirar corretamente, tem que tem que fazer a coisa acontecer.

38:11» Tavares, eu, né, como professor e faixa preta de Gitos, uma coisa que eu admiro muito em você é que você sai na porrada, né? Você sai na porrada, você não escolhe treino e você vai pro tatame sempre disposto, né? chama e participa e

38:25e luta, né? Transpondo isso paraa e luta, né? Transpondo isso paraa liderança, né? O líder ele tem que dar o exemplo como que você eh passa isso ou como que você vivenciou isso eh que hoje tem, né?

38:38Tem o sabor faixa preta, tem o sabor líder e tem o líder e tem o faixa preta, né? Eu vejo que o faixa preta é como você é o que vai pro tatame e sai na porrada e e participa. Na liderança, o que que você enxerga assim de

38:54autorresponsabilidade, de autoridade imposta ou construída, né? Como que você vê isso e transpõe esses dois mundos?

39:05» Eu acho que dá para transpor de de algumas maneiras diferentes.

39:09Eh, vamos pensar num bom professor de Eh, vamos pensar num bom professor de git.

39:15Um bom professor de jugito não necessariamente precisa ser um bom necessariamente precisa ser um bom lutador.

39:20Assim como um bom lutador não necessariamente vai ser um bom necessariamente vai ser um bom professor.

39:24Eu conheço excelentes lutadores, eh, excelentes amigos, faixas pretas, pô, de alto quilate, que passa o carro em todo mundo, mas que não sabe ensinar. E falam isso.

39:37Eu tenho um grande amigo que já fal, já verbalizou isso para mim. Você, você pergunta para ele, ele fala: "Não, cara, eu sei fazer".

39:44Cara bom, cara bom. Faixa preta bom.

39:48Na gestão, na liderança, é a mesma Na gestão, na liderança, é a mesma coisa, né? que a gente falou agora h pouco, acho que eu falei um pouco disso, » você não não necessariamente o cara que tá lá brilhando com a pilha própria

Objeção: Promover o melhor vendedor: gestor ruim + vendedor perdido40:00vai ser o cara que vai ser um bom gestor e tem muitos gestores que erram nisso, promovem bons colaboradores para cargos de gestão, ganham gestores ruins e perdem bons

40:17vendedores, bons, né, bons, sei lá, de outras funções.

40:21operacionais, né?

40:24operacionais, né? Eh, no jujut a mesma coisa.

40:29Quando você vai gerir uma equipe, eu acho assim, não importa que tipo de equipe seja, quando você ver a gestor, a tua função passa a ser gerir pessoas.

40:43Você pode passar a ser gestor, ser líder Você pode passar a ser gestor, ser líder de uma equipe de mecânicos.

40:53uma equipe de mecânicos. Você pode ser gestor de uma equipe de vendas, você pode ser promovido a gestor de uma equipe de desenvolvedores de software.

41:04O cara precisa ser totalmente burro O cara precisa ser totalmente burro naquilo.

41:08Ele pode ser não. Eu acho que algum conhecimento, alguma afinidade ele tem que ter.

Objeção: “Gestor precisa ser o melhor técnico”: precisa tirar o melhor do time41:13Agora ele não precisa ser necessariamente um bom desenvolvedor para ele precisa ser saber de tirar o melhor daquela equipe. O bom gestor ele tem que saber o melhor. O bom gestor de uma equipe de desenvolvimento de software, ele precisa ter técnica para

41:28tirar o melhor daqueles desenvolvedores, para fazer eles renderem o máximo deles.

41:36E para isso não necessariamente ele precisa saber programar, ser o melhor precisa saber programar, ser o melhor programador.

41:41Então no jit a mesma coisa. O bom professor é o cara que sabe passar, é o cara que tem postura, técnica, verborragia, né, diálogo para passar aquilo que ele sabe.

41:57» E como que se conduz esse processo de autoridade, né? O que que você já vivenciou, experimentou para construir isso? Eh, que momento que tem que ser mais rígido, como o exemplo do Steve Jobs que a gente tava falando? né? Essa

42:13autoridade, essa liderança, ela é um reconhecimento natural ou ela vem de uma imposição? Como que você enxerga isso como líder e formador de enxerga isso como líder e formador de pessoas?

42:26» Veja, tem muitos clichês para definir liderança, né? O líder, o líder é aquele que arrasta, o líder é o que lidera, pelo exemplo. Tem um monte de clichê desse tipo aí.

42:36Cara, eu acho que a relação líder liderado é uma ela é uma relação de liderado é uma ela é uma relação de confiança.

42:43E como qualquer relação de confiança ela ela é construída com o templo, ela é construída, sim, com exemplo, ela é construída com com boas dicas, né? Eu falei de Steve de Steve Joves agora a

42:57pouco. O Steve Joves nunca foi o melhor e ele sempre admitiu isso dentro das equipes que ele liderou na na época.

43:07Mas cara, ele olhava um negócio e falava assim: "Olha, não tá bom, não tá do jeito que eu imagino que seja o melhor. Eu quero um canto arredondado o melhor. Eu quero um canto arredondado aqui, ó. Eu quero a borda mais fina, mais

43:20larga, mais isso, mais aquilo, entendeu?" E ele estimulava nas pessoas, ele não sabia como fazer, ele não sabia como fazer. Mas quando ele ele não sabia como fazer. Mas quando ele pensou na tela de múltiplo toque, que não foi

43:35ele que desenvolveu, mas ele viu essa ideia num outro produto e falou: "Caraca, isso daí é a solução pro telefone". E ele falou, falou: "Cara, eu quero isso aqui, ó". Mas como assim o telefone sem teclado? Como que as pessoas vão descarem? Se vira.

43:51A resposta dele é sempre essa. Se vira.

43:52Eu quero isso. Eu quero um telefone que eu não tenho teclado.

43:58E as pessoas se viravam até que entregavam aquilo para ele. Ele tinha capacidade com os métodos dele, que você pode concordar ou não, ele tinha a capacidade de tirar o melhor de todos.

44:08Talvez não tenha surgido ainda no mundo alguém com a capacidade de tirar o melhor das pessoas como ele conseguia.

44:16Eu acho que essa é a função do líder. E quando você vai estimulando as pessoas nesse caminho, a primeira reação das pessoas é a primeira reação das pessoas é negativa.

44:29É negativa. Fal, o cara é louco. Esse cara é louco. O cara, [ __ ] tá louco.

44:33Fazer um telefone sem teclado, como é que as pessoas vão descar?

44:37Mas com certeza, depois que o cara fez aquilo, o cara fez, entregou, ó, tá aí, bobão, né? Vaiá lá, que que você vai fazer com isso aí agora? Né?

44:48Mas quando viu o sucesso, entendeu o que que tava na mente do cara e agradeceu certamente por o cara ter provocado ele a ter desenvolvido aquilo. Então o papel do gestor é esse, é tirar o melhor das pessoas. Como é que você faz, cara? Aí

45:02você tem que lidar com pressão, com energia. Aí vem o jitso, né? Porque você, se você fala pra pessoa, escuta, eu quero um telefone, é isso aqui, ó. Um telefone sem teclado, tá vendo? Mas assim não existe, como é que vai descar?

45:14Não, mas é isso. O que eu acredito que vai dar certo no futuro é isso. Se a pessoa fala que não vai fazer e você fala: "Eu quero que faça eu não vou fazer, quero que faça". O que que vira?

45:25Ou você vai baixar a guarda ou você vai demitir aquela pessoa.

45:32E talvez seja exercício que você tenha que fazer.

45:35Mas se isso acontece no primeiro momento e se a única solução que você tem é demitir quem não faz o que você quer, aí você não é um líder.

45:41» Sim. Então você tem que dar voltas e voltas e fazer aquela pessoa entender que aquilo é a solução. Você às vezes nem sabe o porquê.

45:50Tem uma outra, tem uma outra eh frase célebre do do Jobs que em que ele diz assim, eh, teve um momento do assim, eh, teve um momento do desenvolvimento desenvolvimento eh do primeiro computador, do do primeiro,

46:06não, do do segundo computador do não, do do segundo computador do Makintos, em que eles propuseram para ele fazer uma pesquisa para saber como que o computador para saber como que o computador » deveria, » deveria ser.

46:20E ele respondeu pra turma assim: "Eh, as pessoas não sabem o que elas querem, então não adianta perguntar".

46:28Isso é muito empírico, né? Mas naquele momento, se você parava pensar no que ele desenvolveu, o que que ele queria dizer ali?

46:35» Talvez as pessoas quisessem uma máquina de escrever mais rápida, né?

46:38» É. O que que ele quis dizer ali? O que eu quero dar para as pessoas é algo que não existe. Então, não adiantou perguntar, elas não sabem.

46:48Então, às vezes você precisa fazer as pessoas acreditarem em algo que não existe, cara.

46:54Ensenar Gilgito tem um pouco disso, porque muito do que a gente ensina pras pessoas parece um negócio pras pessoas parece um negócio inatingível.

47:04» Isso só se concretiza depois que você » Isso só se concretiza depois que você faz.

47:06» E você precisa fazer a pessoa acreditar naquilo, entendeu? Você precisa fazer, [ __ ] uma coisa assim, você precisa fazer uma raspagem, balãozinho, que é uma raspagem simples, né? A pessoa tá de pé fazer, você

47:18precisa que a pessoa venha para cima de você. Como é que você faz uma pessoa lega acreditar que você precisa deixar o peso do Rodolfo vir para cima? Porque senão você não consegue a alavanca necessária para virar.

47:33Eu preciso trazer a presa para perto da Eu preciso trazer a presa para perto da ratoeira.

47:37E nos negócios você tem muito disso, cara. Se você não se colocar à prova naquela situação, você não fecha o naquela situação, você não fecha o contrato.

47:46Você tem que se colocar em risco, » é buscar o risco controlado, né?

47:50» O risco controlado, entendeu? Não posso puxar de qualquer jeito, senão Rodolfo me mata, me amassa.

47:55Mas se ele, se eu não trouxer o peso dele para mim, eu não viro ele. Eu não custuo alavanca necessária para isso.

48:01Então, quando você ensina, quando você quer formar times de desenvolvimento, né, você quer liderar, né, é innegável que o exemplo é algo é clichê, mas é algo, [ __ ] eu não posso.

48:13Eh, e daí tem algo assim, cara, não é uma verdade absoluta, né? Vamos.

48:20As pessoas falam assim: "Ah, eu não As pessoas falam assim: "Ah, eu não posso ensinar algo que eu não pratico".

48:28Vamos, vamos buscar uma lição divina. Profeta vamos buscar uma lição divina. Profeta Jesus no início do da era cristã. Qual uma das principais principais lições dele? faço o que eu digo, não faço o que eu faço.

48:43Então, não é uma verdade absoluta que você tem que, ah, eu só eu eu não posso ensinar algo que eu não pratico ou eu tenho que fazer eh valer eh na prática 100% daquilo que eu falo.

48:57Muito do que eu falo vale para mim, de repente não vale para você.

49:01Ou muito do que eu falo talvez não valha para mim.

49:05Eu acredito naquilo, mas não faz sentido para mim.

49:11E liderar tem disso. Liderar tem disso.

49:14Você, você tem que dar bons exemplos.

49:16Tem que dar bons exemplos, mas não necessariamente praticar tudo aquilo que você tá querendo que os outros você tá querendo que os outros pratiquem.

49:23A tua capacidade tem que ser de fazer as pessoas acreditarem naquilo. Elas têm que acreditar por elas.

49:30por elas. » Sim.

49:30» E não porque você acredita » E não porque você acredita » naquilo, entendeu? Isso » é dicotômico, né? É.

49:38» É. [risadas] E isso é um é desafiador, porque trazendo ainda pro lado pessoal, né, a paternidade tem muito disso. A gente quer que o nosso filho seja melhor que nós. Às vezes a gente tá querendo que ele faça algo que não necessariamente a

49:53gente fez no passado, mas eu preciso que ele acredite naquilo, porque eu sei que aquilo vai ser melhor para ele, né?

50:00dentro dessa liderança da paternidade, você pai de três, você deve ter vido isso algumas vezes.

50:06» Três, três exemplos muito diferentes. Eu agora tô vivendo, inclusive um desafio duríssimo, né? Minha filha, minha xá Rafaela, né? Uma menina maravilhosa, enfim, de de que nos dá muito orgulho, né? Mas ela ela ela tem um um

50:22diagnóstico, aliás, é um diagnóstico até que muita gente tem hoje, fruto da evolução das coisas, né? Eu acho que muita gente no passado sofreu por não ter diagnósticos corretos, né? Minha filha tem um diagnóstico de TDAH eh, com alguma severidade, inclusive, e

50:38a gente lida muito com isso, né? Com as reações dela e terapias e médico, tal. E e são desafios tremendos, cara. São desafios tremendos, porque aquela pessoinha tá ali, ela ainda tem uma questão, né, um transtorno que ela não

50:54sabe lidar, né? eh, por mais que faça tudo que a gente, né, a gente felizmente consegue eh oportunizar ela os tratamentos necessários, eh, mas tem muita coisa que ela não eh, mas tem muita coisa que ela não entende,

51:08né, mesmo que a gente fale. E tem muita coisa, você veja que que negócio fantástico, tem muita coisa que a gente não entende.

51:16Tem muita coisa que se eu for aplicar a experiência minha de filho, a maneira como meu meu pai me me me me educou, cara, vou dar um tiro no meu pé, na minha cabeça, não, não tem jeito. E muitas vezes eu já me

51:33peguei falando com a minha esposa em momentos de estress ali e falou: "Nossa, mas se fosse o meu pai tinha [risadas] tinha tinha atacado esse tablet pela pela janela, né? Tinha jogado na pela janela, né? Tinha jogado na churrasqueira".

51:43» Aliás, como tem, né? Tem na sear no YouTube fazendo luz quebrando, que violem e tal. [risadas] » E cara, um dia numa conversa com a psicóloga, ela falou, falou: "Cara, e tem coisas que não adianta você enfrentar". Ela não entende o que tá

51:55acontecendo, é você também, você também não entende, né? Então, a a terapia agora, a gente acabou de trocar de de de terapia de psicólogo, tal, e a a mulher nova, aliás, especialista isso, muito boa, ela tá tá nos explicando isso.

52:12A gente tá estudando isso agora.

52:14E você sabe que quando ela ela ela falou isso, a última conversa que eu tive com ela, na hora me o jito me veio na cabeça, como jito preenche a nossa vida, né? E e cara é é a mesma situação que eu passo, né? [ __ ] são agora agora em

52:31fevereiro, agora eu não lembro exatamente qual quando foi meu primeiro dia de aula na faculdade, né? que minha experiência, minha primeira experiência de jit primeiro dia de aula da faculdade. Eu nem lembro se a gente já falou isso no podcast aqui, não, mas foi

52:41no primeiro dia, primeiro dia de aula da faculdade. Não lembro se começou em fevereiro, março daquele ano de 95, mas fala assim, são 30, agora tá fazendo 31 anos que eu pisei num tatame pela primeira vez para treinar jitos

52:55e e jito preenche a nossa vida, né? você ela falando disso, ah, você não entende tal e ela tampouco e eu passo por isso todas as vezes em que eu, pô, eu eu tenho alguns tipos de de técnicas que são minhas, que eu

53:13desenvolvi ao longo do tempo e as pessoas vão pegando, né, cara. Eu eu desenvolvo uma parada e pra dá muito certo, com todo mundo, pá, pego todo mundo e tal, as pessoas vão se ligando, é normal, tem muitos amigos que treinam,

53:26eu vou lá treinar lá com vocês e daqui a pouco todo mundo pega aquela determinada técnica que eu e ela começa a não dar técnica que eu e ela começa a não dar certo.

53:34E a mesma situação que eu passei ali, ó, nós estamos estudando, né, um caminho, eu tô ouvindo ela, tô ouvindo vocês. E quando todo mundo pega a minha técnica, é a mesma coisa, eu preciso estudar de é a mesma coisa, eu preciso estudar de novo,

53:45» continuar evoluindo, né? Eu preciso evoluir, eu preciso preciso botar outro caminho, porque outra opção é desistir daquela técnica. Bom, já que todo mundo pegou, agora não vou fazer mais não. Eu quero continuar fazendo. Eu gosto de

53:55fazer ela, só que eu preciso arrumar outro caminho, porque do jeito que eu faço as pessoas já perceberam e já criaram reações.

54:04» E isso dentro da paternidade que você, o modelo que você criou, o primeiro, o segundo e ela, talvez entre os três seja completamente diferente, né?

54:15Absoluto. São épocas diferentes, são meninos e menina. Eh, são dois meninos que cresceram relativamente juntos, né?

54:22Três, três anos de diferença. Pelo menos já tá com 20 22. O Luca tem 19, né? Logo 19 anos. 19.

54:32» Eh, cabeças totalmente diferentes, cara.

54:34E daí a gente tem que acreditar na criação divina, né? a coisa vem e eu não sei se a gente pode apilidar de chip, de do que é, mas cara, as pessoas vêm com uma você conduz, você coloca ali, né, o teu toque paterno naquilo, mas as

54:53pessoas vêm com uma carga muito grande delas, vem vem da criação, vem da delas, vem vem da criação, vem da criação.

55:00criação. E e não tem, cara. Eu lembro assim quando quando meus filhos eram pequenos e eu via, né, filhos mais velhos ou amigos assim. E quantas vezes eu me peguei falando lá, meu filho nunca vai fazer

55:15isso comigo, [risadas] porque se fizer isso comigo, eu nunca vou permitir não sei o quê, velho. Fizeram tudo e mais um pouco. [risadas] E não tem esse papo do que comigo, não, entendeu? Sim, vai ser e você vai, » você vai passar por isso, né? Você vai

55:29fazer cara de bobo e você vai se sentir um trouxa porque a coisa não aconteceu do jeito que você programou, né? Do jeito, ah, meu filho comigo nunca vai fazer, porque se ele fizer, eu sou o pai, vai me respeitar. Não é assim,

55:41cara. Não é assim. E daí você olha aquilo acontecendo como uma pessoa pegando o teu braço numa luta e » programou que não. E » você programou que não. E e cara, e o e ovitso ele tem algumas paradas interessantes assim que valem pra vida,

55:57» diferente de uma outra arte marcial. F.

55:59Box, karatê, thaai, qualquer outra. Aí, não desmereçando nenhuma delas, pelo amor de Deus.

56:04Mas cara, se for uma uma uma arte de, né, chute e soco, como é que você ganha da pessoa? Machucando ela.

56:12da pessoa? Machucando ela. » Sim, » né? Tirando sangue roxo. Você quebra o nariz. É objetivo. É um noockout. Você vai bater naquela pessoa até ela não aguentar mais, até ela cair desfalecida.

56:23Não jito isso, não. É algo nobre. E você pode trazer pra tua vida isso, né? A partir do momento em que eu encaixo um golpe em você, um estrangulamento, uma chave, braço, pé, perna, eu passo para chave, braço, pé, perna, eu passo para você

56:37a decisão.

56:39Eu encaixo no regulamento em você, a decisão é tua.

56:41» Você vai desmaiar, » você vai dormir ou vai bater? [risadas] » Hora que você bateu, solto e acabou. Eu ganhei de você e eu não precisei tirar sangue de você. Se você não bater, você vai dormir. A decisão é tua, né? V dar

56:53uma chave. Qual, quais são as duas opções quando você encaixa uma chave de braço? É o cara desistir. Três opções, né? Ele vai defender. Se ele souber, vai né? Ele vai defender. Se ele souber, vai desistir » ou vai quebrar

57:04» ou vai quebrar. A decisão é tua, não é minha. Por isso que quando as pessoas falam assim: "Professor, eu soltei tal, porque eu achei que eu achei que ia machucar". Cara, a decisão é dele, a decisão é do outro. Dê a ele essa

57:16oportunidade de decidir, entendeu? Então, e é é um negócio que eu acho muito fantástico do Jitsu. Isso é é a oportunidade que você dá pros outros e e o e a e a e a e a forma como você ganha, você ganha de maneira limpa, né?

57:31E na vida tem algo melhor do que você ganhar de alguém de maneira limpa, você ganhar um contrato oferecendo a melhor solução para quem você tá atendendo, a melhor negociação, o preço mais adequado

57:48do que você ganhar da pessoa porque você esfolou ela, porque você » sabe, explorou, porque você sabe, de repente aquela solução dali dois meses ela viu, [ __ ] não é melhor. E quando você for renovar aquele contrato que se

58:02meses, um ano, ela não vai querer renovar com você, porque não foi bom para ela.

58:08Então o jito é fantástico até nisso, né?

58:10E com os filhos é a mesma coisa, cara.

58:12E com os filhos é a mesma coisa, cara. Você não adianta você querer aplicar soluções prontas, você achar que vai ganhar tudo, que não vai ganhar, cara. [risadas] não vai ganhar. A grande vitória, a grande vitória que você tem com teus

58:25filhos é o amor que você sente por eles e o amor que você e o amor que você eh espera e trabalha para que eles sintam por você. Essa é a vitória que você tem com os teus filhos.

58:37Você querer vencer discussão, querer respeito a qualquer discussão, querer respeito a qualquer custo.

58:44Eu já aprendi que isso não acontece e não é fácil. E às vezes » a frustração, né? É, ele » ele dá com a frustração e você tem que perder e saber que ali na frente você vai ganhar, » né? E quando você coloca, né, um filho,

58:58você não perde. O filho é teu pra vida inteira. Então, cara, é mais » é incondicional. É ainda mais difícil de lidar com a frustração, porque, cara, o filho vai ser teu a vida inteira. Você vai ficar com aquela frustração enchendo

59:07o saco a vida inteira. Você tem que lidar com aquilo, entendeu? É a mesma coisa jitos. Quando você se apaixona por aquilo, aquilo faz parte da tua vida.

59:18aquilo, aquilo faz parte da tua vida. Você não vai tomar decisão de largar aquilo porque você perdeu uma luta. Eu já vi muitas pessoas fazendo isso.

59:27Muitas. Eu já, eu tenho um exemplo que eu nunca esqueço. Eu dava aula na GB do Cabral ainda muitos anos atrás, seá 15 anos atrás.

59:35E numa das aulas tinha um policial militar fazendo, acho que era a primeira ou segunda aula dele e um daqueles policiais de fortões, sabe? Sim, » musculoso, tal, tipo, tipo Rambo assim, o cara musculosão.

59:49E, cara, ele caiu ali e eu eu dando uma aula e eu vi que durante o treino ele ele tava judiando das pessoas, usando força, fazendo força e tal, machucando.

60:00Aí num dos rodas eu chamei ele para fazer um treino comigo e daí eu tentei demonstrar para ele que a força não valia nada naquele momento » e que a técnica que eu como professor naquela situação tinha eh resolvia a

60:12situação muito mais do que a força dele.

60:15E ele deve ter batido umas cinco vezes naquele treino, [risadas] né? Porque eu realmente quis mostrar para ele » com toda a técnica e de maneira limpa » e o respeito que o Jitso propõe, né?

60:26» É que cara, o Jitso era outra parada.

60:29Cada vez que ele batia, ele dava lá um tapa no tatamb, ficava indignado, aí voltava, aí batia de novo, ficava bravo.

60:35» Mas no final do mais uma vez, né? Quanto mais brabo ele ficava, menos ele raciocinava e mais fácil era para » mais fácil ele caía na ratoeira, né?

60:44» Eu lembro bem que aí no vestiário a gente se trocando ali e tal e ele desbaf conversando ali, mas tava puto da vida porque tinha vivido aquela experiência, porque tinha vivido aquela experiência, né?

60:54né? E e daí ele ele ele era policial militar, ele tava com uma arma na bolsa, né? Ele ele pegou aquela arma, botou na cintura e e bateu assim, ó. Ainda bem que lá fora tem isso. Saiu e nunca mais pisou na escola.

61:10O que que naquele momento ele decidiu?

61:12Eu não tenho humildade suficiente para aprender isso. Eu não quero passar semanas, meses aprendendo que a minha força não vale nada.

61:21» Voltando, né? Porque porque na verdade não, a gente tá sempre aprendendo e sempre tem alguém melhor que você, né? A humildade faz parte do processo, mas naquele momento talvez ele que já tivesse uma posição dentro da corporação

61:32voltaria a ser faixa branca, né? Do voltaria a ser faixa branca, né? Do zero.

61:35» Fa branca. Esse tem tem uma grande lição que eu tenho falado também, é uma lição, você pode adaptar para várias lições isso, né? Mas tem aquela historinha do do CEO da empresa, né? E e ele tá lá e ele é um se

61:51arrogante, ele trata trata mal daquele jeitão dele, todo mundo dá ordens, não não não diz obrigado e tal.

62:00E e uma das pessoas que eles que ele mais trata mal é um é um cara que trabalha mão xarifado. Então toda vez que ele tem que pedir alguma coisa, ele pôra tá traz não sei o quê. e não dá o desobrigado e tá e motivado, né, pel

62:14esse momento lindo que o Jitso vive hoje, né, muitos empresários, pessoas famosas, como a gente falou, né, que que hoje treinam Jits, ele decidiu um dia atender o convite de um grande empresário, amigo dele, e treinar, fazer

62:27uma aula.

62:29Aí ele vai lá, ele vai numa grande escola, uma escola chique, os caras dão um quimono cheirosinho para ele, branquinho, ele se veste, faixinha branca, tal. Quando ele chega para entrar no tatame, a primeira aula que ele tem, né, para táar o tatame, ele

62:42olha pro lado, tá o sharif entrando. O tatame do o o quimono do sharif não é o o mais bonito, mas tá ali arrumadinho, limpo. Só que a mão xerarif tá com uma faixa preta amarrada.

62:56Aí ele olha aquilo, o amor xerarif entra no tata, cumprimenta ele, tal. Ô senhor, tudo bem? Eles treinam, ele percebe que o Almoxarif o Almoxarif » alivia, » alivia, respeita ele. Mas ele também

63:12percebe que ali naquele momento o se é o percebe que ali naquele momento o se é o Marife, Marife, » sim.

63:16» Que não adianta nada, que se ele quiser enfrentar o Marife, dobra ele no meio, bota no bolso e leva para casa.

63:24bota no bolso e leva para casa. E e teve a principal lição de humildade que o Jit nos dá.

63:30A partir daquele momento, ele não só passou a tratar melhor o Almon Xarif, passou a admirar o Almarif toda vez que cruzava com ele pelos corredores, porque a partir do momento ele percebeu, pô, esse cara é um faixa preta de Gilgito.

63:40Se ele quisesse, ele tinha me quebrado, mas ele não me quebrou. e passa a admirar a técnica daquele cara. E mais do que mais do que isso, passa a do que mais do que isso, passa a respeitar todos que fazem parte ali do da questão

63:55dele. Se você vê que eles são bacana que o Jitso dá dentro de uma corporação, a partir do momento que ele percebe que o dinheiro, o poder, a hora que ele entra no tatame não vale nada.

64:06» E por fim, uma última lição, cara, que vale muito, cara. O tatame não aceita más, cara.

64:13No tatam você é o que você é.

64:15» Você sabe quando você toca na pessoa, você sabe qual é a índole, qual é.

64:19» Se você é mau caráter fora, você vai ser mau caráter no tatam. Se você é um cara gente boa fora, se você gente boa no tatam. Tatame não aceita a máscara.

64:32Tavares, já passamos do tempo, né? A conversa tá boa. Dava, pô, dava para continuar conversando muito mais. até volta. Quero que você traga seu sócio, fale mais da B2J. É muito legal isso.

64:45Mas deixe para nós aí um recado final que você gostaria de compartilhar, uma lição, uma mensagem para quem tá nos assistindo e nos ouvindo até o final.

64:54E faça, né, o convite para que conheçam a a o seu projeto, tanto a escola, né, Grace Barra, quanto o projeto novo B2 JJ. Galera, primeiro, muito obrigado pelo convite, obrigado pela presença. Eu poderia ficar horas conversando com você

65:09sobre qualquer assunto. É uma pessoa sensacional. Você, tua família, esposa são pessoas sensacionais, » né? Eu acho que o primeiro recado que eu que eu não posso deixar de dar é treinem Gilgitsu, coloquem seus filhos no jitsu,

65:23permitam que o jilgitso faça parte da vida de vocês e eu não tenho dúvidas que vai mudar para melhor. Escolham uma boa escola, né? Não precisa ser a minha, a minha é uma franquia, uma franquia Grace Barra. Não vou nem dar endereço, nada,

65:37mas escolha uma boa escola, né? O Rodolfo também treina numa Grace Barra, mas há outras boas escolas por aí. O importante é treinar jito e treinar numa boa escola, né? Que tenha método que trate bem vocês, trate bem a família de

65:49vocês, né? E internalizar tudo isso na vida. E eu tenho certeza que eh vocês vão colher eh bons frutos, não é? O nosso projeto B2J, ele tá nas nas redes sociais para vocês conhecerem. Então, a

66:03gente tem, tá lá procurar B2J no LinkedIn, eh, vocês vão nos encontrar no Instagram também, vão nos encontrar, o site tá entrando no ar agora, né? E o nosso objetivo é eh desenvolver pessoas, transformar as pessoas faixas pretas nos

66:21negócios, né? Unigil Gitso e Gestão, com o objetivo de desenvolver mindsets e de alta performance para vários tipos de equipes e vários tipos de corporações.

66:32Então esse é o nosso objetivo, é o Jitso ensinando muito as pessoas aí com um poder tremendo de evolução.

66:39» Tavares, muito obrigado, né? Prazer, né?

66:42Espero treinar com você logo de novo. Tô com saudades [risadas] e agradeço todo mundo que nos acompanhou até aqui. Um um excelente eh fim de dia. Boa semana. E nos sigam nas redes sociais também, stoics.dev no Instagram ou stoiks.dev é

66:57o nosso site. Entre lá, conheça a nossa forma de trabalhar tecnologia e venha falar com a gente aí em breve. Valeu, muito obrigado.