Episódio invertido (Nicole entrevista o host); primeiros 20 min são biografia e o conteúdo de negócio só chega depois.
Este episódio é a própria Stoix, entrevistada no formato do programa. Não há análise de convidado: o conteúdo dele serve de baseline para os outros episódios.
00:10Boa tarde, pessoal. Boa noite. Bom, meu nome é Nicole. Eh, eu sou esposa do Rodolfo e hoje quem vai apresentar esse podcast sou eu. Então, quero fazer as honras aqui e apresentar meu convidado. Eh, esse é um episódio daqueles raros.
Momento-chave: Formato invertido: o apresentador vira o convidado00:27Eh, o apresentador atravessa a mesa e vira o nosso convidado. E não é qualquer convidado, né? Hoje quem tá do outro lado do microfone é ele mesmo, conhecido também por ser entrevistador desse podcast, sócio da histórixdeve, pai do
00:43Max da Mavi, vulgo meu marido. [risadas] Ele que há mais de 15 anos atua onde pouca gente consegue ficar confortável no cruzamento entre estratégia, negócios, tecnologia, decisões difíceis, daquelas que não aceitam decisões e respostas prontas. Então, com passagem
01:02por consultorias globais, nesses mais de 15 anos, Rodolfo teve ao lado de executivos se level em projetos de MNA, transformação digital, design estratégico, mas o diferencial dele nunca foi o crachá, nunca foi uma nomenclatura, uma posição.
01:18Ele não resolve problemas em linha reta e eu posso falar isso com propriedade, né? Ele enxerga camadas, conecta contextos, pessoas, incentivos e tecnologia para desenvolver soluções. Contudo, hoje o Rodolfo é sócio da Stox Dev. É exatamente isso que ele faz,
01:37traduzir complexidade em em estratégias que são executáveis e eh tecnologia bem construída, com decisões que se sustentam ao longo do tempo. Fora do escritório, a leitura desse cenário vem do tatame, né? é o que a gente vive dentro do nosso contexto familiar.
01:54Então, Rodolfo Faixa Marrom de Gitso, grau preto de Moitai, pratica esportes e artes marciais aí desde a infância. Soma-se tudo isso a muito estudo, acumuladas a algumas faculdades, pós-graduações, né? e a relação muito clara que eu
02:12presencio todos os dias com a disciplina, a responsabilidade e o propósito. Dentro de tudo isso e no centro de tudo isso, a nossa família. Então, como esposa, eu posso dizer que nada disso discurso, é uma prática diária e é dessa mistura rara de rigor,
02:30com um pouco de filosofia e humanidade que nasce a nossa conversa hoje. Seja bem-vindo ao seu podcast, Rodolfo. » Muito obrigado e boa noite, pessoal. N que bom. Eh, difícil estar do outro lado, mas acredito que vai ser incrível.
02:44E obrigado, meu amor, por ter me apresentado tão brilhantemente mais do que eu conseguiria. » Com certeza. Eh, até importante falar, né, o quanto a gente tentou fazer esse dia acontecer, mas a gente sabe que a realidade do empresário brasileiro com
02:58muita demanda e pouco tempo é tão real que só agora em 2026 a gente conseguiu trazer esse episódio pro ar. Então, quero que você comece se apresentando. Eu te apresentei, eu sei fala muito bem de você, mas eu quero que você me conte
03:13quem é o Rodolfo Vaterl, além do cargo, além da posição, além de sócio da Stoics, além de pai da Mavi e do Max. » É mais fácil perguntar pros outros e ouvir outras pessoas do que falar de si mesmo. Mas vamos lá, né? O Rodolfo ele é
03:29um curioso, ele é um estudioso, ele é um cara que aprendeu disciplina muito cedo, né, na formação militar, na formação das artes marciais e é um pensador não linear, onde o meu propósito é impactar pessoas positivamente. Quando eu comecei a minha
03:49jornada profissional e dentro das escolhas que eu pensei fazer, a primeira direção que eu segui foi a busca pela justiça. Acreditava muito nisso e a ida pro direito, né, me tornar advogado foi eh uma busca por isso. Eu acreditei
04:07que naquele momento, estudando, entendendo, eu fosse ter mais capacidade de praticar a justiça. Infelizmente não é tão simples assim, mas o direito ele me deu uma base muito grande, me levou pro entendimento de questões societárias, questões
04:24tributárias, questões econômicas. E a partir dessa compreensão de justiça, problemas sociais diversos, problemas empresariais diversos, foi que eu comecei essa jornada eh contínua e ao longo do podcast vocês vão entender que tem um sentido de sair de advogado para
04:45eh sócio de empresa e estrategista de negócios, eh desenvolvedor de tecnologia. Mas o caminhar veio muito disso, assim, da minha eterna curiosidade. E eu tô sempre buscando e lendo e tentando entender um pouco mais da complexidade
05:01do mundo, né? E quanto mais eu estudo, quanto mais eu busco informação, mais eu vejo que tá distante, tá longe ainda, falta. E e essa sede vai sempre me puxando pra frente. » E e é engraçado porque quando eu te conheci, eh, o que me chamava muita
No abandono Rodolfo narra a transição de advogado para estrategista, ainda biografia. Pricing por dor, Tech 360 e método de recortes só chegam entre 20:00 e 41:00.
05:19atenção é: "Tá, mas por que que uma pessoa que cursou o direito de repente foi pra parte tributária, fiscal e aí depois foi para outra parte completamente diferente, trabalhar com tecnologia, design, sprint, enfim. Então, como que uma coisa foi puxando a
05:37outra, né? Primeiro você fez o direito, do direito você foi pra parte tributária. O que te levou? O que, por que que você quis ir pra parte tributária? » Eu sou muito grato a algumas pessoas que passaram pela minha vida e elas deixaram
05:51marcas muito profundas. Eh, a minha ida pro direito, pro pra parte tributária foi no meio da faculdade. Eu sempre estagiei, sempre fui um rato de foro. E eu fui fazer uma entrevista num escritório muito renomado com o Fábio Barriquelo, que é um tributarista,
Momento-chave: Feedback que muda tudo: advogado das ruas06:07inclusive bem conhecido. E nessa entrevista eu, né, eh, lutador, bombado e tal, sempre estudei, mas não tava estudando direito com afinco que o direito requer. E ele terminou a entrevista, ele falou: "Rodolfo, gostei muito de você, você tem muito
06:25conhecimento prático, mas você é um advogado das ruas. Você não é aquele cara catedrático, letrado, ficcionado em livros de direito com uma vasta biblioteca, né?" E eu tô falando isso em 2002, gente. Era o conhecimento vinha de livros, não tinha
06:41» Agora eu entendi porque a gente tem uma biblioteca tão grande em casa. [risadas] Eh, o Fábio me dispensou da entrevista e eu saí, com esse feedback negativo num primeiro momento contrariado, né? E você sabe que meu ímpeto
06:58sempre é contestar, mas com o sentar da poeira e pensando muito bem tudo que ele me falou, eu concordei com ele. Eu falei: "Cara, realmente, eu tô no meio da faculdade, eu não estudo direito como eu deveria estudar". comecei a ler eh
07:11freneticamente, sempre li muito, mas nesse momento passei a dedicar meus estudos ao direito e tive a sorte de cair como estagiário do Paulo Caliando, que é um professor da PUC Rio Grande do Sul, um tributarista incrível, eh, e foi
07:27decisivo na minha jornada porque quanto mais eu estudava, mais ele me dava coisas. e naquela sede e ele como um pós-doutor, ele me direcionou para aquilo ali e eu fui indo, né? o o direito tributário começou a fazer parte do meu dia a dia. Tinha um pouco desse
07:44eh modo Robin Hood de ser, né, tirar do sistema e devolver ao empresário aquilo que ele tava sendo subtraído por vezes. E na época eu até questionava a questão tributária e a paridade fiscal que retira da gente tanto, né? E e foi isso,
08:03o direito tributário foi acontecendo e o Paulo e o o Fábio, né? Ele teve um segundo momento, porque depois de formado, eu fui aluno dele na pós-graduação, na primeira pós-graduação que foi eh em direito tributário puro. E ele naquele momento, eu formado, já era
08:21advogado num escritório responsável por uma parte tributária, ele falou: "Rodolfo, você tem condições de ganhar menos e passar trabalho?" Olha que proposta incrível, né? Eu falei: "Tenho, por que, Fábio?" Ele falou: "Vai ser consultor de Big, pegue suas coisas".
08:38Ele sabia que eu recente tinha perdido minha mãe, que tava num iato pessoal, não tinha ainda vínculo familiar, tava sozinho. Ele falou: "Cara, pegue suas coisas, vá para São Paulo e entre num programa de treininho." E aí, seguindo
08:51ele pela segunda vez, né? Nem sei se ele tem conhecimento da importância dele nessa trajetória, fechei minhas coisas, botei todos os meus livros no meu carro e fui para São Paulo. Me atirei para São Paulo, participei de um programa de
09:03trein e entrei como traini primeiro na KPMG. E um adendo muito importante sobre colocar os livros num carro e partir. Sempre que o Rodolfo tem uma mudança drástica de vida, ele coloca só os livros dele no carro [risadas] e ele parte assim. Ele fez quando a
09:18gente casou. » Os livros, os livros me acompanham, né? E a biblioteca, ela cresce, diminui, mas ela me segue. Eh, em São Paulo, eu me deparei com a parte de consultoria de negócios, primeiro na questão tributária, porque era consultoria
09:34tributária/rauditoria/mna, mas eu comecei a ver uma necessidade de entender mais do que as questões legais e aí foi que entrou a contabilidade na minha vida. Tive oportunidade de fazer contabilidade em company já na PWC. e estudar, né, num programa da PUC São
09:53Paulo junto da PWC, a a faculdade de contabilidade orientada muito especificamente a esse mundo de consultoria fiscal, eh fusões, aquisições e tudo que envolvia ali a auditoria. E mais uma vez eu tive uma frustração porque nesse caminhar diversos projetos
10:11foram acontecendo. Eu rodei eh neste momento foi o momento que tava tendo a fusão das Casas Bahia com o grupo Pão de Açúcar. Eh, teve um » super importante, né? uma questão muito relevante de entender quem que era eh o o dominante no processo, se era a
10:27família eh Dinis ou se era a família das Casas Bahia, né? E a gente acabou trabalhando pro pro Abílio e pro Pão de Açúcar em todo esse processo, garantindo neste momento a dominância do grupo para pros Dinis. Eh, e a contabilidade, ela
10:47não resolvia todas as minhas necessidades. Era uma dor que eu tinha, porque eu chegava numa empresa grande, multinacional, com pessoas muito mais experientes do que eu, dentro da questão contábil. E tinha erro, continuava tendo
11:01erro. E não era um erro provocado pela falta de conhecimento, era um erro que eh extrapolava o conhecimento técnico, jurídico, contábil e descambava em outra coisa. ou era entendimento de processo, ou era entendimento comunicacional, ou
11:18era entendimento de pessoas. E isso começou a me fazer eh a me questionar, né, aonde que tava o erro ou como resolver um problema de uma empresa se não é só entendendo de lei, se não é só entendendo de contabilidade. E esse caminhar foi direcionado. Quando
11:35você quando que você enxergou essa esse ponto de inflexão, digamos assim, essa virada de chave do mundo corporativo a construção de negócios, de fato, como você saiu do direito da área contábil para se tornar e fazer o que você faz
11:51hoje? » Eh, dentro das consultorias teve um caso emblemático, né? Vou contar o santo, mas eh conto milagre, mas não conto o santo. Eu passei por uma grande empresa de vidros planos e e dentro desse processo, andando no chão de fábrica, me deparei
Momento-chave: Caso do forno: 86 milhões não contabilizados12:08com um forno eh novo e um forno usado. Perguntando, falei: "Ah, esse forno novo tá registrado? Tá contabilizado? Tá tudo certo e tal". Porque de fato nos livros contábeis eu não tinha enxergado um valor relevante lançado nos últimos um
12:23ano. Se é » e daí eles falaram: "É para tá", né? E o é para tá num ar de incerteza. E de fato não tava, né? Eles deixaram de apropriar nessa época 86 milhões. » Nossa, » né? Eh, hoje seria, sei lá, algo em torno de 500 milhões. Eu tô falando de
12:412008, 2009. E eu fiquei extremamente, como é que num lugar onde eu tenho excelentes profissionais não aconteceu um lançamento que era óbvio? E nesse caminhar eu fui entender, entender o processo, ver quem é que tinha errado, não para achar uma culpa, mas para
12:57corrigir e não acontecer de novo. » Problema. Aham. » E me deparei que eles botaram uma caixa de notas fiscais, ainda não tinha todo esse mundo digital, mas uma caixa de notas fiscais para um menor aprendiz lançar. O menor aprendiz como agente
13:10econômico independente, ele lançava a nota e se tinha crédito, ele marcava, tem crédito, ele tinha que relançar a nota, ou seja, ele fazia o trabalho duas vezes. Se ele marcasse não, ele jogava essa nota pro lado e pegava a próxima. O
13:25que que ele fez? tudo não. E naquele momento, por falta de processo, por ausência de acompanhamento, de orientação, eh, 86 milhões estavam indo pro ralo. E aí foi um ponto para mim que eu falei, cara, vai além do conhecimento técnico. Eu tenho que começar a entender
Momento-chave: Virada: técnica não basta, faltam processos e pessoas13:43mais de processos, de pessoas e e ter uma visão holística não linear sobre os problemas para de fato encontrar uma solução » e não somente resolver aquilo que é solicitado, aquilo que é demandado, como normalmente acontece dentro das
13:57consultorias. » Exatamente. Exatamente. E esse caminhar foi foi andando, as coisas foram acontecendo, né? eh a entrada da tecnologia nesse momento através dos livros fiscais digitais, do SPED digital, eh arquivos XML, a entrada dos
14:14RPS, né, tipo, foi o boom da SAP e e diversas companhias passaram a adotar e aprimorar e organizar suas estruturas em cima do mundo digital. eh, abriu uma porta para mim, porque, mais uma vez, não adiantava eu botar o melhor técnico
14:33SAP, que naquele momento a hora custava a peso de ouro, se eu não tivesse alguém orquestrando de fato a operação. E o cruzamento da operação da estratégia com tecnologia começou a me chamar atenção, começou a me fazer cada vez mais ir para
14:52esse lado. E aí foi nesse caminhar que eu comecei a estudar as questões do design thinking, o pensamento do design aplicado à solução de problemas complexos através de uma abordagem hora eh racional, ora criativa. e conjugando
15:08esses dois lados do cérebro, lições vindas de um outro cara muito importante na minha vida, que é o professor Alessandro Farias, que é professor da Federal de São Paulo e meu mentor nesse processo de transformação. Eh, passaram a ser parte do meu dia a
15:22dia. » Antes de você entrar nessa parte do design, do design thinking e de todo esse processo com o professor Alessandro, eh, em que momento você caiu a ficha de sair de uma carreira corporativa? executivo linear, seguro, CLT, com
15:43possibilidade de ganhos exorbitantes em dentro de um prazo para empreender e saber que você levaria um tempo para construir aquilo que você já tinha no momento. » A história bonita é o desafio, né? E essa inquietude que me move. Eu tô
Momento-chave: Por que largou a carreira executiva16:01sempre buscando algo a mais. Eu quero ser desafiado, eu quero ver os meus limites e a minha vida toda, quando eu cheguei teoricamente, né, no limite daquilo que eu tava fazendo, eu enjoei. Eh, o processo de me tornar um executivo
16:19foi muito rico e eu sou muito grato. Eu construí muita coisa, mas chegou uma hora que eu olhava para cima, né, e não via o desafio que eu gostaria para mim. não era eh algo que eu me imaginasse, né, vendo os meus líderes, alguns que eu
16:34admiro muito e tenho muito carinho, mas não era aquilo que eu queria para mim, não era aquela realidade eh de executivo trabalhando para um lugar fixo, eh sentado às vezes eh numa posição pouco, eh eh pouco operacional ou ou com pouco
16:53poder de resolver as coisas e muito mais burocrática. E eu tava também num processo de me reencontrar, né, de buscar saúde, de buscar eh voltar a treinar, voltar a ter eh um tempo de qualidade e obviamente, né, eh enxergando o meu
17:13futuro e como eu queria estar em 10 anos, em 15 anos. » Você nesse tempo que você viveu em São Paulo, como era a tua rotina, o teu dia a dia? Era como é a vida do paulista? Clássico. Paulistano. Clássico, né? » Clásico. Puxado, sai de manhã, volta
17:28muito tarde, trânsito, trabalho o dia inteiro. » Eu eu eu brinco. São Paulo tem uma goma no chão, né? Uma vez que você passe lá, é difícil você ir embora, porque essa goma gruda e você vai sempre querer voltar para lá. Aí você sabe o quanto eu
17:41sou apaixonado por São Paulo e gosto de São Paulo. » Ao mesmo tempo, quando você se torna paulistano, você ganha licença poótica para odiar São Paulo. E se você for em qualquer lugar do Brasil chegar para um gaúcho e falar: "Cara, o gaúcho é uma, o
17:55Rio Grande do Sul é uma porcaria. O gaúcho vai na bate tá louco, olha aqui, que maravilha que é isso aqui. O Rio Grande do Sul, uma maravilha. Vai no Rio de Janeiro e fala » pro Carioca: "O Rio de Janeiro é uma porcaria". O caraca. Ah, meu irmão, olha
18:08aqui a praia, o céu, não sei o quê. E você chega em São Paulo e fala: "Cara, São Paulo é uma porcaria. O paulista vai olhar para você, vai falar: "É mesmo, mano, é uma bosta. Vamos largar o pé disso aqui". mas ao mesmo tempo não sai.
18:19E eu vivia São Paulo intensamente. Eu trabalhava 14, 16 horas por dia, eh, dormia 4 horas por dia e era isso. E São Paulo me deu esse crescimento exponencial, eh, muito típico de quem vive intensamente uma fase com objetivo. E meu objetivo em São Paulo era esse,
18:40era aprender, era crescer, era me tornar um profissional diferenciado no mercado. Para isso, a dedicação foi condizente. » Perfeito. Perfeito. Então, voltando ao design thinking, como começou? Eh, qual foi o ponto que levou vocês a começarem
18:59a criar um produto, um serviço que trouxesse eh tanto a entrega do estratégico do entendimento, quanto a entrega atrelada a desenvolver tecnologia, a entregar soluções de fato. Nesse processo de transformação digital das empresas, das indústrias,
19:21» dos negócios, » quando foi » o ponto de virada, eu acho que foi 201 2015, né? 10 anos aí, 2015 para 2016. » Foi dentro dessa lógica de enxergar que as soluções eh baseadas unicamente num viés técnico
19:42específico não resolviam. E eu precisava ampliar o meu ponto de visão, entender melhor os usuários, os clientes no centro do processo e conjugar informações. E a tecnologia, ela vem como um resultado desse processo, né? A tecnologia ela faz parte do processo de
20:02construção da solução. » Então eu começo entendendo a dor, o problema, né? E e quando a gente fala em proposta de valor eh do canvas, da proposta de valor do Aster Walder, a gente tá falando muito disso. É a dor que afeta o meu cliente, a dor que afeta
20:21o meu objeto de estudo. E quando eu entendo a dor, eu começo a propor uma solução. E nesse mundo de transformação digital, a solução muitas das vezes passa por um produto de tecnologia, mas a tecnologia como resposta lógica construída a uma estratégia de
20:39atender a uma necessidade, não meramente como uma contratação qualquer. » Perfeito. Isso faz muito sentido porque eh tenho propriedade para falar nisso também. Eu trabalhei na Totus durante algum tempo e sabendo das verticais da
20:54Totus ali, de produtos que eles têm desenvolvidos já prontos, né, a eh a gente ao conectar com os clientes entende que o cliente tem uma dor, ele quer resolver aquela dor, ele tá disposto a pagar por aquilo. Mas quando você começa a entender o dia a dia, a
21:10dinâmica da empresa, da fábrica, enfim, da indústria que você tá ali atendendo muitas vezes, não existe um produto que consiga alcançar todas as necessidades do cliente. E aí que você começa a fazer quebra-cabeça. Então você pega um
Objeção: «SaaS resolve»: vira Frankenstein caro de integrações21:25produto de um, conecta com um de outro e aí começa a virar um Frankstein. E o produto muitas vezes fica muito muito muito mais caro do que o cliente achou que pagaria por conta de todas as conexões, web hooks, enfim, e integrações que muitas vezes precisam
21:40ser desenvolvidas, mas ainda assim não atendem o cliente na totalidade. Então, me conta um pouco como é desenvolver algo do zero pro cliente desde o momento da concepção, da ideia, né, de desenhar de fato o produto que vocês vão entregar
21:56até o final da entrega, como é esse acompanhamento. Me conta um pouquinho mais sobre isso. » Eu começo falando que hoje eu vivo profissionalmente a realização de um sonho muito antigo, né? Quando eu saí da Ernestang em 2015 para 2016, eu fui e
22:12abri, né, em parceria uma consultoria. E essa consultoria ela teve sua história de sucesso, mas ela ainda tinha um viés de construção estratégica, mas pouca execução eh operacional, né? » Uhum. A stoics, ela ela culina nesse processo
22:31onde a gente consegue entender de fato a necessidade do nosso cliente, colocar ele no centro dessa criação e organizar a arquitetária e entregar de ponto a ponto uma solução proprietária para ele, né? » Eh, e isso é um diferencial. Por quê?
22:49porque eu não tô eh adaptando um produto de prateleira à realidade ímpar e única de uma empresa existente. E nesses anos todos, né, com total tranquilidade aí com mais de centena de empresas que eu percorri, nenhuma empresa é igual a
23:06outra. Eu não tenho como conectar uma solução. » Processos sempre são diferentes, independente do que se é vendido, eu posso vender » essa mesma taça. Numa empresa ela vai ser feita de uma forma, na outra ela tem um processo completamente diferente.
23:20» Exato. E nisso a Stoic tem o diferencial. A nossa proposta é, entendendo a estratégia do negócio, eu crio uma solução tecnológica que vá responder aquela necessidade. E a necessidade aí pode ser a mais variável possível, pode ser eh uma revisão de
23:38legado e a gente tem empresas eh com 25, 30 anos que estão fazendo processo de modernização e toda a estrutura que suporta os negócios estão sendo reformuladas. pode ser uma solução alinhada às necessidades de marketing. Então, a gente tem clientes onde ele
23:54tinha uma demanda de crescimento, de entendimento, de clusterização de clientes. E a nossa solução vai ao encontro disso, possibilitando, inclusive que a gente consiga medir e validar o resultado que tá sendo entregue a partir dessa implementação
24:08tecnológica. Pode ser uma solução de cadeia logística. ele tinha uma dor de aquisição e a gente consegue entender essa dor, mapear e gerar automações que facilitem o dia a dia dele. E aí entra um fator, né? Eh, quando eu vendo
24:24estratégia, eu não vendo custo. E tecnologia TI é custo, » via de regra, trabalho. » Hora trabalho, eu vendo investimento versus retorno, porque se eu tenho como mensurar quanto que isso vai render para ele, é fácil, né? Eu eu chego para ele,
Objeção: «Tecnologia é cara»: ancorar preço no tamanho da dor24:43ah, qual é o tamanho da sua dor? A minha dor hoje é de 3 milhões, 4 milhões. Eh, bom, então esse custo que você vai ter e tecnologia não é barato, né? Não existe tecnologia barata, não tem, ah, porque a IA faz, porque não, não faz, não faz. A
24:59tecnologia não é barata. Um produto tecnológico, a gente tá falando na casa de milhão para mais. Mas se eu tenho uma oportunidade de mercado ou uma dor para resolver, eu consigo falar: "Cara, esse teu custo aqui é de 3 milhões. Eu a minha
25:14plataforma custa 1,5". » E o problema do do investimento do dono de empresa normalmente é: "Ah, mas 20.000 é muito caro, mas é muito caro quanto?" quando você não consegue mensurar o que você traz de retorno para ele. Então ele pagar uma plataforma SAS
25:32sempre é caro. A implantação é cara e o SAS é caro. Por quê? Porque ele não consegue mostrar retorno e a empresa também não consegue dar o retorno para ele em tempo real. Mas quando você desenvolve o produto, então você consegue mensurar esse retorno pro
25:44cliente e aí fica muito mais atrativo. » E hoje a gente vive uma onda onde a ausência de processos teoricamente é respondida com implementação de tecnologia e não é. Então eu passo por alguns negócios, por algumas empresas que tem uma enchurrada
Objeção: «Contratar ferramenta basta»: sem processo nada conversa26:00de contratação. O cara contratou um CRM de lá, contratou um RP de cá, contratou um chatbot de lá, » não conversa com outro, » nada conversa com nada, mas ele acha que a simples contratação vai resolver a dor dele e não vai, porque se ele não tiver
26:14um processo estruturado e pessoas saibam manipular a ferramenta » operando, cara, a ferramenta não vai fazer nada sozinho, » com certeza. E e nessa onda, né, de de tecnologia, é bonito falar » e por isso que se paga também tão caro
26:31em implementação, porque a implementação nada mais é do que um time que entende da ferramenta ter que te ensinar o que você ou empresa tem que fazer, como você tem que fazer. Muitas vezes a implementação de fato a eu estar pagando
26:44para alguém me ensinar qual é o processo em decorrência disso. Talvez eu tenha que fazer alguma modificação nesse processo, mas é a empresa me ensinando. A maioria dos SAS funciona assim hoje em dia. » E a dor é justamente essa, porque eu
26:56pego um processo vindo do do SAS Tecnológico, » não foi construído para mim » e tento encaixar como um tétris de peça errada no processo que tá no cliente. ao invés de eu ir para um desenvolvimento proprietário, onde eu mapeio o processo
27:13existente, entendo de fato como que funciona e aí faço a construção da tecnologia em cima daquilo ali, orientado aquilo ali. E para quem tá nos assistindo, né, neste virado aqui, eu acho que a gente vive um momento dentro de uma curva exponencial de
27:29crescimento tecnológico, é cada vez mais eh rápido construir, é cada vez mais eh necessário que a tecnologia seja proprietária e construída para aquela realidade. » E quem que vocês entendem hoje que é o cliente de vocês? porque eh vou me
27:48colocar nessa posição de cliente. Hoje eu tenho. » Posso só, » por favor?
28:08Desculpa, pessoal, [risadas] não estamos acostumados, ao vivo, não estamos acostumados com o podcast nesse horário. Eh, voltando, né, me colocando no lugar de cliente hoje. Hoje eu trabalho dentro de uma empresa que tem uma necessidade.
28:22Nós temos uma plataforma SAS, ela não nos atende, então a gente tem que ficar dando volta no sistema para que o sistema nos entregue o que a gente precisa e muitas vezes não entrega, né? Eu tenho dentro do mesmo subsistema necessidade de emissão de nota de
28:34produto, nota de serviço e todas as questões tributárias além da parte de gerenciamento ali de estoque. O sistema me entrega algumas coisas das minhas necessidades, mas não todas. Só que eu entendo hoje que eu não posso, ainda não
28:49consigo ser um cliente para vocês. Então, quem vocês entendem que é o cliente ideal? Qual é o perfil de cliente ideal que vocês querem atingir ou que vocês atingem? O perfil de empresa? Em que patamar essa empresa tem que tá? » Como eu falei, hoje a gente vem de
29:03estratégia alinhada a uma necessidade. A necessidade ela tem uma mensuração. » Qual é o tamanho da sua dor? » Quanto que vale a sua dor? Perfeito. » É justificável que você invista para resolver ela. » Dentro dessa lógica, né, a gente tem um
Momento-chave: Cliente ideal: faturamento acima de 20 milhões29:19recorte muito claro que são empresas com faturamento acima de 20 milhões, eh, com uma visão moderna e positiva da realidade, que querem e entendem que, eh, investir gera resultado, né? Eu falo que a cabeça do dono do negócio, ela tem
29:38que tá orientada ao resultado. E não existe, gente, em qualquer seara da construção humana, não existe ganho sem investimento. Eu não tenho qualquer coisa, né? Eh, o Gilgitso são 12, 13 anos para conseguir uma faixa preta, uma faculdade são 5, 6 anos de
29:59estudo, eh um conhecimento, né? Eh, seguindo a lógica do Outliers lá, são 10.000 1000 horas de dedicação para você ser expert em alguma coisa, tudo tem investimento. Então, eh, a gente trabalha com empresas que têm dores que comportem esse investimento em
30:17tecnologia e que enxerguem que para ter ganho é preciso ter investimento. E quando isso acontece, a gente entra junto e garante o retorno. a lógica da Stoics. E por isso que a gente tem esse compromisso e é um compromisso que gera
Objeção: «Consultoria vende hora»: skin in the game, resultado30:31sofrimento, porque a gente não tá simplesmente vendendo hora homem, a gente tá dentro do processo, a gente quer entregar resultado pro cliente. Eu falo, né, na Cintaleb lá, é skin the game, eu tô botando a minha carne para jogo. E se quiser que eu participe do
30:49seu negócio, eu vou participar do seu negócio. A gente vai dividir custo, a gente vai trabalhar e a gente vai ganhar junto, porque eu quero ganhar e eu sei que eu vou ganhar. e o investimento de você vai gerar resultado. E isso é o
31:01recorde que a gente faz, essa mentalidade, né? Não vou falar mindset, vou falar essa mentalidade de investir para ganhar e o problema ter obviamente um um retorno financeiro que justifique gastar o que se gasta em tecnologia. Como eu falei, não tem tecnologia
31:17barata, não existe, não é ferramenta de A que vai fazer se tornar barato, porque a ferramenta de a ela é operada por um ser humano que tem 15, 20 anos de estudo, de conhecimento. » Conhecimento, com certeza. E dentro disso, ah, OK, você me convenceu, quero
31:34ser seu cliente. Como é o processo, eh, até que a gente comece a desenvolver um produto? Quais são as etapas? Partindo do ponto eh no qual a gente vai fazer uma discussão comercial ali, um entendimento de valores, mas e depois
31:49depois disso, como que a gente vai desenvolver eh o meu produto, as minhas necessidades, é usado design sprint, não é usado design sprint? Eh, thinking, como que me conta o passo a passo. » Hoje a gente tem dois modelos de
32:02entrada, né? tem o modelo do cliente que sabe que precisa passar por um processo de transformação tecnológica, que ele sabe que tem uma série eh de demandas eh que precisam ser vistas, mas ele não sabe exatamente qual. E e normalmente
32:20esse é o perfil do empresário eh típico. Ele não é eh um nativo tecnológico, assim como eu que sou um quarentão. Eh, eu me tornei tecnológico ao longo do tempo. Esse empresário ele não é tecnológico, então ele não entende de programação, ele não entende de
32:37infraestrutura, ele tem conhecimento » de tudo » sobre o negócio dele. Quando esse cliente sabe da necessidade, mas não sabe exatamente o que que ele precisa fazer ou para onde olhar, a gente tem uma ferramenta orientada por
Momento-chave: Tech 360: diagnóstico com IA em seis semanas32:52inteligência artificial que a gente chama Tech 360. Eu entro dentro da empresa e conectando uma série de ferramentas e vários experts. Em seis semanas eu faço o mapeamento de todas as verticais que envolvem tecnologia dele, infraestrutura, segurança, sistemas
33:07proprietários, sistemas terceiros, aplicação de dados IA e revisão de pessoas. Então, em seis semanas, com uma série de ferramentas, eu consigo mostrar para ele que, olha, você tem uma possibilidade de redução de custos na sua infraestrutura, você tem um risco na
33:22sua segurança, você tem uma capacidade de melhoria ou de retorno em cima do seu sistema proprietário. Esses sistemas que você contratou aqui, você tá gastando dinheiro e não serve para nada. Dá para aplicar IA e dados para chegar nesses
33:38resultados estratégicos e o seu time tentar o perfil. Isso é tudo que o o dono de empresa gostaria de ouvir, mas não sabe que existe. » Exatamente. Então eu uno essa história, né, a minha história, o meu no de auditoria com esse viés de tecnologia
33:55para mapear e entregar num dashboard na mão do dono, dos diretores, dos conselheiros, de forma fácil traduzida paraa linguagem de negócio, tudo que ele precisa saber na perspectiva de tecnologia. E a decisão é dele sobre a contratação do servidor posterior.
34:10» Vai fazer, eu entrego para ele com o Roy. Eu mostro, ó, isso aqui tem tanto de possibilidade, isso aqui vai gastar tantas horas, mas vai te dar tal retorno. Ele tem a decisão a partir daí na mão dele, dono do negócio. Quando é
34:24uma dor já existente, né? pegando o caso do varejo que queria clusterizar, aumentar vendas e chegar no seu cliente de forma mais inteligente, ele já vem com a dor. Então eu não faço esse 360 com óleo para tudo, mas faço um processo
34:40de imersão e aprofundamento naquela estratégia ali. Qual é a estratégia? Ah, é aumentar a minha receita em 5% pro ano que vem. Cara, 5% de aumento de vendas é substancial. Não, não é pouco quando se fala de um varejo que tem centenas de
34:56lojas e milhares de vendas. Eh, eu entendo a necessidade dele e começo a fazer um mapeamento em cima dessa dor. O que que você tem hoje rodando? Como que funciona seu processo de vendas? Qual é seu processo de comunicação? E aí entra
35:10a questão do design think. Eu coloco ele no centro de um processo, rodo o que a gente chama de etnografia, que é entender, observar e mapear e sem julgamento o que ele vem fazendo. Deculpo esses dados através de uma série de perspectivas e experiências que o
35:29tempo me deu e monto uma proposta de tecnologia. Essa proposta de tecnologia, obviamente vai caminhar ao encontro dessa dor que ele já trouxe e muito provavelmente também consigo mostrar para ele um ROI a partir da implementação.
35:44» Impli. Vocês dão sequência nesse atendimento? Como funciona? Ou entrego a solução pro cliente e o cliente depois é que faz a gestão disso por conta própria? » O suporte ele é permanente, né? A tecnologia, eu brinco que ela tem eh uma
36:03necessidade constante » de adaptação, » de é de atualização, » mesmo assim em algum momento vai bater um vento numa árvore e ela vai parar de funcionar do nada. » Uhum. » Sempre acontece. » Sempre acontece, né? Mas a gente faz a
36:17manutenção, faz o suporte e faz o acompanhamento. Esse é um modelo. O outro modelo que nem eu falei, é a gente entrar junto e e e se tornar parceiro naquela unidade de negócio, resolvendo a dor com ele e construindo uma saída que
36:32seja vantajosa para ele e que de alguma forma eh rem » algum tipo de retorno. » Exatamente. Exatamente. » Perfeito. Perfeito. Legal, Rodolfo. E como que você enxerga a importância de conectar a estratégia com a tecnologia
36:46dentro de tudo isso que a gente conversou até agora? » A estratégia ela é mandatória, né? Eu não tenho como construir nenhum negócio sem olhar numa perspectiva de para onde eu tô andando. Eu eu eu acredito muito nessa construção como um norteador. A
37:04realidade vai mudar, mas eu tenho que ter um direcionamento. E quando a realidade muda, eu reviso o meu plano e readeco a estratégia. Mas eu tenho que saber para onde eu tô indo. As empresas que têm sucesso ou qual os negócios que
37:18têm sucesso, eles sabem para onde tá indo. A gente fez um projeto com uma empresa que é de capital chinesa. Ela é ela é comandada pelo estado chinês, mas ela é uma multinacional e tá em diversos lugares do do mundo, inclusive no
37:33Brasil, atuando em diversas áreas eh de energia. Essa empresa, ela tem planejamento secular. Seular. A gente sentou com eles, conversou com eles e eles tinham planejamento para 100 anos, né? Ah, eh, a chance de acuracidade de um planejamento de 100 anos é grande?
37:51Claro que não, vai mudar, tem muita coisa. Não consiste um caminho a ser seguido, » mas existe um caminho a ser seguido. » Eh, a gente vai para alguns negócios que estão vivendo, » não sabe nem o que vai fazer no próximo
38:03trimestre. Exatamente. Não sabem para onde estão indo, não sabem o que estão olhando. Então, eh, sabe, tipo, ah, onda bate, ele vai para um lado, a onda bate, ele vai pro outro e ele tá ali respirando. Então, a estratégia é mandatória no sucesso, mas a estratégia
38:18não faz nada se eu não tiver uma execução, né? Eu até anotei, [risadas] vou colar aqui porque eu queria eh trazer isso, né, e não deixar passar, né? Eh, a estratégia como mandamento e a execução como virtude. A estratégia ela é fundamental justamente para dar esse
38:39direcionamento, mas se eu não tiver a capacidade de executar o meu planejado, início, meio e fim, nada acontece. Então, é muito bonito planejar, né? É aquilo que a gente fala sobre o Excel, né? O Excel aceita qualquer coisa. » Eu posso colocar no Excel lá que no
38:56final do ano eu vou estar rico. » O Excel vai aceitar isso. Se eu vou conseguir executar aquilo ali, são outros 500. » E aí entra os cortes do plano, né? Quando a gente faz um projeto e agora a gente tá construindo um projeto muito
39:08legal com uma empresa muito legal, a gente começa entendendo o problema, né? O problema é esse. O problema tá posto. Quais são as possibilidades de solução? X, Y, Z, caminhar para cá, fazer isso, construir isso. OK? Se eu resolver esse
39:23problema, aonde que eu vouar em 2 anos? E eu gosto do recorte de 2 anos para construção de produto, porque com a volatilidade do momento e com as mudanças que acontecem, 2 anos é um prazo considerável OK, né? » Mas eu não tenho controle sobre anos, eu
39:42tenho um » No Brasil hoje em dia, a gente não tem controle nem sobre a próxima semana, né? [risadas] Quanto mais do anos, » não é? Então o primeiro recorte é 2 anos. Então a estratégia alinhada a uma visão de 2 anos. Para eu chegar nesses
Momento-chave: Método dos recortes: 2 anos, 6 meses, 15 dias39:56dois anos, eu faço um segundo recorte. Aonde que eu tenho que estar em 6 meses? E daí pegando o que você falou da sua planilha de Excel. Eu coloquei uma meta de final de ano. O que que eu vou ter cumprido em 6 meses para garantir que no
40:09final do ano eu atinja o meu resultado? Se eu quero estar em 2 anos num patamar, minimamente em 6 meses eu tenho que estar em patamar menos x%. E o recorte é muito simples. 2 anos é uma meta eh otimista, 6 meses é uma meta pragmática,
40:27é pé no chão, porque eu tenho que cumprir isso para acontecer. E isso vale para qualquer projeto, projeto pessoal, projeto empresarial, estratégia de crescimento, qualquer coisa. E daí eu vou para um terceiro recorte, eu saio de
40:396 meses e vou para 15 dias. O que que eu tenho que fazer em 15 dias? Resolver para garantir que eu vá em 6 meses nesse patamar e vatar em 2 anos nesse patamar. Quando eu falo de negócio, cara, às vezes 15 dias é assinar um contrato, eh
40:57é conversar com o fornecedor, ver se eu vou ter acesso esse fornecedor, eh ver se a minha estratégia tem respaldo lógico no mundo que eu tô envolvido, é definir o time, é organizar orçamento de investimento, eh eh são coisas muito
41:13básicas. Normalmente os 15 primeiro dias são fatores que ou impedem o processo » ou são risco de processo ou que são necessários ao processo. E se eu dou esse primeiro passo, eu já tô mais perto dos seis meses. E leva isso pra vida
41:28pessoal, né? Ah, eu quero correr o Iron Man daqui a 2 anos, né? Não, eu não quero, gente, não. Longe de mim, não é para mim, [risadas] mas eu quero. Eu vou acordar daqui a dois anos e conseguir correr. » Você fizer isso todo dia,
41:41» não vou, mas eu posso fazer um recorte. Aonde que eu tenho que estar em seis meses? » Acho que aí você entra numa pergunta que é a próxima já sobre gestão de fato, né? Eu fiz aí, tive quase 10, 12 anos de na frente de grandes empresas, gerindo,
41:59continuo gerindo. E para mim a gestão ela é baseada em três pilares muito claros, são pessoas, processos e ferramentas. Então, o que é gerir dentro dessa perspectiva para você e, né, dentro de tudo que você vem falando agora? Eu concordo 1000% com a sua
42:19eu eu sempre falo que é pessoas processo de tecnologia, » néum? » Eh, pessoas no centro do que a gente faz. Tudo que a gente faz envolve pessoas. Ou é para pessoas ou é com pessoas. Nada faz sozinho. » Sim. » E se você quer fazer uma gestão
Momento-chave: É muito caro trabalhar com gente barata42:36eficiente, comece por entender quem está no seu lado. É muito caro trabalhar com gente barata. É muito custoso trabalhar com gente ineficiente. » Eh, e ao mesmo tempo, né, é engrandecedor você se sentar e estar cercado de pessoas que contribuem, que
42:57te fazem crescer, que colabora, pessoas é a chave do sucesso do negócio. Na conversa com o Ricardo, que foi a última conversa final do ano, a gente falou sobre o cavalo e o joquey, né, o o empresário, empreendedor ou a empresa. E
43:14a gente chegou por conclusão óbvia que o sucesso tá no Joking. Quando eu falo de um time, cara, eu tenho que estar muito confiante. Se eu pegar, eu eu gosto da analogia do rugby. O rugby, ele tem uma posição que é o scran. » Uhum. Crano é uma posição de ganho de
43:34campo, onde as pessoas se apoiam uma nos ombros das outras e quem tá na frente, no meio, tá apoiado só no colega do lado, num processo de confiança plena que aquele cara vai dar sustentação para ele e vai fazer ele andar pra frente de
43:49forma segura. A empresa é o escrã o tempo todo. Eu não posso me apoiar em alguém que vai me deixar cair. E se eu tô montando um time, se eu tô construindo uma gestão eficiente, eu tenho que tá com o meu scram muito forte, com o meu time muito forte,
44:05porque a minha equipe ela é mandatória e às vezes a minha equipe vai ser melhor do que eu em vários fatores. nos » e esse é um recorte muito legal, desculpa de cortar, porque assistindo, né, eh, no backstage aí vocês trabalhando todos os dias e muitas vezes
44:22até muito tarde resolvendo problemas que, enfim, acontecem dentro das empresas que vocês atendem. Eh, é muito legal enxergar, assistir isso, né? Porque vocês o tempo todo tão de fato se suportando. E não é uma nem duas vezes, mas por várias vezes eu escuto lá do
44:40quarto às vezes. Eu adoro trabalhar com Leonardo. [risadas] Eu acho isso, eu acho isso muito legal porque eh eu vejo mesmo vocês se conectando, né? onde um, eu gosto muito daquele conceito eh t shaped concept, aonde eu não consigo tocar ou outra
45:01pessoa toca. Então eu tenho um conhecimento profundo sobre alguma coisa e desenvolvo aquele conhecimento profundo. Mas dentro do meu squad, aonde eu não toco, eu encosto meu braço na outra pessoa e a outra pessoa me complementa. Então eu vejo muito isso
45:16acontecer com vocês e eu acho que isso é muito engrandecedor para uma empresa, né? E o stoik não é à toa, é stoices de de stoicismo, é de busca por conhecimento, é de busca por formação, não só para nós, mas pro nosso time. E eu falo assim, a Stocks é a realização
45:32de um sonho, porque hoje eu tenho no Leonardo e no Méd, que são meus sócios, um scram muito forte e muito eh eh agregador a capacidades que eu não tenho. MED é um um um cientista de um cientista da tecnologia, um CO, um cara com 25 anos que é um gênio, né? ele ele
45:54consegue capturar coisas e trazer para dentro da realidade do que a gente produz coisas que estão na fronteira do conhecimento. E isso gera para nós um um crescimento exponencial constante. O Leonardo, cara, ele tem 20 anos de
46:09tecnologia, era daquele programador TI raiz, né, que ficava na caverna isolado. » É, até hoje ainda, né? [risadas] » Não, mas ele tá saindo de casa. » Saindo da caverna. » E cara, e ele é genial. E a gente não
46:23tem só relações de eh bajulação, não. A gente tem relações de confronto. A gente se posiciona por vezes de forma contrária, mas dentro de uma lógica de crescimento. E a equipe que tá vindo o núcleo duro, né? As pessoas que estão
46:38entrando, cara, eh, eu poderia elencar, cara, tem Benjóia, tem Hugo, tem Roberto, eh, tem Lucas, sabe? o time que tá se formando, Bruno, pô, são tantos nomes de pessoas tão grandiosas e tão eh eh específicas, né, que eu sinto essa
46:59essa essa cara, eu tô pronto, sabe? Tipo, » e quem se beneficia disso é o cliente, né? Exatamente. Exatamente. Porque quando o pau tora e a gente tem que entrar 15 dias noite adentro, eu tenho várias possibilidades de construir times
47:17de alta eficiência, né? Times de elite dentro da tecnologia para resolver. E esse é um diferencial de vocês, porque já trabalhei também na área de tecnologia e, enfim, eu vejo que ter a possibilidade de contar com um time que esteja ali 24 horas disponível para
47:33você, muitas vezes você paga muito mais para ter essa disponibilidade e nem sempre você tem a disponibilidade que eu vejo vocês terem. Eh, em que momento vocês tomaram essa decisão de que vocês prestariam essa esse essa excelência,
47:48essa qualidade de serviço » ou não foi tomado? » Não foi tomado. É, é consciente, né, da escolha do nome do históico a fazer diferença num mercado que é extremamente corrompido, né? Eu tenho muita gente que promete fundos e mundos e não entrega
Objeção: «TI promete e não entrega»: compromisso com resultado48:05nada, né? Eu tenho exemplos aí de gente que tá dois anos esperando um aplicativo e o aplicativo não sai e não vai sair. Por quê? Porque tem um time do outro lado, uma liderança do outro lado corrompida que não quer entregar. Então
48:20o processo que a gente adotou é, cara, a gente vai fazer diferente. E o fazer diferente é skin in the game. Skin in the game é meu compromisso é com o resultado do cliente. E se o meu compromisso é resultado do cliente, eu vou fazer o que precisa ser feito. Eu
48:33vou inverter a pirâmide de Maslow e vou trabalhar como um time de elite. Eu não tô nem aí se eu não vou comer, se eu não vou dormir, desde que eu cumpra a minha missão. O meu interesse pessoal vem depois do meu objetivo enquanto
48:47resultado, enquanto empresa. E quem tá do nosso lado caminha no mesmo sentido e os meninos ganham por isso. Ninguém trabalha de graça. E quem tá entrando dentro desse processo de construção e a gente tem uma escola de formação e busca
48:59a gente que se identifique com essa vontade, tá crescendo junto e a carteira da empresa tá crescendo junto e os clientes enxergam isso e nos convidam a participar cada vez mais dos processos. de quem não é nosso cliente, venha ser
49:11nosso cliente e entenda uma forma diferente de trabalhar, porque isso é o que a gente tá buscando. Eu quero chegar em resultado e o resultado é o que me motiva. Não é não é alocar hora, não é vender eh enrolar. » E quem quer trabalhar com vocês faz
49:27como? » Entra no site.dev. Lá tem a área de educação que tem as informações de acesso. Acesse o nosso LinkedIn. A gente tem no LinkedIn um um processo muito bem organizado, onde a pessoa entra no Clickup, faz o cadastro,
49:44submete alguns testes, passa por um processo de formação. Hoje a gente tem um time constante em formação. a gente brinca que vai para campo quem já tá preparado, mas em projetos internos e coisas que a gente vem desenvolvendo, a
49:58gente tá o tempo todo colocando gente para se desenvolver, para aprender essa forma de entender tecnologia, para usar as ferramentas que a gente usa e que hoje são diferenciais na nossa construção. E quando eles chegam num determinado ponto de maturidade, eles
50:14vão para campo e vão pro mundo real. Perfeito. Bom, a gente vai chegando aí ao final de mais um Stoicast e eu queria fazer esse grande fechamento aí trazendo uma alusão, né? Eu, como faixa preta sei que o Tatame nos forja pra vida. Então,
50:30aonde você conecta eh esse simulador da vida real, que é o Tatame, com o que você vive todos os dias dentro da Stoics, eh dentro do teu dia a dia, da rotina e de tudo que você vem desenvolvendo? Eh, eu comecei a fazer arte marcial com
50:477 para 8 anos porque eu era uma criança problema, né? Eu era o o gardenal, né? Eu era o gardenal. E eu fui fazer karatê para controlar um pouco esse a agressividade, a hiperatividade e tudo mais. E o karatê, né, professor Hélio do
51:05Colégio Militar, algum momento vê isso, eh, me direcionou, né, me deu um um o início dessa do marco da disciplina. E a disciplina da arte marcial, ela é fundamental na vida. Quem tem filho e quer que o filho desenvolva além de casa
51:23processos disciplinados, coloque seu filho numa boa escola de jugitsu, numa boa escola de judô, numa boa escola de moitai, porque a arte marcial ela vai ser pra vida toda. Eh, do karatê eu fui pro Muai. Muitai naquela época tinha uma
51:38característica mais livre, mais selvagem. E isso me chamou atenção e e ali eu fiquei, né, até eh os meus dos meus 11, 12 até os 26 anos. E isso também faz parte da minha vida. Esse lado selvagem é o lado que eu carrego pro mundo empresarial. Eu levo a
51:58vontade de ganhar, a vontade de vencer, a vontade de fazer executar o que precisa ser executado da arte marcial pro mundo dos negócios. E trazendo, né, mais recente ou mais pro jitsu, que é a nossa arte, que é o que nos uniu enquanto família. Eh, o jitsu é a arte
Momento-chave: Jiu-jitsu: respirar sob pressão, conforto no desconforto52:19de respirar durante a pressão. Você aprende, né, o Fábio, ele fala, né, a encontrar conforto no desconforto. E a vida do empresário é encontrar conforto no desconforto » e é gerir todas as frustrações também, né? Jit, talvez seja a arte marcial que você
52:36é mais subjulgado, faz parte do processo de aprendizagem você perder, acabar dando os três tapinhas. E isso faz com que você entenda que você não é um superherói. Quando você é empresário, você vai ser subjulgado, você vai viver
52:52sob pressão, você vai ter que encontrar conforto no desconforto, você vai ter que continuar respirando. E às vezes é melhor tomar um joelho na barriga do que passar por um processo próximo de falência, do que passar por um um uma
53:06ação eh trabalhista. Às vezes é e o o mundo real é mais duro do que o tatame e você aprende a respirar, a saber que aquilo ali é passageiro, de que você precisa continuar lutando e seguir em frente, né? Seja na empresa, seja na
53:23vida pessoal, a vida vai te pressionar. Você vai tomar um joelho na cabeça, não é nem na barriga. [risadas] E nesse momento, se você tem essa consciência que o jit no dá, nos dá, que você respira, pensa, que você tem que achar um caminho, né? Isso tudo se torna
53:43natural, facilita o processo de evolução. » Excelente. E com essa finalizamos então o Storic, eu gostei disso, pô. Já fechou o tempo. » Fala mais da cobra. [risadas] Gente, é isso. Acho que a gente teria aí papo para mais duas horas, se fosse o
54:01caso, né? Só só o ano que vem agora, » mas eu acho que a gente eu acho que a gente pode pensar em mais episódios trazendo um pouco mais do que vocês vêm desenvolvendo como empresa, que como eu falei, é algo que é muito legal. E tendo
54:13vivido esse mundo tecnológico de comunicações, de negócios e etc, eu sei que é o que vocês têm para oferecer pro mercado é um grande diferencial. desenvolver a de acordo com a necessidade do cliente, quase taor made, né, quase feito ali a sob medida pro
54:30cliente, é o que a maioria das grandes empresas hoje precisam e muitas vezes nem sabem que precisam. Então, acredito que seja isso. Obrigada por ter me dado essa oportunidade aí de estar te entrevistando » como profissional, né? Não que eu não
54:43saiba de quase tudo que você falou, mas eu acho que é muito legal poder trazer isso pro público também e para que as pessoas, principalmente os clientes da Stoics, conheçam essa trajetória de vocês. E mais do que tudo isso, né, o
54:55propósito, acredito que muita gente olhe para essa logo e não entende muito bem o que é o estoicismo de fato, mas eh com certeza quem contrata o serviço de vocês tá fazendo uma excelente contratação. » Muito obrigado. Eu fiquei muito feliz de
55:09compartilhar mais esse momento com você. você sabe o quanto você é especial para mim. E obrigado, né, quem tá aqui nos assistindo, eh, entre em contato conosco, nos procure, nos adicione, mande mensagem, bora conversar, tomar um
55:22café, entender como essa lógica histórica e o nosso propósito pode est aderente à estratégia do seu negócio, a construção da sua tecnologia, a necessidade de crescer, de vencer e obviamente, né, superar cada vez mais barreiras e desafios. E a gente acredita
55:40muito no lado positivo das coisas, né? 2026 é um grande ano e vai ser um grande ano, assim como 2027, 28, 29 e a gente vai sempre pra frente. Ah, e vai ter joelho na barriga e a gente vai continuar respirando » e a gente vai vencer. E é isso que
55:54acontece. » Agradecer os meus sócios, né, Leonardo Med, né? Eu não falei do João quando eu elogiei a equipe. O João, nosso gerente de projetos » ruras, churrasqueiro, de mão cheia. » E é isso, a Stor está aí. para fazer
56:09diferença e para continuar entregando resultados, estratégia com tecnologia. Muito obrigado e uma boa noite. » Obrigado pessoal. Aí,