EP 16 · 26/06/2026 · 1:01:33

Do Esporte à Política: A Jornada de Quem Dedica a Vida à Transformação Social!

Valmir Matos (Secretário de Estado do Esporte do Paraná) · assistir no YouTube

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Stoix e o convidado

Leitura comercial interna: onde o negócio do convidado encosta no da Stoix, onde disputa, e o que dá para propor. Material de preparação, não vai para o convidado.

Secretaria de Estado do Esporte do ParanáSetor público estadual, política de esporte

Valmir Matos é secretário desde 2019 e reconstruiu a política estadual: Proesporte saiu de R$ 2 milhões para R$ 100 milhões, R$ 200 milhões foram repassados a fundos municipais e o diagnóstico dos 399 municípios com a UFPR gerou mais de 4.000 páginas. Ele mesmo declara o fim do ciclo: 'em 31/12/2026 secretário, em 1/1/2027 cidadão'.

Sinergia

Onde o negócio dele encosta no que a Stoix faz.

  • Ele admite a lacuna no ar: 'ainda estamos numa fase de índices' (42:58), e mensuração de política pública é venda de dados e painel, não de sistema genérico.
  • O observatório do esporte está em conversa com a Fundação Araucária (56:15), ou seja, existe projeto novo ainda sem executor e com fonte de recurso distinta da secretaria.
  • O diagnóstico de 4.000 páginas por município é matéria-prima pronta para busca semântica e comparação, capacidade que a Stoix já opera.
  • O cohost do episódio, sobrinho do secretário, já atua como indicador junto à Stoix, o que dá acesso sem custo de prospecção.

Atrito e competição

Onde disputam orçamento, papel ou têm visões conflitantes.

  • Já existe incumbente contratado: uma empresa de tecnologia de Maringá está desenvolvendo o sistema de mensuração (43:10). Entrar significa disputar contrato vigente ou aceitar papel secundário.
  • O modelo comercial da Stoix (preço pelo tamanho da dor, skin in the game, ganho compartilhado) não sobrevive à compra pública, que exige rito, preço fechado e pagamento a prazo longo.
  • Mandato encerra em 31/12/2026 por decisão declarada dele: contrato assinado agora corre risco de morrer na transição de governo.

Oportunidades comerciais

O que dá para vender, construir junto ou indicar.

  • Observatório do esporte via fundação

    Plataforma de índices por município sobre o diagnóstico da UFPR, contratada pela via de fomento com a Fundação Araucária em vez do orçamento da secretaria. Agora porque o projeto está em conversa e ainda não tem executor.

    Venda direta
  • Camada de leitura do diagnóstico

    Busca e painel comparativo sobre as 4.000 páginas, entregue como pesquisa aplicada com a UFPR, o que encurta o rito de compra. Hipótese a confirmar com jurídico antes de propor.

    Co-criação
  • Produto replicável para outros estados

    O secretário do Rio Grande do Sul já veio aprender o modelo paranaense (40:00 a 45:00). Empacotar o sistema com o Paraná de vitrine e vender por indicação entre secretarias resolve o risco de depender de um só mandato.

    Parceria de canal

Perguntas em aberto

O que precisa de resposta antes de montar proposta.

  1. Qual é a empresa de Maringá contratada, qual o escopo e até quando vale o contrato?
  2. A compra sairia por licitação, convênio com fundação de apoio ou dispensa? Cada rito muda prazo, preço e quem assina.
  3. Existe dotação orçamentária para tecnologia dentro do Proesporte em 2026 e ela é reempenhável em 2027?
  4. Quem assina de fato: o secretário, o diretor administrativo ou a Casa Civil?
  5. O plano decenal aprovado na Assembleia obriga mensuração por lei? Se sim, esse é o gatilho que sustenta o contrato depois da troca de governo.
  6. O contrato de indicação com o cohost está assinado? Sem isso, não se leva uma oportunidade pública originada por ele para a mesa.

Levantamento a partir do que foi dito no episódio, complementado por pesquisa pública. Onde está escrito "a confirmar" ou "provável", é hipótese, não fato verificado. Uso interno Stoix.

Trecho falado no ponto de abandono médio Objeção levantada ou rebatida Momento-chave

Momento-chave: Abertura do EP 16 com Valmir Matos e Marlon04:16Muito boa tarde. Bem-vindos ao nosso 16º do Stockscast, o podcast patrocinado, desenvolvido pela Stocks Dev, nossa empresa de tecnologia. E hoje, né, e extraordinariamente às 4:30 da tarde com Valmir Matos, secretário de

04:35estado do esporte do Paraná e Marlon Noveleto, né? Bem-vindo, Marlon, como meu cohost hoje. Valmir, muito obrigado pela sua presença. Obrigado por pela oportunidade de compartilhar um pouquinho do seu tempo, que a gente sabe

04:49que é bem corrido conosco e com os nossos ouvintes. E gostaríamos de te ouvir. Comece contando um pouquinho quem é Valmir Matos e como eh a sua trajetória o trouxe até a Secretaria de Esporte do Paraná.

05:03Esporte do Paraná. » [roncando] » Obrigado, Rodolfo. Obrigado, Marlo, por estar aqui conversando com vocês.

05:09Eh, uma oportunidade interessante para mim, pessoalmente, poder dizer um pouquinho da minha história, né? Porque a gente muitas vezes perde a noção de onde veio e para onde você vai, né? O dia a dia nos consome de uma forma quase

05:21que devastadora, né? as demandas de processos, demandas de toda a natureza que você enfrenta no dia a dia, muitas vezes nos não nos atemos a isso, mas eu tenho muito orgulho da minha trajetória.

05:36Eu nasci numa cidadezinha pequena do interior do do Brasil, né, que é Mato Grosso do Sul, bonito Mato Grosso do Sul. E lá eu vivi até os 16 anos, 15, 16 anos, né? E de lá, meu pai, a fazendeiro de médio porte, resolveu que

05:53nós deveríamos estudar.

05:55[roncando] E aí vendeu tudo que tinha e mudamos paraa cidade chamada Miranda também em Mato Grosso do Sul.

Momento-chave: Do colégio em Miranda ao seminário em Ponta Grossa06:01E lá em Miranda, eu estudando no colégio das freiras, tinha um padre que era nosso professor de religião, padre Roberto, americano.

06:12E aí ele disse: "Olha, eu vou te convidar para você estudar para padre no convidar para você estudar para padre no Paraná".

06:18Meu Deus.

06:20Falei. Aí cheguei em casa e contei pro meu pai e minha mãe, né? A minha mãe falou assim: "Ah, eu sei lá o que que é isso [risadas] quiser." » É bem emocionante essa história. E aí eu vim para em Ponta Grossa, né? Estudar em

06:34Ponta Grossa, no seminário do Santíssimo Redentor. Em Ponta Grossa eu fiquei por 3 anos em Ponta Grossa estudando. Me deu uma bagagem filosófica, psicológica, de noção,

06:48especialmente da a psicologia humana, né? Uh, os sacerdotes normalmente são formados para isso, né? Entender o comportamento humano.

06:57» Isso foi muito bom, muito legal naquela época. E eu fiquei 3 anos e daí acabei concluindo que não era bem aquilo que eu queria, né, paraa minha vida, na verdade, isso já então com 20, 19, 20 anos. E aí eu resolvi vir para Curitiba.

07:13Por que Curitiba, né? Porque eu tinha pretensão [limpando a garganta] de fazer faculdade aqui em Curitiba. Curitiba a época era uma eh isso nos anos 70, né?

07:20era uma era uma cidade que oferecia muita muitas possibilidades de curso.

07:26Eh, tinha muitos conterrâneos do Mato Grosso que vinham fazer faculdade aqui de medicina, engenharia, direito, odontologia, enfim, né? E aí eu vim para Curitiba. E aqui em Curitiba eu fiz de cursinho, eu sou aluno do primeiro ano

07:42do colégio curso Positivo. Tem noção do que que é isso? [risadas] Eu sou da M1.

07:48Tinha ala aqui na Vicente Machado aqui pertinho. Eram as salas aqui em cima do supermercado Panorama.

07:55» Sim. Aqui do lado.

07:56» Aqui do lado. É. E eu vinha vim fazer cursinho aqui.

08:00» Foi interessante até como eu cheguei até o o cursinho, né? Porque eh eu numa rodada de noite assim de samba, de roda de samba e muita cerveja, eu conheci o professor Carvalho, que era um médico, professor de biologia do do curso do

08:16curso Bardal na época, e eu disse que tava vindo para fazer cursinho aqui. El falou: "Pô, então você vai fazer o positivo, que é um curso que nós estamos formando agora aqui".

08:23» Que legal.

08:24» E aí eu vim fazer o curso positivo. Aí eu conheci naquela época o senador de Ourovisto, que hoje também foi professor de matemática, né? e vim fazer o cursinho positivo e [roncando] acabei fazendo faculdade de engenharia na

08:36vestibular de engenharia na Universidade Federal do Paraná, onde tive a felicidade de ser aprovado lá no primeiro no primeiro e único vestibular primeiro no primeiro e único vestibular [risadas] que eu fiz da minha vida, né? E aí

08:47fiquei aqui, terminei o curso de engenharia já no meado dos anos eh final dos anos 70, já início dos anos 80. E aí a minha pretensão era voltar para Mato Grosso. Esse era o meu desejo, era minha Grosso. Esse era o meu desejo, era minha voltar

09:00» voltar para Miranda, » não para Campo, Campo Grande, né? Já é uma cidade já capital do estado. Queria voltar para lá trabalhar lá. Achei que lá era a minha meu espaço. Mas as oportunidades do Paraná foram tantas e

09:13tão generosas que eu acabei ficando por aqui. Estou aqui até hoje.

09:16» E conheceu sua esposa aqui ou ou lá?

09:20» E conheceu sua esposa aqui ou ou lá? [risadas] » Não, tudo aqui, né? Tudo aqui no » É, o Paraná me deu tudo, né? A partir daí, Mato Grosso é só por visita. Aliás, tenho boa saudade, boas memórias quando

09:29vou para Mato Grosso, mas a minha vida toda estruturada. Meus filhos nasceram aqui no Paraná, né? Eu tenho três filhos. A as duas filhas moram em Londrina e o meu filho mais novo, eh, mora em Curitiba. Ele é procurador do

09:41estado, advogado, procurador do estado.

09:44E estamos por aqui.

09:45» E a sua trajetória política, ela começa aonde? Como que da engenharia você entra para essa vocação de eh de alguma de alguma forma retoma a vocação? de cuidar de pessoas, né? Porque o seminarista não deixa de ser um pescador de homens, né?

10:00Aí você vai paraa engenharia e volta paraa política com essa missão de investir em esporte, em crianças, em investir em esporte, em crianças, em sociedade.

10:10Como que isso se conecta?

10:11» Vamos dar um passo atrás, » por favor.

10:13» Eu estava no seminário, né? E lá no seminário era proibido você ter qualquer manifestação de natureza política, né? E os padres não eram muito fã de líderes, os padres não eram muito fã de líderes, né?

10:22né? » Uhum.

10:23E por razões que eu desconheço, eu sempre tive essa vocação de poder sempre eh estar liderando grupos, né? E na época eu me lembro que nós criamos lá o o os o no seminário criamos o Grêmio do Santíssimo Redentor, que era uma uma

10:40instituição pros padres a época um escândalo, né? Porque você tinha que conversar com a sociedade, [risadas] » uma associação estudantil, né?

10:47estudantil quase superviciente.

10:50» E aí nós eu consegui daí criar nós começamos a participar dos jogos da primavera que até hoje existe em Ponta Grossa [roncando] e eu consegui botar os nossos times para jogar os jogos da primavera. Expandimos bastante aquilo e

11:03eu comecei a fazer contato com com a Uni, União Nacional de Estudantes e tal e comecei a me enfronhar num movimento e comecei a me enfronhar num movimento estudantil » e um período de ditadura braba, né, exceção, regime de excessão. e eu

11:15comecei a participar e eu tive uma certa liderança. Isso sempre foi meio nato comigo. Quando eu entrei na faculdade de engenharia, já comecei a participar do diretório acadêmico de engenharia. Eh, fui presidente vice-presidente da

11:27comissão de formatura, eu sou conterrâneo, aliás, colega de formatura do Rafael Greca, de Curitiba. É, o Rafael foi nosso orador de turma da engenharia nos anos eh nos anos 70, 79.

11:40» Não sabia, legal, » muito legal. E aí é o seguinte, né?

11:43Fiquei por aqui e com isso eu tive realmente um certo protagonismo, uma visibilidade, né, por conta da minha da minha versatilidade, talvez em poder trafegar em meios diferentes, inclusive socialmente diferente. Eu venho de

11:57família humilde do Mato Grosso. E aqui eu convivi com a nata curitibana, né, Munhos da Rocha, Greca de Macedo e vai por aí afora, né? Então esse povo para mim era isso. Foram todos meus amigos, né? Todos meus amigos, né? Eh, muito,

12:11muito bom ter essa experiência. E aí eu me formei e eu fiz um concurso na COPEL, companhia paranaense de Energia, ainda antes de me formar. E eu passei no concurso de de estagiário da Copel e na véspera da minha formatura eu tive um

12:26problema de uma disciplina eh de cálculo que o professor Rodolfo de Lacerda.

12:32» Ó, sempre um Rodolfo é [risadas] acabou me deix chamar de Lacerdinha.

12:38chav lacerin até por pejorativamente porque ele era tão carrasco que a gente não gostava. [risadas] » Foi um diminutivo para diminuir o » Foi um diminutivo para diminuir o problema.

12:45» Fo diminutivo para diminuir o o o prestígio dele, » raiva, né? Mas enfim, passou.

Momento-chave: Exoneração da Copel: aposta na carreira em obras12:51» E aí eu acabei tendo, me formei, mas não consegui perder o diploma. E aí apareceu uma oportunidade de uma empresa de engenharia que eu tinha feito um estágio também chamado Sinoda, hoje não existe mais, uma grande empresa do aqui do

13:04Paraná. E a empresa disse: "Ó, não fazemos questão do teu diploma". Eu pedi exoneração da Copel. Um ato » corajoso, né?

13:11» É um ato insano, né? Porque era um absurdo. É. O o nosso diretor da é falou: "Bom, você não vai pedir exoneração? Não, eu tô pedindo". Poxa, na época Cupel era realmente uma vitrine. E fui trabalhar nessa empresa e essa empresa me deu um

13:26uma boa uma boa base, né, de de profissional. Eu fui trabalhar, fiz várias obras no Paraná, construção de estradas. Eu fui para Cascavel, eu morei lá um ano em Cascavel, depois fui para Toledo, Santa Helena, fizemos a obra de

13:39Toledo Santa Helena. Foi uma obra rodovia que eu fiz como eh recém formado. Depois fomos pro Sudoeste de Santa Catarina, na região de São Lourenço, eh, Anchieta, Campoeirê, fizemos uma rodovia que liga as três fronteiras lá de Argentina, Paraguai e

13:56fronteiras lá de Argentina, Paraguai e Brasil.

13:56Brasil. » Sim.

13:57» E daí eu vim, eu tive, eu tinha uma filha e a minha filha teve uma infecção muito forte de garganta. Eu vim para Curitiba e aqui em Curitiba nós estava fazendo o tratamento dela, encontrei com um amigo meu que era foi vereador

14:10Everaldo Silva foi vereador aqui em Curitiba, ele era dentista, muito amigo do Wilson Deconto, que era secretário da administração do governo Nei Braga. Olha só. E aí ele falou: "Onde você anda?" Falei: "Eu tô lá no interior do Matão lá

14:24construindo estradas e amassando barro." Falou: [risadas] "Porra, [suspirando] ele falou: "Cara, se não é para você, vem para cá, cara. Vamos, vem aqui em Curitiba, vou te arrumar uma oportunidade de trabalho aqui. Falei,

14:33mas aonde? Foi no estado. E aí eu ingressei no estado. Isso lá nos anos ingressei no estado. Isso lá nos anos 1981, 82. Entrei no estado e aí fiquei toda uma vida profissional no estado. E aí, claro, dentro do estado, com as minhas

14:47nuances políticas, né, sempre nuances políticas, né, sempre interferindo » com a liderança, » liderança. Tive alguns mandatos, mas eu fui vereador em Cornélio Procópio, fui secretário de de obras em Londrina na

14:58gestão do Alexandre Quirf. uma baita de uma gestão, fizemos muita coisa boa, mas sempre no estado, né? Aliás, oscilando município, estado.

15:07» E por fim, eh, em 2019, né, com a vitória do atual governador Ratinho Júnior, vim parar em Curitiba como diretor geral da Secretaria do Esporte e hoje secretário do esporte.

15:19e desse a sua caminhada assim da infância no interior do Mato Grosso, desses primeiros anos, assim, eh, o que que você, o que que você se lembra e carrega até hoje? Tem alguma lição que você fala? Não, isso aqui realmente é

15:33algo que eu trago comigo e que se manteve durante essa jornada assim de de se formar, frequentar a a alta roda de Curitiba e do Paraná, né? Qual lição que você carregou com você e que até hoje

15:49você divide? E » muito legal, a tua pergunta é muito interessante. Primeiro, acreditar sempre na possibilidade de superação de problemas e obstáculos, né?

16:01Eu nunca vi um obstáculo que eu não pudesse encará-lo e transpô-lo, né? Eu acho que isso foi uma coisa que eu sempre trouxe. Segundo é autenticidade.

16:12Falar sempre com a alma, com o coração, falar sempre com a consciência tranquila, falar aquilo que você pensa e não o que você acha que as pessoas precisam ouvir. E muitas vezes você fala aqui do que às vezes as pessoas não

16:24querem ouvir, mas é o que você pensa. E é bom que seja assim, porque é assim que você se consolida como ser humano, como líder, assim que você transforma a sociedade, sabe? Então acho que essa é uma grande verde.

16:35» Conversas difíceis são necessárias, né?

16:37» Muitas vezes, né? Muitas vezes. Eu lia hoje uma » uma uma um texto que um amigo meu me mandou aqui. Eu achei muito interessante, né? Numa caminhada você nem sempre você agrada, mas ao final o que vale é o resultado daquilo que você

16:53conquista, né? Sim.

16:54» Então é assim, você tem muitos mas também muito reconhecimento. Não posso também dizer, deixar de dizer que o fato de eu ser hoje secretário de estado de um estado importante como o Paraná é o reconhecimento de um governador que é

17:07muito bem avaliado, que um dos mais bem avaliados do estado. Isso significa que você não chega lá por acaso, né? Você chega por mérito. De alguma forma você conquistou isso e é sempre acreditando que você pode fazer o melhor é que você

17:19chega lá.

17:20» [roncando] » E entrando esse assunto político assim, né, e com as experiências que você teve, com os anos que você teve, como que você vê a política como ferramenta de vê a política como ferramenta de transformação

17:32e e uma necessidade que a gente se mantenha com fé na política, nos políticos, no exercício da democracia pra gente eh seguir transformando o mundo, a sociedade, né? É, é que a gente vinha conversando pro estúdio e falou um

17:51pouco disso, mas » como que você enxerga, né, a importância da política nos dias de hoje para essa da política nos dias de hoje para essa transformação?

Objeção: «Detesto política»: só se transforma através da política17:57» Bom, primeiro que você é um equívoco pensar e aí eu ouço muitas pessoas dizer: "Ah, eu detesto política, não gosto de política, sou político, né?" Eh, com todo respeito a quem pensa assim, mas é uma é uma forma muito

18:11equivocada de você pensar, porque você só consegue transformar através da política, seja política partidária, seja qualquer outra de qualquer outra qualquer outra de qualquer outra natureza.

18:22» As relações são as relações são políticas, não tem para onde fugir, né?

18:25Não tem como fugir. É através da política, né? Você não consegue fazer nada. Se você tiver uma boa, uma boa indo, e eu sempre costumo dizer hoje ainda numa conversa com uma rodada de senhoras idosas que fazem academia lá na

18:38nossa secretaria, eu dizia a elas, né, o que vale na vida pública é o bem que você pode fornecer, oferecer » as pessoas que você ajuda, » não que você ajuda. Eh, não é a riqueza.

Momento-chave: Sem patrimônio na política; legado de boas ações18:51Eu, por exemplo, não tenho nenhuma orgulho de dizer, mas digo com toda a franqueza, eu não consegui patrimônio na política, na na vida pública. Eu consegui estabilidade, eu consegui respeito, eu consegui eh um legado de boas ações, né? Eh, e é isso o que

19:07importa, né? Eu tinha um prefeito de ex-prefeito de Londrina, Alexandre Quirf, um empresário muito bem-sucedido.

19:15Ele era um cara fantástico, um cara de visão, eh, era tão bom que ele saiu fora da política.

19:20da política. » [risadas] » O que é uma lástima, uma lástima e uma constância. A gente vê muita gente boa, constância. A gente vê muita gente boa, é » que sair do ecossistema, né?

19:27» É, saiu do ecossistema porque, mas por razões até de natureza pessoal dele. Ele sempre dizia: "Valmir, eu estou aqui, eu tô hoje como prefeito, eu tô pagando para ser prefeito. Se eu tivesse cuidando dos meus negócios, certamente

19:39que eu estaria ganhando muito mais".

19:40falou: "Porra, mas é muito legal quando você consegue perceber que você fez um bem coletivo, que você melhorou uma cidade para uma população, que você conseguiu tirar aquela criança da rua, que você conseguiu dar oportunidade de emprego,

19:56dar dignidade ao cidadão, que você melhorou a vi, as vias de transporte, que você melhorou a questão da da de toda a logística do poder público, da segurança, da saúde, é isso que fica. é o único legado que é bom,

20:10» porque o resto você realmente não compensa, infelizmente.

20:14» E ainda assim e a desculpa interromper, mas ainda assim tem que eh aguentar o rojão de tá gente de muitas pessoas criticando, né?

20:21» Sem dúvida, né? Gestão que for, né?

20:23» É, sem dúvida. Isso é um problema que você Mas tem que ter essa essa crítica, » tem que aceitar isso de de com humildade, né? Então é assim, eh eu vejo que é dessa forma que a gente pode que é dessa forma que a gente pode melhorar.

20:36melhorar. Infelizmente, eu te diria uma que hoje talvez já eh não é bem isso que tá acontecendo numa boa bom segmento dos nossos políticos, especialmente o nosso parlamento, né, tá devendo muito pra sociedade, né? Nós

20:51estamos produzindo leis que nem sempre são aquelas que se coadunam com a melhor forma de você pensar. Eh, mas temos bons exemplos. O exemplo melhor que eu posso dizer é o estado do Paraná. Hoje o Paraná realmente é uma ilha de

21:03prosperidade no Brasil, né? Já éramos, quando o governador atual Atinho Júnior pegou o estado, era uma sétima economia do do país. Hoje nós estamos na quarta, muito próximo da terceira, que é Minas Gerais, né? Muito próximo da terceira.

21:18Isso é fruto da ação política. Não tem outra forma de dizer que não seja através da ação política. Então, a boa política, o zelo com recurso público, os bons projetos, eh ser consequente naquilo que você faz, pô, isso é é é o

21:33bom. Infelizmente não é essa a média ou não é essa a maioria do que se vê no país, mas é esse o caminho e o único caminho que tem é a transformação através da política. E existe uma fórmula ou algum caminho paraa gente retomar essas boas práticas políticas,

21:50né, que nem a gente tava vindo para cá do jovem candidato que a gente tava vendo vídeo e tal, discutindo, conversando. Eh, existe uma forma de retomar essa esse senso positivo e até a fé, né, de quem tá fora da política, na

22:07política, para que a gente tenha cada vez menos pessoas, não, não quero saber de política ou eu sou a política ou eu não gosto. Não, calma lá, tem gente boa acontecendo, tem gente boa fazendo, existem e expoentes desse futuro que

22:20precisa ser eh gerido e retomado? Olha, é, tem uma máxima que diz o seguinte: das trevas é que nasce a luz, né? É uma máxima que a gente já ouvia muito, eu ouvi muito isso, né? Nós estamos atravessando um momento de talvez de um

22:37certo eh eh obscurantismo, né? Vamos dizer assim, né? Uma turbulência, vamos dizer, nós estamos em voo com a turbulência, né? A [roncando] nave está oscilando bastante e tal. bons exemplos que nós estamos falando aqui do Paraná, outros nem tão

22:52bons por aí a né?

22:53bons por aí a né? » Sim.

22:54» Eh, muitas, muitas decepções que justas que às vezes acontece por conta disso tudo, mas eh eu diria para você que nós estamos num limar de um ponto de estamos num limar de um ponto de inflexão.

23:07» Perfeito. Acredito muito nisso.

23:08» Eu acho que eu acho que daqui » vai vai surgir, vai ter essa virada, né?

23:13Isso. Eu acredito nisso. Por isso eu acho que é importante a renovação. Eu, por exemplo, já não tenho mais espaço.

23:20por exemplo, já não tenho mais espaço. » Imagina » essa sociedade maluca que tá aí, né? Mas é assim, brincadeiras à parte, né? A gente tem muito a contribuir, sim. Mas eu acho que o jovem tem que assumir o seu papel. Eh, esse essa figura que nós

23:33falávamos dela agora h pouco, né? Ele sempre dizia assim: "O meu primeiro grande eh discurso vai ser: O que nós da geração Neném queremos?" [risadas] » Pois. É uhum forte, né?

23:44» É isso que é é o que está aí ou nós queremos mudar. Se queremos mudar, não tem outro jeito.

23:50» É botar na cara, tá?

23:51» Tem que se envolver, tem que tem que buscar o protagonismo, né? E eu acho que esse momento de inflexão » ele vem disso. Vem, não, calma aí, Não concordo, né? Daí [limpando a garganta] eu não concordar, eu vou me abster,

24:04» eu vou ficar numa postura, » vou curtir minha vida de outra forma, né? ou ou não, não, vai encarar de fato, né? ou ou não, não, vai encarar de fato, né?

24:12» Preciso levantar, assumir meu papel e » mostrar o que eu penso, né?

24:17» Exato. Exato.

24:18» Então, eu acho, viu, eh, Rodolfo, que é por aí, mas eh nós precisamos ficar atento também, né? Porque hoje eh não são muitos os jovens que estão ainda preocupados com isso, mas será, chegará o momento que vão ter que se preocupar,

24:34né? Porque as nós não podemos viver eh nesse nessa eh essa situação atual, né?

24:42Eh, indefinida, de muita insegurança, de insatisfação. Você imagina se esse país usasse todo o potencial que ele tem para o bem? Isso aqui seria o paraíso, car.

24:52» Nossa, exato. Nossa, » pô, os investimentos públicos, vê a montanha de dinheiro. Eu sou um cara assalariado, pô. Eu não sou um empresário, não sou nada. O que eu paguei de imposto de renda? Fiquei assustado quando o cara fez a

25:03declaração. Falei: "Meu Deus, ainda tem que pagar tudo isso » errou. Errou, não pode ser, né?

25:09» Então você imagina a montanha de dinheiro que se arrecada nesse país e o resultado nem sempre é exatamente aquilo, né? Então, e aí nós estamos falando de uma de um apenas de um de um ponto, né? que é a questão da probidade,

25:22da honestidade, da da autenticidade, da pertinência dos bons projetos, mas é pensar no país. O que que nós queremos pro país. Você já viu nos últimos 20 anos alguém falar em projeto de país?

25:35» A gente vinha falando sobre isso, né?

25:37Cada vez mais difícil e mais complexo, Cada vez mais difícil e mais complexo, né?

25:40» Nós temos, nós temos um país » Nós temos, nós temos um país continental.

25:43O Brasil é um país continental. Eu ouvia isso nos anos 70 na Faculdade de Engenharia, que nós precisamos da infraestrutura de ferrovia, de hidrovias. Nós temos país com muitos rios, muitas bacias hidrográficas, trafeg eh passíveis de tráfego de de

25:59transporte, rodovias.

26:02Acabou tudo isso, cara. Você vai para Londrina, você vai disputando espaço com caminhão carregado de soja que vem do Mato Grosso.

26:10Mato Grosso. » É, » não faz sentido isso. Quer dizer, não tem um plano logístico, não temos um plano estratégico de de de desenvolvimento de nação, sabe? É uma coisa absurda isso. E a nova a nossa precária infraestrutura rodoviária ainda

26:23ela toda sucateada. E para você ter algum benefício tem que pagar o pedágio.

26:26Você paga o IPVA e depois tem que pagar o pedágio. Você paga o imposto do carro da gasolina, você tem que pagar o pedágio. Então é, sabe? Então esse esse essa discussão não está acontecendo. A discussão hoje é de gênio, de raça, de

26:39ódio, é de ideologia, mas isso não leva a lugar nenhum. E aí o governador tem um, ele é muito sábio quando ele disse que aqui nós não discutimos ideologia, nós discutimos propos projetos » projeto. É muita confusão e pouca

26:50solução, né?

26:50» Nenhuma solução, né?

26:52» É. E e eu acho que esse momento de inflexão, ele também vem disso, né? Tem aquela frase, né? que eh tempos difíceis fazem homens fortes, homens fortes fazem tempos fáceis, tempos fáceis fazem homens fracos

27:05» e homens fracos fazem tempos difíceis.

27:07Isso aí » acho que a gente tá » nessa virada de ciclo assim » e que de fato, né, a responsabilidade eh talvez mais nossa, minha do Marlon, né, dessa geração, talvez um pouco eh do pessoal mais jovem

27:24do que nós, que tá vindo como o seu neto, né?

27:28» Eh, mas é uma necessidade, a gente vai precisar enfrentar isso de frente ou de fato fugir, né? migrar, não vou abandonar aqui porque não é necessário ter esse » e esse compromisso

27:43» de resolver coisas de não, calma aí, que Brasil que a gente quer, que que Paraná que eu quero, que Curitiba que eu quero e começa às vezes por que família que eu quero, que que atitude que eu vou tomar, como que eu vou ser no meu microcosmos,

27:58né? Porque a partir dessa postura individual, eu faço a postura do nosso coletivo, do meu bairro, da minha união de pessoas e isso vai propagando.

28:08» É isso.

28:08» Que exemplo eu vou dar, né? Que exemplo eu vou est dando.

28:11» Examente. Exatamente. E Valmir, como que o esporte entra nisso tudo? Assim, porque nós somos esportistas além de tudo, né? e somos eh testemunhas do esporte, mais especificamente do

28:27gilgitos, da luta e, né, como que o esporte entra entra nessa ferramenta de transformação social e nesse projeto de um Brasil melhor, de um uma comunidade um Brasil melhor, de um uma comunidade melhor.

Objeção: «Engenheiro no esporte?»: gestão, diagnóstico e lógica28:40» Eu pensei que você ia perguntar como é que a engenheira vem parar na Secretaria de Esporte. [risadas] Acho que podemos começar. Eu acho que isso é um ótimo questionamento, » pô. Ótimo porque senhor quando eu fui

28:52convidado para vir, falei: "Pô, não sei jogar nem truco, [risadas] mas é assim, a gestão, né, assim, eh, bom, primeiro, como engenheiro, eu construí muitos, eh, espaços esportivos, construí hospitais, eh, delegacias, infelizmente, tem que construir, eu

29:08construí ginásios de esportes, eu construí um monte de coisa. [roncando] E assim, eh, quando eu aceitei esse desafio, eu pensei e fui [roncando] questionado pelo

29:23secretário do esporte, né? Olha, você vai vir me ajudar e tal. Falei, mas o que que não fazer? Falou, não sei. O que que você acha? Eu falei: "Bom, a única coisa que eu sei é que não podemos fazer mais do mesmo, né?" » Sim. ou nós vamos fazer alguma coisa

29:36diferente ou então não tem razão para nós estarmos aqui num governo que já sinalizava que queria realmente transformar, que queria melhorar, que queria modernizar o estado, né? Eu falei, nós temos que pensar nisso. E aí nós começamos lá em 2019 a traçar alguns

29:53projetos. Eu vou chegar na tua na resposta, por favor. Não, mas mas é importantíssimo isso.

29:57» É, não temos pressa. [risadas] » Tá bom. E aí o seguinte, daí começamos a pensar em algumas coisas, pô.

30:05Primeiro fazer um diagnóstico do que vinha acontecendo, né? O que quer o estado do Paraná na área esportiva.

30:10Vamos falar, vou falar do esporte agora, fazer um corte nesse segmento, né? E a [roncando] de regra eh era os jogos oficiais, jogos escolares, que hoje nós estamos na 72ª edição este ano, Jogos Escolares, que o mais antigo de todos, Jogos da

30:27Juventude, já também em várias edições passadas, Jogos Abertos, eh, enfim, era isso. E poxa, aí você ia num jogo escolar, no mesmo evento, você tinha lá e luta e jogo de lutas, eh corrida,

30:43atletismo, você tinha futebol, você tinha vôlei, tinha basquete, tinha todas as modalidades no mesmo evento. Aí nós começamos a pensar, bom, será que não tá na hora da gente começar a olhar os segmentos diferente e compatibilizar

30:59isso de forma melhor para que os eventos sejam mais eh segmentados, né? E aí começamos a discutir isso lá em 2019.

Objeção: «Sem investimento não sai»: CNTA Cascavel retomado e entregue31:07Pô, mas para isso você precisa de investimento. Você não faz um bom jogo num campo de buraco. Opa.

31:13» Não tem como, né? Você tem que investir.

31:15» E aí veio o primeiro grande desafio que eu me lembro quando entrei em fevereiro de 2019, eu fui visitar Cascavel. Lá nós temos um Centro Nacional de Atletismo que é o CNTA.

31:26E a obra paralisada já há quase um ano.

31:29Pista de atletismo cheia de lama. aquilo tava um caos. Recurso federal já investido. Ela foi planejada paraas olimpíadas do Rio de Janeiro.

31:38olimpíadas do Rio de Janeiro. » Imagina.

31:39» E aí não terminou nem pras Olimpíadas e nem depois das olimpíadas, né? Falei: "Puxa, nós temos que terminar isso aqui.

31:44Como é que faz para terminar isso aqui?" Fom atrás. Construção. Foi a primeira, talvez grande construção que eu fiz eh como eh dirigente esportivo.

31:54» Entregamos a pista, foi inaugurada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, uma pista que hoje é referência no Brasil.

32:01eh, de infraestrutura. Daí começamos a pensar o que mais que nós podemos fazer, vamos começar a criar programas, jogos de aventura e natureza. Começamos a pensar e aí veio a pandemia, né? Não podemos nos esquecer disso. Final 20,

32:15» março 2020, » 20 é e 21, eh, anos perdidos, né?

32:21» Aí nós não podia fazer evento porque nossa atividade esportiva todas elas elas são feita por pessoas que estão em contatos direto, né? Não podíamos fazer isso. Aí nós reuníamos boas cabeças que nós tínhamos na secretaria, nós tivemos

32:33bons profissionais lá e como disamos discutiu o futuro do Paraná, como é que seria esportivamente falando, demos ouvido e voz a quem não tinha essa oportunidade porque via de regra os secretários que entravam sabiam tudo o

32:48que queriam fazer e acabavam não fazendo nada porque também não sabiam nada mesmo de fato, né? Começamos a ouvir aquelas pessoas e nossa, que riqueza de ideias.

32:57Aí projetos que estavam eh incubados e que não prosperavam, né? E começamos a pensar, pô, mas tudo isso você não faz esporte com conversa e com discurso, você precisa de investimento.

33:09E como é que você faz? Nós tínhamos um orçamento que era absolutamente ridículo, né? Um orçamento nosso era um orçamento de uma prefeiturinha de interior, daquelas menores que você pode imaginar. E aí começamos a desenvolver

33:21os projetos. Aí nós temos o projeto Geração Olímpica já existia, mas era num patamar muito pequeno. Que que o Geração Olímpica? São bolsas de estudo que a gente ofertava aos estudantes. Bom, isso é um bom projeto, vamos turbinar isso

33:32aqui. Aí [roncando] tinha o projeto do Próesporte, que é uma lei de incentivo.

33:36Próesporte, que é uma lei de incentivo. » Sim.

33:37» Que a já tinha, já existia também, investiam na época R milhões deais. E aí veio a primeira, o primeiro grande choque que eu dei, né, que eu fui no no no coordenador do PROR, perguntei, escuta, onde é que estão os projetos

33:48disso aqui, né, sendo desenvolvido, que eu queria ver qual é a experiência que você tem, né? Falou, não é tudo aqui em Curitiba e Campo Largo aqui, ó. Falei: "Pô, você sabe que depois de Campo Largo tem o Paraná também, né? [risadas]

34:01» O resto do estado existe, né? Existe Ponta Grossa, existe Muaramba, Maringá, Ponta Grossa, existe Muaramba, Maringá, Londrina.

34:07» Talvez isso, né? seja uma visão que o senhor que você trouxe da época que rodou estado, » né, o estado, né, com pé no barro, abrindo via, fazendo infraestrutura » que talvez quem tá na cidade aqui não

34:19não não consegue enxergar, » consegue, não consegue enxergar. E aí nós turbinamos de 2 milhões, o governador autorizou 10 pro próximo ano e aí nós começamos a sair pro interior para fazer capacitação da palestra, organizar. Hoje nós temos projetos todos

34:34os quase todos os municípios nós temos projetos estão investindo R$ 100 milhões deais no PRORT.

34:39deais no PRORT. » Nossa, » imagina o resultado que isso te dá em função do investimento. Por você não faz nada sem recurso, esporte, você não faz sem recurso também.

34:49» Isso foi uma coisa assim extraordinária.

34:51Mas naquele naquelas discussões tod, né?

34:54Aí nós, pô, mas que mais? Aí surgiu uma ideia até de um professor lá da da da secretaria que era criar o esporte que queremos. Então nós detect e anteriores, gestões anteriores distribuí muito

35:08material esportivo, via de regra de péssima qualidade e de péssimo gosto, mas eram os kits de material esportivo que se falava tanto, tal. É uma montuada de bolas de segunda categoria, terceira categoria que se distribuiu aos

35:19municípios. Isso eu falei aí pensei, falei isso não, isso não resolve o problema ninguém. É a tal da, é a tal da ensinar a pescar, né? Você dá o peixe pro cara, ele amanhã ele vem aqui de novo, ele quer de novo matérias desportivas. Então vamos criar uma

35:31política de esporte. Nós fizemos um convênio com a Universidade Federal do Paraná através do Instituto de Inteligência Esportiva, onde tem o professor Mesade, que é o coordenador, e implantamos um projeto que chama o esporte que queremos

Momento-chave: Diagnóstico esportivo dos 399 municípios com a UFPR35:45e fizemos um levantamento nos 399 municípios cada município. O que que tem lá? Vamos pegar aqui lá em Nova América da Colina, que é o municípiozinho do norte do Paraná, lá tem o quê? Ah, tem um campo de futebol, tem uma quadrinha

35:58velha que tá toda depredada. E é isso, a pelada, o local de pelada que o pessoal joga o final de semana era o que eles tinham. Esse diagnóstico nós temos ele pronto hoje com mais de 4.000 páginas.

36:11Nós sabemos exatamente o que cada município tem e qual que é a vocação de cada município. A partir daí, nós estabelecemos critérios. Bom, o município e isso se e denominamos isso hierarquicamente como selo. Uhum.

36:24» Então esse eh seria o selo bronze. Quer dizer, todo município que tem esse diagnóstico feito pela universidade é um selo bronze. Sabemos o que o município tem e o que ele quer e o que que ele desenvolve. Era muito comum você dar

36:36bola de basquete pro município que ele bola de basquete pro município que ele nunca » não tinha nem quadro.

36:38» Não, ele nunca nunca teve basquete lá no município, né? E não vai continuou não tendo, né? E e aí nós fizemos, bom, vamos incentivar. Como é que eu incentivo disso?

36:49incentivo é melhorar. Criamos dentro do próprio sistema uma uma aba onde você podia fazer a adesão ao esporte que queremos. Que que é adesão ao esporte que queremos? eh preencheu um formulário dizendo que você estava disposto a

37:03participar do governo como polític esporte como política pública por um passo já importante naquele momento. E aí tivemos lá cento e poucos municípios já aderindo e aí nós distribuímos material esportivo sobre o critério daqueles municípios que aderiram, eles

37:17tinham o material. [tosse] Chantajamos um pouquinho os municípios, né? No bom sentido, né? No bom sentido.

37:23Você é você vai ter material, tá bom?

37:25Mas você tem que aderir a política. Se você não tiver aderir a política, você não vai ter material. Opa, então aderiram. mínimo de contrapartida nesse » mínimo de contrapartida. E aí [limpando a garganta] veio o estágio

37:33seguinte, né, que era o selo ouro. Que que era o selo ouro? E incentivar os municípios a criar através de projeto de lei. E nós demos a minuta do projeto de lei no próprio sistema a pras câmaras de vereadores. Criava a política de

37:47esporte. Que que é a que criava o sistema, que que é o sistema?

37:51Eh, Conselho Municipal do Esporte, dando, democratizando as decisões do esporte no município e o fundo municipal do esporte.

38:00» Que ideia maravilhosa, » pô. Aí, pô, ninguém acreditou no começo, mas aqueles que acreditaram se deram mas aqueles que acreditaram se deram bem.

38:07» E como que a concepção dessa ideia veio?

38:10Foi você? Foi o professor da da UPF? foi » foi minha com o professor da UTF, da Universidade Federal, não da UTF, da Universidade Federal e com os professores nossos lá da secretaria nós porque isso é é d voz de fato.

38:25» Poxa, e aí hoje v resumir a história para não ficar contando no varejo, né?

38:30Mas aí hoje nós temos hoje mais de 300 municípios dos 399 do estado com a política do esporte plena, Conselho Municipal de Esporte recebendo recebendo dinheiro direto no fundo, fundo

Objeção: «E o favoritismo?»: conselho decide os recursos, não o secretário38:45estadual, fundo municipal, fundo estadual tem um conselho estadual e nós submetemos todos os projetos ao conselho. Quem decide não é o diretor, não é o secretário, é o conselho que decide para onde que vai de acordo » gerando transparência, gerando

38:57» transparência total nisso aqui, né?

38:59Então nós estamos distribuindo hoje já neste período 25 26 cerca de R$ 200 milhões deais direto no fundo esportivo.

39:06E para onde que vai esse dinheiro? Nós como é que você estabelece critérios?

39:10Nós estabelecemos critérios aí para distribuir isso não é uma coisa distribuir isso não é uma coisa aleatória.

39:14» Fizemos um percápita.

39:16Até 5.000 habitantes nós distribuímos R$ 7 por habitantes livre. município, o município pega esse dinheiro e faz o que ele quer. Acima disso aqui, fomos escalonando até chegar a Curitiba, que é 25 centavos, né? Claro que a população

39:29de Curitiba, você R$ 17, você vai estourar teu caixa só com Curitiba, né?

39:35e fizemos isso e e estamos investindo.

39:37Então, tem nós temos três linhas. A primeira é um perápta livre que você recebe. O segundo é já é uma cota diferente para investimento em infraestrutura dentro da ideia de que você não pode fazer esporte se você não

39:52tiver espaços práticas, né, espaços esportivos adequados para você praticar o esporte.

39:58Então aí já vem o investimento na na esse já é bem mais robusto. E hoje nós estamos distribuindo, inclusive hoje, o dia de hoje mesmo, né? Estamos distribuindo mais cerca de 40 25 milhões de R 35 40 milhões deais já para projetos maiores de e de de mais

40:16elaborados de espaços esportivos mais bem construído, mais bem elaborado. Com isso, você vai, hoje, eu recebo do meu, no meu celular aqui por mensagem de secretários municipais, toda hora quadra sendo reformada, campo sendo iluminado,

40:30eh vestiário sendo construído, melhorias das instalações sanitárias, quadras esportivas com vazamento de goteira sendo substituído o telhado e tudo isso tá sendo investido. O que significa isso? Que dentro e estamos fazendo

40:43depois de tudo isso, criamos o plano depois de tudo isso, criamos o plano decenal.

40:47toda essa política discutida com os municípios tem o plano de sinal que tá na Assembleia Legislativa para ser votado esse ano. O plano de sinal vai direcionar o esporte pros próximos 10 anos. Exatamente isso que nós vamos

40:57anos. Exatamente isso que nós vamos fazer, » garantindo esse a perspectiva de continuidade que a gente também viia falando, né?

41:01» Exatamente. Para não quebrar essa o o seja quem for o governador que vier, ele vai ter que ter esse olhar generoso pro esporte. Nós nos tornamos, viu?

41:11Desculpa, tô falando demais às vezes, Desculpa, tô falando demais às vezes, mas » não, não, não. Nós nos acha que é para isso, é para para que você falha.

41:17» É, nós nos tornamos hoje referência do » É, nós nos tornamos hoje referência do Brasil.

41:19Brasil. » Sim.

41:20» Sem falsa modéstia nenhuma. Estado, tive conversando com o secretário do Rio Grande do Sul, que teve aqui há uns 15 dias atrás conversando comigo e perguntando como é que nós estava fazendo. Cara, ele parece que acho que

41:29ele ele acha que eu caí da lua, né?

41:31Porque falei [risadas] tanta coisa que ele não entendeu nada.

41:34» Que mundo que você tá que aqui não, aqui eu não tô vendo assim. É, acho que vamos ver quem qual o [risadas] engenheiro que pode assumir a secretaria lá também.

41:42» Aliás, o melhor secretário de saúde, melhor ministro da saúde do Brasil foi um engenheiro, né? No meu, na minha concepção, José Serra, » quebrou patentes e fez o Ministério da Saúde um grande ministério.

41:54» Ele é engenheiro. Então, o engenheiro tem uma vocação especial. Só para você saber, engenheiro pensa lógica.

41:58» Exato. Exato.

41:59» Ele não pensa improviso, ele pensa na lógica, né? a gente que trabalha com tecnologia, a gente tem diversas atuações em projetos que, cara, o engenheiro, né? Um abraço até pro Leonardo Alves, que é um engenheiro mecânico, né?

42:13» E trabalhou em uma centena de projetos de inovação comigo. E a sempre, pô, mas o cara é engenheiro mecânico e trabalha com startup, com tecnologia, que não, mas ele ele tem a forma de pensar que se aplica qualquer coisa, né? a lógica,

42:28construção, a capacidade de interpretar, construir dados analítico, para caramba.

42:34Então é, é isso assim, né?

42:36» É muito legal, muito legal, » muito legal, muito legal.

42:38» Então é isso.

42:40» E o esporte hoje na sua visão, né? Eh, o qual o retorno que ele dá? Tem essa métrica, né? Você a gente falou bastante dessa do da implantação, evolução, né?

42:52[roncando] E como que a gente mede, né?

42:54o quanto que isso está voltando e o quanto que é importante isso.

42:58» Sim. Aí eu tenho que te dizer o seguinte, né? Nós nós ainda estamos numa fase ainda de eh os índices, né? Nós temos que ter índices para saber onde é que nós estamos, » a onde que chegou isso, né? É exatamente

Objeção: «Qual o retorno?»: sistema de mensuração ainda em construção43:10[risadas] isso. Nós contratamos um uma empresa de Maringá, que é uma uma empresa de tecnologia, tá desenvolvendo um sistema para nós muito legal e através disso nós estamos hoje começando a mensurar eh o efeito de tudo isso, né?

43:25Mas alguns [roncando] dados assim aleatórios eu poderia dizer. Primeiro, o Paraná era nas competições nacionais, oitavo, sétimo, oitavo no nas competições nacionais, né? Jogos, por exemplo, Olimpíadas escolares, eh jogos universitários do Brasil. Nós estamos

43:42nessa, nessa posição. Hoje nós estamos disputando pau a pau com São Paulo, né, que é um estado essencialmente evoluído no esporte. Nós somos primeiro, segundo no ranking nacional, sem medo de de de dizer e sem nenhuma, » ou seja, já tem frutos percebidos no

43:59exercício da prática esportiva.

44:01» No exercício da prática esportiva. Mas assim, o grande mérito, e aí nós temos um no nosso lema lá, né, o eh esporte pra vida toda, né, que é que é o seguinte, é ofertar o esporte desde a criança até o idoso. E talvez esta foi a

44:17maior sacada. Nós temos uma, hoje nós mexemos aí com uma população aí de mexemos aí com uma população aí de 600.000 eh pessoas que de alguma forma pratica esporte de uma ou de outra maneira, né?

44:28Então, nós temos aí ofertados jogos eh escolares, jogos da juventude, jogos vitários, o bom de bola, que é o maior campeonato de futebol do mundo, eu acho, porque no Paraná nós temos aí seis meses e de todos os municípios, são dezenas de

44:42equipes participando e competindo, né?

44:45Eh, lutas, por exemplo, nós temos hoje lutas eh sendo feit é um é um programa, é uma é um evento específico de lutas, vai ser em Cascavel daqui uns dias, vai ser muito interessante. Vocês estão convidado aí lá, muito legal, cara.

44:58E sem preconceito de qualquer tipo de modalidade, até capoeira vai tá lá » praticando esporte, né? E tudo isso.

45:05Bom, isso tudo significa inclusão e aí vale pro jovem, pro adulto, pro idoso, a inclusão.

45:16» E nós temos hoje, talvez o o o a modalidade mais emblemática para nós, que eu chamo Gido, Jogo dos idosos do Paraná. O Gido nós estamos atendendo cerca de 6.000 idosos. Em Londrina, 15 dias atrás, terminou um uma das etapas.

45:34são 4000 eh são cerca de 2.000 idosos estiverem em Londrina com alojamento, com alimentação, com toda a infraestrutura, com arbitragem, todo tudo aquilo que você precisa para um evento, nós ofertamos e eles ficam lá. E

45:49a felicidade e eu termino num bailão, viu? Isso que é o mais interessante.

45:52[risadas] Termina num bailão. Não podia deixar de acontecer isso, né, » cara? E aquilo é uma coisa contagiante, porque que vê aqueles velhinhos dando risada, felizes, cara, e que por muito tempo foram esquecidos, né?

46:05» Esquecidos. Não tinha nada que ofertasse para eles. Hoje nós estamos o esporte não é só para quem é bom, entre aspas, pro cara que vai performar, é para todo mundo, é para toda a sociedade, né?

46:14mundo, é para toda a sociedade, né? » É.

46:14» Olha a inclusão social dos senhores aí, que maravilha.

46:16» É, exatamente. E aí, o seguinte, qual que é a visão do jovem? O jovem que pratica esporte, eh, Rodolfo, via de regra, ele deixa de estar na ociosidade, » na clandestinidade, talvez fazendo alguma algumas algumas

46:32» algumas coisas não recomendáveis pro idoso. Quando você traz ele para dentro do esporte, ele sai daquela linha e e ele vem pra vida social. Ele ele se sente, ele tem pertencimento » de que ele faz parte da sociedade e ele

46:46melhora a qualidade de vida. E quem pratica esporte, especialmente lutas de vocês, que vocês são pelo menos, me parece que praticantes, né? Você sabe que tem aí exige disciplina, » aí exige correção, você melhora tua

Momento-chave: Cada real no esporte economiza quatro na saúde46:59autoestima, você melhora a tua cabeça, você melhora teu IDEB. E alguns chutômetros aí que a gente faz hoje mais ou menos aleatório, por exemplo, é o seguinte, eh, cada a cada real investido no esporte, você economiza quatro na

47:15no esporte, você economiza quatro na saúde.

47:15» Sim. Olha só, » porque você o idoso que pratica esporte, ele não vai pro posto de saúde, ele não tá no centro, nos hospitais, ele não tá tá no centro, nos hospitais, ele não tá lá.

47:23lá. » Certeza.

47:24» Então, eh, eu, e tem alguns exemplos assim, né, de de idosos que faziam, ão, começaram a fazer atividade física, né, nesses espaços que nós estamos criando.

47:32E eles diziam o seguinte: "Eu tomava sete, oito comprimidos, hoje tomando um, sete, oito comprimidos, hoje tomando um, dois, » com certeza.

47:36» Sai daqu e é muito mais inteligente, mais barato investir em saúde do que investir em recuperação de doença, né?

47:44» Entendeu? qualidade de vida.

47:46» A questão de segurança, vamos pensar na na questão de segurança. Por exemplo, o jovem que você tira da de um potencial jovem que você tira da de um potencial eh eh » delituoso, » delituoso, você traz ele para dentro,

47:56cara, ele deixa de ser, » ele passa a ser um membro da sociedade, ele passa a ser um bom cidadão.

Momento-chave: Sapopema: esporte para todos, polícia sem ocorrências48:02Educação, educação é é exemplar. Os municípios que aderiram, eu vou citar um exemplo aqui que é um município aqui pequenininho aqui da do do do Paraná, Sapopema. Eu falava com o prefeito Sap falou, eu fez

48:17tudo quanto é tipo de esporte que você pode imaginar lá não tem uma criança que não pratica esporte. A polícia vive de férias nessa pena. Faz dois anos que não tem uma única intercorrência.

48:29» É isso. E e » e o meu IDEB é o melhor, um dos melhores IDEB do estado, município pobre » que tá fazendo isso. Então tá provado que funciona, tá? Basta que você entenda isso e que você queira fazer isso.

48:44» E qual é a perspectiva de continuidade, os próximos passos pro esporte no Paraná, eh, para essas políticas públicas de tanta relevância no estado do Paraná? O que que você espera?

48:57Teremos eh Valmir 2027, [risadas] » talvez com o mesmo nome, mas não com a mesma pessoa, quem sabe. Mas assim, eh, eu eu falei para vocês do plano decenal, né?

49:10» Sim. Nós criamos um manual do esporte e se aprovado na Assembleia Legislativa, eh, não tem como sair dinheiro se não for através da política do esporte » e e esporte como política pública, de inclusão social, de transformação de de

49:27da saúde, da educação e tudo mais. E a gente deseja que os próximos gestores que venham eh não interrompam isso e dificilmente interromperão, né? Porque à medida que você desperta o cidadão, qual o potencial que ele tem de poder se

49:42fazer, é muito difícil que alguém negue isso, né, para ele, né? Eu acho que e esse é o é é o que nós temos. A segurança que nós temos é exatamente essa, a torcida para que venham novos gestores e que façam exatamente isso que

49:55nós estamos fazendo, porque deu certo e é bom. E aqueles que ainda acreditam que o esporte não não é bom pra política estão enganados. O esporte faz muito bem com a política. vários exemplos de de vereadores, prefeitos que se elegeram já

50:12dentro do espírito do esporte, » como vida, como instrumento de transformação social. Eu acho que isso é é um legado que o ganha ganha, né?

50:20é um legado que o ganha ganha, né? [roncando] » É o ganha ganha. Estamos deixando um legado que eu acho que vai fazer bem ao Paraná, se Deus quiser.

50:27» Bom, eh, Mar, você quer fazer alguma pergunta? Tem alguma coisa que você gostaria de compartilhar? Eu acho que mais sobre a sua eh sobre o teu início de vida, eu acho que você tem um um início de vida eh cara, não começou de forma humilde,

50:43trabalhou bastante, buscou os teus objetivos. Eu acho que isso é uma coisa bem importante para nós e para quem tá nos escutando.

50:52nos escutando. [roncando] » É, eu acho assim, aquilo que eu falei, né? Você tem que acreditar em você, acreditar no teu potencial, né? tem que usar da tua inteligência, claro, né?

51:02Você tem que compreender o espaço que você está inserido, aonde você se situa dentro desse espaço, né? E assim, agora o meu pai foi um sábio sem querer, eu diria sem querer, né? Porque meu pai

51:17numa cavalgada, ele tinha uma fazenda, nós fos cavalgando, eu era criança, eu andando com ele, eu arranhei a perna e rasguei a perna e fiquei chorando, né?

51:26Falou assim: "Cara, isso aqui não é para você, cara, você tem que estudar".

51:29você, cara, você tem que estudar". » [risadas] » Então é isso, né? Acho que é por aí, né, » IVM? Eh, você, né, eh, o esporte, né, tanto pros idosos quanto pros jovens, é uma ferramenta de transformação. Você

51:41que roda o estado e vê a juventude, o que que você avalia de transformação da juventude em si? O que que mudou desde o início da sua caminhada, né, como vereador, como secretário municipal, agora como secretário estadual, o que

51:57que você vê de evolução na juventude, não só nas perspectivas esportivas, mas de eh estudo, redes sociais, tecnologia?

52:07Como que você vê a juventude sendo protagonista até desse momento de inflexão que a gente falou um pouquinho antes? É, eu acho assim, né, a juventude hoje nós temos um problema, temos muitas boas saída e boas perspectivas, mas

52:24temos uma uma solução que é um problema, né, que é a rede social.

52:29Isso pode se vir para o bem ou pode não vir para o bem, né? É uma coisa que me preocupa. Eu tô falando agora, é uma coisa que me preocupa, né? E quando você fala do esporte é mais uma razão para você acreditar que esporte faz bem. Quem

52:41tá fazendo esporte não tá na tela.

52:42» Não tá na tela. Eh, quem fica o dia inteiro na frente da tela, você não sabe exatamente aonde que ele vai chegar, porque ele perde a condição de raciocínio. Ele aceita muitas vezes aquela opinião » que não é verdadeira,

52:54» que não é verdadeira » e ele acaba muitas vezes se influenciando e transformando aquilo como algo pra vida dele. Isso é, isso preocupa, né? Perfeito.

53:04» Preocupa e preocupa muito. Mas assim, nós não podemos deixar de acreditar e eu acredito sempre que a gente pode eh realmente progredir. E aí de novo, o esporte é uma das dos instrumentos para você fazer com que esse jovem tenha uma

53:20perspectiva boa. E quando eu vou nesses eventos aí, às vezes você vai no ginásio e lotado, tava em São Mateus do Sul há uns dias atrás, num abertura de uns jogos de uma marcoogal de jogos escolares e você vendo toda aquela

53:31juventude lá praticando esporte, tudo, aquela moçada alegre, aquela moçada alegre, » disposta, » você envia um celular na mão, né?

53:37isso é bacana, cara.

53:39» Não que não que a rede social, não que a tecnologia seja, pelo amor de Deus, é é importante, mas tem que saber, » tem que ser uma ferramenta bem usada. Se mal usada, ela pode também desvirtuar personalidade, pode desvirtuar

53:53pensamento, pode desvirtuar segmentos que às vezes não para caminhos que não seja talvez o mais indicado. [roncando] » A gente tá se encaminhando já, pô, só rápido, né? A gente tá se encaminhando já pro pro final do nosso episódio, né?

54:06E eu queria eh primeiro eh ouvir de você quais são os próximos passos, né? O que que você ainda pretende e fazer, impactar, resolver, seja no nesse resto de de mandato de governo que nós temos até o final do ano, seja no ano que vem,

54:242027, seguintes, assim, que que que falta ainda você realizar? Pode ser na esfera política ou na esfera pessoal, né? Ou nos dois, que » essa foi a pergunta mais difícil que você me fez aqui. [risadas] » Por isso que a última

54:38» out as outras estavam fácis. Isso aqui tá difícil. Bom, primeiro é o seguinte, né? E eu acho que ainda temos algumas coisas boas aí para fazer, né?

Momento-chave: Gothia Cup: levar campeões sub-15 do Paraná à Suécia54:46[roncando] Nós estamos, eu, eu tenho, eu tô viajando daqui umas duas semanas eh paraa Europa, vou paraa Suécia e Finlândia. Eu fui convidado para participar de uma de um evento, de um grande evento que chama a Gocop, né, que

55:00é uma e Gotemburgo, eles têm lá um campeonato que um hoje tem 79 países participando, são 30.000 1 atletas, mais de 1200 times de futebol pra gente para não, mas para não não profissionais amadores, né, desde de comunidades eh eh

55:18sociais eh de periferia, eh clubes, eh estados, né, países, né, que vão lá com jovens disputar, são jovens da faixa dos 12 aos 18 anos. Eu tô indo para lá porque o o

55:34governo criou um programa Ganhando o Mundo das Escolas, né, dos alunos. Temos hoje já centenas de alunos eh viajando o mundo e conhecendo realidade diferente.

55:43A minha ideia é ir lá me certificar, se for viável, trazer a proposta do governador, quem sabe, né, e aprovar a ida já o ano que vem dos campeões dos jogos escolares sub-15 deste ano no Paraná para esse para esse evento. Isso

55:59coisa bacana, certo? Legal. Legal. Muito coisa bacana, certo? Legal. Legal. Muito bom » botar no Você imagina um » por parte do resultado, né, » cara? Você imagina, sabe? Você pega um jovem que talvez não tinha perspectiva

56:08nenhuma, de repente tá disputando um campeonato do » internacional, outro cultura, na Suécia, » é na Suécia, pô.

56:15» Tá, então coisa bacana. Temos aí, estamos conversando com a Fundação Araucária, que é uma é uma entidade da secretaria de de ensino superior, que tem alguns projetos bacanas que nós estamos pensando em fazer com observatório do esporte para que a gente

56:30tenha essa esse olhar assim, eh, sempre estudando perspectiva de que de melhora, né, ofertando boas possibilidades e talvez criando oportunidades para que esses bons atletas que surjam desses nossos eventos, quem sabe ascendam ao

56:44cenário ao cenário né, mundial. Aí nós temos, por exemplo, lá na na secretaria, bancado pelo Geração Olímpica, nós temos duas modalidades importantíssimas. Ginástica, por exemplo, nós temos dentro do nosso espaço esportivo campeãs mundiais de

57:01ginástica rítmica.

57:03» A Babi Domingos, por exemplo, uma referência, campeã mundial, eh eh medalhas de prata nas Olimpíadas e por aí aa nós temos os três melhores sketistas do ranking nacional aqui do Paraná. Luiz de Cine, que é um hoje uma

57:18fera, o Japinha, né, o que nós chamamos de Japinha, que é um skatitista aqui do Paraná, o Guikuri, são três esqueitistas que estão disputando o campeonato e ganhando campeonatos mundo. Aa, também medalhistas olímpicos, né? Então, da

57:31onde que surgiu esse pessoal? Surgiu do esporte. E é, nós queremos criar as condições para que pessoas que talvez não tivessem oportunidade tenham também a essas pessoas que eu falei tiveram oportunidade, mas quem sabe um jovem de

57:43periferia que talvez não tivesse, se você fomentar ele, ele pode ser um grande atleta, né?

57:49» Nós estamos vendo a seleção, por exemplo, do seleção brasileira, por exemplo, né? Vamos dizer da onde que saiu o Vini Júnior, » né? Da onde que saiu o Vini Júnior? Você vai pesquisar, você vai ver da onde que

57:57é a origem dele. Ele teve por acaso oportunidade, mas quantos Vin Júnior não estão por aí espalhados que você tem que dar oportunidade para ele? Então é é mais ou menos isso que a gente pensa. Se a gente conseguir fazer isso bem feito,

58:09já tá bom.

58:09» Deixar legado.

58:10» É deixar esse legado, tá bom. O ano que vem é uma outra história, um outro governo, seja o sucessor do do do governador Ratinho, seja seja outro, né?

58:19Já não sabemos o que vem por aí, mas seja quem for, eu acredito que vai tocar. Agora você perguntou de mim, do Valmir. A o me a minha meta é cumprir o mandato do do governador Ratinho. Dez 31 de dezembro de 2026. Eu sou secretário

58:34de esporte 1o de janeiro de 2027 eu sou cidadão. [risadas] Se puder dar alguns conselhos, eu vou dar conselho, mas talvez não em função.

58:42Porque eu sou também da teoria, viu?

58:44Você tem que passar o bastão, né? Não dá para você ficar a vida toda sentado no mesmo banco, né? Você tem que passar o bastão, né?

58:49» E o Valmir Pessoa Física, qual é o projeto que aguarda ele? 2027.

58:53» O, pessoa física é curtir a vida, cara, porque eu já dei a minha contribuição, já estou bem resolvido, aposentado e e com suficiente para sobreviver os anos que me sobram, né? Quando pergunta quantos anos você tem? Eu falo: "Não

59:06sei, porque o que eu tenho é o que vem pela frente, o que já passei não interessa." [risadas] » Perfeito, perfeito.

59:13» Bom, e Valmir, chegando [limpando a garganta] agora realmente nos minutos finais, né? Eh, uma mensagem para quem tá nos nos ouvindo, nos escutando, uma mensagem que fique, né, para quem venha a escutar esse podcast

59:25daqui a 1 ano, 2 anos, 5 anos, 10 anos, enfim, a internet é uma forma de eternizar a nossa presença, né? que mensagem você deixaria, né, para essas pessoas que de alguma forma tiveram acesso aos do seu trabalho, ao seu

59:40legado, aos familiares, enfim, deixe uma mensagem aí para que a gente tenha » essa perspectiva de futuro e e guarde no coração essa palavra. Eu tinha o professor de química, João Pedro, que é do positivo, que ele dizia o seguinte:

Momento-chave: Mensagem final: estude, faça o certo, sem atalhos59:55"O maior Marland é aquele que faz a coisa certa, que estuda que faz o certo.

59:59Estude, faça o certo, seja o cidadão correto que você vai ter, o teu futuro vem, tá? É esse o melhor caminho. Não tem não tem atalho, não tem atalho. A vida é assim, exige de nós sempre muita perseverança. Acreditar em si, todos nós

60:14somos capazes. E essa juventude precisa disso, sabe? precisa acreditar neles, precisa acreditar que é possível você fazer mesmo. Aquela pessoa mais humilde que vive talvez numa condição mais difícil, acredite que é possível vencer.

60:26Eu tenho vários exemplos disso. Então, a mensagem que eu diria é essa.

60:29mensagem que eu diria é essa. » Sensacional.

60:29» Acredite em si e vai em frente que você é vai ser o vencedor.

60:33» Mir, muito obrigado.

60:35» Show de bom.

60:35» Mar, até últimas palavras para agradecer. Falará.

60:39» Acho que eu tenho uma contribuição.

60:40[roncando] Uma vez eu escutei do meu avô. O meu avô falou assim para mim: "Olha, ele morreu com 90 e poucos anos e ele falou assim para mim: "Não tem um dia na vida que eu não deixe de aprender alguma coisa. Eu sempre aprendo algo

60:54dias até hoje." Eu acho que essa é uma mensagem eh válida, [roncando] que eu acho que corrobora tudo que o meu tio falou, tudo que você falou. E e é isso, basicamente. É isso, » gente. Muito obrigado, né? Agradeço de

61:08coração a oportunidade, né? Sigo aprendendo todos os dias. Obrigado você que nos acompanhou nesse episódio, né?

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61:22Mande mensagem, acompanha já. Curta o vídeo, compartilhe e até o próximo vídeo, compartilhe e até o próximo episódio.