00:15Boa tarde, meus amigos. Mais um episódio do Stoiccast e hoje, né, eh, segundo episódio desse formato presencial, contando com dois grandes convidados especialíssimos.
00:28Do meu lado, Nicole Furtado, que é expert em marketing, tem uma vasta carreira e trajetória como diretora de empresa de marketing, hoje é administrador de uma grande rede de academias e diga-se de passagem, a minha esposa. Então, cara, é a mulher mais
00:43[ __ ] que eu conheço.
00:45E Alan Cine, por favor, apresente o nosso convidado.
00:49» Eu escrevi uma apresentaçãozinha aqui porque eu acho que vale, né? Então existem executivos que gerenciam e executivos que transformam. E o Alan está aqui conosco, é um deles, é transformador. Então, com uma carreira construída entre grandes grupos de
01:02mídia, veículos de comunicação e agências de publicidade, liderou times de até 400 pessoas e fez isso um laboratório disso, né? Um laboratório de inovação, cultura, performance. Eu vivi isso, né? Então, posso falar com propriedade. A frente de projetos que
01:17somam mais de 200 milhões em novas receitas e crescimento de até 500% no faturamento, ou ela carrega no currículo algo que vai além dos números. a capacidade de inspirar gente, reposicionar negócios e transformar operações inteiras em histórias de
01:31sucesso. Especialista em planejamento estratégico, marketing, comunicação e vendas, ele tem um olhar que entende de mercado, mas também que acredita no poder das pessoas, membro de conselhos empresariais e reconhecido nacionalmente
01:44por cases premiados. Alan é líder e faz a diferença.
01:48» Ô, fiquei emocionado. Começou.
01:50Sensacional.
01:50» Seja muito bem-vindo.
01:52» Bem-vindo, Alan. E obrigado pela oportunidade. É um prazer, né, te reencontrar e tá aqui nessa mesa com a gente. E cara, me fale de você, porque você viveu a transição do marketing romântico, aquele que você aprende na
02:06universidade do Cotler com seus quatro pes, » da publicidade de verdade, » da publicidade de verdade, com tempo, com foco em tocar o o o ouvinte pro modelo digital, né? célere, escalável,
02:22rápido, quase descartável e passou, né, por mídias tradicionais, experiências muito complexas, desde televisão, rádio, grupos empresariais. Conte um pouquinho como é que foi essa transição e da sua carreira aí pra gente entender um pouqu
02:37» Cara, primeiramente é um prazer estar aqui com você e com os nossos telespectadores aí. Eh, cara, eu tenho, eu vou fazer agora em 2026 30 anos de mercado. tava fazendo uma retrospectiva com meu pai que tem 88 anos de idade e a
02:52gente chegou numa conta, apesar de eu ter 44 anos, eu tô no mercado desde muito jovem, então tive a oportunidade de começar na Editora Abril em São Paulo, passar por agências de publicidade e bem exatamente no que você falou, no momento romântico da
03:07publicidade, falando década de 90, antes dos anos 2000, internet de escada, pessoal fazendo fotolito, recortando na mão anúncio, coisa fantástica.
03:17E aí veio toda essa trajetória e passei que nem você falou, acho que vale frisar, passei por Record, SBT, Massa FM, Grupo WS e várias outras empresas, grandes agências. E eu entendo que o mundo realmente mudou e nós tivemos que
03:33mudar junto nesses 30 anos, né? No meu caso, 30 anos de outras pessoas, 10 anos, 20 anos, mas mudou para todo mundo. Mudou para todo mundo. E hoje em dia, vocês devem perceber isso todo dia, muda diariamente.
03:45» Todos os dias. Cada vez mais, né? Cada vez mais.
03:48» Agora com chat EPT e tudo mais, né?
03:50» É. E justamente assim, né? O marketing ele passou cada vez mais a ser orientado por dados e da mesma celeridade que tem que ser feito, se os dados não estão dando a resposta que você queria, rapidinho você tem que desfazer tudo,
04:05refazer, cancelar.
04:07» É, eu tô num ponto bem legal. Eu acho que parece muito com com uma embarcação, né? Você tá indo para um para um lado, você pôs a bússola ali, o teu norte é aqui. Ah, mas não tá funcionando. Você tem que pivotar aquilo e ir para outro
04:20lugar, né? E muitas vezes perde aquele dinheiro que tinha. A gente, eu que participo de alguns conselhos de empresas que são startups, a gente vê que acaba queimando muito dinheiro em tentativa e erro para tentar achar um
04:32caminho, né?
04:33» E é isso que o cliente não entende, né?
Objeção: “Marketing é gasto sem garantia”: tentativa e erro com método04:35Muitas vezes eu vim de agência de comunicação também, publicidade e uma das coisas que a gente sempre tenta levar pro cliente é isso. Eh, a gente vai começar a fazer o investimento em mídia, você tem que entender que é tentativa e erro. Não existe uma fórmula
04:50certa de que isso vai dar certo. Tanto que quando a gente sobe campanha, seja Google, seja Meta, a gente pensa em estrutura de campanha com vários criativos diferentes para ir rodando e entendendo o que vai performando antes
05:02para você dar continuidade àquilo que realmente faz sentido, né?
05:05» Até porque se tocou num ponto e vou puxar um gancho do do Odolf que foi o seguinte, Cotler, né? Ah, estudei lá na faculdade 4 p. Hoje estamos falando de 8 p, 10 p, tem muita coisa envolvida e que realmente se o cliente não entender e
Momento-chave: “Adubo”: maturidade do cliente para colher resultado05:19não absorver que ele precisa realmente colocar um adubo e avaliar se o negócio vai crescer ou não, ele vai ficar pelo caminho.
05:27» O próprio Cotler tem vários lançamentos aí, acho que a cada do tr anos tem um lançamento, uma revisão e coisas novas acontecendo. Porque isso » eu gosto bastante daquela frase do Tofler, né?
05:40aprender, desaprender e reaprender, né?
05:44A gente precisa para tudo na vida, né? A gente, eu olho isso muito pras minhas equipes para falar no mundo corporativo, no profissional, mas isso vale pra vida.
05:54Às vezes você tem um um um tipo de vida, né? Eu eu morei em São Paulo até os 20 e poucos anos de idade, depois que eu vim para Curitiba. Eh, e eu tinha um tipo de vida, morava com os meus pais, era uma outra vida. Quando eu vim para Curitiba
06:06sozinho, um carro, uma mala de roupa sem dinheiro, tive que » sim » desaprender tudo que eu tinha aprendido e aprender um novo novo ciclo de vida.
Objeção: Pergunta-gatilho: “o digital superou o físico?”06:15» É, e agora esses ciclos são cada vez mais rápidos, né? Se antes se tinha tempo » para passar uma transição, cara, esse aprendizado hoje é semanalmente você tem que tá se reinventando. E me fala um pouquinho assim das suas experiências,
06:29dessa mudança assim do físico pro digital. O que que você ainda acredita que no físico ainda funciona e que o digital não vai superar ou isso também não é uma verdade? Cara, eu eu vou dizer para você o que eu costumo dizer quando
06:43eu faço uns workshops aí, umas palestras, eh principalmente porque como eu fui muito do ramo de rádio e televisão, sou muito convidado para estar no meio de rádio e televisão. Eu acho que pra realidade do Brasil, né, para quem não conhece televisão, o
06:59modelo de televisão no Brasil, ele é totalmente diferente do modelo de qualquer lugar do mundo. Aqui você tem um monopol na mão de quatro empresas, » sim, » né? De televisão aberta, né? E 80% da população só tem dinheiro para ter
O abandono cai durante a aula macro sobre o mercado de TV aberta; o payoff do título (grupo Alpes) só chega aos ~10:45 e os números fortes aos 13-16 min.
07:11televisão aberta, » né? Nos Estados Unidos não. De canais abertos tem 300, 500 canais abertos, depois você vai ter mais 1000, 2000 fechados. Então é é totalmente pulverizado. Na Europa a mesma coisa.
07:23Então quando eu tive nessas andanas, quando eu vou pra feira NAB Show em Las Vegas, que é a feira de comunicação de rádio, televisão ou pra Europa, você vê uma realidade completamente diferente da realidade do Brasil. Por que que eu tô
07:33dizendo isso? Porque eu acho que ainda tem muita lenha para queimar. Só que as emissoras já estão entendendo que o mundo mudou.
07:40» Então você pega, por exemplo, a própria Rede Globo, o que que ela tem feito? E eu acho que fantástico, tenho inclusive amigos que trabalham na na Globo Nacional e eu tenho percebido esse movimento da parte deles. Eh, muita
07:51agilidade. Então, ah, eu jogo um episódio exclusivo no Global Pay.
07:57» Uhum.
07:58» Para de graça, inclusive, né, pro cara que não é assinante para ele ir pra plataforma. Então essa cauda longa, esse mult, essa multicanalidade, esse omnel, ele faz parte. Só que eu acho ao mesmo tempo que, infelizmente, a gente ainda
08:11vive eh num país que tem uma economia um pouco desestruturada e isso influencia diretamente nos investimentos. Você tem, por exemplo, » 5000 rádios no Brasil, se tiver 800 rádios que fazem streaming da sua programação, é muito.
08:26» É um absurdo.
08:27» Sim, é um absurdo.
08:27» Todo mundo tinha que estar no streaming.
08:29» Só que eu tive a oportunidade de de desenvolver uma uma rede de rádios que foi a Massa FM do Ratinho. Eh, peguei com 8 10 emissoras, entreguei no meu último ano, 2022, com 77 emissoras. Fiz um garimpo pelo Brasil inteiro. Fui para
08:44Rondônia, fui pro Acre, fui para Belém, fui um monte de lugar que eu nunca tinha ido. E a gente vê que não tem nada a ver com Curitiba, não tem nada a ver com São Paulo.
Objeção: “Vocês vivem numa bolha”: Facebook ≠ internet08:52» A gente vive numa bolha, né? A gente vive numa bolha. Eu tenho um dado, né, que fala que 80% das pessoas hoje no Brasil que usam a internet acham que o Facebook é a internet, » porque nesse crescimento dos dados, eh, a primeira coisa que se liberou pelos
09:06smartphones foi o Facebook. E ainda hoje tem gente que acha que a internet é o próprio Facebook, porque não consome dados, né? Tem gente que consome informação pelo Facebook.
09:16» É, o Facebook, a meta, na verdade, eh, Facebook, o Instagram, não sei se tá nessa lista, mas o Facebook e o e o WhatsApp, eles são gratuitos » nas operadoras, né? Então, a pessoa só consegue entrar nisso se ela tiver um
09:29pré-pago, né, por exemplo.
09:31» E esse processo a gente às vezes ignora, né? Tem uma uma empresa que a gente tem contato que faz mensageria por SMS.
09:38Quando eles chegaram para mim, eu falei: "Cara, SMS, » você tá no tempo da pedra, » quem que quem que usa é absurdo, um monte de gente, muita gente, né? Essa coisa do do digital full time, dos dados e tudo mais, é realmente é uma bolha que
09:55é nossa, né?" » E eu rompi essa bolha, eu te falo que teve muito a ver com esse momento que eu vivi de rádio, porque quando eu vivi televisão era uma coisa muito maior, né?
10:05Eu ficava no eixo Rio São Paulo, Curitiba, um pouco no Sul aqui que eu atendi a Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, mas nunca tinha tido oportunidade, por exemplo, de ir pro norte do país.
10:15» Quando eu passei aí para Rondônia, Roraãima, Amapá, Macapá, eu vi que não tem nada a ver com com o lugar que a gente mora. Por isso que eu gosto quando quando a gente fala, os jornalistas falam assim: "São são muitos Brasil
10:28dentro de um único Brasil, né?
10:29completamente, completamente.
10:31» É, e essa mudança ela é muito expressiva para quem tá operando isso, né? Você não consegue mais ter um único veículo ou uma única estratégia. Fala um pouquinho da sua experiência de estratégia, né? O que que você tem feito? Eu sei que você
10:44tá à frente hoje de uma grande operação, uma das maiores do Brasil, se não a maior do Brasil. Eh, como que isso se relaciona com esse entendimento macro das operações? E dentro do grupo eu vi que são várias empresas focadas em
10:59diferentes atuações. Conta um pouquinho para nós disso, » cara. É um conglomerado. Tive oportunidade de conhecer essa empresa que eu trabalho hoje, o grupo Alps, eh, em 2021. Eles eram meu meu meus clientes da da rede nacional de rádios do
11:11Ratinho, da Rede Massa. E o o Silvio, que é o proprietário da empresa, ele me fez o convite em 2022 para participar junto com ele desse projeto para ser o CSO, né, o Chief Strategy Officer, o RED de Strategia, digamos assim. justamente
11:26para pensar em como trazer robustez pro negócio. O negócio deles já era muito bacana. Eu confesso que eu não conhecia, tá? Eu não conhecia esse mundo dos polivitamínicos. Eu não tinha a mínima noção que um merchandise no Pânico
11:41vendia R$ 10 milhões deais, » entendeu? que que você tinha a oportunidade de trazer essa essa esse call to action por media offline. Eu não tinha a mínima noção.
11:52» Eu achava que ah, legal, colocou o Qcode na televisão ou no ou no rádio, essas rádios que fazem streaming, para tentar captar algumas pessoas, mas eu não tinha noção que, por exemplo, um pânico gera 1000 engajamentos ao vivo
12:06» para comprar magnésio ou para comprar remédio para impotência, esse tipo de coisa. Então, foi muito legal do ponto de vista de conhecer um nicho novo de mercado, porque tem isso, né? Daqui a pouco a gente vai entrar em outras
12:19histórias aí. Eh, eu tive, eu, graças a Deus, eu tive oportunidade, eu acho que muito desse, desse desempenho estratégico, ele vem da, da oportunidade de de trabalhar em áreas que eu nunca tinha trabalhado.
12:31» Sim, » né? que quando eu saio, eu saio em 2010 de televisão, 2011 na verdade, e caio dentro do grupo Woods, grupo de entretenimento de casa de show. Ah, você vai ser diretor de balada? Não, a gente tinha uma operação gigantesca de
12:47marketing por trás e que foi o que culminou no crescimento e a marca fez Cruzeiro e depois a gente entra na história que é uma história muito bacana, mas no no marketing de performance, esse marketing de performance com traqueamento em mídia
13:02offline, eu não fazia a mínima ideia.
13:04» E eles faziam isso manualmente até então, até a minha chegada. Depois da minha chegada que a gente começou a entender que existia uma possibilidade de maturação. E detalhe, quando eu cheguei a empresa já faturava uns 4550
13:17milhões deais por ano com polivitamínicos.
13:21Então não é conta, eu não atendo Electrolux, não é uma agência que atende a Freema, não atende Boticário, não. Só com polivitamínico que muita gente desconhece e com call center, telefoninho. Opa, dona Maria, a senhora ligou para comprar o magnésio, tal.
Objeção: “Offline não se mede”: Power BI telefonema a telefonema13:38Então, muito legal. E aonde que foi a virada de chave? Que acho que responde a tua pergunta, quando a gente entendeu que a gente precisava trabalhar melhor esses dados. E aí a gente trouxe a parceria com a Microsoft Power BI.
13:51Então, hoje é tudo auditado Power BI.
13:54Todos os telefonemas que entram, a métrica de quais telefonemas geraram venda, quais não geraram venda, quais caíram em menos de 30 segundos, tudo isso é metrificado para isso.
14:03» Minha dúvida, porque eu sempre achei que era um sistema desenvolvido, tecnologia e coisas nesse sentido. É tudo dentro do Power BI. Então, » tudo dentro do Power BI.
14:10» Caraca, porque é muito difícil quando você tá trabalhando com um cliente que decide ir pro offline, porque ele entende que sim, é um posicionamento, reforço de marca. Mas e aí, como é que você mensura isso? Como é que você
14:21entrega esse dado pro cliente? e para convencer ele a persistir fazer isso por um tempo que de fato vai colocar ele no mercado, sabe? Não. E e isso é muito legal porque, por exemplo, como eles já tinham o no em algo que eu não tinha,
14:36que era realmente trazer esse call to action metrificado, que inicialmente era feito manualmente e hoje tá todo integrado em BI, eh, eu comecei a trazer isso para outros clientes que eu conhecia, que eram de segmentos completamente diferentes. Então, a gente
14:49atendeu por dois anos a Pamplona Alimentos, que é de carne suína, » e a gente fazia a metrificação dos merchanãs do Pânico do Edu Guedes na Band que ele tinha o programa dechefe.
15:00Sim.
15:00» Quanto que aumentava de venda na gôndola nos dias que tinha Merchan versus os dias que não tinha merchã, porque como o cliente tinha uma verba muito menor, a gente tinha que escolher quantas vezes eu, quantas entradas eu posso fazer por
15:12mês, porque o cobertor é curto, né?
15:14Quando o cliente não tem verba, você tem que fazer um um dá uma rebolada. E aí o que que a gente fazia? Vamos fazer então mídia só de sexta-feira e escolher pânico. É, exatamente porque daí, por exemplo, no Pânico que a gente
15:27tinha oportunidade do pessoal comer ao vivo, porque no Dechef já é aquele programa no estilo culinário, então as pessoas que estão vendo, elas estão ligadas naquilo.
15:35» Mas você fazer uma entrada inusitada no o Emílio comendo uma linguicinha ao vivo meio-dia » e falando, cara, uma delícia, não sei o quê. Aumentava » representativamente, cara. chegou a ter pico de 35% de aumento de vendas no
15:49final de semana.
15:50» É, e essa metrificação ela é um desafio para muita gente, né? E até um fator desconhecido. Eu também não tinha ideia que tinha uma maneira, para mim era só exposição e pronto.
16:01» E e vocês sabem que assim tudo isso acho que a grande sacada da estratégia é você abrir a mente e começar dentro de um ecossistema buscar outras oportunidades.
Momento-chave: +35% de venda em gôndola no fim de semana16:12Tem uma, eu vou fazer um merchã aqui, tem uma empresa de São Paulo que chama TUNED. Não sei se vocês já ouviram falar, não. Ela faz ela faz eh análise de metrificação de dados em redes sociais e Google, conforme as menções de
16:26campanhas que passam na televisão ou no rádio.
16:28» Tá, isso já vi.
16:29» É muito legal. Então, por exemplo, ó, passou uma campanha do golpe do WhatsApp, eles mostraram inclusive esse case quando eu tive lá no no prédio do Google, eles fizeram uma apresentação eh do golpe do WhatsApp, que agora tá super
16:40na moda. E era uma campanha do Itaú que passou no intervalo do Fantástico, » teve 360.000 1 menções da campanha na internet, Google, meta.
16:50» Eu sei que essas ferramentas de mercado e em algumas delas já existe de fato como metrificar a questão de menções, mas não dessa forma com relação à conexão com o offline também, sabe?
17:02» Sim, sim. É, eu eu eu digo assim que a gente precisa todo dia tá se reinventando e buscando alternativas e tem muita oportunidade, tem muita empresa bacana aqui no Sul. É Santa Catarina mesmo, como eu fui muito tempo do mercado de rádio, né, quase 10 anos
17:18entre o período que eu fiquei pan e depois massa, eh, tem duas empresas de Santa Catarina que pode falar, né, pode falar Connect Mix e Audience » que eles fazem e chequing para ver se realmente as campanhas estão rodando,
17:32porque imagina você comprar, você pega um cliente grande, um um Romanha que você atendeu ou ah, eu vou rodar a campanha em 1000 cidades, quem que garante que Piraporinha do Sul tá tá veiculando a sua mídia, né?
17:46» Então, utilizar da tecnologia » em benefício dessas dessas oportunidades.
Objeção: “Pra que CSO se o dono decide tudo?”17:52» E bom, a o nosso público é formado por empresários, donos de negócio e eu queria que você trouxesse um pouquinho da sua experiência compartilhando as decisões da empresa com o CEO, como que aconteceu isso, né? E de que forma
18:06conduzir isso e aceitar que, bom, eu tenho um CSO hoje que ele vem para coordenar minha estratégia e ao mesmo tempo eu tenho um CEO, um dono de negócio que tem experiência, tem no eh como equilibrar esses momentos para que
18:21a empresa cresça e usufrua da melhor forma dessas duas posições tão importantes? E eu acho que até um ponto, né, porque muitas vezes e na maioria das empresas não existe um CSO, existe um CEO que toma todas as decisões e também
18:33é incubido de fazer estratégia ou tem um time que faz estratégia para ele e ele valida e coloca em prática. Então, como é que é ter essas duas posições? É, eu posso dizer que foi uma coisa construída a seis mãos, na verdade, porque eles são
18:46dois sócios na empresa. Tem a Ornela também, que é a sócia dele, que é que é vice-presidente, eh, onde eles tinham muito claro o que eles queriam, mas não sabiam como adotar as estratégias corretas, porque eles eles são do
18:59empirismo.
19:00» Eles fizeram a coisa acontecer fazendo » modelo tradicional de quem cria negócio no Brasil, né? Quando eles me convidaram, foi muito legal porque o Silvio falou assim: "Cara, eu não sei o que você vai fazer, mas eu quero que
19:10você seja meu diretor de alguma coisa".
19:12» Sim, » né? Eu acho que você tem um conhecimento vasto, você trabalhou SBT, Globo, Record, um monte de agência, tal, acho que você pode contribuir muito forte para pro grupo Alps, que na época nem era grupo Alps, era Alps mídia, era uma
19:24coisa muito menor. E com isso a gente construiu. Então, foi uma coisa construída e assim, eh, a gente falou um pouco antes nos bastidores, né? deixar o ego da porta para fora e todo mundo realmente sentar numa mesa e debater e
19:37tentar chegar no melhor lugar possível, né? Isso conta muito.
19:42» É muito bom, muito bom.
19:43» E falando sobre isso, quais são as empresas do grupo Alps?
19:46Então, hoje o grupo OLPS tem agências de marketing performance, tem várias, vários CNPJ, mas a gente usa mais a nomenclatura da Alps media mesmo.
19:56» Mas a gente tem a Fama Medíia em São Paulo, que é de digital, » eh, atende Mate Leão, por exemplo, um cliente Coca-Cola Company. Então tem tem algumas contas bem interessantes dentro do grupo. A gente tem operação no Paraguai por causa de de call center
20:12trilíngue. A gente tem uma operação de call center trilíngu espanhol, inglês e português que funciona para atender a América Latina, né? A gente tá entrando agora aos poucos através de Miami nos Estados Unidos » e tá com uma operação também em
20:26Portugal. Então assim, eh, tem muita coisa no grupo, até revista de luxo a gente tem no grupo. Então, seria muito eh leviano da minha parte tentar explicar, porque senão a gente ficar uma hora só, né? Mas assim, eu eu digo que é
20:40um ecossistema, a gente comentou isso, né, Rodolfo, antes, a importância do ecossistema. Então, ele ele é um ecossistema que se conecta e quando a gente entende que surge oportunidades, a gente, por exemplo, já foi sócio de
20:52rádio, né? Não posso citar nomes por questões de NDA, mas a gente já foi sócio de rádio. A rádio tava um pouco ruim das pernas financeiramente. A gente fez um aporte por um período, por um volume significativo e por um período
21:05também longo, aonde o crédito de seria pago em mídia.
21:09» Então a gente utilizou » daquela cadeia de produção para ajudar um parceiro a se restabelecer, mas principalmente usufruindo de algo que a gente pode realmente revender e fazer dinheiro. Então acho que é bom para todo
21:22mundo, né? como que você vê os próximos anos, assim, para onde que vocês estão olhando e o que que te chama atenção como eh chefe de estratégia, ré estratégia hoje, assim, tem algo que tá no seu radar que você tá estudando,
21:34buscando, interpretando?
21:36» Cara, você acho que você tocou num ponto bem interessante, eh, de tudo que eu vi e vou falar dos últimos 15, tá? dos últimos 15 anos, que é quando eu comecei realmente a tá mais voltado para gestão, porque até então você sendo eh
21:50estagiário, analista, assistente e tal, não faz muita diferença, né, você ter esse olhar mais holístico. De 15 anos para cá, que quando eu comecei a realmente ter cargo de gestão, que foi desde a gerência da Record pra frente,
22:02eh, eu acho que a gente vive um momento mais delicado, momento mais delicado por causa das transformações e principalmente uma coisa que tem me incomodado bastante.
Objeção: “IA trabalha pelo time”: risco de limitação22:11É, e aí eu vou falar rasgado mesmo, é os colaboradores utilizando as inteligências artificiais como se fossem tipo para colocar para trabalhar. Sim.
22:20» E aí eu fico lembrando de, eu sou velho, eu fazia trabalho no papelasso, né?
22:26» E da do teu coleguinha virar e falar assim: "Posso copiar o trabalho? Eu mudo umas palavras, tal". Cara, não é para isso. A ferramenta, essas ferramentas para tanto para fazer vídeo, para fazer texto, elas não servem para isso. Elas
22:38servem para outra coisa, mas estão deturpando. E isso pode prejudicar lá na frente, porque as pessoas estão ficando eh limitadas, » cada vez mais, » não falar outra coisa, né?
22:50» Ninguém mais é produzir conteúdo que seja autoral e, enfim, quem que vai querer estudar para ter alguma coisa na vida, ser alguma coisa, alguém na vida.
22:59É, e a gente sofre muito, né? Agora vai, vai o podcast vai virar um papo de senhores.
23:05Mas, cara, mas a gente sofre muito, porque que nem eu venho de uma formação que o que tinha valor era a biblioteca que você tinha em casa. A quantidade de livros que você leu era diretamente relacionado ao seu potencial de executar
23:17e de entender uma tarefa. Primeiro no direito, depois na parte de negócios. A, o meu conhecimento é formado por livros, né? E eu leio o tempo todo, tô sempre pesquisando. Eu uso a inteligência artificial como um copilot. Eu mando
23:30alguma coisa para ele, ele me busca, eu corrijo, volto e meia algum conceito que ele não trouxe de forma adequada, mas eu jamais consigo ter 100% do que tá na minha cabeça a partir do do chat de PT pago, que é e você tocou no ponto, é
23:45para ser um parceiro de trabalho, não para fazer o trabalho por você. Eu vou falar, vou falar um negócio que aconteceu comigo, porque não é nem questão de ser novo, velho. Eu vi a geração, sei lá que geração que é 6 anos de idade, não sei qual que é a
23:59nomenclatura alfa, acho que é alfa.
24:01» É o meu filho nascidos em 2019.
24:04» Ele virou para mim porque agora eu instalei o Gemini e ele fica perguntando as coisas.
24:08» E aí esses dias eu falei uma coisa, ele falou assim, eu falei: "Como é que tá na escola o aprendizado? alguma coisa específica que a professora pediu para eu dar uma cutucada nele de algumas coisas nesse sentido. Ele falou: "Ah,
24:18pai, eu aprendo tudo, mas na verdade nem preciso, porque a JNY tá aí para responder tudo." » Imagina.
24:22» Então é assustador o que vai ser dessa geração quando chegar a 15, 20 anos de idade. Essa é a preocupação.
24:29» Sim.
24:29» É. E quem tá entrando no mercado de trabalho também já tá com essa mentalidade, né? Na Stoics, a gente tem um time muito grande de desenvolvedores jovens, né? E os desenvolvedores jovens, eles são submetidos ao modelo antigo de
24:43desenvolvimento. Eles têm que aprender a codar, resolver lógica, aplicação algorítmica real, né? E óbvio, quando vai para campo, as ferramentas de A, elas funcionam como um acelerador. Eu brinco que a minha galera é o Dr.
24:57Octopus, né? Sabe, tem os oito braços ali trabalhando. É isso. Mas a mente que tá coordenando esses braços as ferramentas de a detentor do conhecimento. Isso a gente não abre mão.
25:09» Sim.
25:09» E na área de marketing tá desafiador, né? Você pede uma imagem, vem uma imagem feita por IA. Pede um texto, vem o texto da IA. Eu eu vi essa semana Artlist, artlist.
25:21alguma coisa que tem uma parceria com o Sora lá que é da do Google, você consegue ir no acervo de imagens de artistas reais. Vou fazer um filme com DCO aqui com não sei quem sai o filme, entendeu? Então, tipo, é perigosíssimo,
25:36» cada vez mais real, né? Cada vez mais real.
25:38» Questão também de uso de uso indevido dessas coisas, né? Por exemplo, meu pai, meu pai há alguns meses atrás caiu num golpe do WhatsApp e foi dinheiro, foi quase R$ 30.000 R$ 1.000 que ele foi pagando porque ele achou que era eu e a
25:52pessoa falava muito parecida como eu, porque, por exemplo, eu chamo meu pai de paizão e aí falava a palavra paizão.
25:57Paizão, veja isso para mim, tal, não sei o que, vou te mandar um boleto. E ele foi pagando até que o Bradesco bloqueou e não deixou ele pagar mais nada.
26:05Imagina quando tiver deep fake. Então, » Deus, » deep face, na verdade.
26:09» É. E tá muito perto, né? Tá muito perto.
26:13Deixa eu dar uma colada.
26:18Mas sou totalmente a favor das tecnologias, tá? Não sou um cara contra tecnologias, mas temos que tomar cuidado. Já dizia na década de 90, Skynet chegando, né? Temos que tomar um certo cuidado.
26:28» Ah, não. Eu sempre agradeço, sempre agradeço pro chat GPT, porque se um dia ele dominar as marcas, vai falar: "Não, pô, Rodolfo era querido, simpático, vamos deixar ele que ele era educado com a gente." Sim.
26:38» E dentro dessa parte de proposta criativa, de negócios com propósito, né?
26:43Eu, a sua trajetória sempre foi muito inquieta e alinhada a isso, assim, você tem um propósito muito claro.
26:50» Sim.
26:50» Como que você vê isso pra nova geração?
26:52O que que você pode passar e propósito ainda é algo real ou você acha que tá em desuso? Porque eu vi que inclusive você compartilhou esses esses dias o Golden Circle do Simon Cic, né? E o comece pelo
27:08porqu é justamente isso, né, cara? Por que que você tá fazendo isso? por que a empresa existe ou por que eu tô me propondo a isso e o resto é consequência.
27:16» Cara, eu eu me pergunto todos os dias por que que eu tô fazendo isso, né? E eu tenho um lado um pouco professoral, porque eu sou professor emérito lá da PUC, da escola de negócio, tal. Fui e voltei várias vezes pra academia, apesar
27:30da aula tradicional ser uma coisa que que me incomoda um pouco, porque tem também o lado da juventude de não querer aprender. E você tá lá numa sala com 30, 40 pessoas, uma menina lixando unha, o cara no celular e você tentando passar
27:43conhecimento, dá uma estressada. Então eu vou muito mais em aula show, aula magna, ah, trazer um cara de mercado.
27:49Então eu tenho uma parceria muito legal de professor convidado com a escola de negócio da PUC, alguma coisa com com o Rio Grande do Sul também. Mas o meu, por que que eu falei isso? Porque o meu propósito, ele não tá atrelado a
28:00propósito profissional, a o meu propósito é ser o maior se é su do mundo. Não, o meu propósito tá em propagar o meu conhecimento para melhorar as outras pessoas. Eu acho que a Nicole fez um um um depoimento ali
28:18muito bacana, cara, que eu realmente fico emocionado, porque quando eu encontro alguém, eu falei isso o ano passado, acho num outro podcast, que eu encontrei uma pessoa que trabalhou comigo, que na época era um profissional
28:30pequeno, trabalhou, foi assistente, depois foi um coordenador e hoje ele é um gerente grande do EBANks, erradicado fora. Nico até sabe quem é. Então assim, e ele me e ele foi na minha mesa, eu tava almoçando no pecorino, ele foi na
28:42minha mesa, falou: "Esse cara foi meu chefe, ele ele que fez eu me movimentar e tal". Cara, isso para mim vale mais do que qualquer coisa, muito mais do que dinheiro. Lógico que eu quero ganhar dinheiro, quero ganhar 200.000 por mês,
28:53se tiver alguma vaga, aí estou à disposição. Mas, mas essa coisa do propósito, essa coisa de ver Nicole voando, quando eu tive oportunidade de de ir lá na empresa visitar Nicole, diretor, um monte de gente abaixo dela,
29:06eu falei: "Cara, Nicole já já conhecia a Nicole que ela era » pequenininha, entendeu?" » E e andou e independente de eu ter sido uma grande parte ou não dessa história, eu sei que eu ajudei, né? Porque senão
29:23não teríamos esse relacionamento tão bacana. E com várias outras pessoas, Gasparet, » sim, » menino tá voando, tá no game, tá na aquelas gominhas de colagem e tal, » cargo super top. E era um guri quando entrou lá com a gente e precisou de
29:38muita orientação e tudo mais. Então esse esse realmente é o que me brilha os olhos, esse propósito, esse propósito de propagar conhecimento e devolver pra humanidade algo positivo. Isso sim, né?
29:53» Eu eu brinco, né? Durante muito tempo eu fiquei nisso assim, cara, o que que eu tô fazendo, né? E e uma vez eu tava pescando no mar de São Paulo lá e teve a aquela ideia do pescador de homens, né?
30:04Eu acredito muito nisso. Acredito muito que o que a gente faz e tudo que eu me propôs a fazer vai ao encontro disso também. Assim, cara, como que eu impacto a vida das pessoas? Esse produto aqui, ele faz sentido? Esse caminhar aqui faz
30:17sentido? E às vezes o impacto é isso, né? Teve um o um menino que eu conheci na Porto Seguro, hoje ele é diretor numa empresa de risco grande e ele fez questão, eu fui lá visitar ele, mesma coisa, apresentou para todo mundo e tal.
30:30E cara, e daí eu saí de lá, não imaginava que ele tinha essa visão de mim. Para mim foi um cara excepcional. E o Michel, Michel excepcional que passou e que acompanhou. E quando volta isso realmente é gratificante.
30:44» Eu eu acho que também tem um pouco a ver com o estilo. Eh, Nicole pode até me corrigir se eu tiver errado, mas eu acho que tem um pouco com estilo de perfil de como você é como líder.
30:55» Uhum. Porque uma coisa que eu sempre fiz, por exemplo, quando a gente trabalhou junto e tinha um time gigante, porque eu peguei o time, já tinha quase 30 pessoas lá, depois ficou maior ainda.
31:04Tô falando do grupo Woods, tá? Maior rede de casas de show do Brasil e outros afins. Aí fizemos muita coisa bacana.
31:10» Eh, eu tinha um estilo de delegar pro pessoal, deixar o pessoal voar, mas muitas vezes puxando a bandeira, sabe?
31:20puxando o bandeirão na corrida junto, porque senão não adianta, não é, não é sentar atrás de uma escrivaninha e delegar, faça o que você quiser, não. É de repente puxar o time na velocidade que você precisa, que é essa questão do
31:33da alta performance, né? Se você consegue imprimir um ritmo e todo mundo compra esse ritmo, a empresa passa a crescer cada vez mais. E uma coisa que eu sempre falei pras pessoas que eu tinha mais contato assim no dia a dia,
31:45quando vinha no individual, falava: "Cara, o que eu mais quero na vida é que você cresça". Porque quanto mais você crescer, mais eu vou crescer, » né? A gente não tem que ter medo de trabalhar com gente boa, pelo contrário,
31:56a gente tem que incentivar que as pessoas melhor.
31:58» Eu acho que uma coisa do propósito que é muito importante também é que nos faz querer continuar fazendo o que nós fazemos, né? Se você trabalha sem propósito ou trabalha só pelo gênero, chega um dia que aquilo ali fica
32:10amassante, você não tem mais vontade de fazer, você perde o brilho, você perde a vida. Quando chega nesse ponto, tá na hora de mudar. Eu acho que esse sempre foi a a eu sempre media febre dessa forma para mim. Enquanto eu tava feliz,
32:23entregando, tendo propósito naquilo que naquilo que eu tava fazendo, tava inspirando outras pessoas também, dava tudo certo. A partir do momento que eu começava a não ver propósito naquilo ali, para mim era melhor pular do barco
32:35que ir para outro lugar.
32:36» É porque tem a ver um pouco também com a pirâmide das necessidades, né? Quando ela, a Nicole falou, já me deu esse estalo de lembrar da pirâmide das necessidades de Maslow. Chega um momento que não tem mais a ver com dinheiro. É,
32:47são outras realizações. Exato.
32:49» É, exatamente. É uma é uma realização » e se o propósito é claro, as dificuldades do dia a dia se tornam pequenas e daí você vai conseguindo, porque ninguém vai est no mar de rosa todos os dias, né?
33:00» Muito pelo contrário, né?
33:02» Normalmente é bo. Não, eu digo, eu digo para vocês, por exemplo, um dos meus novos propósitos que eu resolvi de uns 5 anos para cá me aventurar é esse mundo das startups, né? Então comecei ou como conselheiro na área de comunicação e
33:15marketing de alguma forma, tendo ali algum equity ou coloc aportando grana.
Objeção: “Conselheiro é custo que não entrega”33:20Eu tô com um agora uma startup de arrematação e leilão de móveis, a Sharks. Eh, todo mundo pensa assim: "Ah, o cara é conselheiro da empresa, ele não faz nada e ele ganha 50.000 por mês, né, cara? Nada a ver. Na verdade, a gente se
33:33doa pro negócio para realmente fazer a diferença. E o que eu mais gostei nessa empresa que foi quando os os meus sócios me convidaram, eu perguntei: "Tá, mas qual que é o propósito da empresa?" Daí meu amigo foi taxativo, assim, o que é o
33:46que é o principal majoritário, que é o Fernando. Ele falou assim: "Democratizar o mercado de leilões de móveis no Brasil. Hoje é muito na mão do leiloeiro e algumas pessoas que têm acesso.
33:57Imagina se todo mundo tivesse a oportunidade de saber que um apartamento de 200.000 Dá para comprar por 100.000 no leilão. Eu falei: "Cara, isso isso combina comigo, esse propósito combina comigo. Quero ser sócio desse projeto.
34:10» E me conta uma coisa agora, né, já que estamos só nós aqui, » como foi a UDS?" Porque a UDS foi um fenômeno, » né, nacional » que cresceu absurdamente muito rápido, né? Que
34:24histórias que você tem para contar? O que que você lembra assim, tipo, de poxa, isso aqui foi um desafio, isso aqui foi uma lição e isso aqui foi muito engraçado, muito.
34:33» É, eu eu brinco que tem dois duas duas realidades de UDS, né? A Nicole tava já tava antes que eu lá. Você tem o período de maturação da marca, então de 2006, quando nasceu e explodiu a te pego, aquela coisa toda, até 2010, 2011. E aí
34:51a mudança, a transição, principalmente para quem é de Curitiba, a transição do Bacaxiri para Casa Nova lá na Marurinho.
34:57E aí você tem um novo momento do mercado com a explosão da marca como franchising e a gente ir pro Brasil inteiro. Chegou a ter 33, 34 casas no Brasil. E e eu sempre falo, tipo, as pessoas pensam só na balada, mas a gente tinha muitos
35:13projetos legais. A gente fez Cruzeiro, a gente fechou com a Royal Caribbean e fez um Cruzeiro temático Woods on board. Eu falei para ele esses dias ods dele como assim o teve um navio. Daí eu falei não é bem assim, mas é meio isso.
35:26» Não foi uma loucura, porque a gente foi, a gente foi paraos Estados Unidos, negociou o fretamento da da Royal Caribbean, quando a Royal Caribbean ainda operava no Brasil, que ela não tá mais operando aqui. Eh, e era 1 milhão
35:38de dólares. Tudo bem, não tava R50, mas já tava uns R$ 3.
35:43» Sim. E o poder de 1 milhão de dólares a 10, era muito dinheiro, Rodolfo.
35:49» E assim, era um risco era muito grande se o negócio ia dar certo ou não. E foi um empenho porque a gente teve que colocar a venda online, colocar a venda através dos canais convencionais, eh, que a gente sabia que poderiam trabalhar
36:02isso, mas a gente teve que fazer um trabalho de guerrilha nas casas, tipo, porque quem que é o nosso principal cliente? É o cliente da casa.
36:10Exatamente.
36:11» E quem que é esse cara que tem dinheiro para ir pro Cruzeiro? Não é o menino universitário que tá na pista tomando uma Budweiser. É o cara que tá no camarote.
36:19» E diferente do que é hoje esse mercado de shows, né? Porque qualquer show que você vá hoje é 1000 pilas.
36:25» R$ 1000 tá ali no no meio da galera ainda, né? Antigamente não era assim.
36:30Pessoal ganhava passe para entrar na UDS. O cara pagava R$ 40.
36:35» É isso que eu ia falar. 30, 40 pilas. O cara tá na pista.
36:38» Bons tempos, né?
36:39» Bons tempos. com R$ 50 e aproveitava no » R$ 500 a pessoa era patroa na noite, né?
36:44E aí agora pr pra nossa realidade agora você falar de um navio, ah, até faz sentido. Naquela época ela era muito » não convencional.
36:53» Então assim, falando um pouco de estratégia, né? Quando quando eu desembarquei nesse projeto, né, eu caí lá de para-quedas, tava saindo da eu tava na operação da de gerente geral da Gazeta do Povo, jornal, na época impresso ainda,
37:08» e fiz a transição de carreira para, para trabalhar com marketing de entretenimento para trabalhar no Woods.
37:14Eh, fui muito bem recebido pelos sócios, tipo, eles tinham uma visão assim, pô, vou trazer um cara de mercado que pode captar dinheiro, que não fale só de budget, de gastar dinheiro, o que que a gente pode captar? E a gente captou
37:26muito dinheiro, muita coisa legal que a gente fez que eu lembro.
37:29» Fizemos team, » ó, a gente tinha patrocinadores, » patrocinad » Team Music na estrada, fizemos tourê com a team pelo Brasil inteiro. Tipo, qual outra casa noturna no Brasil de redes, né? Tipo Vila Mix, por exemplo, que era
37:42concorrente direto, digamos, Shed, » não tinha patrocínio. A gente tinha, o banheiro feminino era patrocinado da Beauty Color. Color, » tinha as mulheres faziam cabelo e maquiagem das meninas de um certo horário na casa.
37:55» Foi disruptivo, né? E depois passou a ter em outras baladas.
37:58» É, porque a gente a gente fez fez história aí nesse mercado de captação, né? de de poder transformar a casa em algo a mais do que ser só marcas de bebida e cigarro, que foi sempre o point, né? Ah, eu tenho ali um
38:14um um front ali de uma marca de cigarro, eu tenho as bebidas.
38:18» Trabalhamos com a Ford também, né?
38:20» Isso, isso já na agência, né, Nic? Ah, é verdade. Já » a gente a gente tem uma história muito legal da Woods, que nasceu esse essa história da gente formatar o departamento de marketing de uma maneira bem escalonada, bem hierárquica, mas um
38:35questão de um ano, um ano e meio, eu dei a ideia pro Charles, que era o que era o grande mentor do grupo Woods, falei: "Charles, eu acho que a gente pode transformar a agência, sair dessa ideia de house, transformar numa agência de
38:47mercado, porque a gente tem tamanho, a gente tem gente criativa, a gente tem bons profissionais da empresa que podem fazer a diferença. Ele falou: "Manda bala. Criamos um CNPJ. Eu passei a ser sócio da empresa. Na época eu era CLT,
38:59passei a ser sócio da empresa. A gente montou a Family, que era uma agência de criação, de publicidade mesmo. A gente atendeu, cara, a gente atendeu muita marca legal. A gente atendeu grupo, grupo, grupo Barigui, » três marcas, Ford, Renault e alguma que
39:13eu não tô me lembrando agora. Cara, o grupo Barigui é uma contra que podia estar em outra qualquer outra grande agência aqui de Curitiba. A gente atendeu, a gente atendeu esse projeto que foi muito legal, que era o site do
39:24Banco do Brasil nos Estados Unidos, BB Américas, projeto insano, mil e tantos wide frames para fazer um site, uma loucura, com código de segurança até onde a gente podia ir. O restante era via banco, né? Não pode entrar em
39:37algumas camadas e tal. você que é da tecnologia entende melhor que eu. E foi insano porque assim, a gente acabou sendo contratado por uma agência internacional para fazer o trabalho aqui por questões de de câmbio. Era muito
39:50mais atrativo para eles contratarem criativos no Brasil, custob benefício.
39:55» Só que assim, além da questão do idioma, das reuniões todas em inglês, aquela coisa, questão cultural também de timing, » de de as reuniões, por exemplo, o americano gosta de reunião de 30 minutos, né? eles querem fazer reunião,
40:09tal OK? Qual Quais são as premissas, tópico tal, beleza? Vai entregar e o brasileiro tem o costume de fazer reuniões » duas horas, » duas duas horas sendo bonzinho, né?
40:19Então assim, tem muita coisa legal que a gente fez e também tem muita coisa inusitada, né? Aquilo que a gente também tava falando dos bastidores, que é um um criativo nosso, o Rodriguinho.
40:31» Rodrigo.
40:32» Rodriguinho. Rodrigo tá onde? Sabe onde que ele tá? São Paulo.
40:34» Tá em São Paulo, agência.
40:36» Ai, que que alegria, cara. era um guri » redor, redatorzão de agência, agência grande.
40:40» Era um garoto muito criativo, assim, ele eh antigamente não se falava em meme, né? Não, não existia meme, mas ele trazia umas ideias criativas que acabavam » eh viralizando como se fosse meme.
40:52Então, » viralizando, falando de uma delas, é a do Adriano Imperador.
40:57» A gente até tem a notícia que saiu, tem » temos aí.
41:02E e detalhe, eu eu quando eu te mandei essa informação, a gente tá vendo aqui da Gazeta do Povo, mas saiu na ESPN, saiu no Extra do Rio de Janeiro, saiu » porque era bem era que ele que ele tava bem na balada e tal.
41:16» Não, ele tava ele ele não tava jogando bola, ele veio da Itália e tava na na Esbórnia e aí surge essa história que ele ia vir jogar no Atlético. Aí todo mundo se olhou e aí o Rodriguinho fantástico falou assim: "Cara, » muito rápido, uma sacada muito rara". E
41:30na verdade vamos fazer um convite para ele. Daí a gente fez a casa sertaneja mais badalada do Brasil para príncipes, princesas e também pro imperador, o Adriano, que é o apelido dele, né?
41:39» Sim.
41:39» E aqui na época que tudo era mato, né?
41:41Porque a gente postou, se não me engano, foi Facebook, já existia Instagram, mas era tudo orgânico e chegou em todas as redes de vidas. De forma orgânica, » cara. Em menos de duas horas, Rodolfo, » o empresário do cara me ligou.
41:56tira do ar, pelo amor de Deus, vai romper o contrato. Foi um negócio surreal. E aí eu » achando que ele já tava fechado com a marca pra festa.
42:03» E a E aí eu no telefone com o cara, no telefone com com o cara e olhando pro Charles falando: "Tira ou não tira?" Não, não tira nada não. Mantém não sei o qu, fala com o jurídico. Cara, uma loucura. Mas foi muito legal porque
42:16depois a gente saiu nos nos sites esportivos, tanto nacionais quanto internacionais, » com essa coisa do meme que não era meme, tipo, viralizou uma brincadeira, né? Tá.
42:26E no final o imperador chegou aí na casa ou não? Nunca foi.
42:28» Foi, foi, » foi, foi, » foi. Ah, » deixou a poeira baixar, jogou um pouquinho e depois » não foi exatamente nessa casa, mas era uma casa do grupo, uma casa de pagode do grupo. E ele foi assim.
42:38» Sim. Ah, que legal. É, o a história da UDS, ela se mescla um pouco também com artistas e celebridades, porque muitos artistas foram sócios de casas, né?
42:48Então, Michel Telol, o Fernando Sorocaba, eh vários outros também que que eu não vou citar aqui, mas eh isso influenciava muito, ditava muito como a coisa ia funcionar, porque a gente tinha uma coisa que muitas outras casas não
43:03tinham, de, por exemplo, a casa de São Paulo principalmente. Sim. tá lá tocando.
43:09Eh, Alan e Rodolfo tão cantando. Daqui a pouco chega o Sorocaba e sobe no palco, fazer uma participaçãozinha especial.
43:16» Isso, ninguém tinha isso, a gente tinha, né? Então acho que isso isso ajudou muito, isso cataptou muito. E eu me lembro que eu percebi realmente a força da marca, acho que foi ali em 2013, 2014, do quanto a gente tava ficando
43:32robusto, quando as cifras já começaram a mudar, a gente chegou a receber proposta de grupo internacional, de fundo internacional para comprar, falando de 500 milhões, 600 milhões, e foi para uma outra realidade. O que eu acho que
43:46aconteceu, que aí tem muito a ver com aquilo que a gente falou no início de mudanças de ciclo, é que o ciclo de casa noturna ele mudou.
43:53» Claro, né? Você tem ainda uma outra coisinha aqui, mas não para esse tipo de casa que abria três vezes por semana, casas de 2, 3.000 pessoas » e que a galera enxarcava, gastava muito dinheiro e etc. Eu acho que a cultura
44:06também mudou um pouco, veio para essa área da saúde, das pessoas que se cuidam mais.
44:12» A gente tem um primeiro movimento, foi na minha saída. A gente tinha até pré-encomendado uma pesquisa que acabaram não aprovando por budget, mas a gente tinha informação de dos apps, dos apps de namoro que a gente chegou a
44:24fazer até parceria com Tinder, com Rapping, essas coisas » que já tinha um movimento de mudança.
44:31Para que que a pessoa vai na noite gastar dinheiro, pegar um camarote, não sei o quê, depois, né, fazer todo aquele misancene se ela pode chamar a pessoa no delivery ali diretamente. Isso tô te falando
44:458 anos atrás » por aí quando começou » não mais » 10 anos 10 anos começou anos » mas e aí você tem uma mudança comportamental de de de heção de de geração saúde
45:01» que o pessoal tipo não quer saber mais né ainda mais agora que as bebidas estão com metanol tem que tomar mais esse cuidado, » né? Mas a gente tinha eh clientes que iam quarta, sexta, sa.
45:14» Eu acho que aqui em Curitiba, principalmente, não sei se a rede, né, o Brasil inteiro passou por isso, mas a gente passou muito por uma questão de lugares eh que t uma gastronomia forte, então centros de gastronomia e as
45:26pessoas passaram para ir para esses lugares também, né, consumir mais isso do que a balada propriamente dita.
45:33É, eu eu convivo com algumas pessoas dos meus familiares que são mais jovens, que eu que eu olho fal: "Pô, eu era assim 30 anos atrás, aquela coisa toda e eu vejo que o comportamento deles mudou, eles querem fazer o rolezinho deles em casa,
45:47um um outro papo, né? Então são são gerações, eu acho que é uma nova geração e infelizmente para para fechar UDS, vivemos um mundo mágico, acho que foram 10, 12 anos maravilhosos e esse ciclo se
46:03encerrou, né?
46:08» E a parte de construção de times, a gente falou um pouquinho dessa coisa da nova geração, das mudanças e tudo mais.
46:14Hoje, qual é o teu desafio na hora de eh formatar gente, contratar gente, né? A gente no início falou um pouquinho da utilização de ferramentas de a, mas desse lado humano, né, que você é um formador de pessoas também. Tá aqui a
46:29Nicole que passou por essa formação e outros exemplos que vocês trouxeram.
46:33Como que você tá lidando com essas novas gerações que estão vindo? O que que você diz pro empresário que tá buscando contratar parceiros, pessoas no mercado e tá nesse momento, né? Porque a liderança é isso,
46:48liderar eh subentende-se que quem lidera lidera alguém, né?
46:53» E formar esse time, criar esse time, carregar o standarde na frente da tropa.
46:59» Como que você tem feito isso nos dias atuais com as mudanças todas que estão acontecendo? Cara, eu acho que assim, entra novidade, sai novidade, inovação, mas eu acho que algumas coisas estão muito claras e pré-definidas como
47:11valores morais e éticos meus. Eu não faço distinção, homem, mulher, raça, credo, idade, principalmente. Eu posso trabalhar desde com guris recém saídos de de universidade até gente mais velha. Por
47:26exemplo, na massa São Paulo, quando eu assumi a direção de cabeça de rede em São Paulo, o meu meu gerente comercial que eu trouxe, um cara de 70 anos.
47:34Nossa, » porque eu queria alguém de São Paulo que conhecesse o mercado publicitário de São Paulo, que pudesse me abrir as portas, que não ia ter a velocidade que eu precisava, mas eu falei: "Não, eu seguro essa bronca, eu vou ter essa velocidade
47:48com o resto do time, mas eu preciso de um cara parrudo que faça essa diferença." Então, eu acredito que lógico que as inovações e as ferramentas são importantes, mas a gente também tem que ter uma filosofia, né? E essa e a
48:00minha filosofia sempre foi e entender as vontades e e se as pessoas realmente querem crescer, né? Eu já ouvi de pessoa em empresa, eh, não na UDS, em outros lugares assim da pessoa me dizer: "Ah, eu não tô feliz aqui" e tal, daí eu
48:14falo: "Cara, mas então o que que você tá fazendo aqui? Você passa mais tempo na empresa do que do que na sua casa. Você passa mais tempo com seus colegas de trabalho do que com a sua família. O que que você está fazendo num ambiente
48:27tóxico? O que que você está fazendo num ambiente que você não que você não não compactua, não não está, né? Então assim, toda vez que eu faço questão de de contratar alguém e participo inclusive de contratações até de gente
48:41de pessoas mais júnior para entender realmente quem que vai fazer parte da cultura, se entende a cultura, se tem aquele interesse de participar daquela cultura, daquele ecossistema, porque também não adianta colocar um peixe fora
48:55d' água lá, uma pessoa que não tem nada a ver com a cultura, vai dar problema. E eu acho que hoje a gente também vive um conflito de interesses nesse sentido, porque eu vejo muita empresa colocando departamento de diversidade, né? Vou
49:10tocar num assunto espinhoso, mas é verdade. Eh, vaga pra pessoa XYZ, afrodescen e tal, cara, super legal, mas a empresa ela realmente entende? Ela incorpora isso ou é ou
49:25» ou é só um jogo ali publicitário para dizer que ela é moderna, né? Então acho que tudo isso implica. Eu sendo muito sincero e friso novamente, eu não faço distinção. Eu trabalhava, a Nicole para mim era um profissional igual um
49:38profissional masculino, tipo, vamos tratar as coisas eh iguais, as pessoas têm que ser iguais, » né? Com a mesma capacidade, com com a mesma com o mesmo poder de desenvolvimento, com mesma com o mesma explosão, né? Você não trata, porque
49:54lógico, se for um trabalho braçal, » ah, vai quebrar pedra, » vai bater, vai bater, vai bater massa lá. Tudo bem, né? Mas no no trabalho intelectual, né, de uns de uns 5 se anos para cá, eu até gosto de brincar sobre
50:09isso. Eu falo assim: "Cara, eu prefiro muito mais trabalhar com mulher do que com homem, porque eu acho que elas elas têm eh eu acho que também tem um pouco a ver com a maternidade, isso abre a mente. Elas são multidisciplinares,
50:21» uma capacidade de segurar várias pr » mulheres são multidisciplinares, elas conseguem é que nem a chinesinha que gira as var os pratos, né? Então assim, eu não faço distinção, pelo contrário, eu gosto de entender se a pessoa está
50:34comprometida com o negócio. Eu vou até, não vou citar nomes, mas vou até contar um caso inusitado lá do próprio Woods. A gente tinha um cara fenômeno, nem sei se ele tá no mercado mais, também não vou falar quem é, eh, ele era estagiário
50:47nosso, criativo. Acho que eu nunca contar essa história abertamente, mas vou contar aqui no podcast. E o menino chegou na minha sala e aí eu ia promovê-lo, ou efetivá-lo, né? E aí ele chegou na minha sala e falou assim: "Eu
50:58já tô empolgado, cara, então vamos te efetivar. Tava sempre com com o Rodriguinho e tal, era um cara também que tinha um potencial gigante. Daí ele falou: "Não, não, eu vou eu vou parar de de trabalhar porque eu vou me dedicar ao
51:10terofilismo, vou vou começar a treinar, tal. E meus pais me apoiaram para eu ficar em casa e treinando e não sei o quê". Eu falei: "Tá bom, sucesso, tal".
51:19Mas na minha cabeça aquilo não entrava, porque era um menino que tinha um potencial gigante. Eu ainda tentei argumentar, falei: "Cara, tem certeza, você tem um caminho super próspero? Você tem uma oportunidade gigante aqui
51:29dentro? Você é um cara super criativo." Falou: "Não, não, mas eu vou vou me dedicar a isso". Falei: "Tá bom, né?" » No fim, hoje eles são no mercado.
51:38» É, você sabe quem é?
51:39» Sei, » mas uma história meio maluca, né? Tipo um cara que e e » não vou ser fisicio né? Não, » daí não sustentou a bronca.
51:48» Era muito dinheiro que » voltar pro mercado.
51:50» Era muito dinheiro de suplemento e anabolizante. Melhor voltar.
51:55» Acho que minha mãe não vai dar conta.
51:56» Mas é muito legal, cara. Por exemplo, eu tenho, a gente tava falando de pessoas que passaram pela minha carreira, tem outros que montaram suas próprias agências e que eu até me utilizo do serviço, sabe? Porque eu vejo que são
Objeção: “Fornecedor promete e não entrega”: quem entrega tem espaço52:07pessoas que trabalharam na nossa cultura, sabem importância de entregar, né, de entregar o resultado, porque a gente falou um pouco antes nos bastidores, né, tem muita empresa que diz que vai entregar, depois não entrega, né,
52:22» promete mais um cúmprio » e e isso é uma dor meio generalizada, né? Quem entrega tem espaço, né? Eu falo, a Storics, ela surgiu de uma dor minha. Eu não tinha fornecedor de tecnologia e foram meus fornecedores, eu vi que eu tava montado numa mina de
52:35dinheiro. Falei: "Cara, alguém que entrega finalmente, eh, como que você joga isso com o seu time, com a sua equipe? Qual é o nível de pressão que você faz com eles para ter esse compromisso de entrega?" Porque para ser o maior grupo hoje do Brasil, a entrega
Objeção: “Pressão queima o time”: líder absorve junto52:52deve ser um fato, né, » cara? Tem tem pressão, mas eu acho que a pressão ela tem que ser absorvida por todos. É aquilo que eu te falei de puxar o puxar a corrida, puxar o bandeirão na frente. Se você se coloca sentado junto
53:07e absorve junto essa porrada e mostra que você tá engajado em fazer a coisa acontecer e na hora que você precisa fazer a diferença com o time, você tá ali presente. Não é aquele cara que manda de madrugada o pessoal fica trabalhando e o cara vai paraa casa
53:22dormir, » né? que tá ali. Então, quando você tá compenetrado, engajado, as pessoas enxergam isso, né? E e eu posso dizer ao longo desses, e aí eu não vou dizer nem só na na época de gestão, na própria época que eu ainda não era gestor, eu eu
53:38me engajava em fazer a diferença, né? Eu acho que foi por isso que eu acabei » crescendo e indo pra área de gestão rápido, porque quem eram os meus gestores viam esse potencial em mim de eu engajar o time numa liderança sem
53:52cargo.
53:53» Sim. Vamos lá, gente, faz a diferença, tal. Vamos fazer, vamos montar arena de verão, arena, arena mundo ricord.
54:00Até comentei com o proprietário de Record, o Leonardo Petrelli, que ele nem sabia dessa história. Mas a Arena Mundo Ric, quem inventou essa Arena Mundo Ric fui eu numa reunião com a Coca-Cola que eles falaram assim: "Ah, a gente tem um
54:12projeto que é Arena Mundo Coca-Cola, mas a gente não vai mais fazer porque custa muito caro pra gente desenvolver isso sozinho e a gente queria ter um parceiro que pudesse fazer isso por nós na praia". Eu levei o projeto para dentro,
54:22a ideia já com rascunho. A Gislane Murar, o presidente da DVB, era diretora de marketing na época, desenh gerente aí na época ela ainda era. Desenhamos juntos e trouxemos pro mercado. Vendemos a cota master paraa Coca-Cola e outras
54:38cotas para para outros patrocinadores, Nice, Caixa Econômica, etc e tal. Mas é um projeto nascido do mercado, nascido de uma dor, » dessa sensibilidade que você tem de enxergar. Exatamente. Eu acho que isso faz muita diferença. Eu eu procuro, eu
54:52procuro diagnosticar isso no meu time, assim, quem que consegue eh eh enxergar esses esses diferenciais de mercado e trazer esse resultado pra empresa, sabe?
55:03E como liderado, você trabalhou com muita gente que é expoente, né? Não sei se pode dizer nomes e tudo mais, mas teve contato direto com grandes figuras, algumas você já citou. Quem foi um líder que fez diferença na sua vida e que você
55:17e aprendeu lições, se inspirou, carrega com você um pouco do jeito até hoje? Tem alguém que marcou a sua trajetória? Sim, » cara, eu eu sempre brinco assim, eu não tenho eu não tenho ídolos, né? Tipo, eu gosto cena, eu tenho eu tenho coisas
55:32assim que de frases que eu acho muito legais, eu até reposto e tudo mais, mas eu não tenho ídolos, mas eu tenho grandes grandes mestres da comunicação.
55:41Walter Zagari, diretor nacional da Record, foi diretor do SBT, depois foi muito tempo diretor da Record, um cara fantástico de você assistir as convenções de vendas e ver ele imprimir aquela energia que não é normal em
55:55outros diretores. José Carlos Grisbch, diretor meu direto da Record eh eh aqui no Paraná. O próprio Ratinho tive oportunidade de é um outro tipo de liderança, uma liderança mais humanizada, mais do povo. Ele fala
56:11rasgado igual ele fala no programa dele do teste de DNA. Sim.
56:15» Então você tem, eu acho que assim, eu sempre absorvi de todo mundo, Luiz Luiz Benit, hoje vice-presidente de comunicações da da Rede Massa SBT e Massa FM, cara fantástico. É o Petrelli que eu comentei. Mas assim, o meu o meu
56:31grande mentor intelectual, Cláudio Cepini, meu pai.
56:36» Que legal, » cara. Meu pai, eu sou fã do meu pai. Meu pai no auge aí dos seus 88 anos, vai de moto pro clube até hoje.
56:43» Nossa, » em São Paulo, tá super bem, vai sete dias por semana na academia, faz tudo, tá lúcido. Eu brinco, pô, pai, você tá tão lúcido que eu acho que você vai até uns 120, 130, ele Deus me livre, não aguento. A minha carcaça já não
56:57aguenta tudo isso.
56:58» É, mas tá lúcido porque continua fazendo as coisas, continua se envolvendo. Tá aqui. Exatamente. E ele sempre me trouxe essas lições desde muito novo, a importância de entender custo, valor agregado, preço na vida pessoal mesmo,
57:14né? Porque se você tem tudo de mão beijada, você não dá valor. O meu pai foi diretor de multinacional de empresa, a empresa que meu pai trabalhava, Heidelberg Harris, de maquinário gráfico que vendia máquinas rotativas offset
57:26para Editor Abril, Estadão, para Gazeta do Povo, empresa gigante, faturava 400 milhões de dólares por ano.
57:34» Meu pai nunca perdeu a humildade. Meu pai nasceu no curtiço, cara. Meu pai era italiano, nasceu tipo numa vila pobre.
57:41Então essas lições elas são muito importantes, porque quando você é jovem, principalmente na adolescência, é fácil você se perder. Sim, » né? Ah, todo mundo tem um Nike Air Max, eu também quero, não sei o quê, essas coisas que a gente viveu. Sim. Então,
57:56meu pai sempre me colocou no prumo, assim, quando eu começava a sair da linha, ele me colocava no prumo. E uma coisa que eu contei num podcast há muitos anos atrás, que eu vou recontar agora para você, o meu pai foi a pessoa
58:09que fez eu pegar o exército, porque dos 15, 14 pros anos, eu comecei a virar um guri problema, porque era uma época que os pais deixavam a gente pegar carro sem carteira, né? Tudo muito mais
58:24permissivo, » moto, tipo, a gente tinha moto, né?
58:27» Rodolfo diga. Então assim, eh, foi uma coisa legal do ponto de vista de ter essa proximidade. Eu morava próximo da Serra da Cantareira, a gente ia até a serra andar de moto de trilha, aquela coisa. Mas aí você começa a perder um
58:40pouco a mão, porque o adolescente ele é » guri selvagem, garoto, » passaram os limites, né?
58:46» E aí meu pai falou: "Opa, esse menino se ele não tomar rumo agora, ele vai dar problema". E aí quando eu fui me alistar, 18 aninhos lá, fui me alistar, eu já tava no segundo ano de faculdade, um cara falou assim: "Pode vir, sai da
59:01fila, deixa eu, você vai falar com o major aqui. Major Macedo, » tavam te esperando. Já » chegou o Major e falou assim: "Ó, deixa eu te falar um negócio. Aqui no teu certificado de listramento militar tem um carimbo. Esse carimbo quer dizer que
59:14você vai pegar o exército. Você tá na faculdade, você tá fazendo alguma coisa". Falei: "Não, tô no segundo ano do Macken em São Paulo, tal". Ele falou: "Então, cara, eu acho melhor você gritar voluntário quando falarem de CPOR, que
59:25senão você vai pegar como soldado".
59:27E aí eu depois fui descobrir que meu pai ligou para um general e meio que me obrigou a pegar o exército. Mas eu te digo, foi bom, cara. foi bom para para me colocar de volta no eixo, para colocar meus pés no chão e também por
59:40questões de liderança, porque hoje em dia se fala muito dos problemas que a gente teve políticos aí de exército, aquela coisa toda, nem puxando o lado pro lado A ou lado B, mas eu tive ensinamentos no exército de liderança,
59:52de espírito de corpo, de convivência, de hierarquia, né, de de ser como como deve ser um subalterno, como as coisas devem acontecer que são pra vida toda. Eu uso muitos ensinamentos de disciplina.
60:05» É, não, eu estudei no colégio militar dos dos 9 aos 17 e eu carrego isso dentro do meu dia a dia sempre, assim, questão de horário, de rotina e tal, né?
60:16É isso. Encerrando, né, que o tempo eh tá chegando ao limite, a gente podia conversar, nem entramos nas questões pessoais de paternidade, tudo. Acho que » fica para uma próxima.
60:26» Faremos um outro.
60:27» Você quer fazer a última pergunta pro pro Alan?
60:31Não, » não sei.
60:35O que que você diria para quem tá chegando, né, na sua área, no seu mercado e você é o mentor por alguns segundos, minutos. O que que você deixaria de lição que você acredita que seja valiosa e que vá ficar registrado
60:52aqui para todo sempre no Spotify, no YouTube e nas redes? para alguém que chegou até o final desse podcast ficar pensando e trazer paraa sua vida.
61:01» Cara, eu acho que a gente tem que ter as nossas convicções. Eu acho que a gente tem que acreditar naquilo que tá dentro da gente. Eu eu sou publicitário desde que eu tinha 7 anos de idade. Eu sentava na frente de uma televisão, vi uma
61:15campanha do Washington Oliveto e outros muito legais e eu sabia o que eu queria da minha vida. Eu nunca disse pro meu pai que eu queria ser que eu queria ser astronauta ou piloto de Fórmula 1. Eu queria ser publicitário sem nem saber o
61:27que que era ser publicitário, né? Porque eu tinha ouvido talvez a palavra publicitário e sabia que tinha a ver com filme. Tanto que o início da minha vida foi, eu pensei que eu ia pra área de criação e eu era um criativo ruim, eu
61:39era um criativo medíocre, eu jamais teria tido sucesso ficando na área de criação. Aí eu fui entender que a minha área era outra, era planejamento, era era atendimento. Eu sou muito ligado com a parte de estar com o contato com o
61:53cliente. Então o que eu tenho para dizer pras pessoas é: acredite em você, acredite no seu potencial, né? É o que eu falo, por exemplo, pro meu filho de 6 anos, eu não sei o que ele vai ser. A gente nem sabe quais vão ser as
62:05profissões quando ele tiver 20 anos de idade. Sim. Mas eu, diferentemente de outras gerações, e eu tenho isso como uma lembrança do meu pai, que foi difícil para ele entender que eu queria ser publicitário, porque ele tinha uma
62:15visão de que publicitário, hoje eu tô aqui engomadinho, mas ele imaginava o publicitário um cara cabeludo, maconheiro, que que não ia.
62:21» Eu acho que essa é a visão de todos os pais, porque quando eu falei em casa, meu pai também, » meu pai falou: "Deus me livre, cara, engenharia, medicina, administração, coisa em casa, cara, como assim?" » E e o que que eu e que o que eu vejo? Eu
62:33vejo que a gente tem que acreditar eh primeiramente na gente, mas falando como pai também, a gente tem que acreditar no no potencial dos nossos filhos, das dos nossos dos nossos liderados. A gente tem que acreditar, mas se a pessoa não
62:48acreditar nela mesma, ela não vai chegar a lugar nenhum. Eu acho que é essa é a lição para qualquer pessoa, para qualquer coisa que for fazer na vida.
62:55» Pô, sensacional. Obrigado, né?
63:00Estamos encerrando esse segundo grande episódio. Espero que a gente possa continuar conversando. Sei que você tem que sair correndo para render a babá, mas mas a gente vai, se puder, jantar e continuar a nossa conversa e avançar e
63:14vai ser um prazerzão. Para quem nos assistiu, muito obrigado, né?
63:17Finalizando esse segundo episódio. Daqui a duas semanas vem o terceiro episódio do Stoiccast. E nos sigam nas redes, depois vão marcar seu arro, suas redes e tudo. E acompanhe também o Alan e a Nicole, obviamente, né? que é um prazer
63:31estar com vocês. Muito obrigado e uma excelente noite para todo mundo.
63:35» Obrigado. Obrigado, gente. Valeu. Valeu,